Veja que quando existe planejamento e boa vontade política é possível acabar com os dramas sociais.
Utah, no Estados Unidos, deve erradicar a falta de moradia até 2015.
O Estado está tirando todos sem-teto das ruas e dando apartamento para eles.
Fazendo as contas e uma boa pesquisa, o governo descobriu que é mais barato doar moraria, do que arcar com as despesas anuais que os sem-teto provocam, com atendimentos de emergência nos hospitais, assistentes sociais e estadias na prisão.
Assim, o Estado passou a bancar a casa dessas pessoas e reduziu sua taxa de falta de moradia em 78% nos últimos oito anos.
Pelo menos 2.000 pessoas já foram retiradas da rua.
Como eles fazem isso?
Em 2005 , Utah calculou o custo anual do atendimentos de emergência e as estadias na prisão para uma pessoa sem-teto.
Descobriu que cada pessoa gasta em média US$ 16.670 , quase 40 mil reais, enquanto que o custo da prestação de um apartamento e assistente social seria de R US$ 11.000, menos de 26 mil reais.
Cada participante trabalha com um assistente social para se manter, mas se não der certo eles ainda sim continuam com o apartamento.
Outros Estados estão ansiosos para testar os resultados de Utah.
Wyoming tem visto a sua população sem-teto mais do que dobrar nos últimos três anos, e só fornece abrigo para 26% deles , a menor taxa dos EUA. Autoridades da cidade de Casper, agora pretendem lançar um programa piloto usando os métodos de Habitação de Utah.
A gravação abaixo, em inglês, - exibida no site Invisible People, mostra o caso de Marian, uma mulher que morou na rua e em abrigos, e conseguiu dinheiro do governo para aludar seu apartamento.
Assista:
- See more at: http://www.sonoticiaboa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4265:utah-esta-tirando-todos-os-sem-teto-das-ruas-com-ideia-simples&catid=47:luisa-borges&Itemid=123#sthash.0fPuNHtv.dpuf
Uma escola pública dos Estados Unidos está revolucionando o velho sistema de estudo, que massifica e não prioriza as aptidões dos alunos.
Em vez de livros, aulas chatas e muita decoreba, o colégio Quest To Learn transformou todo o currículo em jogos!
Isso mesmo! É como se as crianças estivessem num eterno recreio.
E deu certo: a escola vem tendo os melhores resultados do sistema educacional de Nova York.
Em vez de carteiras e um professor na frente da classe ensinando conversão entre sistemas métricos, um monte de amigos disputam em um tabuleiro partidas de Metric Mystery, transformando polegadas em metros.
As aulas
Em vez de livros de história sobre a guerra civil americana, uma brincadeira transforma professores em soldados, donos de terra, políticos, comerciantes e escravos, falando sobre seus motivos para lutar entre si.
Em vez de física, alunos constroem um robô com peças de Lego, a partir de um desafio proposto pelos professores.
É assim que se ensina todo o conteúdo escolar para os 400 alunos da Quest to Learn.
É, nas palavras dos responsáveis pelo projeto, “a primeira escola do mundo a ter 100% de seu currículo baseado em jogos”.
A verdadeira revolução da Quest to Learn (Q2L) é levar esses conceitos de forma integral para as salas de aula.
“O sistema educacional deixa a desejar em engajamento e motivação, exatamente os pontos em que os jogos mais atuam”, diz Tennyson Pinheiro, sócio da consultoria Live/Work, especializada em design para negócios.
“A gameficação nas escolas junta a fome com a vontade de comer.”
A diferença
Para Katie Salen, diretora da Q2L, o sistema escolar tradicional, baseado na memorização, molda crianças para empregos tradicionais.
Com os games, o objetivo é prepará-las para trabalho em equipe, soluções criativas, gerenciamento do tempo e estímulo ao pensamento independente.
Em vez de disciplinas separadas como matemática, ciências e gramática, as aulas são divididas em cinco grandes conjuntos.
Na matéria Codeworlds, por exemplo, o foco maior são números, porém integrados a letras, palavras e artes, para produzir uma percepção mais aberta do raciocínio matemático.
Wellness é educação física, mas misturada a conteúdos de saúde, nutrição, psicologia e integração social.
É como se a escola fosse um grande videogame, com cinco jogos diferentes.
Notas
As próprias aulas têm estrutura igual à de um jogo eletrônico.
