Mostrando postagens com marcador Pessoa com Deficiencia Visual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoa com Deficiencia Visual. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Trabalho aprova obrigatoriedade de divulgação de editais de concursos em braile


A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou, no último mês de novembro, proposta que obriga os órgãos e entidades da administração federal, direta e indireta, a divulgar os editais de concursos públicos em braile (sistema de leitura com o tato para deficientes visuais). Pela proposta, a obrigação também valerá para a divulgação dos gabaritos das provas. A medida está prevista no Projeto de Lei 5326/09, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS).

A proposta aprovada na Comissão de Trabalho restringe a obrigatoriedade dos editais e gabaritos em braile aos concursos para cargos compatíveis com a deficiência visual, o que não estava previsto no texto original. “De fato, considerando os elevados custos para a reprodução de textos pelo sistema de escrita em relevo anagliptografia [escrita em relevo para leitura em braile], entendo que a exigência não se justifica nos certames para provimento de cargo ou emprego cujas atribuições tornem o exercício incompatível para pessoas com deficiência visual”, argumentou o relator, deputado Mauro Nazif (PSB-RO).

Tramitação
A proposta, que tramita de forma conclusiva, já foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família. Ela será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Íntegra da proposta:
·       PL-5326/2009
Fonte: Site da Câmara de Deputados

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DEFICIENTES VISUAIS - F123

FONTE : Empreendedor Social, publicação da Folha de São Paulo, de 08 de novembro de 2012, folha 22, dados atuais sobre deficiência visual no Brasil.

Deficiência Visual no Brasil – 6,5 milhões com baixa visão, 506.000 cegos

Pessoa com deficiência visual, com 15 anos ou mais – 61% sem instrução ou só fundamental completo.
População sem deficiência, com 15 anos ou mais – 38% sem instrução ou só fundamental completo.

Esta baixa escolaridade é considerada o principal entrave para a inclusão no mercado de trabalho.
Segundo o Isocial, 71% das empresas, preferem contratar pessoas com deficiência física, e 7% contratam deficientes visuais, pela Lei de Cotas.

F123 – “Fernando Botelho desenvolveu um sistema que pode ser carregado num pen-drive e instalado em escolas, LAN houses e em empresas. Enquanto o F123 sai por R$350,00, o concorrente custa R$4.500, 00.
              O sistema funciona em Linux, Windows ou Mac, e o usuário não precisa de conhecimentos avançados. Por ser livre, o F123 pode ser distribuído e melhorado por qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.
              O sistema vem pronto para o usuário final em versões semelhantes ao Windows e ao MS Office.
              O pacote inclui os seguintes programas : LibreOffice (documentos), planilha eletrônica e apresentação, navegador para internet Firefox, cliente de e-mailThunderbird e mensageiro instantâneo Pidgin – que se comunica com redes como MSN, Skype, Google Talk, Yahoo, Facebook e Twitter.”
              (...)” É o único no mundo que oferece essas condições.” Permite (...) “Checar os e-mails, ler as notícias, conversar on-line com amigos.”
               Acesse F123.org
              

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Caso Real: FAÇO TUDO O QUE TODO MUNDO FAZ

Mas podia ser mais fácil.Se as pessoas fossem mais discretas, ao invés de falar com espanto “nossa, voçê é cega?!”.

Fico constrangida , principalmente se estou acompanhada. Surge espanto também quando informo que namoro há cinco anos, pessoa sem deficiência.Não foi meu primeiro namorado, tenho 22 anos.Parece que as pessoas acham que não enxergar faz a pessoa não ser atraente em qualquer sentido, inclusive no sexual.

No balcão de lanchonete, quando acompanhada, sempre perguntam para quem esta ao meu lado o que quero comer!Sempre fui boa aluna, com boas notas. Aprendi a ler antes de entrar na pré-escola, minha família sempre me estimulou muito.

No ensino básico tive quatro grandes amigos, que a cada ano sentaram ao meu lado repetindo tudo o que estava escrito na lousa para eu copiar em caderno comum, conseguia ver as linhas desde que tivessem bom contraste.

Nasci com amaurose congênita, o que me dá visão subnormal de 20%. Apesar de ser boa aluna,no ensino médio, grupo de estudos reclamou com a professora que “a Fernanda sempre sobrava para eles.” Detalhe: a “sobra” fazia a parte dela e não raras vezes a dos outros também, com facilidade.

Recentemente prestei concurso público, para ser professora de escola estadual.Aprovada, escola escolhida, faço curso para ingressantes, antes da admissão .

Tenho insônia quando penso que passarei por perícia médica, e que posso ser considerada inapta por ser deficiente visual.Já dei aulas no Estado como professora temporária, com competência,  meus alunos gostavam de mim.

Eleanor Roosevelt falou que “O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seu sonhos.”Eu acredito na beleza dos meus.Vocês poderiam, por favor, acreditar também?

Tenho contas a pagar e projetos de vida.

Caso real. Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga e diretora da Unidade de atenção aos Direitos da Pessoa com Deficiência.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vencendo a Amaurose Congênita de Leber

Uma matéria no portal Terra conta que três americanos que perderam a vista na infância relataram uma melhora drástica na sua visão depois de terem sido submetidos à terapia gênica em ambos os olhos. Uma delas viu os filhos pela primeira vez:
Em alguns casos, a melhora começou há quatro anos, quando um dos olhos foi submetido à terapia. Agora uma americana falou sobre a emoção de conseguir enxergar pela primeira vez os próprios filhos, depois de passar por terapia no segundo olho.
Os três pacientes tinham uma condição hereditária e rara conhecida como Amaurose Congênita de Leber (ACL) provocada por um defeito no gene responsável pela proteína necessária para a visão. A ACL se manifesta nos primeiros meses de vida e compromete gravemente o sentido da visão, além de causar movimentos involuntários no olho e vista fraca no escuro.

