terça-feira, 20 de agosto de 2013

Como lidar com pessoas com deficiência - dicas de relacionamento

Como lidar com as pessoas com deficiência

DICAS DE RELACIONAMENTO
Apresentamos a seguir algumas orientações que as pessoas podem seguir nos seus contatos com as pessoas com deficiência. Não são regras, mas esclarecimentos resultantes da experiência de diferentes pessoas que atuam na área e que apontam para as especificidades dos diferentes tipos de deficiências.

Como chamar
  • Prefira usar o termo hoje mundialmente aceito: “pessoa com deficiência (física, auditiva, visual ou intelectual)”, em vez de “portador de deficiência”, “pessoa com necessidades especiais” ou “portador de necessidades especiais”;
  • Os termos ”cego” e “surdo” podem ser utilizados;
  • Jamais utilizar termos pejorativos ou depreciativos como “deficiente”, “aleijado”, “inválido”, “mongol”, “excepcional”, “retardado”, “incapaz”, “defeituoso” etc.

Pessoas com deficiência física
  • É importante perceber que para uma pessoa sentada é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.
  • A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Apoiar-se na cadeira de rodas é tão desagradável como fazê-lo numa cadeira comum onde uma pessoa está sentada.
  • Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater naqueles que caminham à frente. Se parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.
  • Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa com deficiência.
  • Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve proceder. As pessoas têm suas técnicas individuais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até atrapalhar. Outras vezes, o auxílio é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.
  • Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça-se imediatamente para auxiliá-la. Mas nunca aja sem antes perguntar se e como deve ajudá-la.
  • Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.
  • Não se acanhe em usar termos como “andar” e “correr”. As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.

Pessoas com deficiência visual
  • É bom saber que nem sempre as pessoas com deficiência visual precisam de ajuda. Se encontrar alguém que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio.
  • Nunca ajude sem perguntar como fazê-lo. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
  • É sempre bom avisar, antecipadamente, sobre a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e outros obstáculos durante o trajeto.
  • Ao explicar direções, seja o mais claro e específico possível; de preferência, indique as distâncias em metros (“uns vinte metros à nossa frente”, por exemplo). Quando for afastar-se, avise sempre.
  • Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que ela tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
  • Não se deve brincar com um cão-guia, pois ele tem a responsabilidade de guiar o dono que não enxerga e não deve ser distraído dessa função.
  • As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração dispensados às demais pessoas. No convívio social ou profissional, não as exclua das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
  • Fique à vontade para usar palavras como “veja” e “olhe”, pois as pessoas com deficiência visual as empregam com naturalidade.

Pessoas com paralisia cerebral
  • A paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. A pessoa com paralisia cerebral não é uma criança, nem é portador de doença grave ou contagiosa.
  • Trate a pessoa com paralisia cerebral com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.
  • Quando encontrar uma pessoa com paralisia cerebral, lembre-se que ela tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais, e pode ter dificuldades para andar, fazer movimentos involuntários com pernas e braços e apresentar expressões estranhas no rosto.
  • Não se intimide, trate-a com naturalidade e respeite o seu ritmo, porque em geral essas pessoas são mais lentas. Tenha paciência ao ouvi-la, pois a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência intelectual.

Pessoas com deficiência auditiva
  • Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Algumas fazem a leitura labial, outras não.
  • Ao falar com uma pessoa surda, acene para ela ou toque levemente em seu braço, para que ela volte sua atenção para você. Posicione-se de frente para ela, deixando a boca visível de forma a possibilitar a leitura labial. Evite fazer gestos bruscos ou segurar objetos em frente à boca. Fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas sem exagero. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
  • Ao falar com uma pessoa surda, procure não ficar contra a luz, e sim num lugar iluminado.
  • Seja expressivo, pois as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, e as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo são excelentes indicações do que você quer dizer.
  • Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual. Se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
  • Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, elas não se incomodam em repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas. Se for necessário, comunique-se por meio de bilhetes. O importante é se comunicar.
  • Mesmo que pessoa surda esteja acompanhada de um intérprete, dirija-se a ela, e não ao intérprete.
  • Algumas pessoas surdas preferem a comunicação escrita, outras usam língua de sinais e outras ainda preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Você pode tentar se comunicar usando perguntas cujas respostas sejam sim ou não. Se possível, ajude a pessoa surda a encontrar a palavra certa, de forma que ela não precise de tanto esforço para transmitir sua mensagem. Não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.

