terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nossa Senhora do Amor Inclusivo

PACIENTES SUBMETIDOS À AMPUTAÇÃO

INTRODUÇÃO

A perda do potencial de capacidade de deambular ameaça a independência de tal forma que, possivelmente, nenhuma outra limitação funcional o faça. A amplitude dessa ameaça pode ser suposta apenas quando a deambulação é comprometida por uma amputação de membro inferior (GUCCIONE, 2002).

Segudo Carvalho J. A. (2003), amputação é um termo que deriva do latim e apresenta o seguinte significado: ambi= ao redor de/ em volta de e putatio= podar/ retirar. Amputação pode ser definida como a retirada, geralmente cirúrgica, seja total ou parcial de um membro. Para muitos, o termo amputação está relacionada com terror, derrota e mutilação, provocando, de forma implícita, uma analogia com a dependência e a incapacidade.

Para Lianza (2001), até então não existe dados oficiais no Brasil, sobre a incidência de amputação de membros. Nos Estados Unidos, em 1979, 86 pessoas sofriam amputações a cada 10.000 habitantes. Acredita-se que no Brasil esse número é superior, devido, entre outras razões, a elevado ocorrência de acidentes de trânsitos, a incidência de certas moléstias tropicais como hanseníase e a pouca atenção voltada para o paciente diabético.

Nesse contexto, foi escolhido como objeto de estudo a reabilitação de pacientes vítimas de amputação buscando relatar desde definição até os cuidados de enfermagem que podem ser prestados a esses pacientes. O objetivo do presente estudo foi identificar quais os cuidados propostos a um paciente amputado, enfatizando o papel do enfermeiro como profissional integrante da equipe multiprofissional, focada para a reabilitação ótima em âmbito físico, social, e psíquico.

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Fonte: Web Artigos

Hepatite C e Depressão

Eloiza Quintela

Em diversos estudos analisados reportam sistematicamente um aumento da incidência de depressão nos portadores (com valores entre os 5.7% e 45%), assim como uma associação estatisticamente significativa entre depressão e dimensões tais como percepção da doença, incapacidade funcional, diminuição da qualidade de vida, gravidade da fadiga e presença de comorbilidade psiquiátrica ativa.
  
O impacto psicológico decorrente do conhecimento do diagnóstico da infecção por hepatite C e aos efeitos diretos do próprio vírus no Sistema Nervoso Central ( ex: através de citoquinas).

A infecção pelo vírus da Hepatite C (VHC) representa atualmente uma situação pandêmica, tendo sido estimado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que 3% da população mundial (aproximadamente 170 milhões de indivíduos) se encontravam infectados pelo VHC em 1991.

A prevalência da infecção por VHC nos EUA foi estimada em 1.8%. No Brasil, Focaccia e Col em 1988, estimaram a prevalência no Brasil  de 1,5%.

De acordo com os dados mais recentes, a via mais comum de transmissão do HCV está relacionada com o uso de sangue e derivados, drogas por via endovenosa, a qual tem vindo gradualmente a substituir a transfusão sanguínea como o mecanismo mais comum de transmissão do agente infeccioso nos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos esta via de transmissão é responsável por cerca de 2/3 de todos os casos de Hepatite C, verificando-se que aproximadamente 90% dos toxico dependentes por via endovenosa se encontram infectados por VHC após cinco anos de consumo regular de drogas.

A transmissão sexual não é um mecanismo comum, tendo-se encontrado uma prevalência estimada de apenas 1.5% nos parceiros sexuais de indivíduos com Hepatite C.

A progressão para Hepatite C crônica ocorre em 50 a 85% dos casos, com um curso insidioso e prolongado nos primeiros 20 anos. A hepatite moderada a grave desenvolve-se em 1/3 dos doentes 20 anos após a infecção, e a cirrose ocorre em 15 a 20% dos doentes com hepatite C crônica.

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Pesquisa para Pessoas com Deficiências

Sugerimos aos nossos leitores a consulta a pesquisa de 2011 do iSocial em link anexo, a leitura do alerta da pesquisa novamente aplicada em 2012 (da qual podem participar), para dar voz aos companheiros de sua deficiência que ainda não tem acesso digital.

Pessoas com deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho 2012

Entre abril e maio de 2011 a i.Social realizou a pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho”, que teve como objetivo abordar questões inerentes à intersecção entre mercado de trabalho e inclusão profissional das pessoas com deficiência. A pesquisa trouxe uma perspectiva realista do processo de inclusão no mercado de trabalho formal sob o ponto de vista das próprias pessoas com deficiência.


Os resultados dessa pesquisa, que contou com a participação de 800 pessoas com deficiência, foram surpreendentes em vários aspectos, mas o que vale destacar é o que tangencia a qualidade das vagas ofertadas aos candidatos com deficiência. Verificamos, com pesar, que as empresas, no geral, oferecem cargos pouco atrativos, dispostos na base da pirâmide organizacional para as pessoas com deficiência independentemente de sua qualificação profissional.

A fim de observarmos se, de um ano para outro, ocorreram mudanças na inclusão profissional das pessoas com deficiência, a i.Social está lançando a segunda versão da pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho”, que poderá ser respondida durante o mês de fevereiro. O questionário foi revisado, atualizado e ampliado, e nossa expectativa é superarmos a marca de 1.000 respondentes. Sabemos que o resultado dessa ação será importante para balizar as discussões sobre o aprimoramento das políticas públicas e orientar as empresas em suas ações inclusivas.

Sua participação é extremamente valiosa. Em poucos minutos sua opinião pode fazer a diferença.

Se você é uma pessoa com deficiência clique aqui  e participe! As respostas são anônimas e confidenciais.