Diversas equipes de cientistas em várias partes do mundo tentaram terapias gênicas para tratar a cegueira, mas poucos pacientes receberam o tratamento para lidar com um defeito genético em estágio tão anterior ao processo de perda de visão. Pesquisadores americanos revelaram em 2008 que 12 pessoas com LCA recuperaram parte da visão depois de receberem uma injeção no olho com um vírus criado artificialmente portador do gene RPE65.
Em outro estudo, eles trataram o outro olho de três pacientes, e descobriram que isso melhorou ainda mais a visão. Os pacientes passaram a conseguir identificar obstáculos ao seu redor. Os resultados foram publicados agora na revista científica Science Translational Medicine.

(…) Um dos três pacientes que participou dos testes, Tami Morehouse, disse à BBC que sua visão gradualmente foi se recuperando, abrindo um novo mundo para ela. Apesar de ela não conseguir enxergar bem o suficiente para ler ou dirigir um carro, ela agora consegue reconhecer os rostos de seus filhos e assistir aos jogos de beisebol deles.

Amaurose Congénita de Leber
O termo “retinopatia hereditária” engloba um vasto conjunto de doenças hereditárias da retina resultantes de mutações em um ou mais genes. Trata-se de quadros degenerativos, que podem afectar primariamente a retina periférica, central ou ambas, e que apresentam um espectro variável de idade de aparecimento, gravidade e prognóstico. Inclui a família das retinopatias pigmentares e síndromas associados, as maculopatias (ex. doença de Stargardt) e a Amaurose congénita de Leber, entre outras.
A Amaurose Congénita de Leber (ACL) é a distrofia hereditária da retina mais grave e de aparecimento mais precoce. Trata-se de uma entidade autossómica recessiva, geneticamente heterogénea, caracterizada pela identificação de um nistagmo sensorial durante os primeiros 6 meses de vida, enoftalmia, sinal óculo-digital de Franceschetti, alta hipermetropia, distrofia da retina variável e ERG extinto. Estão identificados 14 genes cujas mutações se associam a este fenótipo.
Trata-se da primeira doença ocular a ser tratada, com algum sucesso, com terapia genica, na sua variante ligada a mutações no gene RPE65. 

* Autor: Dr. Eduardo Silva (Fevereiro 2010). * Fonte: Excertos Adaptados de Doenças Raras de A a Z, Volume II. FEDRA – Federação das Doenças Raras de Portugal.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vejo nada, sinto tudo: Ouvido bem aberto


DANIELI HALOTEN
ESPECIAL PARA A FOLHA
Nasci com uma doença nos olhos, por isso, para ver TV, tinha que chegar bem pertinho. Sempre adorei televisão. Meu maior ídolo era a Xuxa.



Também gostava das histórias em quadrinhos. Minha preferida era a "Turma da Mônica". Mas não conseguia enxergar letras pequenas, então o meu pai lia para mim.



Cresci e fiquei cega. Assisto à televisão com os ouvidos bem abertos. Sei o que acontece pelo tom da voz, pelos barulhos e pelas músicas. Quando fico em dúvida, peço para quem enxerga descrever a cena.

Já trabalhei como repórter, apresentadora e atriz, na novela "Caras & Bocas" (2009/10). Decorava as falas em braille e usava um programa especial para me comunicar com fãs pela internet. Tem gente que acha que não vemos TV e não investe em tecnologia pensando em nós.

Imagens Google

Tenho dificuldade com DVDs cujos menus diferem do padrão e que não têm indicação sonora.


COMO AJUDAR UM CEGO
Veja dicas simples e eficientes

- Para ensinar um caminho, diga "direita", "esquerda", e não "aqui", "ali"; seja o mais preciso possível.

- Ao chegar a um novo lugar, é bom descrevê-lo para seu amigo e lhe explicar onde estão os principais objetos.

- Na hora da comida, pergunte se ele precisa de ajuda para cortar algo e diga onde estão os alimentos em seu prato.

- Uma dica bacana é usar miniaturas. Se for falar de um avião, por exemplo, quem nunca enxergou não tem ideia de como é e pode tocar na miniatura do avião para entender.

- Para ajudá-lo a se sentar, coloque a mão dele sobre o encosto ou sobre o braço da cadeira.

- Sempre que se aproximar dele avise que chegou; toque seu ombro e se identifique; quando for sair, avise que está se afastando, para não deixá-lo falando sozinho.

