segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O risco de ser pedestre

Fonte : Jornal a Fôlha de São Paulo, de 18 de agosto de 2013

Análise:
Fiscalização precisa ser levada para toda a cidade, todos os dias da semana
HORÁCIO AUGUSTO FIGUEIRA
O Programa de Proteção ao Pedestre, apesar de ter melhorado e alterado o comportamento de parte dos condutores, ainda precisa ser expandido na prática para toda a cidade, em todos os dias da semana, para que seu resultado seja universal para qualquer bairro, dia e horário.
A redução no número de multas pode ser um indicador de que os condutores estão respeitando mais e mudando seu comportamento.
Porém, só é possível afirmar isso de forma científica, caso existam pesquisas que permitam comparar dados antes e depois do início da ação.
Segundo a CET, em 2011 foram 553 atropelamentos fatais, que corresponderam a 40,5% do total de mortes no trânsito (1.365) naquele ano.
O simples hábito de andar à pé, na cidade de São Paulo, ainda é um ato de alto risco.
Se isto ocorrer de noite ou num fim de semana, o risco é maior ainda. Por que? Podem-se supor vários motivos, mas o principal é a fiscalização rarefeita ou repetitiva (mesmos locais, dias e horários)
A probabilidade de uma pessoa morrer em um acidente de trânsito no período da 0h às 6h é 8,6 vezes maior que no período das 6h às 12h.
À noite e no fim de semana, o que em geral ocorre é atendimento às ocorrências. Onde fica a prevenção e a segurança do trânsito?
A indústria de produção de viagens não para e também a de infrações. Ou o sistema funciona 24 horas ou seremos cúmplices de mortes e mutilações evitáveis no trânsito.
Horário Augusto Figueira é mestre em engenharia de transportes pela USP e vice-presidente da Abraspe (Associação Brasileira de Pedestres)

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