sexta-feira, 30 de setembro de 2011

“NUNCA MAIS BEBI”

Sábado depois de namorar, Adônis saiu com amigos, de carro, visitando alguns bares, até de manhazinha. Todos adolescentes. Chovia, resolveram voltar para casa, e a água acumulada em um buraco do asfalto escondeu sua real dimensão. O pneu dianteiro estourou Adônis não se lembra se o cinto de segurança estava colocado ou não, como estava sentado ao lado do motorista, segurou na parte de cima da janela aberta do carro, num gesto instintivo de fixar mais o corpo, buscando segurança, enquanto o carro capotava. Começou pelo seu lado, arrastando seu antebraço contra o asfalto, com todo o peso do carro e de seus quatro ocupantes.  Saiu do veículo e percebeu grande ferida no antebraço, cortes na cabeça e costas. Sem dor, mas muito preocupado com sua mãe. No hospital o socorro começou com tentativa de reduzir o volume de álcool em seu corpo, para cirurgia. A primeira durou seis horas e para conseguir recuperar parcialmente a função dos tendões rompidos, sua mão ficou fixa para cima, em ângulo com o antebraço, em contínua “benção”. “O álcool, como qualquer droga psicoativa legalizada, é lobo em pele de cordeiro” – Zago, 1996. Muitos jovens, ao saírem em grupos, experimentam a liberdade da autonomia sem a vigilância de um adulto presente, consumindo bebidas alcoólicas e minimizando a quantidade ingerida. Estão aprendendo a lidar com a independência, e podem cometer erros – o simples erro de consumir álcool demais pode despertar os lobos das brigas, do sexo desprotegido e de acidentes com automóveis. Nova cirurgia estendeu a mão, agora fixa nesta posição com pinos, que gerou profunda cicatriz, melhorada em novas cirurgias com enxertos de músculo e pele, retirados de outra parte do braço. Depois de muita terapia ocupacional, ele tem cinco identificadores das deficiências acumuladas (CID), direito à “Lei de Cotas” (acesso preferencial ao trabalho para pessoa com deficiência). A mão é funcional, perdeu força e alguns movimentos. Tem segundo grau completo, e  curso de torneiro mecânico, rotinas administrativas e informática , mas  encontra dificuldades para conseguir trabalho. Nosso serviço já disponibilizou seu currículo para todas as 51 empresas parceiras (querem estes currículos). Quer ocupação profissional e também fazer curso universitário (engenharia ou administração), pois tem um filhinho de um ano e meio, por quem deixa tudo para dar atenção. Quer estruturar casa e cuidar dele e de sua companheira. Pergunto como ficou a relação dele com a bebida, depois do acidente. A resposta é rápida – “Nunca mais bebi!”. “Primeiro o homem toma a bebida, e depois a bebida toma o homem.” – Provérbio japonês.

Empregabilidade de pessoas com deficiência no setor público é tema de seminário



Foram apresentadas palestras, reunindo especialistas de diversos setores e cases sobre o tema.

Aconteceu na sede da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência o Seminário "Empregabilidade e Inclusão no Serviço Público, das Pessoas com Deficiência", na quarta-feira, 24 de agosto.

Partes da fala de Linamara Rizzo Battistella:

Por isso, que ganham espaço e tem importância, os programas relacionados a estágio, primeiro emprego e aprendiz.  Esses sim, grandes inovadores e incentivadores na tarefa de profissionalizar o jovem com e sem deficiência. Os programas que estão dentro dessa legislação, que encerra o desejo de trazer o jovem precoce de forma qualificada para o mercado de trabalho, ainda atende de forma muito discreta, muito tímida, as pessoas com deficiência.
O Estado de São Paulo tem o compromisso de ampliar o acesso ao mercado de trabalho para as pessoas com e sem deficiência. No que diz respeito às pessoas com deficiência, o Governador Geraldo Alckmin assumiu o compromisso  de buscar formas e envidar esforços no sentido de atingir a marca das 270 mil pessoas com deficiência dentro do setor produtivo, em diferentes maneiras e com diferentes formas legais, seja a partir do empreendedorismo, seja a partir de cooperativas, seja dentro do sistema de empregabilidade convencional, ou dentro dos mecanismos que dão acesso a partir de estágio e a partir dos programas de aprendiz.
Portanto, nós temos até 2014 a tarefa de colocar dentro do sistema produtivo mais 130 mil pessoas com deficiência, uma tarefa desafiadora que depende num primeiro momento que a Delegacia Regional do Trabalho volte a exercer o seu papel primordial que é de fiscalizar o cumprimento da lei de cotas, um segundo escopo que vem ao encontro de todos os empresários é, dentro do Estado, não permitir que se dilua o conflito e o incentivo do que é a pessoa com deficiência.
Uma lei atualmente aprovada e até sancionada pelo Governador é a de definir as pessoas com visão monocular enquanto pessoas com deficiência e mais recentemente uma proposta do executivo transformar pessoas com a audição unilateral também em pessoas com deficiência. Mostra claramente a tentativa da sociedade, do mercado, do setor produtivo, do setor patronal do Brasil, de maneira equivocada tentando diluir o conceito da deficiência contrariando a prerrogativa legal que é a Convenção da ONU (sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência), que se constitui, que emenda a nossa constituição e essa prerrogativa que é do Estado, de garantir a lei, vem de alguma maneira sendo também ofuscada, violada pelo parlamento, seja no âmbito federal, seja no âmbito estadual.
Queremos construir uma sociedade para todos. Uma sociedade onde cada um possa cumprir o seu papel enquanto cidadão. Uma sociedade em que a rede de proteção social seja feita por uma imensa maioria de pessoas que produzem em benefício de uma pequena, muito pequena minoria que por razões de saúde, razões de comprometimento pessoal pela exclusão econômica, não podem participar dessa rede. Enquanto não conseguirmos inverter essa lógica de muitos produzindo e poucos sendo assistidos, nós não estamos construindo uma sociedade justa, nós não estamos construindo uma sociedade sustentável."

CONFIRA A ÍNTEGRA DA FALA DA SECRETÁRIA DE ESTADO DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, DRA. LINAMARA RIZZO BATTISTELLA. Acesse: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=838

Fonte: Site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que é paralisia cerebral?



Paula Nadal

A paralisia cerebral é uma lesão cerebral que acontece, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, no parto ou até dois anos após o nascimento – neste caso, pode ser provocada por traumatismos, envenenamentos ou doenças graves, como sarampo ou meningite.
Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica
é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição.
Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos.

Como lidar com a paralisia cerebral na escola?
Para dar conta das restrições motoras da criança com paralisia cerebral, vale adaptar os espaços da escola para permitir o acesso de uma cadeira de rodas, por exemplo. Na sala de aula use canetas e lápis mais grossos, envoltos em espuma e presos com elástico para facilitar o controle do aluno. Os papeis são fixados em pranchetas para dar firmeza e as folhas avulsas, nesse caso, são mais recomendáveis que os cadernos. O professor deve escrever com letras grandes e pedir para que o aluno com paralisia cerebral sente-se na frente, se possível, com uma carteira inclinada, que dá mobilidade e facilita a escrita.
Se o aluno apresentar problemas na fala e na audição, providencie uma prancha de comunicação, para que ele se expresse pela escrita. Caso isso não seja possível, o professor pode preparar cartões com desenhos ou fotos de pessoas e objetos significativos para o aluno, como os pais, os colegas, o professor, o time de futebol, diferentes comidas, o abecedário e palavras-chave, como "sim", "não", "sede", "banheiro", "entrar", "sair" etc.
Assim, para indicar o que quer ou o que sente, o aluno aponta para as figuras.
Em alguns casos, a criança com paralisia cerebral também precisa de um cuidador que a ajude a ir ao banheiro ou a tomar o lanche. Mas, vale lembrar, que todos devem estimular a autonomia da criança, respeitando suas dificuldades e explorando seus potenciais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta (ABOI)

A Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta (ABOI) é a única organização nacional, voluntária, dedicada a ajudar os portadores de OI a lidarem com os problemas associados a esta doença.
A missão da associação é melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados por OI através da informação, da conscientização da sociedade, de ações coletivas junto aos órgãos de saúde e justiça e, também, do incentivo à pesquisa sobre a doença, fornecendo dados de primeira mão e estatísticas sobre os fatos da OI.
A ABOI foi fundada em 11 de dezembro de 1999, por um grupo de portadores e de pais de portadores, que se encontrou na Internet e uniu-se a médicos para discutir a OI e buscar a solução de seus problemas. Desde então a Associação procura estimular o interesse público e profissional pela OI, a fim de apoiar os portadores e suas famílias e incentivar a pesquisa.