Fontes: Camila Colela Abdo, ortoptista, Renato Patuzzo, oftalmologista


Fonte

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vejo nada, sinto tudo : DIVERSÃO GARANTIDA


Crianças cegas superam medo e dificuldade para andar com a ajuda de esportes e da dança

GABRIELA MANCINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Poliana de Abreu Brito, 7, chorava muito quando saía de casa, assustada com barulhos e movimentos. João Eduardo Jansen, 11, não podia chegar perto de animais e vivia com as costas curvadas. Pedro Bola, 7, tinha medo de andar e de tocar em objetos.
Os três, cegos desde o nascimento, superaram as dificuldades com atividades como equoterapia (terapia com cavalo), natação e balé. Crianças cegas, claro, precisam de ajuda no dia a dia. Mas os esportes e a dança conseguem deixá-las mais seguras, inclusive para tentar se virar sozinhas. "Ela andava curvada e insegura, mesmo com a bengala [que usa para se guiar quando anda e descobrir se há algum obstáculo à frente]. Isso mudou desde que entrou no balé, há dois anos. Agora tem gente que pensa que ela enxerga!", conta Izabel, mãe de Poliana.
Assim como em outras atividades, o toque é o segredo para aprender os passos do balé. Poliana passa as mãos no corpo da professora para entender as posições. E a professora vai "moldando" o corpo da menina -dobra a perna, os braços, puxa mais para um lado, para outro etc.
João Eduardo e Pedro ganharam uma postura melhor e segurança para caminhar na equoterapia. "O cavalo joga o quadril do cavaleiro para todos os lados, o que é bom para a coordenação motora", diz a psicopedagoga e psicanalista Liana Pires Santos.
O deficiente visual pode ter a postura curvada, por medo de bater em algo no caminho. Com a equoterapia, passa a andar com a coluna mais reta e a cabeça mais erguida. "E ganha confiança e autoestima [sente-se uma pessoa melhor] por conseguir dominar o cavalo", completa Liana.
"Adoro quando desço do cavalo e pego a rédea pra puxá-lo", conta João Eduardo.
Outro ponto positivo dessas atividades é a socialização. Isso quer dizer que as crianças ganham amigos, cegos ou não. "No começo, tinha preguiça de ir à natação. Mas acabei gostando e fiz vários amigos", fala Pedro.
A escola onde Poliana faz balé tem alunos não cegos. "Eles aprendem a respeitar e a ajudar os que não enxergam", diz Fernanda Bianchini, presidente da Associação de Balé e Artes para Cegos.

CINDERELA
Poliana de Abreu Brito, 7, cega desde que nasceu, já se apresentou em dois espetáculos de sua escola de balé e garante: "Danço muito bem!" Sua última apresentação foi um sucesso. "Deu tudo certo. Parecia que tinha uns 90 adultos lá, de tanto aplauso!" Na próxima, será a Cinderela e está confiante nos ensaios. "No começo era difícil, mas agora não. É só imaginar o que a professora vai falando", conta a bailarina, que, com a dança, perdeu o medo dos barulhos e passou a andar com uma postura melhor.


Com o balé, Poliana, 7, que não enxerga, ficou mais segura para andar

Fonte



COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Há no Brasil 6,6 milhões de pessoas com deficiência visual. E elas têm dificuldade com a programação cultural. "Poucos filmes têm audiodescrição e quase nenhum museu tem texto em braille", diz Ian, 11.
A audiodescrição é uma voz que explica o que se passa na tela. Por lei, as TVs devem ter, até 2020, pelo menos 20 horas semanais com o recurso. Cinemas e DVDs também podem se adaptar. "Se Liga na Turma da Mônica", recém-lançado, é o primeiro longa-metragem infantil em DVD com audiodescrição feita pela fundação Dorina Nowill. "Ela transforma imagens em palavras. Pode ser usada em teatro, circo, casamentos...", diz a gerente Susi Maluf.
Já o braille a que Ian se refere é um alfabeto com pontos em relevo, no qual o cego passa os dedos para ler. A Bienal do Livro trouxe obras assim, dentre as quais a coleção "Diferenças", da Dorina Nowill.
"As famílias se preocupam em saber como a criança pode ter mais autonomia [capacidade de fazer as coisas sozinha]", conta Maria da Graça Corsi, pedagoga do instituto Laramara, para cegos.
A deputada Mara Gabrilli, cadeirante, lançou o Guia de Acessibilidade Cultural (acessibilidadecul tural.com.br). Para cegos, diz se o estabelecimento tem sinalização em braille, audiodescrição e guias.
(GM) 

RÉDEA CURTA
É em cima de um cavalo que João Eduardo Jansen, 11, deficiente visual desde o nascimento, treina seu equilíbrio. Ele faz sessões de equoterapia (terapia com cavalo) uma vez por semana.
O menino adora as aulas e conta que já quis até levar o bicho para casa. Logo ele, que nem encostava em animais. "Agora toca em gato, cachorro e outros bichos de estimação, graças ao contato com o cavalo", fala a sua mãe, Ana Karina.
Nas aulas, os alunos, montados, jogam bambolê em um cone, controlam as rédeas, chamam o cavalo com um comando que imita um beijo e alimentam o animal.

CAMPEÃO COM MEDALHA
Quando nasceu, Pedro Bola, 7, ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e perdeu a visão. Há dois anos, começou a natação e já participou de campeonatos da escola. "Ganhei duas medalhas de prata!", orgulha-se. E ganhou também noção de espaço, o que o ajuda a andar com mais segurança. Pedro também fez equoterapia durante dois anos, o que melhorou a sua coordenação motora.

LIÇÃO DE CASA
Eles se tornaram amigos há cinco anos, quando Ian Izidoro, 11, que é cego, escolheu Rafael Souza, 11, para ditar a lição de casa para ele -os alunos que enxergam sempre ajudam Ian. E a amizade vai para além da escola. "Depois da lição, brincamos de adivinhar o que o outro está pensando. Um vai dando dica até o outro acertar", conta Rafael. Eles adoram videogame. Ian escolhe jogos em que consegue se guiar através dos sons, como "Super Street Fighter" e "Marvel Versus Capcom".