Inventor por acaso

Clique na imagem para ampliar

Pedimos desculpas aos nossos leitores de baixa visão. Não conseguimos essa notícia em formato acessível. Peça para um amigo ler.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

André Hidemi ganha o prêmio TOYP na categoria Superação com texto: A Ética Positiva e o Espírito do Pensamento Positivo

A Distrofia Muscular é uma doença genética caracterizada pela perda progressiva da força muscular, que vai afetando com o decorrer do tempo as funções dos órgãos do corpo humano. Assim, com o tempo perdem-se os movimentos e as funções desenvolvidas pelo pulmão, pelo coração, pelo intestino, pelo estômago, pelos músculos, pelos rins, pela faringe, pelos ossos e pelo fígado. O tipo mais grave de distrofia muscular é a Duchenne, que faz com que a pessoa pare de andar e fique presa a uma cadeira de rodas aos 9 anos, que faz com que aos 20 anos tenha que usar um aparelho respiratório durante o dia inteiro e que provoca aos 30 anos a paralisia da pessoa... Ter um irmão mais velho com Distrofia Muscular Duchenne, vê-lo ser privado de várias atividades, vê-lo falecer em decorrência da doença, ter a Distrofia Muscular Duchenne, saber que vou vivenciar todas as limitações que meu irmão vivenciou e saber que tenho menor expectativa de vida... Ser uma Pessoa com Deficiência e, portanto, não ter independência, não poder andar, não poder movimentar o corpo, não poder fazer inúmeras atividades, não poder fazer as coisas sozinho, depender sempre dos outros, da disposição dos outros e da boa vontade dos outros... Enfrentar os problemas da sociedade em relação a Pessoa com Deficiência e, portanto, ser diferente dos outros, ver todo mundo darua me olhando, ver algumas pessoas rindo e fazendo piadinhas de mim, ser discriminado por algumas pessoas, sofrer preconceitos de certas pessoas, não encontrar nas ruas uma infra-estrutura adequada para mim, ser-me negado o acesso ao transporte, ver a burocracia e a inadimplência do Estado afetando meus tratamentos e a minha necessidade de aparelhos de saúde... Enfrentar barreiras nessa longa caminhada e, portanto, acordar cedo todos os dias, enfrentar dias frios e chuvosos, ir todos os dias para a escola, procurar um lugar adequado, enfrentar limitações impostas pela minha condição econômica, meter as caras nos livros, ter disciplina na vida diária, enfrentar o competitivo mercado de trabalho... Ter visto de perto a natureza humana e, portanto, ver as fraquezas humanas, ver pessoas má- intencionadas, ver pessoas malignas fazer fofocas e picuinhas, ver um ambiente altamente competitivo entre os homens, ver de forma geral o que uma pessoa é capaz de fazer... Superar limites e, portanto, ter estudado e concluído o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, o cursinho e o Ensino Superior em Relações Internacionais, ter feito o curso de inglês, um pouco de japonês e diversos cursos via internet, estar fazendo pós-graduação, estar inserido no mercado de trabalho, estar escrevendo um blog particular com todos os conhecimentos adquiridos na faculdade, estar fazendo aulas de canto, apesar de todas as minhas limitações... fazer parte de comunidade japonesa, ter bons contatos com autoridades do meio político e estar vivo até os dias de hoje, apesar de todas as minhas limitações... Isso tudo tem sido a minha luta diária e as minhas conquistas! Para ter alcançado estas realizações todas, tenho contado com muita ajuda da minha mãe Ayaka, da minha família, dos meus parentes, dos meus amigos, dos meus colegas,dos meus conhecidos e até de meus inimigos; com minha garra e perseverança, com meu pensamento positivo e com meu modo de agir positivo, com minha coragem, ousadia, força e boa vontade, com meu espírito empreendedor, desenvolvimentista, nacionalista, brasileiro que não desiste nunca, que não vive apenas agüenta, que luta diariamente para ser alguém e japonês que tem no esforço, na disciplina, na superação de problemas e na superação de grandes catástrofes seu norte orientador, e com meu espírito democrático; com as minhas condições da saúde, que até agora tem me limitado muito por um lado, e ao mesmo tempo, por outro lado permitiu que eu vivesse até os dias de hoje; com a sorte, que tem me acompanhado até agora; com o destino, que me fez ter chegado até onde eu cheguei, como uma escrita e com Deus, que tem me permitido tudo isso. Empreender, administrar, gerenciar, gerir, liderar, ter visão, ter excelência, ter competência, ter mérito, ter objetivos definidos, ter metas a serem alcançadas, ter projeto de vida, ousar, arriscar, ter coragem, não ter medo de errar, ter esforço, ter flexibilidade, saber perder, ter espírito democrático, ouvir os outros, reconhecer os outros, tomar as decisões corretas, ter disciplina, pensar positivo e agir positivo. Essas são palavras de ordem para mim!

Mais sobre o autor
André Hidemi é formado em Relações Internacionais pela Faculdade de Belas Artes, concluiu o curso de inglês na Wizard, domina um pouco o idioma japonês, fez vários cursos online pelo IPED (Instituto Politécnico de Ensigo a Distância) e outras instituições, faz aulas de cnato, passou em concurso público da CORCESP (Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Estado de São Paulo), atualmente cursa pós graduação a distância em MBA - Gestão de Negócios Internacionais na POSEAD, trabalha como editor para a BEI Editora e realiza trabalhos para a Secretária do Estado da Cultura e mantém um blog sobre os mais variados assuntos

Cidade dos EUA foca saúde para vencer droga

Baltimore era conhecida como 'capital da heroína' e hoje trata dependentes

LUCIANA COELHO

Cidade que já foi chamada de "capital da heroína" nos EUA, Baltimore tem uma receita para conter o problema: encará-lo como questão de saúde pública a ser tratada de forma coordenada por diferentes agências do governo, o setor privado e a universidade. E, claro, recursos.

