sexta-feira, 27 de novembro de 2015

QUERO UM PRÍNCIPE REAL, NÃO QUERO PRÍNCIPE ENCANTADO.

   O príncipe que quiser casar comigo, deverá dividir tarefas de nossa casa (algumas serão difíceis para mim) e a responsabilidade das contas comigo.  
   Sou Andressa, tenho vinte e quatro anos, formação secundária completa, curso recente de auxiliar administrativa específico para pessoas com deficiência, que resgatou falhas de escolaridade, ensinou coisas novas, confirmou minha capacidade, agregou amizades. Estou me preparando para concurso na área que acontecerá na Prefeitura. Gosto de atender pessoas e de organizar tudo.
Já trabalhei em firma que produz aviões, conferia o produto, a empresa precisou dispensar muitos funcionários, eu inclusive. Tentei me adequar ao trabalho de um supermercado, mas não conseguia ficar muitas horas em pé. Pedi a dispensa. Deixei trabalho em biblioteca pelo baixo salário.                 
      Qual seria a minha deficiência? Minha mãe conta que na ocasião de minha gravidez deveria ter repousado, pelas condições de seu colo de útero. Desconhecia este limite, nasci com sete meses, houve falhas de oxigenação, passei vinte e nove dias na UTI, e enfrentei atraso neuromotor que me fez andar com três anos e quatro meses (para empurrar o carrinho de minha irmãzinha), enfrentar cirurgias aos quatro anos para alongar os tendões das pernas, e corrigir a direção dos olhos (enxergo bem).  Fiz muita fisioterapia, ando um pouco mais devagar, tenho muito cuidado para evitar quedas.
   Procuro trabalho que respeite meu limite físico, para mostrar minha competência, e abrir novos horizontes!
“Aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, nem orgulho. É amor próprio. – Charles Chaplin.

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail: bfritzsons@gmail.com

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