segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

QUEM TEM UM “PORQUÊ” ENFRENTA QUALQUER “COMO”.

Este é um pensamento do médico psiquiatra Viktor Frankl, o favorito de Emmanuele. Recém-nomeada Secretária, da nova Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas, advogada pela PUC - Campinas, faz MBA em desenvolvimento de gestores (FGV), dá palestras e seminários sobre assunto que vivencia – pessoas com deficiência, especialmente deficiência visual. Foi operada aos seis meses de idade durante oito horas, retirando tumor ocular maligno (retinoblastoma), dos dois olhinhos e sobreviveu, enfrentando em seguida três sessões de quimioterapia, intervaladas de três em três meses. Manú tem 32 anos, a dose prescrita de quimioterapia era a mesma do adulto. Por cinco anos haveria risco de possível reincidência. Aos vinte e dois anos foi trabalhar na cidade de São Paulo, usando taxis e ônibus. A mãe,enfermeira, morando em Campinas, entrou em desespero total. Manú explicou que como advogada, estaria em situações de inacessibilidade ao celular, talvez fosse mais oportuno sair de casa.A mãe decidiu fazer terapia – afinal tinha prometido a si mesma que aos dez anos queria Manú pronta para enfrentar o mundo. Propiciou estimulação precoce, rápida capacitação em Braille, uso da bengala para deslocamento, ensinou a limpar a casa, lavar e passar roupa, além de cozinhar, educando para entender que seus limites seriam iguais aos de qualquer ser humano. Sorte a moça ter personalidade forte, facilidade para contato e ainda ser bonita. Mesmo assim surgiu insegurança na adolescência quanto a ser possível gostar de alguém que não enxerga, com depressão ocasional , resolvida com terapia . Aprendeu que quem enxerga com a alma, sabe que deficiência pode ser um detalhe pouco importante, no conjunto da obra.


Caso Real. Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail: uadpd@americana.sp.gov.br, Blog: Misture Tudo.


    



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