CLIQUE AQUI!
Em folha.com/folhinha leia sobre xadrez para cegos e novos livros em braille

 Fonte


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DPS2000

O DPS2000® é um sistema pioneiro, concebido para possibilitar a passageiros com deficiência o acesso aos serviços de transporte público de forma autônoma e segura.

Transmissor portátil utilizado pelo passageiro

Receptor instalado em cada ônibus

Interface intuitiva de áudio
O próprio passageiro programa em seu transmissor DPS2000® as linhas de ônibus que utiliza com mais frequência, navegando pelos menus de áudio por meio de um botão direcional.

Chamada do ônibus através de ondas de rádio
Uma vez no ponto de ônibus, o usuário escolhe a linha desejada, dentre aquelas programadas anteriormente, e ativa o transmissor. Um sinal de rádio com a solicitação do passageiro passa a ser continuamente transmitido.

Alerta visual e sonoro para o motorista
Quando o ônibus da linha solicitada se aproxima do ponto onde o usuário o aguarda, o receptor DPS2000® detecta o sinal e alerta o motorista de que um passageiro com necessidade especial o aguarda na próxima parada.

Anúncio sonoro da chegada do ônibus
Ao parar no ponto, o alto-falante do DPS2000®, instalado no coletivo, pronuncia repetidamente o número da sua linha, avisando o passageiro de que seu ônibus chegou.

Baixo custo. Implantação rápida. Amplo alcance social.
O DPS2000® é uma solução de acessibilidade moderna e de forte impacto nas políticas de mobilidade urbana e inclusão social.
Fornecido exclusivamente pela Geraes.
O processo de aquisição do sistema DPS2000® dispensa licitação.

Fonte e Videos





 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Dispositivo para pessoas cegas transforma imagens em sons

O objetivo é auxiliar pessoas cegas a realizar tarefas cotidianas, como compras no supermercado




Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, desenvolveram um novo dispositivo que pode ajudar pessoas com deficiência visual a interagirem com objetos de uma maneira diferente. A invenção é chamada de "EyeMusic" e faz algo bem ousado: escaneia o ambiente e converte as imagens em áudio por meio de um óculos equipado com câmera e fones de ouvido. O objetivo é auxiliar pessoas cegas a realizar tarefas cotidianas, como compras no supermercado.

O site MedGadget explica que o truque para criar um bom dispositivo de substituição sensorial como esse é encontrar uma forma de relacionar imagens e sons que seja fácil de interpretar. O "EyeMusic" faz isso assim: cada cor é representada por um som diferente. Por exemplo, quando a câmera do dispositivo reconhece a cor azul, é produzido o som de uma corneta. Se for reconhecida a cor branca, o que se ouve é um som feito por um vocal. Além disso, quanto mais brilhante um objeto for, mais alto é o som. Aqui você consegue ouvir algumas demonstrações.

A diferença desse dispositivo de substituição sensorial, segundo o estudo publicado no jornal "Restorative Neurology and Neuroscience", é que o "EyeMusic" é um sistema de fácil compreensão para os novos usuários e que pode ajudar na criação de uma interface definitiva para pessoas cegas.

Fonte

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cego, empresário conta como construiu carreira de sucesso; leia depoimento

 por STELA MASSON

Aos oito anos, Marcelo Prado descobriu ter retinose pigmentar, degeneração da retina que tirou 70% de sua visão.

Mas sua disposição de superar esse e os demais desafios nunca foram afetados, mesmo após a perda quase completa da visão numa cirurgia malsucedida em Cuba.

Agrônomo formado pela Unesp de Jaboticabal, construiu uma carreira de sucesso no setor de agronegócios, no qual sua consultoria, a MPrado, tem clientes em 25 Estados brasileiros, nos países do Mercosul, em Portugal e na Inglaterra. Aos 56 anos, dá palestras e lançou livro para inspirar os desanimados.


  Edson Silva/Folhapress

À frente da consultoria MPrado, o agrônomo tem clientes em 25 Estados brasileiros e também no exterior a consultoria, a MPrado, tem clientes em 25 Estados brasileiros, nos países do Mercosul, em Portugal e na Inglaterra

Leia o depoimento de Prado.

*
Meu jeito de olhar o mundo mudou bruscamente aos oito anos, quando, num piscar de olhos, uma doença de nome estranho --retinose pigmentar-- me tirou 50% da visão. De repente eu precisava me levantar para copiar o que estava na lousa, que já não era vista de meu lugar.

Naquela época e na adolescência, sentia-me feio, tímido e sem perspectiva.

Para me popularizar, decidi inspirar-me nos Beatles. Em seis meses aprendi a tocar guitarra. Mas, sem vaga para guitarrista nas poucas bandas da minha Ituverava dos anos 1970, tive de aprender teclado. Aí, sim, entrei na principal banda que animava os bailes na região.

A estratégia de ser músico me favoreceu com as garotas e ainda proporcionou a atitude e o desembaraço necessários para que, anos mais tarde, eu viesse a me tornar professor e palestrante.

Aos 17 anos, já com apenas 30% da visão, sonhava ser engenheiro-agrônomo. Eram mil candidatos para 40 vagas. Fui o nono colocado.

Nos anos do curso tive passagens dramáticas, como os zeros que tirei nas provas que dependiam de observar o solo e os vegetais. Para compensar, memorizava aulas inteiras para, nas provas teóricas, obter nota máxima e alcançar a média para a aprovação. Formei-me em 22º lugar.