Pessoas com deficiência intelectual
  • Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual.
  • Trate-a com respeito e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente, e se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
  • Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa.
  • Dê-lhe atenção, converse e verá como pode ser divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
  • Não superproteja a pessoa com deficiência intelectual. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
  • Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.


Fonte:
“O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas com deficiência”
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
www.ethos.org.br

Como saber se um idoso deveria usar um aparelho auditivo?

Fonte: cuidamos.com/artigos/como-saber-se-um-idoso-necessita-usar-um-aparelho-auditivo
COMO SABER SE UM IDOSO DEVERIA USAR UM APARELHO AUDITIVO ?


A perda da audição afeta maioritariamente a população idosa com idades superiores a 65 anos. Saiba em que consiste a perda da audição e conheça as suas causas e sintomas principais. Assim, reunirá toda a informação necessária para descobrir se um idoso necessita de utilizar ou não aparelho auditivo.

A Perda Da Audição

A perda auditiva reflete a incapacidade total ou parcial em ouvir qualquer tipo de som num ou nos dois ouvidos. Trata-se de uma disfunção muito particular que assume várias formas e é um dos problemas que mais afetaos idosos. A perda da audição como resultado do envelhecimento também é conhecida como presbiacusia e todos os que sofrem desta desordem apresentam uma perda auditiva sensório-neural que afeta o funcionamento do ouvido interno, mais especificamente a cóclea (aparelho recetor de impulsos elétricos) e/ou do órgão da audição. Geralmente, os idosos são pessoas frágeis, uma vez que já não têm a força nem a vivacidade de outros tempos e se a isto juntarmos a perda da audição, eles poder-se-ão sentir mais vulneráveis, isolados e depressivos.

As Causas Da Perda Da Audição

A presbiacusia ou a perda auditiva pode ter muitas causas diferentes e uma das principais é o envelhecimento do ser humano. À medida que o corpo vai envelhecendo, as células que se encontram na parte interna do ouvido começam a ficar mais enfraquecidas e isso faz com que a mensagem não seja corretamente compreendida e descodificada. Este enfraquecimento pode refletir uma perda parcial da audição – na qual uma pessoa deixa de ouvir determinados sons agudos, como por exemplo as vozes das mulheres ou das crianças; ou a perda total.
Por outro lado, a presbiacusia ou perda auditiva pode ser hereditária ou resultar de infeções virais ou bacterianas, doenças, traumatismos cranianos, medicação incorreta, lesões graves na cabeça, exposição a ruídos intensos e também pelo acumular de cera nos ouvidos.
Uma coisa é certa, se os problemas de audição são ignorados e não são tratados atempadamente, eles podem piorar e podem conduzir à surdez total. Para que isso não aconteça, deve contactar um otorrino/médico otorrinolaringologista para uma consulta médica detalhada.

Os Sintomas Que Conduzem À Perda Da Audição

Existem vários sintomas que mostram que um idoso está a perder a audição. Dos sinais de aviso mais importantes, deve dar especial atenção aos seguintes:
  • Não ouvir o telefone, mesmo quando ele se encontra no volume máximo;
  • Não conseguir acompanhar uma conversa entre duas ou mais pessoas, pois o diálogo parece tornar-se confuso e impercetível;
  • Ter a necessidade de aumentar o volume da televisão para ouvir e compreender o que é dito. Comummente, os idosos colocam o volume da televisão muito alto e não se dão conta disso, sendo necessário que as outras pessoas chamem a sua atenção;
  • Ouvir constantemente uma espécie de zumbido e um enorme ruído de fundo;
  • Sentir que outras pessoas estão a murmurar, quando elas estão a falar no seu tom de voz normal;
  • Não perceber a fala das mulheres e das crianças, pois estas têm, por norma, uma voz mais fina e aguda;
  • Pedir constantemente às pessoas para repetir o que acabaram de dizer;
  • Ser frequentemente acusado de não estar a prestar qualquer tipo de atenção ao que lhes é dito.

