Prefeito Jonas Donizette anuncia plano de ações dos 100 primeiros dias
O prefeito de Campinas Jonas Donizette anunciou na tarde desta segunda-feira, dia 7 de janeiro, o plano de ações para os 100 primeiros dias do seu governo. A iniciativa inclui medidas para o cuidado com os moradores e com a cidade.
O esforço será de toda Administração com enfoque na questão de serviços públicos e nas pastas de Saúde, Segurança, Educação, Transportes, Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Habitação, Sanasa entre outras. O plano de trabalho será iniciado imediatamente e executado em 100 dias e vai contemplar todas as regiões do município.
Na cerimônia do anúncio estavam presentes o vice-prefeito, Henrique Magalhães Teixeira; todos os secretários e presidentes de autarquia; o presidente da Câmara, vereador Campos Filho e outros integrantes do Legislativo; gestores públicos; representantes da população; e a imprensa.
O prefeito Jonas Donizette agradeceu o secretariado que, segundo ele, cumpriu agenda antes mesmo da posse para que fosse possível apresentar o plano logo no início da gestão e iniciar imediatamente as ações.
Cuidado com a cidade
O primeiro a expor foi o secretário de Serviços Públicos Ernesto Paulella. Ele ressaltou que as ações da sua pasta não esgotam as necessidades, mas eliminam gargalos que a cidade tem. “Vamos contar com o esforço do funcionalismo, a criatividade dos gestores e a boa vontade do secretário de Finanças (Hamilton Bernardes Júnior)”, afirmou.
Paulella informou que as ações para sua pasta incluem a recuperação e pavimentação do Viaduto Cury, no Centro da cidade, onde está previsto o consumo de 350 toneladas de massa asfáltica. Também receberão reparos avenidas como a Heitor Penteado (que circunda o Taquaral), Magalhães Teixeira (uma das marginais do Piçarrão, na região Sul), Delfino Cintra (no Cambuí, Centro) e Barão de Itapura (no Guanabara, Leste). A previsão é de que serão necessárias 400 toneladas de massa asfáltica.
Além disso, está prevista a Operação Tapa-Buraco. Paulella explicou que, para priorizar e otimizar este serviço, foi desencadeado mapeamento que identificou, até agora, 40 mil buracos. A ação vai consumir 10 mil toneladas de massa e será realizada conforme normas de engenharia de pavimento.
Também serão promovidas drenagem de águas pluviais nas avenidas Orosimbo Maia e Delfino Cintra, que vão receber novos ramais de galeria; recuperação de passarelas, como a do Parque Via Norte; e limpeza e remoção de detritos na comunidade conhecida como Iraque, no Jardim Conceição, em Sousas.
O plano inclui, ainda, recuperação de bosques e jardins como o do Parque Santa Bárbara, na região Norte; do Centro de Lazer Omar Cardoso (entre o Jardim Flaboyant e o Novo Cambuí), que será rearborizado, iluminado e terá quadras reformadas; e do Centro de Lazer Jaime Lerner, localizado entre o Jardim Brasil e o Parque Taquaral. O Parque Ecológico Professor Hermógenes de Freitas Leitão, em Barão Geraldo, terá equipamentos recuperados e receberá nova iluminação.
Entre as prioridades elencadas pelo prefeito Jonas constam a restauração da Concha Acústica do Parque Portugal, na Lagoa do Taquaral, e dos Bondes Turísticos da Lagoa; e a reurbanização do canteiro central da avenida Albino J. B. Oliveira, em Barão Geraldo.
O Lago do Café, um dos principais parques públicos da cidade, localizado próximo à Lagoa do Taquaral, será reaberto à população. A área foi fechada à visitação pública em outubro de 2008 por conta do risco da febre maculosa e será entregue à população, agora em condições seguras.
Equipamentos da rede pública de saúde
As medidas de cuidado com a cidade também vão contemplar os equipamentos da rede pública municipal de saúde. Todos os Centros de Saúde vão passar por recuperação paisagística e receber ações de limpeza e conservação.
A vegetação invasora das calçadas e passeios públicos será raspada e removida. Todos os monumentos públicos serão limpos e, a partir de então, vão receber ações periódicas de conservação.
A região Central vai receber lixeiras novas e as velhas que estiverem em mau estado de conservação serão recuperadas. A meta é que sejam colocadas em funcionamento 1.300 lixeiras. As escadarias da Catedral e a Rua 13 de Maio serão lavadas diariamente e a população de rua que habita o local vai receber atenção especial da Secretariai de Cidadania, Assistência e Inclusão Social. A Secretaria de Segurança também vai atuar no local com mais intensidade.
A força-tarefa vai atuar também para desobstruir bocas de e lobo e ramais de galeria pluvial. As cooperativas de reciclagem também serão contempladas com kits de reciclagem com objetivo de instrumentalizar e capacitar os trabalhadores e obter recursos junto ao Governo Federal. Ainda está previsto projeto de reestruturação da Unidade Recicladora de Campinas, que recebe por dia 2,5 mil toneladas de materiais.
Cuidado com as pessoas
Na parte relativa ao cuidado com as pessoas, Jonas Donizette anunciou o que chamou de 'Prefeito no Posto', que prevê visitas aos centros de saúde para conferir as instalações (infraestrutura, recursos humanos, equipamentos, materiais e acessibilidade), ouvir as equipes de saúde e sentir de perto as necessidades da população. O objetivo é, a partir de cada visita e diagnóstico, desencadear ações para qualificar a assistência.
Também será iniciada a implantação do 'Remédio em Casa', com entrega no domicílio de medicações para pacientes com doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Nos primeiros 100 dias a meta é implantar em uma região da cidade. O 'Saúde Urgente' vai ampliar leitos com a meta de suprir pelo menos a metade da necessidade atual da rede, de 100 leitos, nos 100 primeiros dias. No total, estão previstos mais 41 leitos no Hospital Ouro Verde, 50 na Santa Casa e 48 no Celso Pierro.
Para a Educação, o prefeito anunciou o 'De olho na Escola'. A meta é garantir infraestrutura, material didático e recursos humanos para o que Jonas Donizette chamou de “boa volta às aulas”. A Administração vai garantir também, nos 100 dias, a primeira etapa do 'Creche 100%', com a abertura do processo de licitação para a construção de oito novas Naves-Mãe.
Na área de Transportes, em 1º de março começa a vigorar a ampliação do Bilhete Único de 1h30 para 2 horas. O 'Passe Lazer' será implantado, também a partir de março, com a tarifa 50% mais barata aos domingos. A implantação será de forma gradativa, sendo, no início, um final de semana por mês. O 'Trânsito Amigo' prevê a redução de 20% dos radares, campanhas de mobilização social para conscientização sobre educação no trânsito, redução das mortes no trânsito e intensificação das ações para coibir o ato de dirigir embriagado.
A Secretaria de Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida vai implementar o 'Embarque Acessível', para garantir melhorias no acesso ao transporte público, inciando pelas linhas com itinerários de maior demanda deste público. Também vai inciar o 'Cidade Inclusiva', programa que promove a cultura inclusiva por meio de palestras para crianças nas escolas.
Na área de Segurança, foram anunciados o 'Luz para a Cidade', que será inciado pelas regiões com mais ocorrência criminal; e o 'Vizinhança Solidária', um conjunto de inciativas para reduzir ocorrências policiais em bairros e estabelecimentos comerciais.
No setor da Ouvidoria será lançado o programa 'A prefeitura quer ouvir você', para que a população possa conhecer e utilizar a Ouvidoria do município. Para impulsionar a atividade cultural e esportiva na cidade foi anunciado o 'Campinas incentiva', que vai ampliar o acesso a leis de incentivo.
Também foi apresentado o 'Sanasa em Ação', com previsão da redução da tarifa social e do início das obras da rede de tratamento de esgoto no Satélite Íris, região noroeste da cidade. Também, dentro desta meta, será instalado um posto avançado da Sanasa no Paço.
Por fim, Jonas falou da área de Habitação, para a qual está prevista a entrega de 1,2 mil unidades habitacionais e a ampliação do uso do Fundo de Apoio à População de Sub Habitação Urbana (FUNDAP).
Fonte: EMDEC Link Original Clique aqui
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Brasileiro quer criar o Google Street View dos cadeirantes
Ideia pode ganhar patrocínio do próprio Google. Membros da AACD irão percorrer São Paulo para fotografar e mapear as calçadas da cidade

O
publicitário Eduardo Battiston não é cadeirante, mas entende a
profundidade do tema. E quer fazer sua parte //Crédito: Divulgação
O objetivo é mapear São Paulo do ponto de vista da acessibilidade. Mostrar os pontos mais críticos, as rotas mais viáveis e tudo mais que possa facilitar a vida do portador de deficiência física. “O Accessibility View vai funcionar como um Google Street View das calçadas”, explica Eduardo Battiston o homem por trás da ideia. Para realizar esse mapeamento, Eduardo quer pegar um grupo de membros da Associação de Assistência à Criança Deficiente AACD, equipá-los com câmeras fotográficas e mandar essa turma pra rua, pra tirar fotos panorâmicas como as do próprio Street View.
A ideia é uma das finalistas do Creative Sandbox, o programa do Google que vai patrocinar uma grande ideia brasileira que utilize pelo menos um produto da empresa em prol de um mundo melhor. A iniciativa vencedora será anunciada dia 5 de dezembro e receberá R$ 35 mil para ser colocada em prática.
O Acessibility View será um processo colaborativo e que, aos poucos, vai colocando a questão da acessibilidade no centro do debate público. Em tempos de eleição, essa necessidade fica ainda mais escancarada, “até porque a maior parte das pessoas com dificuldades de locomoção acabam não votando, pelo próprio problema de acessibilidade nas zonas eleitorais”, como bem lembrou Eduardo nessa conversa com a GALILEU.
Confira a entrevista abaixo e aproveite pra dar o play no vídeo de divulgação do Acessbility View.
O que te inspirou a criar o Acessbility View?
Eduardo Battiston: Sempre fui muito sensível em relação ao problema da acessibilidade, principalmente depois de conhecer a realidade das crianças da AACD. Em 2009 tive o prazer de fazer junto com eles um projeto muito bonito: o Unique Types, no qual convidamos designers do mundo inteiro para criar tipografias inspiradas nas crianças atendidas pela entidade.
Se você tivesse que explicar como o Acessibility View funciona na prática, para alguém que nunca ouviu falar dele: o que você diria?