É preciso superar desafios, cumprir missões e enfrentar um chefão para passar de fase.
Durante dez semanas por semestre, os alunos têm de atingir objetivos em jogos criados pelos professores.
Os alunos devem superar vários Desafios, que em seu conjunto dão aos estudantes as ferramentas necessárias para cumprir cada Missão.
Uma possível Missão de História, por exemplo, é acabar com a guerra entre Atenas e Esparta – sendo que cada lado não pode abrir mão de seus objetivos centrais.
Para chegar à paz, será preciso resolver as diferenças em uma série de aspectos comerciais, pessoais e diplomáticos, cada um deles sendo um Desafio diferente.
O conteúdo histórico também pode ser repassado numa partida de um tradicional jogo de tabuleiro chamado Settlers of Catan (colonizadores de Catan) ou pela criação de uma revista em quadrinhos cujo tema seja o poema épico Gilgamesh.
A ideia
A Q2L surgiu, em 2007, a partir de uma parceria entre o Institute of Play, ONG formada por designers profissionais de videogames, e a New Visions for Public Schools, instituição que promove modelos inovadores de educação na rede pública de Nova York.
“A New Visions trouxe a ideia da gameficação”, diz Waniewski.
Custos
“Nós transformamos essas ideias em currículo e treinamos os professores.” A verba (não revelada) veio de uma fundação beneficente, mas as contas da escola, como salário dos professores, luz e manutenção de equipamentos, são bancadas pelo estado.
O custo por aluno é um terço maior, chegando a US$ 24 mil por ano.
Em contrapartida, nos testes obrigatórios do estado, os alunos da Q2L, na região sudeste de Manhattan, tiveram marcas acima da média – e crescentes – nos últimos três anos.
Campeã
A escola é a atual bicampeã da Olimpíada de Matemática do estado.
Ainda não existem bolsas ou critérios de renda para o ingresso na Q2L, que atende crianças de 8 a 12 anos.
Mais duas turmas devem ser criadas até 2014, elevando a idade máxima para 14.
A Q2L é uma das respostas à crise no modelo escolar tradicional americano.
“Somos uma reação ao momento de declínio do país na preparação de seus jovens”, diz Brian Waniewski, diretor-geral do Institute of Play, a organização que elaborou o currículo da Q2L.
Mercado
Hoje, os EUA ocupam a 17ª posição global na formação de engenheiros e cientistas.
Segundo o Institute of Play, 32% dos diplomas obtidos por estudantes americanos são nessas áreas; no Japão e na China, são 66% e 59%, respectivamente.
No Brasil a taxa de engenheiros e cientistas é de apenas 15%.
O uso de jogos em empresas ou em campanhas publicitárias, em que funcionários ou clientes marcam pontos e ganham recompensas, não é propriamente uma novidade.
O fenômeno já tem até nome: gameficação.
Aprendizado
“Os jogos não são apenas divertidos; eles aumentam o engajamento e o aprendizado em tarefas que seriam maçantes no modelo tradicional”, diz Francisco Tupy, game designer e pesquisador da USP.
Segundo a consultoria Gartner, 70% das 2 mil maiores empresas do mundo possuem projetos na área.
Só nos Estados Unidos, estima-se que a gameficação movimente mais de US$ 2 bilhões por ano.
No Brasil, empresas como Nike, Bradesco, IBM, Volkswagen e Itaú há anos aplicam jogos em treinamento de equipes e fidelização de consumidores.
Um casal, que está entre os maiores milionários do Reino Unido, acaba de patrocinar mais uma boa ação.
Colin e Chris Weir (foto acima) ofereceram a uma menina com paralisia cerebral uma cirurgia que lhe permitiu andar sozinha pela primeira vez.
Graças à generosidade do casal escocês, a pequena Skye Swinton, de quatro anos, foi submetida a um procedimento cirúrgico na coluna, que tinha sido recusado pelo Serviço Nacional de Saúde britânico devido ao seu elevado custo, estimado e 48 mil euros, quase 150 mil reais.
Depois da recusa a mãe da menina, Ruth Swinton, decidiu tentar a sua sorte e escrever uma carta aos Weir, contando a história de Skye e pedindo-lhes ajuda para pagar o tratamento.
Os escoceses, que em 2011 ganharam 161 milhões de euros na loteria, atenderam prontamente.