A Utilização Do Aparelho Auditivo

As dificuldades de audição estão diretamente relacionadas com o tipo de problema auditivo e com o grau de perda auditiva que uma pessoa tem. Para maximizar a audição, existem vários aparelhos no mercado e uma das alternativas mais populares é a colocação de um aparelho auditivo.
Um aparelho auditivo é um pequeno dispositivo eletrónico que é colocado atrás da orelha e faz com que os sons se tornem mais percetíveis e melodiosos. Atualmente, graças ao desenvolvimento da tecnologia digital e a um design bastante avançado, é possível encontrar dispositivos tão pequenos que podem ser colocados no fundo do canal auditivo – sem qualquer tipo de prejuízo da reprodução sonora, que é clara e cristalina. Contudo, por vezes, os aparelhos auditivos recolhem alguns ruídos de fundo e a sua audição pode ser um exercício muito desconfortável.

Outras Soluções Auditivas

Para que um idoso recupere a sua audição, existem outros aparelhos e soluções auditivas que podem ser utilizadas. As mais conhecidas são:

Os aparelhos adaptativos

Tratam-se de aparelhos específicos em que o seu som pode ser adaptado de acordo com as dificuldades auditivas de uma pessoa, como por exemplo:
  • Dispositivos de amplificação para o telefone;
  • Sistemas de audição de TV e rádio;
  • Sistemas de infravermelhos;
  • Dispositivos de audição assistida;
  • Alertas (campainhas visuais ou vibração, detetores de fumo, despertadores, entre outros).

Os implantes cocleares

Para uma pessoa que sofre de uma surdez severa, há a possibilidade de colocar implantes cocleares. Trata-se de um aparelho eletrónico que está interligado por duas partes distintas:
  • A parte externa. É constituída por um microfone, um microprocessador de fala e um transmissor e situa-se na parte externa do ouvido.
  • A parte interna. Encontra-se no interior do ouvido e tem um recetor e estimulador que são inseridos dentro da cóclea que se encontra atrás da orelha.
Este aparelho tem como objetivo estimular o nervo auditivo que, por sua vez, leva os sinais para o cérebro onde os sons serão interpretados e descodificados.

Perda auditiva no idoso

A famosa surdez do idoso é causada pela perda de audição natural que ocorre com o envelhecimento; esta alteração é chamada em medicina de presbiacusia. A Presbiacusia é uma doença multifatorial, caracterizada pela perda progressiva da audição em ambos os ouvidos ao longo da vida. Esta deficiência auditiva geralmente afeta as altas frequências da audição.
A perda auditiva tem um enorme impacto sobre a qualidade de vida de milhões de indivíduos idosos, e está se tornando um transtorno cada vez mais comum com o envelhecimento da população.

Causas de perda auditiva no idoso

A perda de audição torna-se mais comum conforme o indivíduo vai envelhecendo. Cerca de 11% dos pacientes entre 44 e 54 anos já apresentam alguma perda auditiva. Este percentual sobe para 25% entre as pessoas de 55 e 65 anos e chega a quase 50% da população com mais de 70 anos.
Acredita-se que a hereditariedade e a exposição crônica a ruídos altos são os principais fatores que contribuem para a perda de audição ao longo do tempo.
Outros fatores também podem acelerar a perda de audição ao longo da vida, entre eles:
  • Uso de substâncias tóxicas aos ouvidos, como:
- Antibióticos da classe aminoglicosídeos em doses altas
- Quimioterapia.
- Uso crônico de aspirina.
- Uso crônico de anti-inflamatórios.
- Sildenafil (Viagra).
- Cocaína.
- Cloroquina.
- Intoxicação por metais pesados, como mercúrio, chumbo ou arsênico.
  • Infecções:
- Otite média.
- Cocleíte viral.
- Meningite.
  • Tabagismo.
  • Hipertensão.
  • Diabetes.
  • Traumas.