Eduardo Battiston: A ideia é ajudar os cadeirantes a escolherem as melhores rotas para seus trajetos e, também, sensibilizar as autoridades para fazer a manutenção e as adaptações necessárias. Afinal, ajudar essas pessoas a se locomoverem pelas cidades ajuda na sua inserção na sociedade e, por que não, no mercado de trabalho.
O objetivo do Acessibility View é fazer as pessoas sentirem na pele como é difcíl para um cadeirante se locomover por conta própria?
Eduardo Battiston: Esse é apenas um dos objetivos. O objetivo principal é ajudar as pessoas com necessidades especiais a se locomoverem com maior facilidade, levando em conta os obstáculos – muitas vezes intransponíveis – que seus trajetos apresentam. Mas claro que, ao acessar o Accessibility View, uma pessoa sem necessidades especiais vai poder ver – em primeira pessoa – como cada pequeno obstáculo pode impactar a qualidade de vida de um cadeirante.
Existe algum tipo de obstáculo que a maioria das pessoas nem se dá conta de que atrapalha a movimentação de um cadeirante? Estamos condicionados a pensar que uma rampa basta. É só isso mesmo?
Eduardo Battiston: Amigos cadeirantes reclamam bastante da quantidade de buracos das calçadas e da falta de padronização das mesmas. Além disso, as rampas – quando existem – muitas vezes contam com uma inclinação exagerada, o que impossibilita o acesso dos cadeirantes sem a ajuda de terceiros.
Você mora em São Paulo, certo? Qual a pior região, o pior trecho para um cadeirante aqui?
Eduardo Battiston: Sou paulistano e atualmente moro em São Paulo. Se nos bairros mais centrais a manutenção das calçadas já deixa bastante a desejar, imagine nas periferias onde a própria topografia muitas vezes não favorece a mobilidade. Mesmo nos bairros mais urbanizados, temos problemas como faixas de pedestres esburacadas, calçadas inclinadas e rampas defeituosas. Acredito que a acessibilidade na nossa cidade melhorou muito nos últimos anos, mas ainda temos muito trabalho nessa área. Espero que essa ideia possa contribuir para que a cidade seja cada vez mais acessível, proporcionando lazer, educação, cultura e diversão para as milhares de pessoas com necessidades especiais.
E, certamente, vou precisar da ajuda de parceiros para que essa ideia saia do papel e vire realidade. Já tenho apoio do representante brasileiro das câmeras GoPro que vai fornecer todo equipamento de filmagem necessário para o mapeamento do Accessibility View. Agora espero que a ideia possa ganhar o concurso do Google (estamos entre os 10 finalistas do Google Sandbox Brasil) para que esse apoio de peso atraia outras empresas para ajudar a viabilizar o projeto.
Existe alguma cidade que seja modelo de acessibilidade?
Eduardo Battiston: No mundo temos Toronto e Berlim como alguns exemplos de acessibilidade. Mas, em geral, todas as capitais europeias dão um baile nesse quesito na maioria das nossas cidades. Não sou nenhum expert no assunto, mas sei que Curitiba e Uberlândia talvez sejam as cidades mais avançadas do Brasil na mobilidade das pessoas com necessidades especiais.
Em época de eleição, como você acha que o assunto da acessibilidade foi tratado? Quais foram os acertos e os equívocos durante a campanha e as expectativas que você nutre para o futuro?
Eduardo Battiston: Pelo menos aqui em São Paulo não vi o tema sendo abordado. Até porque a maior parte das pessoas com dificuldades de locomoção acabam não votando, pelo próprio problema de acessibilidade nas zonas eleitorais. Para o futuro, espero que não só as autoridades, mas também a iniciativa privada invistam para termos uma cidade melhor para pessoas com necessidades especiais. Projetos como o Accessibility View podem ajudar a colocar esse assunto na pauta nos próximos anos.
Assista ao video da entrevista
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Contos de Fadas Inclusivos aliam literatura, artes visuais e acessibilidade
Cócegas na Floresta - João e Maria' fala de surdez
A Casa de Cultura Mario Quintana sediará o lançamento
do projeto "Era uma Vez um Conto de Fadas Inclusivo", com foco na
deficiência e composto por onze livros infantis e uma exposição
inclusiva, no dia 23 de outubro (terça-feira), às 19h, no hall de
entrada do centro cultural. A iniciativa é promovida pelo Ministério da
Cultura (MinC), tem apoio da Secretaria da Justiça e dos Direitos
Humanos e da Secretaria da Cultura, através do Museu de Arte
Contemporânea (MAC/RS) e é patrocinada pelo Banrisul, AGCO e Grupo
Savar.
As publicações têm proposta inovadora, visando a
educação inclusiva, ao revisitar os clássicos contos de fada,
acrescentando aos protagonistas algum tipo de deficiência. Elas são
escritas e ilustradas pelo fisioterapeuta Cristiano Refosco e possuem
edição de arte e design gráfico do artista Leandro Seliter. São elas: "Chapeuzinho da Cadeirinha de Rodas Vermelha" (paraplegia), "Branca Cega de Neve" (cegueira), "O Pequeno Polegar que Não Conseguia Caminhar" (paralisia cerebral), "João Sem Braços e o Pé de Feijão" (malformação congênita), "Pinóquio das Muletinhas" (paralisia cerebral), "O Segredo de Rapunzel" (malformação congênita), "Cócegas na Floresta - João e Maria" (surdez), "A Bela Amolecida" (doença neuromuscular), "Aladown e a Lâmpada Maravilhosa" (síndrome de Down), "Alice no País da Inclusão" (autismo) e "Cinderela Sem Pé" (malformação congênita).
Para democratizar o acesso, a coleção conta com uma
versão em áudio, na qual é possível ouvir a contação das histórias e/ou
acompanhar a audiodescrição das imagens de cada um dos livros. As onze
sinopses das histórias estão disponíveis no site www.imaginancia.com.br.
O objetivo principal é que a coleção se torne um
instrumento de apoio no trabalho de inclusão das pessoas com
deficiência, fomentando a utilização dos livros, tanto nas atividades
escolares quanto no convívio familiar. "Pretendemos que a coleção seja
uma forma de disseminar a cultura da acessibilidade. Essa consciência
deve ser despertada desde a infância", sustenta o autor Cristiano
Refosco, que há 13 anos atua no atendimento de crianças com deficiência e
teve na sua rotina a inspiração para escrever e ilustrar a coleção.
Dados do IBGE de 2010 apontam que o número de
indivíduos com algum tipo de deficiência física ou intelectual supera
20% da população brasileira, o que representa cerca de 45 milhões de
pessoas. No Rio Grande do Sul, são 2,5 milhões de cidadãos nessa
condição.
Acompanhando a temática da obra a exposição acessível
sobre as histórias dos livros possui piso podotátil e paineis com
versão em Braille, onde o público poderá saber mais sobre as histórias.
Na ocasião o deficiente visual Daniel Uchoa fará uma apresentação com
harpa. A visitação será até dia 11 de novembro.
Serviço:
Dia: 23 de outubro - terça-feira HOJE
Hora: 19h.
Local: Hall de entrada da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736).
Visitação da exposição: até 11 de novembro. Segundas, a partir das 14h; de terças a sextas, das 9h às 19h e sábados, domingos e feriados, das 12h, com encerramento sempre às 21h.
Observação: na ocasião estarão disponíveis 200 coleções, com preço especial.
Entrada franca.
Hora: 19h.
Local: Hall de entrada da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736).
Visitação da exposição: até 11 de novembro. Segundas, a partir das 14h; de terças a sextas, das 9h às 19h e sábados, domingos e feriados, das 12h, com encerramento sempre às 21h.
Observação: na ocasião estarão disponíveis 200 coleções, com preço especial.
Entrada franca.
Fonte: Casa de Cultura Mário quintana
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Acessibilidade e Cultura: Por que sim? Por que não?
Flavia Boni Licht.
Certas coisas não estão escritas no manual, fazem parte da consciência crítica de cada um.
Arquiteto João Filgueiras Lima
No seu artigo 5º, Capítulo 1, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, afirma a Constituição brasileira, vigente desde 1988, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Já a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – aprovada por unanimidade pela ONU em 2007, ratificada pelo nosso Congresso e promulgada pelo presidente da República em 2009 – abre seu Capítulo 3 listando os princípios gerais válidos para reger a integralidade de seu conteúdo, dentre os quais destacamos o respeito pela dignidade, autonomia e independência das pessoas, a não-discriminação e a igualdade de oportunidades, o direito à plena e efetiva participação e inclusão na sociedade e o respeito pela diferença.
Também vigente neste país desde o ano 2000, lembramos aqui o contido na Lei federal 10.098 (regulamentada, em 2004, pelo Decreto 5.296) que estabelece as normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios, nos meios de transporte e de comunicação.
Bem antes disso, ainda na década de 1990, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e Câmara Municipal de Porto Alegre aprovam leis que determinam o acesso e a circulação livre, segura e independente a todas as pessoas nos espaços públicos.
Assumimos também, desde 1948, quando foi promulgada pela ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que toda pessoa tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes, e que, com a aprovação, em 2007, da já citada Convenção Internacional, os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência a participar na vida cultural, em base de igualdade com as demais pessoas, e deverão tomar todas as medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência possam usufruir o acesso a materiais, atividades e serviços culturais, bem como a monumentos e locais de importância cultural nacional.
Aceitando e tomando por base esse conjunto de preceitos, parece-me ficar sem sentido a pergunta: por que sim à acessibilidade? A resposta pode ser dada de forma singela e definitiva: porque é lei! Ou melhor, leis, inúmeras leis. E leis que foram estudadas, debatidas e aprovadas, e que expressam direitos humanos essenciais, direitos essenciais de todo ser humano! E que, portanto, devem – ou deveriam – ser cumpridas.
Mas sabemos bem que algumas leis não pegam e que nas questões de direitos humanos não somos tão virtuosos como gostamos de nos acreditar ser. Assim, talvez o melhor seja discutir, mais do que o por que sim, o seu contraponto direto, o por que não à acessibilidade.
Foi tentando encontrar respostas para essa interrogação que iniciei, neste ano de 2011, pesquisa dirigida à identificação das barreiras existentes à participação das pessoas nos espaços, programas, atividades e serviços das instituições culturais públicas municipais de Porto Alegre e nas instituições culturais com atividades públicas em edificações tombadas pelo nosso município. Poderia ter optado por outro foco: escolas, bancos, hospitais, restaurantes, igrejas, hotéis.