O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?


Paula Nadal


Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.
Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.
Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa parente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.
Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros - fenômeno conhecido como ecolalia - ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.

Como lidar com o TGD na escola?

Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária.
Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da autorregulação.
Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado
(AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança.
Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.

Pós Graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva

Pós Graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva


Este curso tem o objetivo de reconstruir, discutir, aprimorar e validar conhecimentos que capacitem profissionais de diversas áreas, no campo da Educação, da Saúde e da Assistencia Social, a atuarem de forma crítica e competente diante das diferentes necessidades especiais. Para isso, a estrutura disciplinar contempla concepções atuais sobre educação especial, inclusão escolar e suas possibilidades educativas, bem como a compreensão dos processos cognitivos e dos problemas de aprendizagem pelos conhecimentos contemporâneos das deficiências que afetam o desenvolvimento dos indivíduos e as possibilidades de intervenções e avaliações. Também aborda aspectos relacionais, afetivos e sociais diante da diferença, enfocando o compromisso da escola frente à concepção inclusiva.

Público-alvo: educadores, professores, pedagogos, administradores, psicólogos e demais profissionais que atuam ou desejam atuar no contexto da educação especial e educação inclusiva.

Duração do curso: encontros semanais ou quinzenais. Aproximadamente 12 meses de aula conteudistas, mais 6 meses de TCC.

Duração do encontro: 2h

Dias da semana e horário de Brasília: aos sábados, das 8h às 10h05min, Canal 1.

Material didático: livros

Certificado: emitido pela FATEC - Faculdade Internacional de Curitiba – Resolução CNE/CES nº 1, de 8 de junho de 2007.

Coordenador: Regiane Bergamo - educacaoespecialead@grupouninter.com.br

Investimento: R$155,00 (1 + 17)


Clique na imagem para ampliar

*A orientação metodológica para o TCC ocorre por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Curso ministrado por:


UNINTER – Grupo Educacional
Telefone: 0800 702 0500

Pólo de Apoio Presencial em Americana: Rua Primo Picolli, 137 (19) 3462-1630
Pólo de Apoio Presencial em Piracicaba: Rua dos Operários, 631 (19) 3434-2019
Pólo de Apoio Presencial em Americana: Rua Ermelinda P. Pietrobom, 629 (19) 3833-2573
Obs: Há outros pólos em vários estados no Brasil


terça-feira, 27 de setembro de 2011

O que é a Síndrome de Rett?



Paula Nadal

A Síndrome de Rett é uma doença neurológica provocada por uma mutação genética que atinge, na maioria dos casos, crianças do sexo feminino. Caracteriza-se pela perda progressiva de funções neurológicas e motoras após meses de desenvolvimento aparentemente normal - em geral, até os 18 meses de vida. Após esse período, as habilidades de fala, capacidade de andar e o controle do uso das mãos começam a regredir, sendo substituídos por movimentos estereotipados, involuntários ou repetitivos.
Palavras aprendidas também são esquecidas, levando a uma crescente interrupção do contato social. A comunicação para essas meninas gradativamente se dá apenas pelo olhar.
É comum que a criança com Síndrome de Rett fique "molinha" e apresente desaceleração do crescimento. Distúrbios respiratórios e do sono também são comuns, especialmente entre os 2 e os 4 anos de idade. A partir dos 10 anos, o aparecimento de escolioses e de rigidez muscular fazem com que muitas crianças percam totalmente a mobilidade. Isso, associado a quadros mais ou menos graves de deficiência intelectual.
A Síndrome de Rett é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e uma das principais causas de deficiência múltipla em meninas.