Sintomas da perda auditiva no idoso

A principal característica de presbiacusia é a perda progressiva e simétrica da audição de alta frequência ao longo dos anos. Esta perda de audição também pode ser acompanhada de zumbido, vertigem e desequilíbrio.
O ser humano é capaz de ouvir frequências entre 20Hz e 20000Hz (20KHz). Muitos adultos já não conseguem ouvir frequências acima de 15000 Hz (15 KHz). Na presbiacusia, a perda auditiva é ainda maior e as frequências mais afetadas são aqueles acima de 2000 Hz (2 KHz).
No vídeo abaixo é possível ouvir e entender o que são as várias frequências de som (o teste funciona melhor com fones de ouvido).
Com o passar dos anos, a capacidade de ouvir frequências altas continua a cair, e as frequências médias e baixas (0,5 a 2 KHz), associadas à fala humana, também tornam-se progressivamente envolvidas.
Em média, usamos sons com frequências que variam entre 250 Hz até 4000 Hz (4 KHz). No discurso humano as vogais costumam ser de média e baixa frequência enquanto as consoantes são de alta frequência. Algumas consoantes com o som de “Z”, por exemplo, podem ter frequências até 8000 Hz (8 KHz). Como resultado, os pacientes com perda auditiva da alta frequência muitas vezes relatam serem capazes de ouvir quando alguém está falando, mas não de entender o que está sendo dito devido à perda de informação dos sons das consoantes.
A dificuldade auditiva é exacerbada na presença de ruído de fundo. Pacientes com deficiência auditiva pela idade costumam se sair razoavelmente bem em conversas privadas em uma sala silenciosa, mas passam por dificuldades em ambientes sociais. Os pacientes também se queixam de ter mais dificuldades em ouvir as mulheres do que homens, já que estas têm naturalmente um discurso com frequência mais elevada (não confunda frequência do som com a altura do mesmo).
Um achado comum em pacientes com perda de audição é uma hipersensibilidade paradoxal a sons altos. Os idosos podem se queixar de que os sons tornam-se muito altos quando estão na verdade em níveis que são facilmente tolerados por pessoas com audição normal. Esta alteração explica o motivo pelo qual gritar com pacientes com presbiacusia pode muitas vezes ser bastante contraproducente. As pessoas imaginam que precisam falar muito alto para que idosos com algum grau de surdez possam ouvi-las. Ao gritarmos, as vogais de frequências baixas são amplificadas, enquanto as consoantes permanecem inaudíveis, o que pode ser muito desconfortável para o ouvinte. Na presbiacusia o problema é muito mais em relação às frequências do som do que propriamente à intensidade do mesmo. Gritar só funciona se o paciente tiver outras causas para a perda auditiva, como por exemplo, uma rolha de cerúmen (cera no ouvido) obstruindo a passagem do som.
A imensa maioria dos pacientes demora vários anos para procurar ajuda médica para sua perda de audição. Este fato ocorre em parte devido ao início insidioso da doença, bem como ao estigma negativo associado ao uso de aparelho auditivo.
A maioria dos idosos encara algum grau de perda auditiva como inevitável e não tratável. Entretanto, a presbiacusia quando não reconhecida e tratada pode levar a isolamento social progressivo e depressão, principalmente se o paciente também tiver outras limitações funcionais, como dificuldade para andar ou déficits visuais.
O zumbido também pode ser um problema importante na presbiacusia. O som é geralmente descrito como um zumbido afetando ambos os ouvidos ou difusamente “dentro da cabeça”.
Qualquer pessoa que sinta algum grau de perda auditiva deve procurar um otorrinolaringologista. Este médico é capaz de diagnosticar a deficiência auditiva e de identificar sua(s) causa(s). Com um exame chamado audiograma, o médico é capaz de identificar as perdas auditivas. Durante este teste, com fones de ouvido, você irá ouvir sons direcionados para um ouvido de cada vez. O otorrinolaringologista apresentará uma gama de sons, frequências e também várias palavras para determinar a sua capacidade auditiva.

Tratamento da perda de audição no idoso

Não existe um tratamento que previna ou que cure a perda de audição nos idosos. Porém, já existem várias opções para se atenuar e compensar a perda auditiva.

Aparelhos auditivos

Os aparelhos auditivos podem melhorar a função auditiva na maioria dos casos de presbiacusia. A perda auditiva raramente se torna tão grave que os aparelhos auditivos não são eficazes em restaurar a capacidade de se comunicar.
Aparelho auditivo
Os avanços tecnológicos dos aparelhos auditivos nos últimos anos melhoraram significativamente o desempenho dos mesmos, minimizando as más experiências que eram comuns antigamente. Entretanto, como existem vários modelos no mercado, é possível que você tenha que experimentar algumas opções antes de encontrar aquele aparelho auditivo que melhor se adapta ao seu caso.
Os aparelhos auditivos também ajudam a melhorar o zumbido experimentado por muitos pacientes com presbiacusia.