Escolhi as instituições culturais por três motivos. Os dois primeiros, mais pragmáticos: a facilidade de contato com essas instituições por estar trabalhando na Coordenação da Memória Cultural, vinculada à Secretaria Municipal da Cultura, e a possibilidade de, partindo da identificação das barreiras existentes, sugerir e, talvez, até concretizar algumas mudanças nos locais pesquisados. O terceiro motivo que me conduziu a essa escolha foi o de acreditar que o acesso à cultura no seu sentido mais pleno – incluindo a participação na dinâmica da sua própria criação, seja como artista, seja como espectador – está entre os direitos humanos fundamentais.
Assim, nessas instituições – cuja essência é o estudo e a prática da cultura, a qual, tomando por empréstimo as palavras de José Luiz dos Santos, contribui no combate a preconceitos, oferecendo plataforma firme para o respeito e a dignidade nas relações humanas – imaginava eu encontrar terreno fértil e favorável para avançar neste debate.
Mesmo sabendo de antemão, por conhecê-los, que a quase totalidade dos espaços dedicados à cultura não atendem às exigências da legislação e normativas da acessibilidade no que se refere aos seus prédios, supunha que, nesses locais, muitos programas e serviços já estivessem sendo desenvolvidos com esse olhar.
Assim, organizei previamente dois instrumentos para o recolhimento de dados: um questionário direcionado aos gestores das instituições, com questões referentes à participação pública (acesso/entendimento/uso) nos espaços, programas, atividades e serviços oferecidos; e um roteiro para guiar a avaliação técnica das características físicas das edificações e do entorno imediato.
E iniciei o trabalho. Falando, ouvindo, observando, medindo, lendo, anotando, fotografando. Todos aqueles até agora entrevistados são profissionais qualificados, reconhecidos e com larga experiência nas suas respectivas áreas de atuação. E mesmo tendo visitado poucas instituições do total listado, acredito já ser possível trazer aqui algumas observações, apresentar algumas reflexões, formular algumas perguntas para seguir esse debate, transitando entre as possíveis respostas para o por que não à acessibilidade.
Começando, então, pelas questões aparentemente mais singelas, fica explícito o desconhecimento do significado do termo acessibilidade. A existência de uma rampa ou de um elevador já permite afirmar, na quase totalidade das vezes, que uma instituição é acessível. Acessibilidade como qualidade que respeita o direito de todos e abre possibilidade para a compreensão dos espaços, o estabelecimento de relações com os seus conteúdos e o uso dos seus diversos elementos reduz-se, majoritariamente, à existência de uma rampa ou de um elevador.
Mesmo que essa rampa ou esse elevador estejam em desacordo com os detalhes explicitados nas normativas; mesmo que todas as demais exigências legais não tenham sido contempladas; mesmo deixando de lado o olhar do senso comum e ouvindo observações profissionais, nunca foram lembrados o Braile, a Libras, a áudio-descrição ou o piso tátil, só para ficar em alguns exemplos.
Várias explicações para esse fato podem ser encontradas. Uma delas, talvez a mais óbvia, diz respeito ao símbolo internacional da acessibilidade, o qual estabelece a correspondência direta à imagem de uma cadeira de rodas. Não que se defenda aqui mudança desse símbolo, hoje mundialmente usado e reconhecido. São apenas tentativas de encontrar explicações para exigências não cumpridas e para desconhecimentos do real significado e abrangência do termo.
Outra observação recorrente – e que para os diretamente envolvidos com a temática pode parecer já superada – é a necessidade de ampliar sempre e cada vez mais a divulgação dos direitos das pessoas com deficiência, da necessidade dos projetos terem como foco a diversidade humana e da acessibilidade como uma conquista de todos e para todos. Na maioria dos casos, o que se constata não é uma disposição desfavorável, e sim desconhecimento.
Avançando um pouco além do mais evidente e entrando num terreno menos concreto e mais espinhoso, vale perguntar se, talvez, o por que não à acessibilidade estaria relacionada diretamente ao fato de não reconhecermos no diferente alguém com direitos iguais aos nossos.
Afinal, construímos, com requintes e detalhes, uma cultura excludente que nos esforçamos em manter e aprofundar desde a democracia ateniense, que sacrificava as crianças nascidas com deficiência, até os tempos atuais: há poucos anos, numa escola aqui em Porto Alegre, alunos de seis anos de idade ouviram de um professor, no primeiro dia de aula, que ali não seriam colegas, nem amigos, e sim competidores. Como uma dessas crianças pode pensar em ser solidária? Como respeitará as diferenças?
A pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada em 2009 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que entrevistou quase vinte mil alunos, pais, mães, diretores, professores e funcionários em 501 escolas públicas brasileiras, concluiu que 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a pessoas com deficiência.
O estudo, realizado com o objetivo de criar e incentivar ações para fazer chegar à escola o respeito às diferenças, indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social (98,9% das pessoas com deficiências mentais e também dos homossexuais; 97,3% dos ciganos; 96,2% das pessoas com deficiência física; 95,3% dos indígenas; 94,9% dos pobres; 94,6% dos moradores da periferia ou de favelas; 91,1% dos moradores da área rural e 90,9% dos negros).
De acordo com o coordenador dessa pesquisa, o professor José Afonso Mazzon, não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação à outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizado e preocupante.
Voltando ao trabalho que estou realizando, algumas respostas que ouvi também apontam para uma direção preocupante: Nunca tinha pensado nisso! Pensava que essas exigências eram apenas para ônibus e para calçadas. Nunca imaginei que um centro cultural precisasse atendê-las.O arquiteto evitou desfigurar a fachada principal do prédio e colocou a rampa na entrada lateral, vinda do estacionamento. Afinal, todo cadeirante chega aqui de automóvel. Aqui, tratamos de Cultura! Nosso foco não é o atendimento a pessoas com deficiência.
São comentários que denotam desinformação. Como já explicitado neste mesmo texto, as leis existem e estão em vigor há um tempo razoavelmente longo. Por que são ignoradas? Será por puro desinteresse pelo outro, pelo diferente de mim, pelas suas necessidades? Neste mundo em que hoje vivemos, onde o que vale é chegar na frente, ser o vencedor, talvez quanto maior o número de barreiras, melhor. Desde que para os outros, claro.
Zygmunt Bauman, em Confiança e Medo na Cidade, afirma que as diferenças nos incomodam e nos impedem de interagir, de atuar amistosamente e que, se quisermos compreender nossas diferenças, precisamos formular novas questões. Quais seriam elas?
Será que temos medo de nos defrontar, conforme afirmou a jornalista Lelei Teixeira no seu depoimento na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, por ocasião do seminário Mídia e Deficiência, com a pessoa com deficiência, que, seja por razões físicas ou mentais, instaura a desordem num mundo aparentemente normal, desorganiza a frágil organização da sociedade? [...] Ao ignorar ou excluir as diferenças, certamente toma-se o caminho mais fácil e mais curto para a eliminação do humano, do caráter criativo e inusitado dos homens, que está no encontro das suas múltiplas possibilidades e capacidades.
O Conselho Internacional de Museus (ICOM) expressa claramente, no seu Código de Ética, que as instituições culturais têm o compromisso de abrir seus espaços, acervos, coleções e atividades a todos os públicos, agindo como interface da multiplicidade de percepções, gerando acesso para diversificadas sensibilidades e para variados entendimentos, visando a satisfazer uma das necessidades básicas do ser humano: conhecer nosso mundo. Não custa perguntar quantas vezes esse Código é desrespeitado...
Assim, necessário se faz, portanto, a construção de estratégias e metodologias, a utilização de equipamentos e produtos, o desenvolvimento de programas e projetos que possibilitem o acesso, a contemplação e a captação dos conteúdos expressos pelo patrimônio cultural de forma não discriminatória.
- Como os profissionais atuantes nesses centros devem atender demandas diferenciadas, incorporando a acessibilidade às práticas institucionais cotidianas?
- Como um museu deve se preparar para receber todos os usuários de forma a contribuir com o desenvolvimento das potencialidades funcionais, neutralizando e superando diferenças sensoriais, físicas e/ou cognitivas?
Interessante refletir sobre isso: por que podemos tocar numa escultura colocada em praça pública? E por que isso nos é vedado naquelas expostas em museus? Essa diferenciação existe mesmo em se tratando, por exemplo, de esculturas assinadas pelo mesmo artista (seja ele mais ou menos famoso), independente do material (seja ele mais ou menos frágil) e da época em que foram executadas (seja ela mais ou menos histórica). Será o caráter do espaço - aberto ou fechado - que distingue o tipo de contato do público com as obras de arte? Quem estabeleceu os padrões que impedem ou incitam aproximações? Quando e por que esse toque deixou de ser incentivado e passou a ser proibido?
Vale também pensar por que delegamos majoritariamente ao olho toda a possibilidade de captar sensações? Por que, pelo papel hegemônico dado à visão, reprimimos o toque e, em menor escala, todos os demais sentidos?
Tendo como objetivo a inclusão de todos na construção e na fruição da cultura, não seria o caso de, sem rejeitar as virtudes do ver, apostar fundo na multissensorialidade ou – de forma mais poética, como nos fala Gaston Bachelard – na polifonia dos sentidos? Afinal, como bem lembrado pelo arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa, o olho é o órgão da distância e da separação, enquanto o tato é o sentido da proximidade, intimidade e afeição. O olho analisa, controla e investiga, ao passo que o toque aproxima e acaricia.
Longe desse entendimento, muitas vezes, um simples toque é visto como um ato de destruição. Mas qual toque tem o poder de aniquilar marcas da nossa cultura? Apenas o humano? E o toque do tempo também não age sobre um bem? E, ao restaurar um bem, não destruímos essa ação do tempo, que, por sua vez, também o enriquece? Como nos demos esse direito? Quem nos deu esse direito?
Ainda no final do século XIX, John Ruskin, um dos primeiros teóricos da restauração, já alertava para a impossibilidade de copiar a obra da chuva e do sol, pois o resultado de uma restauração sempre terá a ‘dureza’ de uma obra nova. Mais adiante, com reflexões já datadas do século XX, o arquiteto italiano Camilo Boito defende que nenhuma intervenção deverá tocar a poesia e a pátina do tempo. Também Cesare Brandi, na sua Teoria da Restauração publicada em 1963, reafirma a questão da temporalidade, nos dizendo ser inaceitável apagar as marcas do transcurso do tempo nas obras de arte.