VICE-PRESIDENTE

Em 1978, fui apresentado por um tio a Luís Alberto Garcia, presidente do conselho de administração do grupo Algar, de Uberlândia, onde me tornei gerente de produção na Algar Agro, indústria de óleos vegetais. Onze anos depois, era vice-presidente.

Aos 35 anos, fui a Cuba tentar um tratamento considerado promissor na época para reverter a doença. Só que a cirurgia deu errado e voltei com apenas 1% de visão.

No fim dos anos 1980, a Algar Agro chegou a ser a segunda maior produtora de soja do país, mas, na década seguinte, veio a crise do setor. Em 1999, fui demitido da única empresa que assinou minha carteira profissional.

Todos nós temos momentos em que nos sentimos fragilizados --por problemas pessoais, profissionais ou físicos. E, quando a gente se sente assim, o erro é entregar os pontos. Nessas horas é preciso enfrentar com persistência e ter motivação.

Logo após a demissão, decidi abrir a consultoria em agronegócios MPrado.

Demorou quase um ano até conquistarmos o primeiro grande cliente --a Basf.

Mas isso só foi possível depois de valorizarmos o fato de sermos do interior. E a gente se apresentou aos clientes assim: "Somos caipiras de nível! Falamos inglês e entendemos a cultura e os costumes do interior!".

Depois de comprovar nossa capacidade, fechamos o segundo grande contrato, com a Syngenta. Hoje temos clientes em 25 Estados, no Mercosul, em Portugal e na Inglaterra. Também abri novos negócios --como um minishopping e um centro empresarial.

EMPRESÁRIOS INFELIZES

Frequentando círculos sociais e empresariais, percebo alto índice de infelicidade entre os executivos.

Muitos tomam calmante e antidepressivos. Conheço donos de iate que não têm com quem passear. Donos de jato que não têm quem levar para jantar em outra cidade. São pessoas frustradas e, geralmente, sem amigos.

Aponto, nas empresas, a nova vertente do conceito de sustentabilidade --a realização global do colaborador e do líder.

Está comprovado: se o empresário e seus funcionários não conseguem alcançar a felicidade --pessoal e financeira--, a produtividade não se sustenta.

Quando escrevi o livro "Meu Jeito de Ver", cuja renda direciono ao Instituto Integrar (de inclusão de deficientes), pensei em inspirar os leitores com meu exemplo de vida. Existem muitos casos, como o do pianista João Carlos Martins, com quem compartilho a determinação de ser feliz acima da dificuldade física. Não sou vítima nem azarado. A cegueira me proporciona alta sensibilidade, audição apurada e memória cavalar.

O fato de eu não enxergar faz com que meus filhos, minha mulher e meus amigos sejam meus olhos nos locais que visitamos e narrem como estão a praia, os coqueiros.

Só vejo as imagens quando durmo e sonho --e tudo nitidamente. Sou casado, tenho cinco filhos e quatro prioridades na vida: família, saúde, amigos e empresa.

Sei que tenho capacidade de alcançar resultados e, como todo mundo, tenho que batalhar para conseguir as coisas.

Só que vou além: preciso provar minha competência vencendo o preconceito de incapacidade que ainda existe contra nós, deficientes.
Fonte: Folha Online - 19/08/2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Máquina fotográfica para cegos





Segundo o criador da câmera, segurá-la à altura e contra
a testa proporciona o melhor ângulo para captura da imagem.

O conceito pode soar estranho, mas o designer chinês Chueh Lee levou o desafio adiante e criou uma câmera fotográfica para deficientes visuais. A Touch Sight é um dispositivo que possibilita que deficientes visuais registrem momentos e se recordem deles através de um "monitor" em braile capaz de gerar imagens 3D dos objetos fotografados, de modo que o usuário possa sentir a foto.

Um monitor em braile permite sentir as imagens 3D <a href= http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3112217-EI4797,00.html target=_blank>Leia mais</a>  Foto: Divulgação
Um monitor em braile permite sentir as imagens 3D
 
Chueh Lee, da Samsung China, diz que a câmera tem capacidade de armazenar 3 segundos de áudio do ambiente em conjunto com a foto, ajudando a lembrar o momento do registro. As fotos podem ser compartilhadas com outros aparelhos ou armazenadas nele mesmo.

A câmera grava 3 segundos de áudio no momento do registro para facilitar a identificação da imagem <a href= http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3112217-EI4797,00.html target=_blank>Leia mais</a>  Foto: Divulgação
A câmera grava 3 segundos de áudio no momento
doregistro para facilitar a identificação da imagem

Ainda não há estimativas de lançamento ou preço para o mercado consumidor.

Fonte

Para amigos de
Familiares de
Pessoas com baixa visao e
Deficiente visual
recomendamos os sites:

http://deficienciavisual3.com.sapo.pt/txt-cartografia_tatil-mapas_DV.htm

http://www.oncb.org.br/

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sou Guri Guerreiro

Nasci gaucho, na minha família, sempre temos dois ou três contemplados com problemas de visão em cada casa. Eu e meu irmão aprendemos Braille (ambos ainda com resíduo visual - baixa visão) na Instituição Santa Luzia, exigência para que freqüentar sem pagar, como precisávamos.


Evaldo, criador do Gira-Braille (Imagem Google)

Pessoas que enxergam costumam achar muito difícil esta linguagem, e descobrimos que seria possível numerar cada símbolo dos 64, falando em código. Era divertido falar - Esse daí é um 2-15, 2-15 (bo, bo)!