Implante coclear

Para os pacientes com grave perda auditiva na qual o aparelho auditivo não é eficaz, existe a opção pelo implante coclear. O implante coclear envolve a colocação de um conjunto de eletrodos dentro do ouvido interno para estimular diretamente os neurônios responsáveis pela interpretação dos sons. Este procedimento pode ser realizado com segurança mesmo em pessoas acima dos 80 anos.
Os implantes cocleares são indicados para pessoas com perda auditiva bilateral severa que não melhora significativamente com aparelhos auditivos.
Fonte: http://www.mdsaude.com/2012/01/surdez-deficiencia-auditiva.html

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O risco de ser pedestre

Fonte : Jornal a Fôlha de São Paulo, de 18 de agosto de 2013

Análise:
Fiscalização precisa ser levada para toda a cidade, todos os dias da semana
HORÁCIO AUGUSTO FIGUEIRA
O Programa de Proteção ao Pedestre, apesar de ter melhorado e alterado o comportamento de parte dos condutores, ainda precisa ser expandido na prática para toda a cidade, em todos os dias da semana, para que seu resultado seja universal para qualquer bairro, dia e horário.
A redução no número de multas pode ser um indicador de que os condutores estão respeitando mais e mudando seu comportamento.
Porém, só é possível afirmar isso de forma científica, caso existam pesquisas que permitam comparar dados antes e depois do início da ação.
Segundo a CET, em 2011 foram 553 atropelamentos fatais, que corresponderam a 40,5% do total de mortes no trânsito (1.365) naquele ano.
O simples hábito de andar à pé, na cidade de São Paulo, ainda é um ato de alto risco.
Se isto ocorrer de noite ou num fim de semana, o risco é maior ainda. Por que? Podem-se supor vários motivos, mas o principal é a fiscalização rarefeita ou repetitiva (mesmos locais, dias e horários)
A probabilidade de uma pessoa morrer em um acidente de trânsito no período da 0h às 6h é 8,6 vezes maior que no período das 6h às 12h.
À noite e no fim de semana, o que em geral ocorre é atendimento às ocorrências. Onde fica a prevenção e a segurança do trânsito?
A indústria de produção de viagens não para e também a de infrações. Ou o sistema funciona 24 horas ou seremos cúmplices de mortes e mutilações evitáveis no trânsito.
Horário Augusto Figueira é mestre em engenharia de transportes pela USP e vice-presidente da Abraspe (Associação Brasileira de Pedestres)

Se voç~e nasceu entre 1945 e 1965 - Hepatite C

FONTE : Portal do Envelhecimento

Pessoas que nasceram entre 1945 e 1965 devem fazer o exame que detecta a hepatite C.


A explicação é que tal geração cresceu numa época em que eram comuns o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue não testados para a hepatite C, só descoberta em 1989. Teste está disponível na rede pública.16/08/2013 - por Camilla Muniz. Foto: Divulgação na categoria 'Saúde-Doença'
Nascidos entre 1945 e 1965 devem procurar uma unidade básica de saúde (postos ou Clínicas da Família) e fazer um teste de hepatite C. O alerta, dado no Brasil pela Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), foi lançado nos Estados Unidos após a constatação de que essas pessoas têm cinco vezes mais riscos de estarem contaminadas.
A explicação é que tal geração cresceu numa época em que eram comuns o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue não testados para a hepatite C, só descoberta em 1989.
Segundo o hepatologista Giovanni Faria Silva, da Universidade Estadual Paulista, a testagem é necessária porque a doença não apresenta sintomas em 95% dos casos, sendo comum o diagnóstico já em estágio avançado.
- Depois de 20 anos, a infecção evolui para cirrose em 25% dos pacientes, tudo de forma assintomática. A cirrose provoca a falência do fígado e, se não tratada, leva à morte - diz o médico.
O teste de hepatite C é feito por meio de exame de sangue, que detecta a presença de anticorpos contra o vírus no organismo. Caso dê positivo, um outro exame, que analisa o material genético do vírus, é feito. Mais um positivo aponta a necessidade de biópsia do fígado para indicação de tratamento.
O publicitário e presidente da ABPH, Humberto Silva, de 48 anos, conta que viveu 38 anos com a hepatite C sem saber. Há dez anos, ele foi ao médico, que solicitou o exame de sangue específico.
- Eu já estava com cirrose hepática. Descobri assim, em cima da hora. Se não fosse isso, estaria morto. Deus mandou um anjo para me anunciar a doença - conta Humberto, que contraiu o vírus aos 8 anos, quando se submeteu a uma cirurgia de apendicite. - Recebi sangue contaminado.
Humberto afirma que, hoje, está curado do vírus, mas não da cirrose:
- Sou um sobrevivente da hepatite C. Cerca de 80% dos casos têm cura completa.
Ele alerta para a importância de se fazer o teste de hepatite C:
- Quanto mais cedo vier o diagnóstico, mais fácil é a cura. A pessoa pode estar morrendo sem saber, como eu estava. Estima-se que 3 milhões de pessoas tenham hepatite C, mas só 12 mil sabem e estão sendo tratadas.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Plano de Transporte? Para quê? - Revista Controvérsia