Talvez valha repensar o que define a qualidade cultural de um bem e qual o limite da obra original? Considerando a longevidade do monumento, qual o momento histórico a ser preservado? Quem tem o poder de tomar essa decisão? E se nossos bens não deixam de ser patrimônio quando se deterioram e se restauram, por que deixariam de sê-lo quando tornados acessíveis a todos? O que e quem define a autenticidade de um bem? Será que não é chegado o momento de, na carona da acessibilidade, revisar todos esses ensinamentos que fomos recebendo e repassando sem parar para pensar?
No documento intitulado Carta de Brasília, elaborado em 1995, em reunião coordenada pelo IPHAN e da qual participaram representantes dos países do Cone Sul, lê-se que O significado da palavra autenticidade está intimamente ligado à ideia de verdade: autêntico é o que é verdadeiro, o que é dado como certo, sobre o qual não há dúvidas.
Aqui, também cabe perguntar: o que é verdadeiro? O que pode ser dado como certo? Sobre o que não há dúvidas? Carlos Drummond de Andrade perturba algumas certezas definitivas no seu poema Verdade. Vale refletir com ele.
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Sabemos todos que, nos museus, os objetos exigem condições específicas e adequadas de catalogação, acondicionamento, manuseio, conservação, umidade, temperatura, luminosidade, limpeza e restauro. E as pessoas? São os seres humanos ou os objetos que têm necessidades? Colecionar, preservar e expor são um fim em si ou uma forma do museu desempenhar seu papel social, facilitando e estimulando a todos – independente de idade e de condição física – o acesso à cultura?
Como se pode ver, as interrogações são intermináveis, têm inúmeros significados, percorrem variadas direções. Mas se mantém sempre a dúvida mais abrangente, que acolhe todas as demais: por que não à acessibilidade?
Sabemos que, em muitos casos, para garantir a vida dos monumentos, instituições culturais se instalam em edificações históricas tombadas. Aqui, o estabelecimento da relação entre acessibilidade e cultura torna-se ainda mais complexo, considerando que tais edifícios são frutos de épocas passadas onde a inclusão não figurava entre os preceitos legais daquelas sociedades.
Mas, com o passar da história, novos ventos sopram nas antes definitivas e conservadoras teorias e práticas sociais. E isso também acontece no que se refere aos ditames internacionais relacionados à manutenção e conservação dos monumentos. Podemos ler, por exemplo, já em 1964, na renovadora Carta de Veneza que a preservação será sempre favorecida por sua função útil à sociedade (desde que as alterações necessárias para tanto não desvirtuem o autêntico de cada bem).
Passados pouco mais de dez anos, em 1976, na sua 19ª Sessão, reunida em Nairóbi, sobre a Salvaguarda dos Conjuntos Históricos e sua Função na Vida Contemporânea, a UNESCO estabelece, entre os princípios gerais daquela Carta, a necessária e harmoniosa integração dos monumentos na vida coletiva da nossa época.
Aprofundando a relação entre acessibilidade e patrimônio, em 1990, o arquiteto Antonio Cravotto - representando a Comissão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Uruguai, no 2º Seminário Ibero-americano de Promotores e Formadores em Acessibilidade ao Meio Físico, realizado em Montevidéu - apresentava seu entendimento sobre essas questões, meio na contramão do muito que se vê ou ouve por aí ainda hoje: em termos práticos, os bens patrimoniais só podem ser salvaguardados se usados apropriadamente no presente [...]. Para tanto, todos esses bens serão necessariamente afetados por modificações espaciais e estruturais; incorporação de elementos, dispositivos, sistemas e redes técnicas; inclusão de equipamentos e de sinalização. Essas intervenções não possuem justificativa nem melhor nem diferente das originadas pela eliminação das barreiras para pessoas com deficiência.
Ou seja - e assim eu entendo a posição do professor Cravotto - ou os bens patrimoniais se adaptam às exigências contemporâneas, ou eles vão perdendo o seu significado, pela impossibilidade de uso. Isso poderá ferir muitos ouvidos, mas, por si só, a transformação de uma residência num museu já pressupõe inúmeras adequações. A instalação de modernos aparelhos de ar condicionado em prédios históricos não seria um exemplo definitivo e inconteste de adaptações permitidas, aceitas e até festejadas? Mais exemplos? A substituição de superadas instalações elétricas e hidráulicas ou de madeiras atacadas por cupins em telhados, esquadrias e pisos. Só quando chegamos à questão da acessibilidade, tudo se torna agressivo ao bem patrimonial. Por que dizemos não apenas à acessibilidade? Pelo custo das adequações? Isso me parece uma questão menor frente a tudo o que se admite gastar nas demais intervenções.
No caso específico das questões afetas ao projeto dos espaços, tombados ou não, muitas vezes se ouve que as adaptações ferem o edifício, pois têm aspecto desagradável; a bela escadaria de mármore não poderá receber um corrimão, pois se entende que a inserção desse novo elemento irá desfigurar a majestosa fachada. Diferente disso – e também no que se refere à acessibilidade – projetos bem estudados geram bons e qualificados espaços. O sempre citado acesso principal ao Museu do Louvre, realização do arquiteto I.M.Pei, é apenas um dentre tantos. Porém, muitas vezes, as adaptações dos espaços para que atendam aos requisitos da acessibilidade são feitas meio que para se livrar do problema. Aí, dificilmente as soluções deixarão de ser ruins ou equivocadas.
Saindo dos edifícios e chegando às praças públicas dos centros históricos – igualmente consideradas, e com razão, ambientes culturais – esse posicionamento – o não apenas à acessibilidade – se mantém vivo e forte: aceitamos a eliminação ou a substituição de árvores e arbustos, a inserção de novos quiosques, bancos e lixeiras, a mudança no desenho dos canteiros, a troca das antigas placas de sinalização. Mas, olhando pelo foco da acessibilidade, aceitamos, quando muito, alguns rebaixos em meio-fios. Nem pensar em macular as calçadas de pedra portuguesa com a execução de um piso tátil, absolutamente necessário para que as pessoas cegas ou com baixa visão possam aproveitar aquele espaço com a mesma liberdade e autonomia de que dispõem todos os demais. Ou em estudar alternativas melhores para pisos pouco confortáveis aos usuários de cadeiras de rodas.
Em 2003, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) publica sua Instrução Normativa nº. 1, que também trata da relação entre acessibilidade e patrimônio histórico: as soluções adotadas para a eliminação, redução ou superação de barreiras na promoção da acessibilidade aos bens culturais imóveis devem compatibilizar-se com a sua preservação e, em cada caso específico, assegurar condições de acesso, de trânsito, de orientação e de comunicação, facilitando a utilização desses bens e a compreensão de seus acervos para todo o público.
Dessa forma, tomando como base as palavras do professor Cravotto e também as instruções do IPHAN, cabe perguntar:
- Será possível respeitar o passado de uma edificação, desrespeitando os direitos das pessoas, selecionando com nossas decisões de restauro, quem pode ou não pode desfrutar de um patrimônio que é de todos?
- Assim como no caso dos acervos, será que não deveríamos pensar primeiro nas necessidades dos seres humanos e depois nas dos edifícios?
Será que não seremos todos iguais na diversidade, se a infraestrutura for adequada, se a tolerância desafiar os padrões, se o respeito romper com os programas e projetos tradicionais, se a solidariedade voltar a ser considerada como um valor por todos nós? Talvez seja essa uma utopia, mas – e, para concluir, volto às palavras do professor Cravotto – não será a utopia, corretamente entendida, a determinar a acertada direção de um avanço social?
Por que não à acessibilidade?
Referências:
- BAUMAN, Zygmunt. CONFIANÇA E MEDO NA CIDADE. Jorge Zahar Editor. São Paulo. 1ª edição. 2009.
- JUNCÁ UBIERNA, José Antonio. El binomio Accesibilidad y Patrimonio: a la búsqueda de un equilibrio compatible. ACCESIBILIDAD Y PATRIMONIO – YACIMIENTOS ARQUEOLÓGICOS, CASCOS HISTÓRICOS, JARDINES Y MONUMENTOS. Junta de Castilla y León, España. 2007.
- LEMOS, Carlos A. C. O QUE É PATRIMÔNIO HISTÓRICO. (Coleção Primeiros Passos - 3ª reimpressão da 5ª edição de 1987).São Paulo. Ed. Brasiliense, 2006.
- MIGUEL, Ana Maria Macarrón. HISTORIA DE LA CONSERVACIÓN Y LA RESTAURACIÓN: DESDE LA ANTIGÜEDAD HASTA FINALES DEL SIGLO XIX. Technos Ed. Madrid 1995.
- PALLASMAA, Juahani. OS OLHOS DA PELE – A ARQUITETURA DOS SENTIDOS.Bookman Companhia Editora/Artmed Editora S.A. Porto Alegre, 2011..
- SANTOS, José Luiz. O QUE É CULTURA. (Coleção Primeiros Passos - 14ª reimpressão da 16ª edição de 1996).São Paulo. Ed. Brasiliense, 2008.
- TOJAL, Amanda Fonseca e outros. CADERNO DE ACESSIBILIDADE. REFLEXÕES E EXPERIÊNCIAS EM EXPOSIÇÕES E MUSEUS. 1ª edição. Expomus. São Paulo. 2010.
Do livro: Celebrando a Diversidade. Pessoas com Deficiência e Direito à Inclusão.
Edição 2010.
Organização: Flavia Boni Licht e Nubia Silveira.
Apoio: Planeta Educação - em especial, Elisete Oliveira Santos Baruel e Érika de Souza Bueno.
Capítulo IX: Pela Expressão na Cultura, no Turismo e no Lazer
Artigo: Acessibiilidade e Cultura: Por que Sim? Por que Não?
Flavia Boni Licht (Porto Alegre)
– arquiteta, responsável pela concepção desta publicação e, em parceria com a jornalista Nubia Silveira, de sua organização.
Edição 2010.
Organização: Flavia Boni Licht e Nubia Silveira.
Apoio: Planeta Educação - em especial, Elisete Oliveira Santos Baruel e Érika de Souza Bueno.
Capítulo IX: Pela Expressão na Cultura, no Turismo e no Lazer
Artigo: Acessibiilidade e Cultura: Por que Sim? Por que Não?
Flavia Boni Licht (Porto Alegre)
– arquiteta, responsável pela concepção desta publicação e, em parceria com a jornalista Nubia Silveira, de sua organização.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
TECNOLOGIA ASSISTIVA AUXILIA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Dispositivo feito em Taquara fotografa e transforma informações em áudio.