Ninguém mais entendia!. Já trabalhava com informática e jogava profissionalmente futebol de salão em time de pessoas com deficiência (era monocular), não vi a aproximação da bola que bateu neste olho com força suficiente para descolar minha retina. Evoluiu para glaucoma, fui “compulsoriamente” aposentado aos 24 anos.

Levei três anos para conseguir sair, sozinho, da minha “concha de dor”, minha esposa não aceitava minha deficiência nem a da minha primogênita. Quando aprendi a usar a bengala, a memória dos locais já freqüentados ajudou muito. Voltei à vida. Tinha uma inquietação – como, em minha condição, ainda ser útil às pessoas?

Encontrei lógica no Braille – repetição em análise combinatória. Criei uma espécie de cubo com três peças móveis capazes de girar em um eixo, que permite montar cada letra com rapidez, com pontos em relevo.

Patenteei o invento, produzi em escala e vou a todas as salas universitárias de todos os cantos do país que consigo, pedindo dez minutos ao professor para vender a idéia inclusiva e o “gira-braille” aos estudantes.

Criei renda adicional, patrimônio futuro para meus filhos e deixei o mundo dos videntes que querem ajudar os deficientes visuais muito mais fácil.  Penso que: “Na vida, tudo o que você quiser, você busca, basta acreditar e ir à luta, que você consegue.”.



Caso você se interesse em adquirir o Gira-Braille entrar em contato com Evaldo: (41) 9114-1651 (Paraná) ou sistemabraille@bol.com.br


 Caso Real.Elizabeth Fritzsons da Silva, Psicóloga-Diretora/UADPD.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Aplicativo para celular guia deficientes visuais por voz

Qualquer pessoa que possua o aplicativo pode enviar e receber informações sobre determinadas localidades, que são transmitidas na forma de áudio.[Imagem: Igor de Carvalho Maia/USP Imagens]


Guia vocal
Pesquisadores da USP desenvolveram um aplicativo para celulares que ajuda deficientes visuais locomoverem-se pela cidade.
O Smart Audio City Guide - guia auditivo inteligente para cidade, em tradução livre - rendeu aos estudantes Renata Claro, Gabriel Reganati e Thiago Silva, o terceiro lugar na Imagine Cup, um concurso de inovação promovido pela Microsoft.
O aplicativo utiliza informações geolocalizadas e GPS, sendo alimentado por informações de qualquer usuário da rede, de maneira colaborativa.

Interação por voz
Qualquer pessoa que possua o aplicativo poderá enviar e receber informações sobre determinadas localidades, que são transmitidas na forma de áudio.
Por exemplo, pode-se enviar a informação "aqui há um orelhão" para o sistema, que registra automaticamente a localidade.
Na próxima vez que um usuário do aplicativo estiver passando pelo mesmo local, ele recebe a informação enviada anteriormente.
O usuário também pode receber as informações ao tocar a tela do aparelho em qualquer ponto.

Servidor melhor
O aplicativo será gratuito para os usuários, que só precisarão baixá-lo em seu aparelho.
Por causa da competição, promovida pela Microsoft, o Smart Audio City Guide foi desenvolvido para Windows Phone, mas está sendo aperfeiçoado para ficar mais acessível e para que seja disponibilizado em outros aparelhos.
Os estudantes planejam disponibilizar o aplicativo para download gratuito até o final do ano - eles dependem de um melhor servidor para gerenciar as informações, uma vez que o equipamento atual suportaria apenas um número limitado de usuários.

Fonte

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Projeto quer adaptações para deficientes

Luiza Cazetta

Justiça dá prazo de 120 dias para Anatel fazer adaptações nos aparelhos para suprir barreiras existentes de uso

"Nunca consegui fazer ligação no celular. Eu só sabia atender", afirma Benedito Flávio de Oliveira, 48 anos. Por ser deficiente visual, a dificuldade de Benedito era localizar as teclas no aparelho móvel. Foi pensando nesses percalços que a 17ª Vara Federal Cível de São Paulo concedeu liminar em ação civil pública proposta no dia 16 de maio pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo e determinou que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), no prazo de 120 dias, elabore "projeto contemplando as adaptações normativas que suprimam as barreiras existentes" para o uso de celulares por pessoas com deficiência visual.

O casal Benedito Flávio de Oliveira e Eva Aparecida de Aguiar, ambos deficientes visuais, aprovou a nova tecnologia de voz

A regulamentação deverá estabelecer normas para que sejam oferecidos no mercado aparelhos que indiquem, de forma sonora, quais as operações e funções estão sendo clicadas pelo usuário cego ou com visão reduzida.

A medida foi aprovada por Benedito, que há dois meses ganhou do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), de Campinas, um smartphone que obedece ao comando de voz. "Facilita muito, porque tudo o que a gente procura o celular 'fala', como fazer chamada ou mensagem. Tem o som para identificar", explica.

HISTÓRICO
Em maio de 2011, após receber reclamações que indicavam as dificuldades na aquisição de celulares acessíveis aos deficientes visuais, a PRDC (Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão) solicitou esclarecimentos à Anatel e foi informada que diversos aparelhos já possuíam facilidades que propiciavam a interação por intermédio da fala. Na época, a Agência enviou ao MPF (Ministério Público Federal) uma relação de aparelhos que possuem o software "leitor de mensagens".