Extraído da revista on-line "CONTROVÈRSIA"


   Enviar   Imprimir   Comentar
Plano de Transporte? Para quê?
votar
Enquanto o tema da péssima qualidade do transporte público nas nossas cidades ecoa nas ruas, o IBGE acaba de divulgar dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2012), mostrando que a maior parte das cidades brasileiras simplesmente não conta com planos de mobilidade, obrigatórios desde 2001 para as grandes cidades, e desde o ano passado para todas as cidades com mais de 20 mil habitantes.

Raquel Rolnik
De acordo com a pesquisa, dos 1669 municípios com mais de 20 mil habitantes, somente 10,01% contam com um plano municipal de transportese em apenas 7,19% o plano foi desenvolvido com participação dos cidadãos. Entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, esta proporção aumenta para 55,26% e 36,84%, respectivamente. Com relação aos dados referentes aos conselhos municipais de transporte, é possível comparar a situação entre os anos de 2001 e 2012. Em 2001, 4,86% dos municípios com mais de 20 mil habitantes contavam com conselho municipal de transporte. Onze anos depois, essa proporção passou para apenas 6,42%.

Moral da história: planejamento de transporte de longo prazo pactuado com a população, para quê? Afinal, parece que planos são coisa de tecnocratas alheios às lógicas predominantes nas decisões sobre o transporte público em nossas cidades. O fato é que as políticas de transporte navegam entre o lobby dos fornecedores de tecnologia, produtos e serviços de transporte, pressões dos sindicatos do setor e possíveis contabilidades eleitorais do mapa dos beneficiados.

A ausência de um plano municipal de transportes debatido de forma transparente e aberta com os cidadãos permite que as decisões sejam tomadas ad hoc - prioridades são mudadas e projetos são modificados ao sabor das circunstâncias, e raramente das necessidades e demandas mais urgentes. Infelizmente, não há política de transporte público sem planejamento de longo prazo, atravessando conjunturas e eleições. As políticas de transporte público precisam ser pensadas de forma integrada, articulando diferentes modais, conectadas com as demais decisões do plano diretor da cidade, como as relacionadas ao uso e ocupação do solo e à habitação, por exemplo.

Infelizmente, não temos planos e, quando eles existem, como é o caso da rede de corredores de ônibus constante do plano diretor de São Paulo, simplesmente não são implementados. No Rio de Janeiro, por exemplo, o traçado da expansão do metrô já mudou diversas vezes. A linha 4, que originalmente ligaria a Barra da Tijuca ao centro do Rio, formando uma rede com as demais linhas, foi transformada numa mera extensão da linha 1, conectando apenas a zona sul à região da Barra da Tijuca, duas áreas nobres da cidade. Essa decisão, no entanto, foi tomada alegando-se a sua importância para os eventos esportivos.

Em São Paulo, no M'boi Mirim, a cada momento fala-se de uma solução diferente para o trânsito da região - uma hora é metrô, depois é ônibus, em seguida é monotrilho, e assim vai. O mesmo aconteceu com relação à Cidade Tiradentes: agora a solução é o monotrilho, mas já foram feitos "anúncios" de vários outros modais. Outro exemplo é a linha 6 do metrô, que sequer estava prevista no Plano Integrado de Transporte Urbano, do Governo do Estado, mas que virou prioridade.