Na cracolândia, em SP, uma tentativa de solução começou no dia 3, em operação com policiamento ostensivo e assistência social e de saúde numa segunda fase.

Baltimore, a 50 minutos de Washington, é conhecida há 30 anos pelo alto número de dependentes químicos -10% da população, ou 62 mil pessoas, segundo o Departamento de Saúde.

Para lidar com estatísticas que só pioravam, a prefeitura tirou o problema das mãos da polícia e passou para o Departamento de Saúde.

Em 1996, criou o bSAS -sistemas de abuso de substâncias em Baltimore-, uma autarquia que congrega esforços em diferentes frentes e tem também a colaboração de ONGs como a do investidor George Soros.

Despejou dinheiro: US$ 60 milhões (R$ 106 milhões), no Orçamento de 2011, que a crise econômica no país deve cortar em 20% neste ano.

E passou a usar táticas para persuadir -e não obrigar- usuários a se tratarem.

A Folha visitou albergues, clínicas e a sede do bSAS para ver como a cidade onde as mortes por overdose superavam os homicídios em 1999 derrubou tal índice em 30%, de 327 para 229, de 2000 a 2009 (o dado mais recente).

"Se o Brasil quer lidar com o problema, a primeira coisa é colocar dinheiro", disse à Folha Clark Hudak, um psicólogo clínico que ajudou a criar e hoje administra a Recovery Network.

Para convencer a opinião pública, a prefeitura apresenta uma conta segundo a qual cada dólar gasto economiza US$ 12 em tratamento de emergência, polícia e Justiça.

Linda Trotter, que gerencia um albergue para dependentes sem casa e os encaminha ao tratamento, conta que, para atrair tanta gente (as 350 camas estão sempre ocupadas), evita sermões. "Não checamos histórico criminal. Só revistamos, para que não entrem armas nem drogas."

O albergue é uma espécie de rede de emergência dos dependentes de heroína.

Para dar o passo seguinte, a reabilitação, Linda convocou 13 agências do governo que operam no prédio serviços que vão desde a análise clínica até orientação e agências de empregos.

"Se pusermos os serviços do outro lado da cidade, entre esta porta e a próxima, perdemos o paciente."

Em outra ponta da cidade, em um dos bairros mais pobres, Lilian Donnard dirige a Glenwood Life, uma clínica que, afirma, recebe quem já está no fundo do poço.

Na recepção lotada, um aviso proíbe fumar no banheiro. "Nem cigarro, nem maconha, nem crack."

SUCESSO

A estimativa convencional aponta que 1 em cada 3 dependentes de heroína se recupera, e os demais reincidem. Há sucesso para quem está no fundo do poço?

"Alguns conseguirão deixar a medicação [metadona, usada para tratar dependentes de heroína] em dois ou três anos. Outros jamais poderão viver sem ela, mas conseguirão progresso em outras áreas de sua vida. Como se mede sucesso?", questiona Linda.

Uma dessas é Katherine, que entrou na Glenwood quando levava Chloe na barriga. Há dois anos ela não usa heroína -a mesma idade da filha, que brinca na creche anexa. Mas continua na clínica, onde recebe metadona e já atende usuários, ajudando-os a pôr a vida em pé.

Loira, 38 e vestida de rosa, ela contradiz o padrão local de usuários, homens negros e jovens. Mas não o histórico: cresceu em família de alcoólatras e sofreu abuso de parentes e do primeiro marido. "E fui horrível com meus dois filhos mais velhos", diz, sem brecha para o assunto.

A espera para Glenwood que é pública e atende afiliados ao Medicaid, a assistência médica federal aos mais pobres- pode levar três meses. Menos gestantes. Para elas, são 48 horas.


Universidade usa trabalho como “pilar” de tratamento     
 
RAFAEL GARCIA

Um dos programas de Baltimore para tratamento de dependentes planeja dar um passo ousado neste ano. Psicólogos da Universidade Johns Hopkins estão negociando com empresas da região para distribuir um remédio extremamente eficaz contra o vício: empregos. Desde 1996, o Centro para Aprendizado e Saúde, dirigido pelo psicólogo Kenneth Silverman, oferece tratamento que incentiva dependentes de heroína e cocaína (injetável, inalada ou crack) a ficarem sóbrios por meio da relação com um ofício.

Com apoio dos NIH (Institutos Nacionais de Saúde), o pesquisador montou um núcleo de informática com 45 postos de trabalho onde os pacientes (a maioria deles desempregados) tentam reiniciar a vida. Ao mesmo tempo em que passam por tratamento psiquiátrico contra a dependência física da heroína, prestam serviços a cientistas da universidade que precisam de ajuda para tabular dados.

Trabalham todo dia, batem cartão, e três vezes por semana fornecem amostra de urina para teste de drogas. Se der positivo, o pagamento por aquele dia é reduzido à metade. Após a recaída, o paciente pode voltar a trabalhar no dia seguinte, desde que o teste dê negativo então.

O estímulo financeiro para ficar sóbrio é o que move o programa, diz Silverman. Em um dos oito testes clínicos que o pesquisador realizou, 79% das amostras de urina dos pacientes durante um ano estavam limpas. Quando oferecia emprego, mas não punia os usuários por recaídas, a eficácia caía para 50%. No centro, quem consegue ficar longe da droga por mais tempo chega a fazer US$ 1.000 por mês.