Da lista fornecida pela Anatel apenas alguns modelos foram encontrados no mercado nacional, sendo a maioria com tela sensível ao toque, o que torna sua navegação praticamente impossível aos deficientes visuais. "O software 'leitor de mensagens' que acompanha esses aparelhos opera apenas nos idiomas inglês e finlandês", informa a ação.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Namoro sem olho no olho : CASO REAL


    Cega já na incubadora, fui protegida por pais amorosos e preocupados, em cidade sem recursos para deficientes visuais.
No Centro de Prevenção à Cegueira aprendi a usar as mãos, a cozinhar, a andar com a bengala branca nas ruas e disparei a falar de tudo para todos, como a boneca Emília, do Sitio do Pica-Pau Amarelo – defendo os direitos com garra e delicadeza.



Benedito chegou ao CPC machucado pela sua visão falhando (diabetes), e por antiga relação afetiva não transparente. Não sabia, mas eu também estava machucada pelo fim de relação com outro deficiente visual do grupo, me faltou maturidade.
Pedidos de namoro aconteceram depois de seis meses. Falou de minha voz suave oferecendo água, café ou ajuda, Eu já era “da casa”. Um dia respondi com um beijo de sim!Hoje moramos juntos, dividindo todo trabalho da casa. Ele revitalizou minha vida, tinha medo de sair de casa, de voltar a estudar, de voltar a me apaixonar.



Fiz Benedito perceber o valor e a importância de alimentação sadia e de caminhar muito, conseguimos ótimas mudanças na diabete. Quando queria um lanche, eu pedia arroz-feijão. Benedito, parceiro mudava o cardápio. Sedução feminina do bem!



Hoje temos “rodinhas nos pés”, participamos de grupo terapêutico, aprendemos dança de salão, fazemos ioga, informática adaptada, Braille, já fizemos teatro, vamos à escola à noite (CEEJA), sou a representante do município da pessoa com deficiência visual, e Benedito meu suplente na Comissão Permanente de Acessibilidade, da Prefeitura Municipal e freqüentamos as reuniões da Fraternidade Crista de Deficientes em Santa Bárbara do Oeste. Matemática Divina – quando Deus soma duas infelicidades, pode conseguir uma só grande felicidade!



 Escrito por Elizabeth Fritzsons da Silva, Psicóloga-Diretora/UADPD.
  

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Visão educacional

Escritor com deficiência visual lança livro de poesia onde debate a educação, o amor e a esperança no futuro

Aos 32 anos o poeta André Herculano dos Santos está em seu terceiro livro, que chega às livrarias e bibliotecas de sua cidade natal, Santa Bárbara d'Oeste, nesta segunda-feira com o título "Reflexões de um Educador".

Escrever, editar e lançar uma obra literária é complicado para qualquer pessoa por toda a burocracia e custos que envolvem essa aventura intelectual, e no caso de André a dificuldade é mais acentuada, pois ele é deficiente visual.
Poeta André Herculano dos Santos está em seu terceiro livro
Não por coincidência, vários poemas contidos no livro falam de superação e de críticas sociais. "Eu dei aula por muito tempo e percebia que o fato de o professor ser desvalorizado entristecia muitos profissionais. Aí fui escrevendo poemas pensando em todos esses problemas", conta o poeta.

No entanto, ele deixa claro que não se trata de uma obra puramente motivacional para profissionais da área de Educação. "Também há poemas sobre o amor e a vida de uma maneira mais ampla, sempre com uma mensagem de esperança", explica.

Início

Formado em Pedagogia e em Análise de Sistemas, André já lançou no mercado "Um Passo Para Compreender" e "Repensar: o Pensar e o Agir", os dois com foco na questão da deficiência física.

Desde a adolescência ele se interessa por poesia, e começou a escrever numa época em que não havia programas de computador que ajudassem aos cegos.

"Antes eu pensava na poesia, passava para braile, depois alguém me ajudava a passar para a escrita com tinta e depois para o computador", lembra, sem nenhuma saudade.

A leitura também era um desafio, já que as publicações em braile se resumiam a obras clássicas.

"Acabávamos não tendo acesso a escritores e poetas mais modernos", resume.

Mesmo assim, André não se esquece dos obstáculos enfrentados por outros deficientes, e seu novo livro virá acompanhado por um CD, onde será possível às pessoas ouvirem suas criações, narradas por ele mesmo.

"O patrocínio que recebi do Fundo Pró-Cultura de Santa Bárbara d'Oeste possibilitou esses trabalho mais elaborado", comenta ele, que em 2005 foi premiado com o troféu "Educador Inovador", que homenageia as pessoas que se destacam em suas áreas com ações em favor da educação.

Na ocasião, ele foi reconhecido pelo trabalho desenvolvido na Escola Estadual Sinésio Martins, em Americana. Atualmente, ele trabalha em São Paulo, como analista de sistemas.

Braile

A integração de pessoas com deficiência visual acontece em várias frentes. No Ponto de Cultura Caixa de Luzes na Samest (Sociedade Amigos de Bairro do Parque Santo André, Parque Santa Amélia e Jardim Everest), em Hortolândia, estão disponíveis para as pessoas com deficiência visual 350 títulos de diversas áreas.

"Montamos essa biblioteca como um passo importante para iniciar a trajetória de intensificar a inclusão dos deficientes visuais. O acervo é, sem dúvida, um grande passo de interação", afirma a pedagoga da Biblioteca Municipal, Michele Blumer Zacarchenco.