Entre as respostas governamentais às manifestações por melhoria do transporte público, tanto a prefeitura do Rio de Janeiro como a de São Paulo anunciaram a criação de conselhos municipais de transporte e trânsito. No Rio de Janeiro, o conselho terá 25 membros, sendo 12 representantes do poder público e 12 da sociedade civil - todos nomeados pelo prefeito -, além do secretário de transportes. Já em São Paulo, o conselho será composto por 39 membros, dos quais 13 serão representantes de órgãos da prefeitura, 13 dos operadores dos serviços de transportes e 13 da sociedade civil (que deverão ser eleitos diretamente pela população), todos com mandato de dois anos.

Montar um conselho é sem dúvida uma boa ideia, mas será que este é capaz de mudar a forma como as decisões são tomadas? Os desafios da gestão do transporte público vão muito mais além: integração de distintas esferas de governo e entre municípios, no caso das regiões metropolitanas; transparência e controle social nos contratos de todas as concessões e obras; planejamento de longo prazo...

Temas que, evidentemente, um conselho não dará conta de resolver.

Raquel Rolnik é relatoria da ONU no Brasil pelo direito à moradia.

Dia 24 de 08, em Americana, na escola Estadual Maria do Carmo Augusti

PAT Americana é convidado a participar dos 10 anos do Programa Escola da Família na cidade
Entrada
x

edcarlo@americana.sp.gov.br
07:56 (2 horas atrás)
para
PAT Americana comemora 10 anos do Programa Escola da Família 

O Programa Escola da Família (PEF) do governo do estado de São Paulo completa 10 anos, no próximo dia 24. Para comemorar a data, a Escola Estadual Maria do Carmo Augusti reúne sete escolas da cidade e expõe os trabalhos desenvolvidos pela ação no último ano. Além da exposição, os participantes contarão com uma série de serviços gratuitos.
Durante o evento, o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Americana fará inscrição para o Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ), orientação para o PADEF (Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência) e inscrições para o Time do Emprego. 
Segundo o professor Mariano Teixeira, vice-diretor da Escola Risoleta, " haverá muitas atrações como aferição de pressão arterial, corte de cabelo, palestra com profissionais da área da saúde, cães adestrados da guarda municipal de americana, teatro, danças, cantorias e oficinas de artesanato, pintura, comida e bebida de graça".
A entrada é livre e gratuita.

Escola da Família 

O programa abre as escolas nos fins de semana para a comunidade participar de atividades esportivas, culturais e de lazer.  Segundo o professor Mariano, as pessoas que participam do  PEF têm a possibilidade de aprender uma atividade para gerar renda. “Muitas pessoas aprendem com o PEF e depois ganham dinheiro vendendo artesanato, pintura, pães, doces etc”, afirma.

Comemoração 10 anos Escola da Família 

Escola Estadual Maria do Carmo Augusti
Endereço: Rua Cyra de Oliveira Petrin, s/n - Jardim Mário Covas
Horário: das 8h às 14h

 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Professora com síndrome de Down, Débora Seabra lança livro de fábulas sobre inclusão

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

Débora Seabra usa animais para falar de preconceito, rejeição e amizade. Ela é a primeira professora do país com síndrome de Down.
Publicada em 09 de agosto de 2013 - 14:30
Debora Seabra faz pose. Em montagem, com a capa de seu livro
Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeiraprofessora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.

Com 32 páginas, a obra "Débora conta histórias" (Araguaia Infantil, R$ 34,90) estará à venda nas livrarias a partir desta segunda-feira (5). As ilustrações são de Bruna Assis Brasil.

A professora também usa os bichos para abordar a importância da tolerância, respeito e amizade. Uma das fábulas é sobre a discriminação que o pato sofria por não querer namorar outras patas, e sim, patos.

Em outra, Débora conta a história de amizade entre um cachorro e um papagaio. Alguns contos foram escritos baseados em situações vividas por ela. O texto da contracapa é do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo Ribeiro.

"Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito", afirma Débora.
O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. "Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia."