De acordo com Silverman, o desafio é conseguir manter esse sistema depois do encerramento dos testes clínicos bancados pelo NIH, pois a receita vinda do serviço de tabulação de dados é pequena. 

Silverman, porém, convenceu três empresários locais a entrarem numa parceria com a universidade.

Se o NIH aprovar a ideia, os pacientes poderão se candidatar à vaga de emprego em construtora, em prestadora de serviços em saúde e até em empresa de segurança. Contratados, continuarão sob monitoramento de testes de urina

Fonte: O Liberal, 29 de Janeiro do 2012

Justiça adianta os superdotados nas escolas

Pais recorrem ao Judiciário para validar parecer médico


FÁBIO TAKAHASHI


Aos oito anos, Bernardo já passou por oito escolas privadas de São Paulo. No começo, a dificuldade era encontrar uma que segurasse o seu interesse. Para ele, as atividades eram chatas. Ao mesmo tempo em que se preocupava com as dificuldades escolares, a família percebeu que o garoto tinha vocabulário refinado demais para a idade. Especialistas perceberam que ele é superdotado e que deveria pular duas séries para manter a motivação do aluno na sala de aula. A dificuldade, então, foi encontrar uma escola que aceitasse este parecer especializado, que contraria a política da Secretaria Estadual da Educação, agente reguladora da rede privada.
Alunos recebem reforço extracurricular para suprir sede de conhecimento

A política educacional da pasta é manter os superdotados nas séries correspondentes à idade, mas oferecendo reforço extracurricular para complementar a necessidade de absorção de conhecimento dos alunos especiais. Para garantir a aceleração dos superdotados, famílias como a de Bernardo têm recorrido à Justiça. A reportagem identificou quatro pedidos judiciais recentes na capital deste tipo. Em três deles, incluindo o de Bernardo, os alunos vão começar 2012 nas séries adiantadas. Mas a situação deles é provisória, pois as decisões são liminares e podem ser revertidas a qualquer momento.
“Para a escola não havia nenhum problema, nós estávamos contentes, mas a supervisora de ensino da secretaria da escola veio com tudo para que ele voltasse de série”, contou Ana Paula Amaral do Carmo, mãe de Bernardo, que encerrou 2011 no quinto ano do colégio Marco Polo (Zona Sul). “O processo foi traumático. O Bernardo já estava adaptado. Ele pediu que, caso tivesse de voltar, que mudasse novamente de escola. Senão, os amigos iam tirar sarro”, contou Ana Paula. Sua filha Júlia também foi considerada superdotada e avançou de série por meio de decisão judicial liminar.
A legislação educacional oferece duas possibilidades para alunos superdotados: aceleração de série ou manutenção na série aliada a reforços extracurriculares. Os pedagogos que defendem a primeira opção dizem que o reforço é insuficiente, e o período regular de aulas se torna enfadonho.

Os que defendem a segunda afirmam que o avanço de série pode trazer problema de relacionamento à criança, e a avidez por conhecimento é suprida com o reforço. “A aceleração de série não é para qualquer criança”, diz a gestora de projetos da associação, Gabriela Toscanini. “Ela precisa ter altas habilidades em todas as matérias. E preparo psicológico para conviver com mais velhas.”

Fonte: Folhapress, 28/01/2012

Esclerose múltipla ganha novas opções de tratamento

Primeira droga em cápsula foi lançada agora no país e outras estão em teste
DÉBORA MISMETTI
Acaba de ser lançado no país o primeiro de uma série de novos remédios por via oral para tratar a esclerose múltipla, doença do sistema nervoso que atinge cerca de 30 mil brasileiros.
Hoje, o tratamento é feito com injeções, que podem ser tomadas de forma semanal, a cada 48 horas ou todo dia, dependendo do caso.
A vantagem do remédio em cápsulas é óbvia para o paciente, que se livra das injeções e de efeitos colaterais da medicação atual, como sintomas similares aos da gripe.
Os tratamentos têm por objetivo reduzir a ocorrência de períodos de crise, em que os sintomas da esclerose - perda de equilíbrio, mobilidade, sensibilidade, dores, entre outros - manifestam-se de forma mais forte.
Acredita-se que a esclerose múltipla aconteça porque as células de defesa da pessoa começam a atacar os neurônios, as células do sistema nervoso, destruindo seu revestimento, a mielina. Os danos à mielina e ao nervo dificultam a passagem dos impulsos elétricos e causam os sintomas da esclerose. Cada pessoa tem um ritmo na progressão da doença, a qual, em estágio avançado, pode trazer complicações pela falta de mobilidade, de controle urinário e pela dificuldade de engolir alimentos.
O interferon, remédio injetável usado hoje, tem uma ação anti-inflamatória e protege o cérebro contra maiores danos nervosos. Isso previne as crises periódicas sofridas pelos pacientes.
As novas drogas agem sobre as células de defesa. A que foi lançada agora no país, chamada de Gilenya (fingolimode) e produzida pela Novartis, impede que alguns linfócitos (células do sistema imune) saiam dos linfonodos, onde eles são produzidos.
Segundo a neurologista Maria Cristina Giacomo, esses linfócitos têm uma 'memória' das células nervosas que são alvo dos ataques. Essa lembrança os torna mais eficientes para reconhecer e atacar as células.
'A droga sequestra os linfócitos pré-marcados contra o sistema nervoso, eles ficam retidos', diz a neurologista, que dá apoio médico à Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) e trabalha no ambulatório de esclerose múltipla da Faculdade de Medicina do ABC.
Como o remédio é novo, ainda estão sendo acompanhados os seus efeitos colaterais. Segundo Giacomo, como parte dos linfócitos é tirada de circulação, é possível um aumento de infecções oportunistas. 'É preciso monitorar os linfócitos periodicamente.'
No entanto, ela destaca a vantagem da via oral, já que a necessidade de tomar injeções e os efeitos colaterais do interferon reduzem a adesão dos pacientes ao tratamento. 'É mais uma opção para pacientes que não se tratavam por causa da agulha ou não respondem ao medicamento convencional.'
O custo do remédio deve ser de R$ 7.039 por mês. Giacomo espera que a droga, assim como a atual, fique disponível no SUS em 2012.
Outra droga por via oral, o dimetil fumarato, do laboratório Biogen Idec, já passou por testes de fase 3 (os últimos antes da liberação do remédio no mercado).
Ele reduz a ação inflamatória detonada pelo sistema imune e que ataca as células do sistema nervoso central, reduzindo os episódios de crise. Ainda há mais uma substância em teste, também por via oral, que age nas células de defesa. A teriflunomida, da Sanofi-Aventis, já passou por estudos de fase 3.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui
Fonte: Jornal Pequeno Online, 5 de dezembro de 2011