Eles se ofereceram para pagar 33.488 euros que faltavam aos pais de Skye, depois de a família ter conseguido angariar 14.300 euros em campanhas de solidariedade.
Em Outubro, a criança foi operada e, agora deu os seus primeiros passos sem ajuda.
Foi o melhor presente de Natal que a menina e os pais poderiam receber.
"Vê-la andar com um sorriso no rosto é o melhor dos presentes. O progresso que ela tem feito é fantástico", comemorou a mãe, Ruth.
A cirurgia
A menina sofre de uma forma de paralisia cerebral denominada diplegia espástica,.
A operação a que Skye foi submetida chama-se "risotomia dorsal seletiva".
A cirurgia é nova no Reino Unido, embora seja feita há vários anos nos EUA, e foi feita no Bristol's Frenchay Hospital.
O procedimento envolve cortar nervos na região onde se juntam à espinal medula para "soltar" os músculos.
Sem a cirurgia, a menina teria ficado confinada a uma cadeira de rodas.
O casal
Em comunicado, Chris e Colin Weird disseram esperar que a doação alivie as preocupações da família.
"A Skye vai enfrentar muitos desafios no próximo ano. Sem a preocupação e pressão adicional da necessidade de angariar fundos, [os pais] podem dedicar-lhe todo o seu tempo", acrescentaram.
Generosidade
Esta não é a primeira vez que o casal da parte de sua fortuna.
Em 2012 Colin e Chris Weir pagaram uma prótese para um jovem que teve perna amputada por causa de um câncer.
Cão-guia salta em trilhos do metrô de NY para salvar dono após desmaio
Cão-guia salta em trilho e salva vida de dono no metrô de Nova York10 fotos
18.dez.2013 - O cão-guia Orlando acompanha seu dono Cecil Williams, 61, no leito de um hospital. O animal salvou a vida de Williams, que é cego, depois que ele desmaiou e caiu nos trilhos do metrô de Nova York, na última terça-feira (17) John Minchillo/AP
O cão-guia Orlando, um labrador retriever de quase 11 anos de idade, arriscou a própria vida ao saltar nos trilhos do metrô em uma estação de Manhattan, em Nova York (EUA), na última terça-feira (17). Tudo o que ele queria era salvar seu dono cego, que havia desmaiado e caído da plataforma.
Cecil Williams, 61, começou a se sentir mal na estação, no caminho para o dentista. "Ele tentou me segurar", disse Williams à agência de notícias Associated Press de sua cama no hospital, onde se recupera de ferimentos na cabeça após ter sido atropelado pelo trem.
Testemunhas disseram que Orlando latia freneticamente e tentou evitar que Williams caísse, sem sucesso. Quando o dono caiu, o cão-guia saltou para os trilhos e, mesmo com o trem se aproximando, tentou levantar Williams a todo custo.
"Ele o lambia, tentando fazer com que se movesse", disse Matthew Martin, uma das testemunhas, ao jornal "New York Post".
Passageiros que estavam na estação, então, começaram a fazer sinais e pedir ajuda, e o maquinista desacelerou. Embora não tenha sido possível parar o trem a tempo, Willians e Orlando deitaram no vão que existe entre os trilhos e foram salvos --o labrador não se feriu.
"O cão salvou minha vida", disse Williams. "Me sinto maravilhado. Sinto que Deus, uma força maior, tem algo reservado para mim. Não morri dessa vez. Estou aqui por uma razão", completou.
Williams, que é cego desde 1995, agora se recupera dos ferimentos no hospital, onde pode ter a companhia de Orlando.
O labrador, que completará 11 anos de idade em janeiro, será aposentado, e Williams terá um novo cão-guia custeado pelo governo. Mas, como as despesas do aposentado Orlando não poderão ser custeadas, Williams está a procura de um novo lar para seu companheiro. "Eu com certeza gostaria de ficar com ele", disse, explicando que não tinha dinheiro para isso.
Ilustração mostra dupla hélice de DNA: algumas partes podem ser desligadas em prol do rejuvenescimento, segundo pesquisa Reuters
TEL AVIV - A restrição do consumo de calorias, era, até o momento, uma das poucas maneiras comprovadas de combater o avanço da idade. Mas a identificação de genes capazes de interromper o processo de envelhecimento celular pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos para o rejuvenescimento. A descoberta foi feita através de algoritmos de computadores desenvolvidos pela equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel.