Deficiente visual, Carlos Alberto Wolke mostra como funciona o Vocalizer, que ele mesmo desenvolveu
Um aparelho do
tamanho de um celular promete ser um grande avanço na vida de pessoas
com deficiência visual. Desenvolvido por uma empresa de Taquara, no Vale
do Paranhana, o dispositivo fotografa e transforma em áudio informações
como valores de cédulas de dinheiro, cores, texto e até mesmo códigos
de barras de
produtos.
produtos.
Entenda como funciona o Vocalizer
Equipamentos
que cumprem uma das funções do Vocalizer, como foi chamado o aparelho
produzido pela empresa Pináculo, existem no mercado. No entanto, nenhum
deles reúne tantas funcionalidades â?" muito menos em um dispositivo
pequeno, portátil e de fácil manuseio.
Por seu caráter
inovador, o projeto da empresa de Taquara recebeu R$ 1,3 milhão de
subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação (Finep).
Deficiente
visual há oito anos, o diretor da Pináculo, Carlos Alberto Wolke,
buscava para si um aparelho que lhe desse maior autonomia no momento de
realizar tarefas cotidianas. Procurando no mercado, notou que não havia nada semelhante ao que precisava.
Se não havia
como comprar, o empresário optou por desenvolver o projeto. Foram três
anos trabalhando no protótipo, com investimento de R$ 1,9 milhão.
" Eu precisava
de algo que ajudasse em tarefas simples, como comprar algo. Eu queria
saber quanto eu tinha de dinheiro na carteira, ou se estavam me dando o
troco certo?" lembra Wolke.
Muito além de
dinheiro, o software do Vocalizer reconhece e reproduz em áudio textos
como livros, jornais e cardápios de restaurantes, lê arquivos digitais,
funciona como tocador de mp3 e calculadora, detecta lâmpadas ligadas e
grava recados em áudio.
Todas as informações são reproduzidas por um altofalante do aparelho, e o usuário tem a opção de usar fones de ouvido.
Novidade terá preço inicial de R$ 4 mil
O projeto está
em fase final de desenvolvimento. O protótipo passa por melhorias, e
deve chegar ao mercado em três meses. Custará R$ 4 mil, valor que deve
baixar após o lançamento. Toda a tecnologia foi desenvolvida pela
Pináculo e possui software livre, permitindo que sejam construídos
aplicativos para o sistema.
Para a
Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) um dispositivo do tipo
pode facilitar toda a rotina de uma pessoa com deficiência visual. De
acordo com a gerente da entidade, Fabiana Silva, não se tem
notícia de algum produto no mercado que execute as tarefas propostas pelo Vocalizer.
notícia de algum produto no mercado que execute as tarefas propostas pelo Vocalizer.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Roupa especial ajuda criança com deficiência
AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM
Uma roupa especial em desenvolvimento na UEPA (Universidade do Estado do Pará) vem ajudando crianças com deficiência neuromotora a aprender a se movimentar e a ter uma postura correta.
Esse tipo de roupa já é fabricado no exterior, mas a comercialização no Brasil esbarra no preço: R$ 2.000.
O diferencial da universidade paraense é usar material de baixo custo para produzi-la a R$ 600. Nesse valor estará embutido o material (laicra e anéis de metal), a mão de obra e o pagamento a um profissional que fará os ajustes ao corpo do usuário.
Tarso Sarraf/Folhapress
Rafael, que tem paralisia cerebral, testa o traje com a pesquisadora Larissa Prazeres (branco) e a fisioterapeuta Larissa Rosa
Os primeiros modelos devem ficar prontos ainda neste ano e serão direcionados a crianças de até oito anos. A produção comercial, porém, só deve começar em 2013.
A universidade negocia com uma empresa paulista interessada no negócio.
A roupa está sendo testada em crianças com deficiência neuromotora da Unidade de Referência Especial em Reabilitação Infantil, em Belém.
Uma delas é Rafael, 2, que tem paralisia cerebral e, por isso, apresenta dificuldades para se movimentar e manter a postura correta. Com a roupa, ele tem postura mais firme e, auxiliado por fisioterapeutas, caminha com mais facilidade.
O projeto é da pesquisadora Larissa Prazeres e faz parte do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta), da universidade. A instituição recebeu R$ 300 mil do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para desenvolver essa e outras pesquisas de acessibilidade.
A roupa biocinética, como foi batizada, possui anéis de metal localizados nas regiões de alguns músculos, como joelho, tronco e quadril. Ela fica justa no corpo e, com isso, corrige a postura. Os anéis metálicos suprem a força que o músculo não tem. Assim, ajudam a executar movimentos e passam ao cérebro informações neurossensoriais.
"É como um computador: vai mandando mensagens corretas para o cérebro, o corpo se ajusta, e o cérebro deleta as mensagens incorretas", explica Ana Irene de Oliveira, coordenadora do Nedeta.
Com o tempo, o cérebro vai assimilando os movimentos corretos para que a roupa não seja mais necessária. A ideia é que ela seja usada diariamente, num trabalho conjunto ao do fisioterapia.
Segundo Leonice Carneiro, fisioterapeuta do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, em Goiás, o tratamento é indicado para crianças sem deformidades fixas, como torções ósseas ou alterações musculares (músculo encurtado ou com deformidade articular).
"Quanto mais nova ela começa a usar a roupa, maior a eficácia", diz Carneiro.
Fonte
DE BELÉM
Uma roupa especial em desenvolvimento na UEPA (Universidade do Estado do Pará) vem ajudando crianças com deficiência neuromotora a aprender a se movimentar e a ter uma postura correta.
Esse tipo de roupa já é fabricado no exterior, mas a comercialização no Brasil esbarra no preço: R$ 2.000.
O diferencial da universidade paraense é usar material de baixo custo para produzi-la a R$ 600. Nesse valor estará embutido o material (laicra e anéis de metal), a mão de obra e o pagamento a um profissional que fará os ajustes ao corpo do usuário.
Tarso Sarraf/Folhapress
Rafael, que tem paralisia cerebral, testa o traje com a pesquisadora Larissa Prazeres (branco) e a fisioterapeuta Larissa Rosa
Os primeiros modelos devem ficar prontos ainda neste ano e serão direcionados a crianças de até oito anos. A produção comercial, porém, só deve começar em 2013.
A universidade negocia com uma empresa paulista interessada no negócio.
A roupa está sendo testada em crianças com deficiência neuromotora da Unidade de Referência Especial em Reabilitação Infantil, em Belém.
Uma delas é Rafael, 2, que tem paralisia cerebral e, por isso, apresenta dificuldades para se movimentar e manter a postura correta. Com a roupa, ele tem postura mais firme e, auxiliado por fisioterapeutas, caminha com mais facilidade.
O projeto é da pesquisadora Larissa Prazeres e faz parte do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta), da universidade. A instituição recebeu R$ 300 mil do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para desenvolver essa e outras pesquisas de acessibilidade.
A roupa biocinética, como foi batizada, possui anéis de metal localizados nas regiões de alguns músculos, como joelho, tronco e quadril. Ela fica justa no corpo e, com isso, corrige a postura. Os anéis metálicos suprem a força que o músculo não tem. Assim, ajudam a executar movimentos e passam ao cérebro informações neurossensoriais.
"É como um computador: vai mandando mensagens corretas para o cérebro, o corpo se ajusta, e o cérebro deleta as mensagens incorretas", explica Ana Irene de Oliveira, coordenadora do Nedeta.
Com o tempo, o cérebro vai assimilando os movimentos corretos para que a roupa não seja mais necessária. A ideia é que ela seja usada diariamente, num trabalho conjunto ao do fisioterapia.
Segundo Leonice Carneiro, fisioterapeuta do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, em Goiás, o tratamento é indicado para crianças sem deformidades fixas, como torções ósseas ou alterações musculares (músculo encurtado ou com deformidade articular).
"Quanto mais nova ela começa a usar a roupa, maior a eficácia", diz Carneiro.
Fonte
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Vejo nada, sinto tudo : DIVERSÃO GARANTIDA
Crianças cegas superam medo e dificuldade para andar com a ajuda de esportes e da dança
GABRIELA MANCINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Poliana de Abreu Brito, 7, chorava muito quando saía de casa, assustada com barulhos e movimentos. João Eduardo Jansen, 11, não podia chegar perto de animais e vivia com as costas curvadas. Pedro Bola, 7, tinha medo de andar e de tocar em objetos.
Os três, cegos desde o nascimento, superaram as dificuldades com atividades como equoterapia (terapia com cavalo), natação e balé. Crianças cegas, claro, precisam de ajuda no dia a dia. Mas os esportes e a dança conseguem deixá-las mais seguras, inclusive para tentar se virar sozinhas. "Ela andava curvada e insegura, mesmo com a bengala [que usa para se guiar quando anda e descobrir se há algum obstáculo à frente]. Isso mudou desde que entrou no balé, há dois anos. Agora tem gente que pensa que ela enxerga!", conta Izabel, mãe de Poliana.
Assim como em outras atividades, o toque é o segredo para aprender os passos do balé. Poliana passa as mãos no corpo da professora para entender as posições. E a professora vai "moldando" o corpo da menina -dobra a perna, os braços, puxa mais para um lado, para outro etc.
João Eduardo e Pedro ganharam uma postura melhor e segurança para caminhar na equoterapia. "O cavalo joga o quadril do cavaleiro para todos os lados, o que é bom para a coordenação motora", diz a psicopedagoga e psicanalista Liana Pires Santos.
O deficiente visual pode ter a postura curvada, por medo de bater em algo no caminho. Com a equoterapia, passa a andar com a coluna mais reta e a cabeça mais erguida. "E ganha confiança e autoestima [sente-se uma pessoa melhor] por conseguir dominar o cavalo", completa Liana.
"Adoro quando desço do cavalo e pego a rédea pra puxá-lo", conta João Eduardo.
Outro ponto positivo dessas atividades é a socialização. Isso quer dizer que as crianças ganham amigos, cegos ou não. "No começo, tinha preguiça de ir à natação. Mas acabei gostando e fiz vários amigos", fala Pedro.
A escola onde Poliana faz balé tem alunos não cegos. "Eles aprendem a respeitar e a ajudar os que não enxergam", diz Fernanda Bianchini, presidente da Associação de Balé e Artes para Cegos.