Obs: Material veiculado em janeiro de 2012, devido a resstruturação interna do serviço

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vagas para Pessoa com Deficiência - iSocial

Indústria Farmacêutica Multinacional
Auxiliar Administrativo - Rio de Janeiro
http://isocial.com.br/ver-vaga.php?v=504384

Descrição das Atividades: suporte as rotinas administrativas, elaboração de relatórios de despesas, cadastro e pagamento de fornecedores, aprovações de contratos de eventos.
Escolaridade: formação superior completa ou cursando.
Requisitos: comprometimento, organização, comunicação, boa escrita, atento a detalhes, bom relacionamento interpessoal, planejamento, vivência corporativa, conhecimento intermediário de pacote office, principalmente Excel.
Jornada de trabalho: 2ª à 6ª feira das 8:00 ás 17:00h.
Local de trabalho: Jacarepaguá – RJ
Salário: A partir R$ 1.637,00 + benefícios (VT, Refeição no local, VA/R$ 90,00, AM, AO, PPL, PV, Seguro de vida, Auxilio Creche (Somente para funcionárias).


Empresa Multinacional no ramo de elevadores
Supervisor de Instalações - São Paulo
Descrição das Atividades: liderar equipe de técnicos, responsável pela gestão do trabalho dos técnicos, organizando/planejando e controlando as atividades e assegurando a qualidade, segurança e pontualidade dos serviços prestados (montagem e Instalações); Promove o crescimento pessoal e desenvolvimento profissional da equipe de técnicos, fornecendo orientação e treinamento práticos e teóricos constantes e dando suporte na resolução de casos mais complexos.

Escolaridade: Superior completo ou cursando Conhecimentos Técnicos: Leitura e interpretação de diagramas; - AC RELE, ADV, VW1/VW2,VW3, INFOLEV, ESCADA - Escada, XIZI, UMV, Escada Rolante, Gen 2 Confort/GNC
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Requisitos: Ética e práticas de negócios; Foco no cliente; Comunicação; Desenvolvimento de talentos;

Salário: 4.000,00

Local de trabalho: São Paulo



Empresa Multinacional no ramo de elevadores
Supervisor de Instalações – Manaus
http://isocial.com.br/ver-vaga.php?v=504053

Descrição das Atividades: Liderar equipe de técnicos, responsável pela gestão do trabalho dos técnicos, organizando/planejando e controlando as atividades e assegurando a qualidade, segurança e pontualidade dos serviços prestados (montagem e Instalações); Promove o crescimento pessoal e desenvolvimento profissional da equipe de técnicos, fornecendo orientação e treinamento práticos e teóricos constantes e dando suporte na resolução de casos mais complexos.
Escolaridade: Superior completo ou cursando Conhecimentos Técnicos: Leitura e interpretação de diagramas; - AC RELE, ADV, VW1/VW2,VW3, INFOLEV, ESCADA - Escada, XIZI, UMV, Escada Rolante, Gen 2 Confort/GNC.
Requisitos: Ética e práticas de negócios; Foco no cliente; Comunicação; Desenvolvimento de talentos;
Salário: 4.000,00
Local de trabalho: Manaus/AM


Empresa Multinacional no ramo de elevadores
Consultor de Vendas Novas – Brasília
http://isocial.com.br/ver-vaga.php?v=504042

Principal Objetivo do Cargo: prospectar, desenvolver e manter novos clientes, oferecendo qualidade e condições competitivas, negociando produtos junto às clientes em potencial, fidelizando-os e captando negócios dentro das metas estabelecidas pela Companhia.
 
Descrição das Atividades: desenvolver novos clientes pesquisando e observando obras em andamento, verificando se existe cadastro na empresa, contatando o responsável para agendar futuras visitas
;
Atividades desenvolvidas na Pré venda: visitar clientes novos/carteira (visita inicial) apresentando novos produtos através de catálogos ou slide demonstrando o funcionamento do produto e as vantagens na aquisição, visitar clientes novos/carteira (visita de impacto) para elaboração e entrega de proposta, utilizando programa específico para cálculo de orçamento, visitar arquitetos contratados pelas construtoras para executar o projeto (visita técnica), para orientar o dimensionamento e cálculo de tráfego de elevadores 
Atividades desenvolvidas na Venda e Pós Venda: encaminhar o contrato e demais documentações ao cliente, para posterior envio ao responsável no setor administrativo, realizar processos de pós venda junto aos clientes, objetivando solucionar possíveis problemas surgidos ou duvidas a serem esclarecidas, visitar periodicamente os clientes para manter um relacionamento continuo e agradável e favorável à realização de negócios futuros e indicação de novos clientes para a empresa, acompanhar o andamento do contrato até a efetiva entrega dos elevadores ao cliente baseado na data contratual, executar atividades conforme descrito nos padrões de qualidade estabelecidos (ISO 9000), garantir a satisfação dos nossos clientes seguindo os padrões de segurança, ética e qualidade exigidos pela Companhia.
Escolaridade: Superior completo
Conhecimentos Técnicos: Área comercial
Requisitos: Ética e práticas de negócios; Foco no cliente; Foco em resultados; Comunicação.
Salário: R$ 3.034,00 + Comissão - média de R$ 3.000,00 (pode ser + dependendo do desempenho).