Margarida lembra que a filha passou alguns meses dedicada a escrever a obra escondida no quarto, quando a mãe entrava de surpresa ela tratava logo de proteger o presente.
"A gente não imaginava, achávamos que fosse um diário." Os contos não foram escritos com a expectativa de se tornar livro, mas como o resultado agradou a todos, Margarida se rendeu aos conselhos e pedidos dos amigos e da família e foi em busca de uma editora. Antes, cogitou publicá-lo de forma independente, mas não foi preciso.

Não foi a primeira vez que a professora testou o lado escritora. Antes do livro de fábulas, escreveu a própria história que depois de ter as folhas impressas e presas por um espiral, foi dada aos pais. "Toda a família leu, guardamos como lembrança, mas achei que era comum. Já com as fábulas fiquei muito emocionada. As pessoas se surpreenderam pela dedicadeza das histórias", diz Margarida.

A obra "Débora conta histórias" será lançada oficialmente no mês de setembro em um evento para convidados, em Natal. Ainda não há data definida.

Escolas regulares
A autora da obra nasceu em Natal (RN)Site externo. e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. "Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa", diz Margarida.

Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de 'mongol' por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que 'mongóis' eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.

Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais - mais uma de suas paixões.
Fonte: G1 EducaçãoSite externo.

Estacionamento irregular em vaga de idoso ou pessoa com deficiência -14 de 08 de 2013 - Senado

Estacionamento irregular em vaga de idoso ou deficiente pode se tornar infração grave

Pessoa que estacionar irregularmente nestas vagas poderá, além da multa, ter o veículo apreendido. Assunto deve ser votado na quarta-feira, 14.
Publicada em 14 de agosto de 2013 - 11:15
Vaga demarcada para pessoa com deficiência
Quem estacionar irregularmente em vagas reservadas a idosos oupessoas com deficiência físicapoderá não só ser multado, como ter o veículo apreendido. O assunto é tema em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que deverá votar, nesta quarta-feira (14), substitutivo do senador Anibal Diniz (PT-AC)Site externo. a projeto de lei da Câmara que muda o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para tornar essa infração grave.

Originalmente, PLC 99/2007 a proposta pretendia estabelecer como infração “gravíssima” o estacionamento não-autorizado em vaga destinada a deficientes físicos. Aníbal avaliou que a classificação seria excessiva, pois tal irregularidade não representaria ameaça à segurança do trânsito ou de terceiros. Assim, não só propôs a aplicação da infração como grave, como decidiu estendê-la ao motorista que também usar irregularmente vagas reservadas a idosos.

Mais mudanças
O substitutivo de Anibal reúne mais três mudanças ao CTB. Além do detalhamento da sinalização rodoviária indicativa de pronto-socorro, revê o rol de equipamentos de uso obrigatório em bicicletas e permite nova contagem de prazo para contestação de infração ou pagamento de multa após atualização do endereço do motorista.

No primeiro caso, o relator julgou que o acréscimo de informações nas placas de sinalização rodoviária sobre a distância e a localização do pronto-socorro mais próximo irá agilizar o atendimento a vítimas de acidentes. A medida constava do PLC 172/2008, também aproveitado pelo substitutivo.

Anibal também concordou com a dispensa da exigência de campainha e espelho retrovisor como itens de uso obrigatório pelos ciclistas, proposta no PLC 74/2008. Na sua avaliação, a exigência desses equipamentos encareceria o preço da bicicleta sem oferecer “ganho aparente de segurança” para o trânsito em geral e o ciclista em particular.

Por fim, Anibal resolveu aproveitar parcialmente o PLC 165/2008, que modificava procedimentos relativos à notificação de infração. O substitutivo considerou válida a notificação devolvida por desatualização de endereço se o motorista não tiver comunicado a mudança dentro de 30 dias da devolução do documento. Mas admitiu o reinício da contagem de prazo para apresentação de recurso ou pagamento de multa caso a atualização de endereço aconteça no período estabelecido acima.

Ao fundir as quatro propostas detalhadas no substitutivo, Anibal optou por rejeitar as outras 20 que tramitavam em conjunto. E justificou sua decisão com o argumento de que se mostravam dispensáveis, inviáveis ou sugeriam medidas de eficácia duvidosa.
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.