CINDERELA
Poliana de Abreu Brito, 7, cega desde que nasceu, já se apresentou em dois espetáculos de sua escola de balé e garante: "Danço muito bem!" Sua última apresentação foi um sucesso. "Deu tudo certo. Parecia que tinha uns 90 adultos lá, de tanto aplauso!" Na próxima, será a Cinderela e está confiante nos ensaios. "No começo era difícil, mas agora não. É só imaginar o que a professora vai falando", conta a bailarina, que, com a dança, perdeu o medo dos barulhos e passou a andar com uma postura melhor.
Com o balé, Poliana, 7, que não enxerga, ficou mais segura para andar
Fonte
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Há no Brasil 6,6 milhões de pessoas com deficiência visual. E elas têm dificuldade com a programação cultural. "Poucos filmes têm audiodescrição e quase nenhum museu tem texto em braille", diz Ian, 11.
A audiodescrição é uma voz que explica o que se passa na tela. Por lei, as TVs devem ter, até 2020, pelo menos 20 horas semanais com o recurso. Cinemas e DVDs também podem se adaptar. "Se Liga na Turma da Mônica", recém-lançado, é o primeiro longa-metragem infantil em DVD com audiodescrição feita pela fundação Dorina Nowill. "Ela transforma imagens em palavras. Pode ser usada em teatro, circo, casamentos...", diz a gerente Susi Maluf.
Já o braille a que Ian se refere é um alfabeto com pontos em relevo, no qual o cego passa os dedos para ler. A Bienal do Livro trouxe obras assim, dentre as quais a coleção "Diferenças", da Dorina Nowill.
"As famílias se preocupam em saber como a criança pode ter mais autonomia [capacidade de fazer as coisas sozinha]", conta Maria da Graça Corsi, pedagoga do instituto Laramara, para cegos.
A deputada Mara Gabrilli, cadeirante, lançou o Guia de Acessibilidade Cultural (acessibilidadecul tural.com.br). Para cegos, diz se o estabelecimento tem sinalização em braille, audiodescrição e guias.
(GM)
RÉDEA CURTA
É em cima de um cavalo que João Eduardo Jansen, 11, deficiente visual desde o nascimento, treina seu equilíbrio. Ele faz sessões de equoterapia (terapia com cavalo) uma vez por semana.
O menino adora as aulas e conta que já quis até levar o bicho para casa. Logo ele, que nem encostava em animais. "Agora toca em gato, cachorro e outros bichos de estimação, graças ao contato com o cavalo", fala a sua mãe, Ana Karina.
Nas aulas, os alunos, montados, jogam bambolê em um cone, controlam as rédeas, chamam o cavalo com um comando que imita um beijo e alimentam o animal.
CAMPEÃO COM MEDALHA
Quando nasceu, Pedro Bola, 7, ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e perdeu a visão. Há dois anos, começou a natação e já participou de campeonatos da escola. "Ganhei duas medalhas de prata!", orgulha-se. E ganhou também noção de espaço, o que o ajuda a andar com mais segurança. Pedro também fez equoterapia durante dois anos, o que melhorou a sua coordenação motora.
LIÇÃO DE CASA
Eles se tornaram amigos há cinco anos, quando Ian Izidoro, 11, que é cego, escolheu Rafael Souza, 11, para ditar a lição de casa para ele -os alunos que enxergam sempre ajudam Ian. E a amizade vai para além da escola. "Depois da lição, brincamos de adivinhar o que o outro está pensando. Um vai dando dica até o outro acertar", conta Rafael. Eles adoram videogame. Ian escolhe jogos em que consegue se guiar através dos sons, como "Super Street Fighter" e "Marvel Versus Capcom".
CLIQUE AQUI!
Em folha.com/folhinha leia sobre xadrez para cegos e novos livros em braille
Fonte
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
DPS2000
O DPS2000® é um sistema pioneiro, concebido para
possibilitar a passageiros com deficiência o acesso aos serviços de
transporte público de forma autônoma e segura.
Transmissor portátil utilizado pelo passageiro
Receptor instalado em cada ônibus
Interface intuitiva de áudio
O próprio passageiro programa em seu transmissor DPS2000® as linhas de ônibus que utiliza com mais frequência, navegando pelos menus de áudio por meio de um botão direcional.
Chamada do ônibus através de ondas de rádio
Uma vez no ponto de ônibus, o usuário escolhe a linha desejada, dentre aquelas programadas anteriormente, e ativa o transmissor. Um sinal de rádio com a solicitação do passageiro passa a ser continuamente transmitido.
Alerta visual e sonoro para o motorista
Quando o ônibus da linha solicitada se aproxima do ponto onde o usuário o aguarda, o receptor DPS2000® detecta o sinal e alerta o motorista de que um passageiro com necessidade especial o aguarda na próxima parada.
Anúncio sonoro da chegada do ônibus
Ao parar no ponto, o alto-falante do DPS2000®, instalado no coletivo, pronuncia repetidamente o número da sua linha, avisando o passageiro de que seu ônibus chegou.
Baixo custo. Implantação rápida. Amplo alcance social.
O DPS2000® é uma solução de acessibilidade moderna e de forte impacto nas políticas de mobilidade urbana e inclusão social.
Fornecido exclusivamente pela Geraes.
O processo de aquisição do sistema DPS2000® dispensa licitação.
Fonte e Videos
Transmissor portátil utilizado pelo passageiro
Receptor instalado em cada ônibus
Interface intuitiva de áudio
O próprio passageiro programa em seu transmissor DPS2000® as linhas de ônibus que utiliza com mais frequência, navegando pelos menus de áudio por meio de um botão direcional.
Chamada do ônibus através de ondas de rádio
Uma vez no ponto de ônibus, o usuário escolhe a linha desejada, dentre aquelas programadas anteriormente, e ativa o transmissor. Um sinal de rádio com a solicitação do passageiro passa a ser continuamente transmitido.
Alerta visual e sonoro para o motorista
Quando o ônibus da linha solicitada se aproxima do ponto onde o usuário o aguarda, o receptor DPS2000® detecta o sinal e alerta o motorista de que um passageiro com necessidade especial o aguarda na próxima parada.
Anúncio sonoro da chegada do ônibus
Ao parar no ponto, o alto-falante do DPS2000®, instalado no coletivo, pronuncia repetidamente o número da sua linha, avisando o passageiro de que seu ônibus chegou.
Baixo custo. Implantação rápida. Amplo alcance social.
O DPS2000® é uma solução de acessibilidade moderna e de forte impacto nas políticas de mobilidade urbana e inclusão social.
Fornecido exclusivamente pela Geraes.
O processo de aquisição do sistema DPS2000® dispensa licitação.
Fonte e Videos
Inteligência artesanal
Em tempos de Tecnologia Assistiva cada vez melhor ( e regida por emoção, com certeza) vale à pena ler:
A tecnologia hoje é tão disruptiva que coloca em xeque até a participação humana no processo produtivo. Por isso é melhor você prestar atenção. As notícias dessa revolução não param de aparecer.
O "Wall Street Journal" revelou recentemente que a Ikea, a fabricante de móveis sueca, agora cria seus catálogos de vendas apenas com imagens produzidas digitalmente.
Não usam fotógrafos, móveis de verdade, modelos, luz: só imagens digitais. Todas as imagens são criadas por softwares bem programados e alimentados, que substituíram custosas produções em estúdios.
E não são só os móveis da Ikea que fazem parte dessa nova realidade antes chamada virtual.
A rede global de moda jovem H&M substituiu as modelos de (pouca) carne e osso por modelos digitais ainda mais perfeitas e muito mais fáceis de lidar e de remunerar.
Já uma startup americana, a Narrative Science, criou um software capaz de escrever artigos noticiosos e espirituosos a partir de dados básicos em tempo real, como um relato de um jogo de futebol a partir de sua ficha técnica.
A inteligência humana está fazendo a inteligência artificial avançar do entendimento da linguagem para a formulação da linguagem.
E ao mesmo tempo está criando robôs capazes de fazer tarefas que nosso corpo jamais faria ou faria a um custo financeiro e humano muito maior.
Colocando de uma outra forma, sua cabeça e o seu corpinho estão a caminho de serem superados por uma dupla concorrência brutal: softwares e robôs.
Você só tem uma coisa que eles não têm: alma, emoção, coração, o nome que se queira dar àquilo que de fato nos torna nós.
Mesmo aqueles entre nós que todo dia vão e voltam do trabalho como se tivessem ido a um jogo de futebol zero a zero, sem grandes lances emocionantes, têm uma alma profunda e única.
Quanto mais a usarmos produtiva e criativamente, mais valor traremos para o que fazemos.
Essa revolução tecnológica será destrutiva para quem trabalha como máquina e pensa como máquina já que agora, para isso, já temos as máquinas.
Por isso, a revolução das máquinas deve ser uma grande oportunidade para as pessoas.
Mas o mundo só vai querer lhe ouvir se você tiver algo a dizer. A atitude quente será muito mais importante do que o conhecimento frio.
Acumular conhecimento é preciso, mas sem personalidade e atitude você não será muito diferente da união do software com o robô.
Não paute vida e carreira pelo dinheiro. Realize, e o dinheiro será consequência. Como diz aquele imortal slogan da Nike: "Just do it".
Quem pensa muito em dinheiro geralmente não ganha muito dinheiro. Steve Jobs não criou o iPad pensando em dinheiro. O software e o robô são programados para render o máximo de dinheiro. Esse não deve ser o seu caso, porque a concorrência será matadora.
Será então que os robôs e os softwares, ao libertarem as pessoas dos trabalhos mecânicos e braçais, as levarão para posições mais criativas e inteligentes ou elas acabarão na fila dos desempregados?
Essa antiga pergunta segue sem resposta.
O que eu posso dizer é que a melhor maneira de enfrentar as máquinas é não ser uma máquina.
Seja sempre você mesmo, mas também não seja sempre o mesmo. Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se.
Eu sei bem como é isso. Seja o seu próprio programador para que você não seja programado pelos outros. Tenha seu próprio programa para não passar a vida coadjuvando em programas alheios.
Na próxima vez que você olhar no espelho, faça como dizia aquele outro slogan imortal, este da Apple: "Think different".
Pense diferente, olhe à frente e caminhe. Ninguém mais pode fazer essa jornada, nem os robôs e os softwares mais avançados.
Essa é a graça do jogo.
Opor à inteligência artificial a sua inteligência artesanal.
Fonte
terça-feira, 4 de setembro de 2012
CPqD
O CPqD é uma instituição independente, focada na inovação com base nas
tecnologias da informação e comunicação (TICs), tendo como objetivo
contribuir para a competitividade do País e para a inclusão digital da
sociedade. Desenvolve amplo programa de pesquisa e desenvolvimento, o
maior da América Latina em sua área de atuação, gerando soluções em TICs
que são utilizadas em diversos setores: telecomunicações, financeiro,
energia elétrica, industrial, corporativo e administração pública.