Quem precisa de remédio?

Para especialistas, a banalização dos diagnósticos – como hiperatividade e dislexia – e da medicalização ajuda indústria farmacêutica e esconde má qualidade do ensino
Por: João Correia Filho e Cida de Oliveira

Se tivesse nascido nos últimos dez anos, o Menino Maluquinho, personagem do cartunista Ziraldo, criado em 1980, poderia ser diagnosticado como hiperativo, ou portador de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). É muito provável também que lhe fosse receitado medicamento à base de metilfenidato, como Ritalina, para controlar sua agitação e impulsividade – exatamente como acontece hoje com crianças com comportamento semelhante.
Transtornos neurológicos como esse têm sido cada vez mais diagnosticados no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), entre 3% e 5% das crianças em todo o mundo sofrem do distúrbio, cujos principais sintomas são falta de concentração, impulsividade, ansiedade e dificuldade de planejar tarefas a longo prazo.
Coincidência ou não, a venda de Ritalina cresceu 1.615% só na década passada, segundo o Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamentos. O Brasil é o segundo maior consumidor da droga no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, por exemplo, apontam a venda de 150 mil unidades do medicamento na capital paulista apenas nos primeiros cinco meses deste ano, compondo uma média mensal quase duas vezes maior que a do ano passado. Os números alimentam uma polêmica que envolve a indústria farmacêutica, põe em xeque pesquisas científicas e divide médicos e psicólogos.
A professora Maria Aparecida Moysés, do Departamento de Pediatria da Universidade de Campinas (Unicamp), vê com reservas esse aumento­ dos diagnósticos. “Os laboratórios financiam parte das pesquisas e apoiam entidades que dão aval a tais conclusões”, denuncia a pediatra, uma das pioneiras na luta contra a medicalização no Brasil. O movimento conta com a crescente adesão de médicos, psicólogos e outros profissionais da saúde, como a equipe do Programa de Atenção à Adolescência do Centro de Saúde Escola Samuel Barnsley Pessoa, ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
A médica sanitarista Mariana Arantes Nasser, coordenadora do programa, afirma que é um exagero transformar comportamentos diferentes do padrão imposto em doença, passível de medicação e de acompanhamento excessivo com psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais. E vai além: “A Ritalina, muito prescrita a crianças pequenas, não foi estudada o suficiente quanto aos efeitos a longo prazo. Ou seja, nem sabemos se a doença existe mesmo e usamos um remédio que nem sabemos se é seguro a longo prazo”. 
Para ler esta matéria na íntegra, clique aqui
Fonte: Revista do Brasil, outubro de 2011

COMEÇAR DE NOVO

Entrevisto Maria do Carmo em sua casa. Ela entrega cópia de depoimento sobre sua experiência, elaborado em uma folha de papel, em quatro dias de árduo esforço, ajudada pela mãe. Mostra como era linda sua caligrafia, seus boletins escolares com notas quase sempre máximas. Advogada, estudiosa de três idiomas, curso de piano completo, caixa de banco enquanto estudante, já trabalhava em nossa cidade, e aos trinta anos, uma trombose em sua carótida desencadeou um acidente vascular cerebral (AVC). Em quarenta e oito horas, em coma profundo, chegaram a providenciar a extrema unção. Abordagem médica diferente, em tentativa desesperada fez cirurgia para salvar a metade do cérebro ainda sadia, e depois de quarenta dias no hospital, mais duas cirurgias. Isto aconteceu há 23 anos. Um acidente vascular pode ter diferentes conseqüências em paralelo (dificuldades de coordenação do corpo, campo visual alterado, confusão para ações do cotidiano, dificuldades para deglutição, memória afetada por falhas na fala, convulsões epilépticas, mudanças na expressão das emoções), configuradas de acordo com a localização e tamanho da lesão cerebral. Pessoas não informadas podem imaginar que a pessoa está alcoolizada, sob efeito de drogas, ou que é deficiente intelectual ou doente mental – o que só aumenta dolorosamente a desconexão social. O cérebro funciona como sempre, para pensar e sentir. Mas não consegue mais a rapidez e eficiência que tinha para se comunicar. No caso de Maria do Carmo aconteceu hemiplegia (um lado do corpo em paralisia), e contando com intenso apoio familiar fez anos de fisioterapia, fonoaudiologia, natação, massagem, precisando ainda ser realfabetizada. Hoje dirige seu carro, usa computador (com voz de leitor de tela, a capacidade de leitura visual atual é muito lenta), faz suas compras, pinta seus quadros. Sempre sorrindo. Mas gostaria imensamente de voltar a algum trabalho, e com as atuais condições acha isto muito difícil. Causas mais freqüentes de AVC: hipertensão arterial, doenças cardíacas ou que interferem na coagulação sanguínea, gordura excessiva no sangue, tabagismo, estresse emocional, uso de anticoncepcional  sem monitoramento médico.Após o AVC, toda pessoa e seus familiares precisariam de apoio técnico/terapêutico contínuo para avaliar a conexão de suas potencialidades vigentes com seu meio afetivo e social. Senão a vida se torna um marasmo de dores físicas constantes, medicação pesada, comunicação verbal falha, auto-estima abalada e isolamento social. Saramago: “Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia”.