Conduzido por Keren Yizhak, um estudante de doutorado da Escola de Ciência da Computação da Universidade de Tel Aviv, e coordenado pelo professor Eytan Ruppin's, o estudo foi publicado na revista “Nature Communications“. O algoritmo que ele e sua equipe descobriram consegue “desligar” alguns genes e criar um efeito anti-envelhecimento parecido ao apresentado em testes de restrição calórica.
- A maioria dos algoritmos tem como alvo drogas que matem células para o tratamento de câncer ou infecções bacterianas - disse Yizhak. - Nosso algoritmo é o primeiro em nosso campo a procurar drogas não para matar as células, mas para fazer com que elas passem de um estado de doença para um saudável.
Laboratório digital
O laboratório de Ruppin's é conhecido pela liderança no campo crescente da modulação metabólica de genomas em escala (GSMMs, na sigla em inglês). Usando equações matemáticas e computadores, GSMMs descreve o processo do metabolismo de células vivas. Uma vez construídos, os modelos individuais servem como laboratórios digitais, permitindo testes intensivos conduzidos com o clique de um mouse.
O algoritmo criado por Yizhak, chamado por ele de “algoritmo da transformação metabólica” ou MTA (em inglês), pode obter informações sobre quaisquer estados metabólicos e prever as mudanças ambientais ou genéticos necessárias para que eles passem de um estado para outro.
A “Expressão dos genes” é a medição do nível de atuação de genes individuais em uma célula. Os algoritmos conseguem “desligá-los” em várias maneiras para prevenir que sejam expressos. Após usar o MTA para confirmar os achados laboratoriais anteriores, ele o utilizou para prever genes que podem ser desligados para rejuvenescer leveduras - modelo genético mais usado porque grande parte do seu DNA é preservado em seres humanos.
Alguns dos genes que o MTA identificou já eram conhecidos por prolongar o tempo de vida da levedura quando “desligados”. Dos outros genes que encontrou, Yizhak enviou sete para testes em um laboratório da Universidade Bar-Ilan, também em Tel Aviv. Os pesquisadores descobriram que desligar os genes GRE3 e ADH2 de uma levedura natural aumentava significativamente a sua vida útil.
- Seria de esperar que cerca de 3% da levedura tivesse a vida prolongada - contou Yizhak. - Então, alcançar um aumento de dez vezes em relação a esta expectativa, como fizemos, é muito encorajador.
Esperança para os seres humanos
O MTA forneceu uma visão sistêmica do metabolismo celular e também pode lançar luz sobre a forma como os genes identificados contribuem para mudanças na expressão genética. No caso de GRE3 e ADH2, o MTA mostrou que desligá-los aumentou os níveis de estresse oxidativo em leveduras, uma indução semelhante a que é produzida pela restrição calórica.
Como teste final, Yizhak aplicou MTA para a informação metabólica humana. Ele foi capaz de identificar um conjunto de genes que pode transformar entre 40 e 70% das diferenças entre as informações celulares de idosos e jovens de quatro estudos diferentes. Embora atualmente não haja nenhuma maneira de verificar os resultados em humanos, muitos desses genes são conhecidos por estender o tempo em leveduras, vermes e camundongos.
O próximo passo, afirma Yizhak, é “desligar” os genes dos camundongos. O estudo fornece a esperança de que um dia cientistas possam desenvolver drogas capazes de permitir uma vida mais longa aos humanos. Segundo a pesquisa, o MTA também poderia ser aplicado para encontrar drogas que tivessem como alvo os distúrbios do metabolismo, como obesidade, diabetes e doenças neurodegenerativas.
A Folha noticiou que o trânsito brasileiro é responsável por 40 mil mortes/ano, e quase a metade delas está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Um importante percentual da outra metade desses acidentes pode ter como causa o comportamento "distracted driving", cuja tradução tanto é "dirigir distraído" quanto "dirigir alienado".
No primeiro número deste ano do "New England Journal of Medicine", trabalho de Sheila G. Klauer e colaboradores, ao analisar o "distracted driving", conclui que desviar o olhar da estrada para discar um número ou enviar mensagens pelo celular é um significativo fator de risco para desastres.
Outro estudo, de Garold Lantz e Sandra Loeb, do King's College, Filadélfia, EUA, sobre jovens motoristas enviando SMS (Short Message Service) –os conhecidos torpedos ou mensagens pelo celular– ao volante dos carros, refere ser este um fenômeno crescente.