Em Americana, o CPC (Centro de Prevenção à Cegueira) também disponibiliza alguns títulos para seus frequentadores, e nos últimos anos o local passou a adquirir obras atuais, como a série "Harry Potter" e outros best sellers que acabam por conquistar novos leitores sem o recurso da visão.

"Todas essas ações que estão acontecendo ajudam a criar mais possibilidades para que apareçam novos escritores ou mesmo melhores cidadãos, tenham eles alguma limitação física ou não", elogia André.

Grandes nomes da arte com deficiência visual

Ray Charles - Genial músico que mesclou a música gospel com o blues, ajudando a criar as bases da soul music.


Jorge Luis Borges - Mesmo após ficar cego, o poeta argentino não deixou de produtor e lançar livros.



Stevie Wonder - Multi-instrumentista que é referência para qualquer fã ou músico de black music.



Hermeto Pascoal - Albino, o percussionista brasileiro tem visão parcial, mas se notabilizou por tirar sons de qualquer objeto sobre o palco.



Jeff Healey - O canadense é um dos mais elogiados guitarristas das seis cordas de sua geração e tem grande base de fãs entre admiradores de blues.

                                              


terça-feira, 22 de maio de 2012

Ministério Público cobra da Anatel regras para celulares acessíveis a deficientes visuais

Liminar dá prazo de 4 meses e foi concedida em ação civil pública proposta pelo MPF; multa é de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento
Thales Brandão CidadeMarketing

17ª Vara Federal Cível de São Paulo concedeu ontem,17 de maio, liminar em ação civil pública proposta no último dia 16 pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo e determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no prazo de 120 dias, elabore "projeto contemplando as adaptações normativas que suprimam as barreiras existentes" para o uso de celulares por pessoas com deficiência visual.  A regulamentação deverá estabelecer normas para que sejam oferecidos no mercado aparelhos que indiquem, de forma sonora, quais as operações e funções estão sendo clicadas pelo usuário cego ou com visão reduzida.

A decisão é da juíza federal Adriana Pileggi de Soveral e atende parcialmente os pedidos do MPF. Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias requereu também que, após a apresentação do projeto, fosse determinado à Anatel outros 120 dias para a sua implementação. A juíza, entretanto, negou esse pedido, alegando que o apreciará após a apresentação do projeto pela Anatel, em virtude da "complexidade" das eventuais medidas.  Em maio de 2011, após receber reclamações que indicavam as dificuldades na aquisição de celulares acessíveis aos deficientes visuais, a PRDC solicitou esclarecimentos à Anatel e foi informada que muitos aparelhos já possuem facilidades que propiciam a interação por intermédio da fala. Na oportunidade a Agência enviou ao Ministério Público Federal uma relação de aparelhos que possuem o software "leitor de mensagens".

Da lista fornecida pela Anatel, apenas alguns modelos foram encontrados no mercado nacional, a maioria com tela sensível ao toque, o que torna sua navegação praticamente impossível aos deficientes visuais. "O software 'leitor de mensagens' que acompanha esses aparelhos opera apenas nos idiomas inglês e finlandês", informa a ação.  A PRDC também consultou a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara). A instituição analisou o software 'leitor de mensagens' e concluiu que ele não atende as necessidades das pessoas com deficiência visual, já que não possui recursos que indiquem de forma sonora todas operações disponíveis no visor. Para obter tal acesso, segundo a associação, o deficiente visual teria que adquirir o software "talks", que custa aproximadamente R$ 700,00 e instalá-lo em aparelhos compatíveis.

Diante das dificuldades, o MPF recomendou à Anatel, ainda em 2011, que regulamentasse, no prazo de 90 dias, os requisitos para certificação de aparelhos sonoros, visando o atendimento às condições de acessibilidade.  Em resposta, a Anatel informou que as regras formuladas pela sua Gerência de Certificação e Engenharia de Espectro se dirigem somente à indústria de equipamentos de telecomunicações, para que a produção atenda a quesitos de segurança, neutralidade de redes e respeito à vida do consumidor. A agência também enviou uma compilação de normas em vigor que garantiriam a acessibilidade dos deficientes.  Para Dias a resposta não atendeu à recomendação. Ele considera que a Anatel "tem obrigação legal de proceder à regulamentação" e que está sendo "omissa no tocante ao pleno gozo dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência".

"A ação foi necessária como única forma de exigir da Anatel a acessibilidade ampla e irrestrita das pessoas com deficiência visual aos serviços de telefonia móvel pessoal, já que a agência não cumpriu seu papel regulador", explicou o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, autor da ação.

Direitos - Na ação, o procurador cita normas internacionais - como a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e a Convenção Interarmericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas com Deficiência - e normas nacionais, como a Lei 10/098/00 e o decreto 5.296/04, que garantem os direitos das pessoas com deficiência visual à todas as formas de comunicação.  "Se existem os preceitos legais, por que continuam a ser violados?", questiona o procurador. "Por falta de vontade política para cumprir tais preceitos, flagrantemente desrespeitados", argumenta.

Dias argumentou que para a maioria dos usuários de telefone celular as condições de acessibilidade podem parecer irrelevantes, mas "representam limites intransponíveis para o exercício dos direitos de uma parcela da população que sofre com a deficiência visual".
ACP nº 0008640-83.2012.4.03.6100
Para ler a íntegra da decisão judicial, clique aqui.
Para ler a íntegra da ação, clique aqui.

Fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/n/10837/ministrio-pblico-cobra-da-anatel-regras-para-celulares-acessveis-a-deficientes-visuais.html

Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.