Aposentado com deficiência física constrói o próprio carro, em Fortaleza

Elias Bruno

Portador de doença crônica demorou um ano para montar o veículo. Inventor quer ampliar o carro para transportar toda a família.

Deficiente construiu carro para poder se locomover pela cidade

O aposentado Vilton Fernandes, portador de uma doença crônica que fez com que amputasse duas pernas e parte do braço, cansou de depender dos outros para se transportar e decidiu construir um carro por conta própria. O homem de 48 anos teve essa ideia em 2008, quando encontrou a carcaça de um veículo no lixão do Bairro Bom Jardim, em Fortaleza. “Sempre fui inquieto e tive a necessidade de algo para me locomover, além da cadeira de rodas”, afirma Fernandes.

O carro de Fernandes demorou um ano para ficar pronto. A estrutura foi montada com a colaboração de mecânicos e pelas mãos dele e da mulher. “Eu mesmo cortei os ferros e fiz o teto com zincos e canos junto com a minha mulher”, explica. O motor é de motocicleta, a direção veio de um Fiat e o para-brisa, da traseira de um fusca. E tudo foi adaptado às necessidades especiais do motorista.

“Consegui muitas doações. Ganhei os bancos do dono de uma loja de estofados”, afirma. Os detalhes incluem um copo fixado em um freio de mão improvisado. Fernandes também preocupou-se com a segurança e providenciou cintos nas cadeiras do condutor e do passageiro, mas o invento não tem marcha a ré. A esposa ou o carona dão um “empurãozinho” para movimentar o carro para trás

“Esse carro são as minhas pernas. Tudo nele foi feito por mim ou a partir da minha orientação”, afirma Fernandes, que mora com as três filhas e a mulher. Diariamente, o pai leva as filhas, de nove, 11 e 13 anos de idade à escola. Ele abastece mensalmente o motor com 40 litros de gasolina doados pelo dono de um posto de combustíveis.

Sonho

Três anos após ter criado o carro, Fernandes já pensa em construir um novo para transportar toda a família. “Quando terminei de construir era meu carro preferido. Agora, já quero fazer uma reforma para passear com minha família e dar mais conforto à minha mulher, que fica com as pernas dormentes depois que anda nele”, conta.

Doença está controlada, diz médica

A primeira amputação do corpo de Fernandes ocorreu quando ele tinha 22 anos. “Da primeira vez, tiraram o dedão do pé esquerdo”, conta o aposentado. A médica Vânia Rebouças, responsável pelo tratamento de Fernandes, explica que ele é portador da Tromboangeite Obliterante, doença de origem desconhecida que está diretamente ligada ao fumo.

“É uma inflamação progressiva dos vasos e o paciente pode chegar a ter uma inflamação das veias e evoluir para a falta de sangue, levando à morte dos tecidos”, descreve. Com esse quadro clínico, Fernandes teve de passar por 21 cirurgias de amputação. “Antes de amputar, tentamos salvar os membros”, diz Vânia. Hoje, o “inventor” comemora não ter passado por nenhuma cirurgia nos últimos nove anos. “A doença foi controlada quando ele abandonou o vício”, afirma a médica.

Fonte: G1 Ceará, 14 de dezembro de 2011

Obs: Material veiculado em janeiro de 2012, devido a reestruturação interna do serviço 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Assimetria craniana, uma deformidade em bebês

Ana Carolina Leal

Segundo estatísticas, aproximadamente 12% das crianças de todo o mundo nascem com algum tipo de assimetria na cabeça
Ana Luiza Pietrobon, hoje com 1 ano e 8 meses, terminou o tratamento para corrigir uma assimetria na cabeça no começo do ano. Durante dois meses, a pequena teve que usar uma órtese 23 horas por dia, tirando apenas para tomar banho e para a higiene do capacete. Mas qual exatamente é o problema dessa criança?

Aproximadamente 12% das crianças nascem com algum tipo de assimetria na cabeça

Ana Luiza sofria de plagiocefalia posicional, doença que deixa a cabeça do bebê torta e desproporcional. Além do prejuízo estético, pode haver consequências mais sérias, como dificuldade de aprendizado e, em casos mais graves, problemas de alinhamento dentário e duplicidade visual.
Percebendo que a cabeça da filha era mais achatadinha, os pais Yara Blanco e Thiago Pietrobon, ambos com 31 anos, buscaram ajuda com dois pediatras. Mas foram surpreendidos com a resposta de que a assimetria era normal.
Insatisfeita, Yara buscou informações na internet. Foi quando descobriu que havia uma clínica especializada no atendimento desse tipo de doença, em São Paulo.

Órtese

"Quando procuramos o médico minha filha tinha 8 meses. Ela iniciou o tratamento com 10 meses. Foi super tranquilo. A cada 15 dias tínhamos que levá-la à clínica para o acompanhamento. Nessas consultas eram feitos ajustes na peça (órtese) para que o tratamento seguisse de forma adequada", afirmou Yara. A família mora em Americana.
Sobre os custos, a bióloga disse ser um tratamento caro. "Os planos de saúde não cobrem, mas é um gasto que vale a pena".