E perigoso, acrescentam: diminui o tempo de reação a uma emergência que surgir à frente do veículo, e essa reação é muito mais lenta do que a de um bêbado.
Os autores citam estatísticas americanas indicando que os adolescentes morrem mais em acidentes de trânsito do que por qualquer outra causa.
Daí a importância assumida pelo governo norte-americano em relação ao problema ao criar o site www.distrac tion.gov, visando modificar esse tipo de comportamento.
Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve
A Folha noticiou que o trânsito brasileiro é responsável por 40 mil mortes/ano, e quase a metade delas está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Um importante percentual da outra metade desses acidentes pode ter como causa o comportamento "distracted driving", cuja tradução tanto é "dirigir distraído" quanto "dirigir alienado".
No primeiro número deste ano do "New England Journal of Medicine", trabalho de Sheila G. Klauer e colaboradores, ao analisar o "distracted driving", conclui que desviar o olhar da estrada para discar um número ou enviar mensagens pelo celular é um significativo fator de risco para desastres.
Outro estudo, de Garold Lantz e Sandra Loeb, do King's College, Filadélfia, EUA, sobre jovens motoristas enviando SMS (Short Message Service) –os conhecidos torpedos ou mensagens pelo celular– ao volante dos carros, refere ser este um fenômeno crescente.
E perigoso, acrescentam: diminui o tempo de reação a uma emergência que surgir à frente do veículo, e essa reação é muito mais lenta do que a de um bêbado.
Os autores citam estatísticas americanas indicando que os adolescentes morrem mais em acidentes de trânsito do que por qualquer outra causa.
Daí a importância assumida pelo governo norte-americano em relação ao problema ao criar o site www.distrac tion.gov, visando modificar esse tipo de comportamento.
Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve
Tenho pesquisado mulheres brasileiras há mais de 25 anos. Elas dizem que querem ser "elas mesmas", e, mais ainda, que querem ser "o seu melhor". No entanto, dão inúmeros exemplos de situações em que só conseguem ser "o seu pior".
Uma professora de 47 anos disse: "Quando casei foi a realização do meu maior sonho. Eu amava tudo o que o meu marido fazia. Hoje, 20 anos depois, acho tudo um tédio, chato, sem graça. Queria voltar a sentir o tesão do início".
O que acontece, com o passar do tempo, que destrói "o tesão do início" e faz com que tudo o que despertava paixão passe a provocar raiva, irritação ou indiferença?
Uma psicóloga de 40 anos contou: "Os primeiros anos com meu marido foram deliciosos. Ele chegava do trabalho, nos beijávamos muito e passávamos horas na cama transando, conversando, brincando. Hoje, temos preguiça de tudo, até de transar. Só não temos preguiça de brigar e de implicar um com o outro".
Após anos de pesquisas, uma questão me inquieta: por que parece mais fácil ser o nosso pior do que o nosso melhor nas relações que são mais fundamentais em nossas vidas? Por que exibimos o nosso melhor lado, vestimos a melhor roupa, exercemos o melhor humor em ocasiões especiais (ou no Facebook) e, na maior parte do tempo, deixamos o nosso pior tomar conta?
Por que a energia para ser o nosso pior parece ser tão mais poderosa? Por que dá muito mais trabalho ser o nosso melhor?
Uma dermatologista de 50 anos disse: "Casei com o grande amor da minha vida e nos últimos anos eu só reclamava, me irritava com bobagens, estava insatisfeita com tudo. Nosso amor foi minguando, pois não prestávamos mais atenção nos cuidados, nos carinhos, nas delicadezas. Sempre me pergunto: 'Em que momento deixei de ser o meu melhor para ser apenas o meu pior?'".
Como seria a nossa vida se fôssemos capazes de manter o nosso "eu melhor" todos os dias, e não apenas em festas e ocasiões especiais?
Como seria se voltássemos a sentir o mesmo tesão e o mesmo encantamento como se fosse sempre a primeira vez?
Que em 2014 cada um de nós consiga ser "o seu eu melhor" sempre.
Feliz Ano-Novo!
Mirian Goldenberg é antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora de "Coroas: corpo, envelhecimento, casamento e infidelidade" (Ed. Record). Escreve às terças, a cada 15 dias na versão impressa de "Equilíbrio".
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.