Entre suas atividades tem ação inclusiva oferecendo cursos que capacita pessoas com deficiencia e cria novas oportunidades profissionais, com aulas dadas duas vezes por semana com duração de tres horas por dia em sala separada especialmente para atender os requisitos de ergonomia necessarios.
O curso quatorze meses de duraçao, com total de 322 horas de treinamento abordando logica de programação, programação em Java, JavaScript, e HNTL, entre outros assuntos.
Fornece material de datico gratuitamente e transporte da região central de Campinas até suas instalações. Visite o site : CPqD para conhecer mais.
Entre suas atividades tem ação inclusiva oferecendo cursos que capacita pessoas com deficiencia e cria novas oportunidades profissionais, com aulas dadas duas vezes por semana com duração de tres horas por dia em sala separada especialmente para atender os requisitos de ergonomia necessarios.
O curso quatorze meses de duraçao, com total de 322 horas de treinamento abordando logica de programação, programação em Java, JavaScript, e HNTL, entre outros assuntos.
Fornece material de datico gratuitamente e transporte da região central de Campinas até suas instalações. Visite o site : CPqD para conhecer mais.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Cerimônia de abertura da Paraolimpíada tem Brasil ovacionado
JAIRO MARQUES
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES
Faltando uma hora para o início da cerimônia oficial de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Londres, quem se abriu para um estádio tomado por 80 mil pessoas foi o céu da capital britânica, que passou o dia todo encoberto e com muita chuva.
Delegação brasileira é uma das mais ovacionadas ao desfilar pelo Estádio Olímpico
Mas os ingleses pareciam ter combinado com o clima. O espetáculo começou justamente com chuva, mas de bolhas de sabão. Bailarinos com seus guarda-chuvas flutuaram pelo centro da apresentação em um dos momentos mais emocionantes da festa.
Isso após um avião de pequeno porte, cheio de luzes azuis e soltando faíscas, pilotado por uma pessoa com deficiência, cruzar o céu. O físico Stephen Hawking fez um breve discurso sobre respostas para os mistérios do universo e, em seguida, explosões de fogos simularam o "big bang".
Cumprindo o compromisso de dar aos paraolímpicos a mesma importância que deu ao evento dos atletas olímpicos, Londres levou a rainha Elizabeth 2ª para garantir a nobreza da festa.
Bailarinos flutuando
A delegação brasileira, com 182 para-atletas, foi ovacionada ao desfilar para o público no Estádio Olímpico. O nadador Daniel Dias, um dos maiores medalhistas do país, carregou a bandeira na cerimônia de abertura.
Para os inspiradores da competição, os melhores lugares do Estádio Olímpico. A arena teve ampliada, nos últimos dias, sua capacidade para receber cadeirantes, com cerca de 500 posições.
Havia áudio-guia do evento especialmente preparado para os cegos e transmissão simultânea em libras (língua dos sinais) e com legendas, nos telões. Após três horas de cerimônia, mais chuva. Dessa vez, de papel picado.
Em seguida, os discursos, todos envolvendo o lema dos Jogos: inspirar uma geração a mudar o mundo para melhor. Seis cadeirantes, numa precisão de movimentos incrível, entraram carregando a bandeira paraolimpíca.
Fonte
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES
Faltando uma hora para o início da cerimônia oficial de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Londres, quem se abriu para um estádio tomado por 80 mil pessoas foi o céu da capital britânica, que passou o dia todo encoberto e com muita chuva.
Delegação brasileira é uma das mais ovacionadas ao desfilar pelo Estádio Olímpico
Mas os ingleses pareciam ter combinado com o clima. O espetáculo começou justamente com chuva, mas de bolhas de sabão. Bailarinos com seus guarda-chuvas flutuaram pelo centro da apresentação em um dos momentos mais emocionantes da festa.
Isso após um avião de pequeno porte, cheio de luzes azuis e soltando faíscas, pilotado por uma pessoa com deficiência, cruzar o céu. O físico Stephen Hawking fez um breve discurso sobre respostas para os mistérios do universo e, em seguida, explosões de fogos simularam o "big bang".
Cumprindo o compromisso de dar aos paraolímpicos a mesma importância que deu ao evento dos atletas olímpicos, Londres levou a rainha Elizabeth 2ª para garantir a nobreza da festa.
Bailarinos flutuando
A delegação brasileira, com 182 para-atletas, foi ovacionada ao desfilar para o público no Estádio Olímpico. O nadador Daniel Dias, um dos maiores medalhistas do país, carregou a bandeira na cerimônia de abertura.
Para os inspiradores da competição, os melhores lugares do Estádio Olímpico. A arena teve ampliada, nos últimos dias, sua capacidade para receber cadeirantes, com cerca de 500 posições.
Havia áudio-guia do evento especialmente preparado para os cegos e transmissão simultânea em libras (língua dos sinais) e com legendas, nos telões. Após três horas de cerimônia, mais chuva. Dessa vez, de papel picado.
Em seguida, os discursos, todos envolvendo o lema dos Jogos: inspirar uma geração a mudar o mundo para melhor. Seis cadeirantes, numa precisão de movimentos incrível, entraram carregando a bandeira paraolimpíca.
Fonte
Bailarina sai de quadro e dança para visitantes da exposição
Bailarina surge de quadro e dança para público na exposição impressionista do CCBB
A exposição "Paris: Impressionismo e Modernidade", no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), apresenta 85 obras-primas de artistas como Monet, Van Gogh e Renoir.
As pinturas são do Museu D'Orsay, de Paris (França), e ficam por aqui até o dia 7 de outubro.
Durante o mês de agosto, além de ver os quadros, o público pode assistir a apresentações de música, dança e teatro e participar de atividades, gratuitamente.
Em "A Bailarina de Degas", uma dançarina "sai" de um quadro desse artista francês e faz uma performance ao som de um piano.
O público também pode conferir como funciona o zoopraxiscópio, invenção da época que cria a ilusão de que fotos estão em movimento. Na exposição, as imagens dos quadros impressionistas serão reproduzidas no aparelho.
Impressionismo Sensorial
Pessoas com deficiência visual também têm a oportunidade de descobrir as cores que caracterizam o movimento impressionista.
Por meio do exercício de áudio-descrição, educadores estimulam a sensibilização das pinceladas com ações poéticas. Os instrutores vão buscar palavras para descrever as cores e movimentos das telas.
Mini-contações de histórias em LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) sobre o universo impressionista atende ao público de deficientes auditivos.
Na ambientação, cheiros, sons e toques buscam relacionar e interagir os conceitos do impressionismo com todos os sentidos.
ANOTE NA AGENDA
"Paris: Impressionismo e Modernidade"
QUANDO: de terça a domingo, das 10h às 20h; exposição dos quadros até o dia 7 de outubro; atividades paralelas durante o mês de agosto
ONDE: CCBB São Paulo (r. Álvares Penteado, 112; tel. 0/XX/11/3113-3651)
QUANTO: gratuito
Fonte
A exposição "Paris: Impressionismo e Modernidade", no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), apresenta 85 obras-primas de artistas como Monet, Van Gogh e Renoir.
As pinturas são do Museu D'Orsay, de Paris (França), e ficam por aqui até o dia 7 de outubro.
Durante o mês de agosto, além de ver os quadros, o público pode assistir a apresentações de música, dança e teatro e participar de atividades, gratuitamente.
Em "A Bailarina de Degas", uma dançarina "sai" de um quadro desse artista francês e faz uma performance ao som de um piano.
O público também pode conferir como funciona o zoopraxiscópio, invenção da época que cria a ilusão de que fotos estão em movimento. Na exposição, as imagens dos quadros impressionistas serão reproduzidas no aparelho.
Impressionismo Sensorial
Pessoas com deficiência visual também têm a oportunidade de descobrir as cores que caracterizam o movimento impressionista.
Por meio do exercício de áudio-descrição, educadores estimulam a sensibilização das pinceladas com ações poéticas. Os instrutores vão buscar palavras para descrever as cores e movimentos das telas.
Mini-contações de histórias em LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) sobre o universo impressionista atende ao público de deficientes auditivos.
Na ambientação, cheiros, sons e toques buscam relacionar e interagir os conceitos do impressionismo com todos os sentidos.
ANOTE NA AGENDA
"Paris: Impressionismo e Modernidade"
QUANDO: de terça a domingo, das 10h às 20h; exposição dos quadros até o dia 7 de outubro; atividades paralelas durante o mês de agosto
ONDE: CCBB São Paulo (r. Álvares Penteado, 112; tel. 0/XX/11/3113-3651)
QUANTO: gratuito
Fonte
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Para-atleta desfruta de fama e dinheiro
JAIRO MARQUES
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES
Daniel Dias, nadador brasileiro de maior sucesso, tem rendimento mensal de R$ 50 mil
Daneil Dias (no chão) após treino em Londres
| Matte Dunham/Associeted Press |
Dos 182 para-atletas brasileiros que estão em Londres para disputador os Jogos Paraolímpicos, que serão abertos amanhã, alguns deles, como o nadador Daniel Dias, 24, já conseguem ter fama e rendimentos comparados aos de atletas convencionais.
Dias, que nasceu com má-formação nos braços e na perna direita, é ganhador de dezenas de medalhas de ouro em grandes competições interacionais nos últimos anos.
Ele começou a disputar provas em 2006 e já figura entre os maiores da história da paranatação do país.
Os resultados refletem em patrocínios e dinheiro no bolso. Atualmente, o nadador de Bragança Paulista (SP) conta com patrocínio de pelo menos três grandes empresas, além de apoio do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).
"Há uns três anos, era raríssimo conseguir um patrocínio. As empresas privadas ainda têm dificuldade de ver o potencial desses atletas. Minha esperança é que isso mude até a Rio-2016."
Pela primeira vez em uma disputa mundial, Dias conseguiu pagar passagem e estadia para os pais e para a noiva acompanhá-lo durante todas as provas em Londres.
Imagens Google
Ele não revela, mas a Folha apurou que, atualmente, seus rendimentos estão na casa dos R$ 50 mil por mês.
"Estou realizando um sonho ao poder ter minha família aqui comigo. É fantástico ver uma conquista assim partindo de um para-atleta. Jamais imaginei que isso tudo que tem acontecido comigo iria ser realidade", afirmou o para-atleta brasileiro.