12% das crianças nascem com assimetria

Assim como Ana Luiza, aproximadamente 12% das crianças nascem com algum tipo de assimetria na cabeça. Desse total, 3% merecem algum tipo de intervenção, e o restante regride naturalmente. Além disso, 54% das crianças gêmeas também nascem com assimetrias. Segundo o neurocirurgião e um dos fundadores da única clínica especializada no tratamento da doença, no Brasil, Gerd Schreen, a plagiocefalia posicional pode ocorrer por causa do posicionamento intrauterino, em função de um parto mais complicado e ou na gestação de gêmeos. Após o nascimento, a assimetria também pode se desenvolver pelo posicionamento viciado em uma região da cabeça do bebê, seja na hora de dormir ou pelo torcicolo congênito.
Diagnóstico tem que ser precoce

Segundo o neurocirurgião Gerd Schreen, é fundamental que a assimetria seja identificada antes de a criança completar 1 ano e 6 meses, como foi no caso de Ana Luiza. Caso contrário, a órtese não pode mais corrigir a assimetria e, em alguns casos, é necessária a intervenção cirúrgica, que segundo o médico oferece grande risco. Mais informações podem ser obtidas no endereço eletrônico (www.cranialcare.com.br).

Fonte: O Liberal, 19 de novembro de 2011


Obs: Material veiculado em janeiro de 2012, devido a reestruturação interna do serviço

Como proceder para conseguir o cartão de vaga de estacionamento preferencial para pessoa com deficiência (DEFIS) na cidade de Americana

  1. Dirigir-se a Secretaria de Transportes, situada na Rua Anhangüera, 507, Conserva, Telefone: 3462-2658, das 9 às 16 horas e solicitar o requerimento, preencher e anexar laudo médico comprovando a deficiência.
  2. A Secretaria agendará a perícia com o médico autorizado para dar continuidade ao atendimento do pedido.
  3. Caso a pessoa interessada prefira proceder a impressão do documento antes de se dirigir a Secretaria de Transportes, o acesso ao mesmo encontra-se no site da Prefeitura Municipal http://devel.americana.sp.gov.br/americanaV5/americanaEsmv5_Index.php  em Serviços Online clicar em Downloads e selecionar no item Protocolo os números 36 e 37 para imprimir.
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Como proceder para conseguir o cartão de vaga de estacionamento preferencial para idoso na cidade de Americana.

  1. Dirigir-se a Secretaria de Transportes, situada na Rua Anhangüera, 507, Conserva, Telefone: 3462-2658, das 9 às 16 horas e solicitar o requerimento.
  2. Anexar a cópia da CNH, do CPF e do RG, entregando com o requerimento preenchido na Secretaria de Transportes.
  3. Caso a pessoa interessada prefira proceder a impressão do documento antes de se dirigir a Secretaria de Transportes, o acesso ao mesmo encontra-se no site da Prefeitura Municipal  http://devel.americana.sp.gov.br/americanaV5/americanaEsmv5_Index.php  em Serviços Online clicar em Downloads e selecionar no item Protocolo o número 53 para imprimir.
OBS: Caso a pessoa idosa não tiver condições (momentâneas ou permanentes) de dirigir o veículo, ainda assim o cartão é possível apresentando CPF e RG.


'Epidemia' de diabetes pode elevar casos de tuberculose

DENISE MENCHEN

O aumento do número de pessoas com diabetes pode levar ao crescimento dos casos de tuberculose ou, pelo menos, dificultar o enfrentamento da doença.

O alerta foi feito ontem pela União Internacional contra Tuberculose e Doenças Pulmonares, em Lille, na França. A cidade sedia, a partir desta quinta-feira, a 42ª Conferência Mundial sobre Saúde Pulmonar.

Neste ano, a União lançou, em conjunto com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a recomendação para que pacientes que apresentem qualquer uma dessas doenças sejam avaliados para verificar se a outra também está presente. O procedimento, porém, ainda não é comum na maioria dos países.

De acordo com Anthony Harries, diretor do departamento de pesquisa da união e professor honorário da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, estudos mostram que o diabetes eleva em até três vezes o risco de uma pessoa contrair tuberculose. Isso porque o diabetes causa alterações no sistema imunológico do paciente, que perde parte da capacidade de se proteger contra a bactéria que causa a tuberculose.

Estima-se que, em 2010, havia no mundo 285 milhões de pessoas com diabetes. Já o número de infectados pelo bacilo da tuberculose chega a 2 bilhões. Apenas entre 5% e 15% deles, porém, vão desenvolver a doença infecciosa em algum momento da vida. Entre os fatores de risco estão a Aids, o tabagismo e a má nutrição, além do diabetes.

A transmissão do bacilo para terceiros, por meio de gotículas expelidas pela tosse, por espirros ou pela fala, só ocorre quando a doença está ativa e atinge os pulmões do doente, em casos mais raros, a bactéria afeta outras partes do corpo, como a meninge. Normalmente, o potencial de transmissão é interrompido após duas semanas de tratamento.

Estudos apontam, porém, que esse período é mais longo em pacientes com diabetes. Além disso, esse grupo corre maior risco de ter casos repetidos de tuberculose e tem mais chances de morrer pela doença.
"O diabetes ameaça o controle da tuberculose", diz Harries.

Para ele, países como o Brasil, que em 2010 registrou 37,04 casos de tuberculose por cem mil habitantes, podem sofrer um aumento na incidência da doença por causa da elevação do número de casos de diabetes, associado à obesidade.

O especialista diz, porém, que é preciso realizar novos estudos para ver qual a conduta mais adequada em relação aos pacientes com as duas doenças. Uma das alternativas é ampliar a duração do tratamento, normalmente feito em seis meses, para evitar a reincidência e diminuir as chances de transmissão.

Fonte: Folha de São Paulo, 27 de outubro de 2011

Obs: Material veiculado em janeiro de 2012, devido a reestruturação interna do serviço.
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.