terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vejo nada, sinto tudo: Ouvido bem aberto


DANIELI HALOTEN
ESPECIAL PARA A FOLHA
Nasci com uma doença nos olhos, por isso, para ver TV, tinha que chegar bem pertinho. Sempre adorei televisão. Meu maior ídolo era a Xuxa.



Também gostava das histórias em quadrinhos. Minha preferida era a "Turma da Mônica". Mas não conseguia enxergar letras pequenas, então o meu pai lia para mim.



Cresci e fiquei cega. Assisto à televisão com os ouvidos bem abertos. Sei o que acontece pelo tom da voz, pelos barulhos e pelas músicas. Quando fico em dúvida, peço para quem enxerga descrever a cena.

Já trabalhei como repórter, apresentadora e atriz, na novela "Caras & Bocas" (2009/10). Decorava as falas em braille e usava um programa especial para me comunicar com fãs pela internet. Tem gente que acha que não vemos TV e não investe em tecnologia pensando em nós.

Imagens Google

Tenho dificuldade com DVDs cujos menus diferem do padrão e que não têm indicação sonora.


COMO AJUDAR UM CEGO
Veja dicas simples e eficientes

- Para ensinar um caminho, diga "direita", "esquerda", e não "aqui", "ali"; seja o mais preciso possível.

- Ao chegar a um novo lugar, é bom descrevê-lo para seu amigo e lhe explicar onde estão os principais objetos.

- Na hora da comida, pergunte se ele precisa de ajuda para cortar algo e diga onde estão os alimentos em seu prato.

- Uma dica bacana é usar miniaturas. Se for falar de um avião, por exemplo, quem nunca enxergou não tem ideia de como é e pode tocar na miniatura do avião para entender.

- Para ajudá-lo a se sentar, coloque a mão dele sobre o encosto ou sobre o braço da cadeira.

- Sempre que se aproximar dele avise que chegou; toque seu ombro e se identifique; quando for sair, avise que está se afastando, para não deixá-lo falando sozinho.

Fontes: Camila Colela Abdo, ortoptista, Renato Patuzzo, oftalmologista


Fonte

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