Imagens Google
O nadador vai disputar oito provas, com grandes chances de garantir ouro em pelo menos metade delas.
Em 2008, em Pequim, ele ganhou troféu como destaque da Paraolimpíada, ao ganhar nove medalhas, sendo quatro de ouro, em sua estreia nos Jogos.
"Tenho consciência de que o Brasil tem grandes atletas e eu me sinto honrado em estar entre os nomes de destaque, em estar ao lado de outras feras. Estou aproveitando o momento, sem me esquecer dos treinos", afirmou ele, que ganhou o Laureus (o Oscar do esporte) na categoria paraolímpica em 2009.
Ele se lança na piscina pela primeira vez na quinta-feira, nos 50 m livre, concorrendo contra outro brasileiro medalhista, Clodoaldo Silva.
O para-atleta Flávio Reitz, 25, que está em sua primeira Paraolimpíada, na qual vai disputar o salto em altura, do atletismo, avalia que a realidade atingida por Dias permite abrir as portas para os outros competidores.
"É o setor público que abriga ainda nossos grandes apoiadores, mas, aos poucos, as empresas privadas estão abrindo o olho para a visibilidade que os para-atletas podem gerar. É preciso quebrar o senso comum que só a perfeição traz felicidade."
Fonte
Londres distribuirá mais de 1000 ingressos para Jogos Paralímpicos
Prestes a começar os Jogos Paralímpicos, a prefeitura de Londres está
distribuindo ingressos gratuitamente em clubes de atletismo da cidade.
Cerca de 1.100 bilhetes vão ser dados a sócios e voluntários do Conselho
de Atletismo de Londres. A distribuição será feita nos 50 clubes que
tenham concordado em se certificar de que metade dos ingressos serão
para jovens com até 16 anos.
Boris Johnson espera que o legado dos Jogos Olímpicos continua na Paralimpíada
Foto: Reuters
De acordo com a prefeitura londrina, os Jogos de 2012 desencadearam um grande aumento no interesse em clubes esportivos na capital. Estima-se que as entradas vão inspirar os membros de clubes e voluntários a serem capazes de aproveitar para trabalhar a incentivar os jovens a ter uma prática esportiva.
"Os clubes de toda a capital são exigentes com os londrinos de todas as idades que foram inspirados pelos bons resultados da Grã-Bretanha. Este entusiasmo é um legado dos Jogos e esperamos continuar reunindo ao longo da Paralimpíada. Estou muito feliz de temos assegurado 1.100 ingressos que permitam as pessoas que passam muito tempo em blocos de partida ou em campos esportivos ao redor da capital para experimentar a alegria dos Jogos Paralímpicos", disse o prefeito de Londres, Boris Johnson.
Os Jogos Paralímpicos de Londres começará na próxima quarta. As competições serão realizadas até o dia 9 de setembro. O Brasil terá mais de 180 atletas e a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro é repetir o bom desempenho de Pequim 2008 e ficar entre os dez primeiros.
Fonte
Boris Johnson espera que o legado dos Jogos Olímpicos continua na Paralimpíada
Foto: Reuters
De acordo com a prefeitura londrina, os Jogos de 2012 desencadearam um grande aumento no interesse em clubes esportivos na capital. Estima-se que as entradas vão inspirar os membros de clubes e voluntários a serem capazes de aproveitar para trabalhar a incentivar os jovens a ter uma prática esportiva.
"Os clubes de toda a capital são exigentes com os londrinos de todas as idades que foram inspirados pelos bons resultados da Grã-Bretanha. Este entusiasmo é um legado dos Jogos e esperamos continuar reunindo ao longo da Paralimpíada. Estou muito feliz de temos assegurado 1.100 ingressos que permitam as pessoas que passam muito tempo em blocos de partida ou em campos esportivos ao redor da capital para experimentar a alegria dos Jogos Paralímpicos", disse o prefeito de Londres, Boris Johnson.
Os Jogos Paralímpicos de Londres começará na próxima quarta. As competições serão realizadas até o dia 9 de setembro. O Brasil terá mais de 180 atletas e a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro é repetir o bom desempenho de Pequim 2008 e ficar entre os dez primeiros.
Fonte
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
EVENTO
Controle das Políticas Públicas de Acessibilidade.
Promovido pelo Tribunal de Contas da União, com apoio da Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON, Câmara dos Deputados e Senado Federal. O evento será realizado nos dias 12 e 13 de setembro de 2012, no Plenário do TCU - Edifício Anexo III - Brasília – DF.
Inscrições gratuitas em:
Inscrições gratuitas em:
Dispositivo para pessoas cegas transforma imagens em sons
O objetivo é auxiliar pessoas cegas a realizar tarefas cotidianas, como compras no supermercado
Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, desenvolveram um novo dispositivo que pode ajudar pessoas com deficiência visual a interagirem com objetos de uma maneira diferente. A invenção é chamada de "EyeMusic" e faz algo bem ousado: escaneia o ambiente e converte as imagens em áudio por meio de um óculos equipado com câmera e fones de ouvido. O objetivo é auxiliar pessoas cegas a realizar tarefas cotidianas, como compras no supermercado.
O site MedGadget explica que o truque para criar um bom dispositivo de substituição sensorial como esse é encontrar uma forma de relacionar imagens e sons que seja fácil de interpretar. O "EyeMusic" faz isso assim: cada cor é representada por um som diferente. Por exemplo, quando a câmera do dispositivo reconhece a cor azul, é produzido o som de uma corneta. Se for reconhecida a cor branca, o que se ouve é um som feito por um vocal. Além disso, quanto mais brilhante um objeto for, mais alto é o som. Aqui você consegue ouvir algumas demonstrações.
A diferença desse dispositivo de substituição sensorial, segundo o estudo publicado no jornal "Restorative Neurology and Neuroscience", é que o "EyeMusic" é um sistema de fácil compreensão para os novos usuários e que pode ajudar na criação de uma interface definitiva para pessoas cegas.
Fonte
Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, desenvolveram um novo dispositivo que pode ajudar pessoas com deficiência visual a interagirem com objetos de uma maneira diferente. A invenção é chamada de "EyeMusic" e faz algo bem ousado: escaneia o ambiente e converte as imagens em áudio por meio de um óculos equipado com câmera e fones de ouvido. O objetivo é auxiliar pessoas cegas a realizar tarefas cotidianas, como compras no supermercado.
O site MedGadget explica que o truque para criar um bom dispositivo de substituição sensorial como esse é encontrar uma forma de relacionar imagens e sons que seja fácil de interpretar. O "EyeMusic" faz isso assim: cada cor é representada por um som diferente. Por exemplo, quando a câmera do dispositivo reconhece a cor azul, é produzido o som de uma corneta. Se for reconhecida a cor branca, o que se ouve é um som feito por um vocal. Além disso, quanto mais brilhante um objeto for, mais alto é o som. Aqui você consegue ouvir algumas demonstrações.
A diferença desse dispositivo de substituição sensorial, segundo o estudo publicado no jornal "Restorative Neurology and Neuroscience", é que o "EyeMusic" é um sistema de fácil compreensão para os novos usuários e que pode ajudar na criação de uma interface definitiva para pessoas cegas.
Fonte
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Guia de acessibilidade em eventos
A publicação se destina às empresas responsáveis pela organização
de palestras, workshops, feiras ou outros encontros abertos ao público.
Acaba de ser lançado o Guia de Acessibilidade em Eventos, que tem como objetivo promover práticas inclusivas na organização de eventos e se destina às empresas responsáveis pela organização de palestras, workshops, feiras ou outros encontros abertos ao público.
O guia está baseado na legislação vigente, com informações públicas divulgadas na internet ou obtidas no aprendizado tirado de sua implantação em oito eventos realizados pela empresa Red Bull ao longo de 2011.
A publicação foi produzida coletivamente, contando com avaliação técnica da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo, análise de viabilidade e difusão da XYZ Live, implantação-teste em eventos pela Red Bull, assessoria jurídica da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, apoio em difusão do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife) e do Instituto Mara Gabrilli e lay-out e difusão da Repense.
O material aborda várias questões que envolvem a inclusão em eventos, incluindo os seguintes tópicos: – Planejar é essencial; – Áreas reservadas; – Autonomia para todos; – Banheiros; – Reserve vagas; – Comer e beber; – Sinalização; – Em caso de emergências; – Comunicação para todos; e – Equipe informada.
Formadora de opinião, a deputada federal Mara Gabrilli afirma que “durante anos as pessoas com deficiência ficaram esquecidas, não só pelo Poder Público, mas também pela sociedade. Essa situação está mudando. Hoje, são milhões de brasileiros com deficiência que vão às ruas para consumir cultura, lazer etc.
É fundamental que os eventos também estejam preparados para receber essa parcela da população, não apenas na adequação de sua estrutura como também em relação aos recursos humanos. Este guia vem contribuir para isso se concretize”.
Fonte: Instituto Ethos/Turismo Adaptado
Acaba de ser lançado o Guia de Acessibilidade em Eventos, que tem como objetivo promover práticas inclusivas na organização de eventos e se destina às empresas responsáveis pela organização de palestras, workshops, feiras ou outros encontros abertos ao público.
O guia está baseado na legislação vigente, com informações públicas divulgadas na internet ou obtidas no aprendizado tirado de sua implantação em oito eventos realizados pela empresa Red Bull ao longo de 2011.
A publicação foi produzida coletivamente, contando com avaliação técnica da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo, análise de viabilidade e difusão da XYZ Live, implantação-teste em eventos pela Red Bull, assessoria jurídica da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, apoio em difusão do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife) e do Instituto Mara Gabrilli e lay-out e difusão da Repense.
O material aborda várias questões que envolvem a inclusão em eventos, incluindo os seguintes tópicos: – Planejar é essencial; – Áreas reservadas; – Autonomia para todos; – Banheiros; – Reserve vagas; – Comer e beber; – Sinalização; – Em caso de emergências; – Comunicação para todos; e – Equipe informada.
Formadora de opinião, a deputada federal Mara Gabrilli afirma que “durante anos as pessoas com deficiência ficaram esquecidas, não só pelo Poder Público, mas também pela sociedade. Essa situação está mudando. Hoje, são milhões de brasileiros com deficiência que vão às ruas para consumir cultura, lazer etc.
É fundamental que os eventos também estejam preparados para receber essa parcela da população, não apenas na adequação de sua estrutura como também em relação aos recursos humanos. Este guia vem contribuir para isso se concretize”.
Fonte: Instituto Ethos/Turismo Adaptado
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