sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Opinião

A desatenção do estu­dante em sala de aula, muitas vezes, é definida erronea­mente como um prob­lema de saúde, segundo espe­cial­is­tas. Eles são relu­tantes quanto ao uso de remé­dios, como a ritalina, no com­bate de defi­ciên­cias esco­lares e o diag­nós­tico pre­ciso do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiper­a­tivi­dade (TDAH).

Opinião profis­sional - Para a psicóloga Carla Bian­cha Angelucci, pres­i­dente do CRP (Con­selho Regional de Psi­colo­gia) de São Paulo, o prob­lema de atenção do aluno pode ser de culpa excluiva da escola. "Se a cri­ança não se inter­es­sar pela edu­cação é muito pos­sível que ela comece a apre­sen­tar hiper­a­tivi­dade, situ­ações de con­flito. Não temos que mexer na cri­ança para que ela possa supor­tar com tran­quil­i­dade uma aula desin­ter­es­sante", afirma.

Outro lado - O diag­nós­tico do TDAH é clínico e deve ser feito por um médico, mas é pre­ciso ficar atento aos seguintes sin­tomas, espe­cial­mente se eles causam pre­juízo às vidas social, esco­lar e famil­iar: desatenção, hiper­a­tivi­dade, impul­sivi­dade e difi­cul­dade de memória de tra­balho. Psiquia­tras e neu­rol­o­gis­tas apon­tam para a importân­cia do diag­nós­tico cor­reto do transtorno para mel­ho­rar a qual­i­dade de vida dos pacientes.
Entenda - O TDAH atinge entre 3% e 6% das cri­anças em idade esco­lar. A esti­ma­tiva é feita a par­tir de difer­entes pesquisas inter­na­cionais, afirma o neu­ro­pe­di­atra Mauro Muz­cat, coor­de­nador do Ambu­latório de Déficit de Atenção da Unifesp (Uni­ver­si­dade Fed­eral de São Paulo), que trata 650 cri­anças atual­mente. Desses, pouco mais de 50% dos diag­nos­ti­ca­dos terão o mesmo transtorno quando adultos.

Ori­en­tação - Os pais e edu­cadores devem con­ver­sar antes de tudo. Assim poderão desco­brir de onde parte o prob­lema. "Se em casa a cri­ança é de um jeito e na escola é de outro, os pais devem ten­tar desco­brir o que está acon­te­cendo de errado para haver um con­flito esco­lar. Os pais devem con­ver­sar com pro­fes­sores e com out­ros pais de alunos", recomenda Angelucci.

Fonte: Agência Grita São Paulo

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