Como lidar com essas crianças na escola?
É preciso criar estratégias para que as meninas com Síndrome de Rett possam aprender. O principal é estabelecer sistemas de comunicação que ajudem a criança - como placas com desenhos e palavras, para que ela possa indicar o que deseja.
A escola deve ser um espaço acessível, já que muitas crianças com essa síndrome necessitam de equipamentos para caminhar.
Respeite o tempo de aprendizagem de cada criança e conte com a ajuda do Atendimento
Educacional Especializado (AEE). Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e procure apresentar os conteúdos de maneira bem visual, para facilitar a compreensão.

Fonte: Revista Nova Escola - Tema Inclusão

ETEC oferece cursos gratuitos

Ensino Médio, Técnico e Técnico Integrado


Inscrições eletrônicas de 28/09 até as 15h do dia 18/10 pelo site:



http://www.vestibulinhoetec.com.br/

Prova dia 20/11

Cursos Oferecidos: Para verificar os cursos oferecidos e os perfis profissionais consulte o Manual do Candidato, disponibilizado no site: http://www.vestibulinhoetec.com.br/

Onde Estudar: No site indicado acima é possível saber quais as ETECS/ Extensão de ETECS participantes, bem como os respectivos cursos, períodos e vaas oferecidas em cada uma delas.

Central de Informações ao Candidato
Capital e Grande São Paulo (11) 3471-4071
Demais Localidades: 0800 772 2829

2º Prêmio Instituto Pró-Cidadania de Responsabilidade Social




Abertas as inscrições para o 2º Prêmio Instituto Pró-Cidadania de Responsabilidade Social. Premiação destaca projetos de inclusão social de pessoas com deficiência nas empresas, que podem se inscrever entre 1 e 30 de setembro.
O Instituto Pró-Cidadania abre no dia 1º de setembro de 2011 as inscrições para apresentações de projetos para concorrer à 2ª edição do Prêmio Instituto Pró-Cidadania de Responsabilidade Social, revelando ao mercado as melhores práticas empresariais na inclusão de pessoas com deficiência ou excluídas do mercado de trabalho e da sociedade.
O objetivo do prêmio é incentivar e reconhecer empresas que atuam no desenvolvimento de práticas inclusivas de pessoas socialmente excluídas e em idade laboral, em especial Pessoas com Deficiência e também pessoas com marca-passo, safenados, queimados, obesos, ex-cancerosos, com vitiligo, acima de 45 anos, sem qualificação profissional e outros, a quem o Instituto Pró-Cidadania denomina 4º Setor.
O 2º Prêmio Instituto Pró-Cidadania de Responsabilidade Social reconhecerá novamente as empresas associadas ao Instituto e, pela primeira vez, premiará os projetos de empresas que não tenham qualquer associação com o Instituto Pró-Cidadania, na categoria “Destaque em Sustentabilidade”. Segundo Açucena Calixto Bonanato, presidente do IPC e idealizadora da iniciativa, “a proposta é tornar públicas e reconhecidas iniciativas bem-sucedidas de inclusão de pessoas com deficiência e pessoas do 4º Setor no mercado de trabalho formal, o que contribui para a consolidação de uma sociedade mais cidadã”.
Em 2010, dez grandes empresas de diversos segmentos da economia associadas ao Instituto Pró-Cidadania tiveram seus projetos destacados na premiação em sete categorias: Excelência em Fornecimento; Valorização da Diversidade; Qualificação Contínua; Excelência em Inclusão Social; Excelência em Parceria; Excelência em Contribuição Social; e Destaque em Responsabilidade Social.
As inscrições para esta 2ª edição são gratuitas e se encerram no dia 30 de setembro. O regulamento está disponível na íntegra em www.institutoprocidadania.org.br. O evento de divulgação e premiação do 2º Prêmio Instituto Pró-Cidadania de Responsabilidade Social será realizado no dia 26 de outubro de 2011, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo.
Com 22 anos de atuação, o Instituto Pró-Cidadania é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), sem fins lucrativos e sem auxílio do Estado, que tem por finalidade promover gratuitamente a qualificação e o desenvolvimento profissional das pessoas tradicionalmente excluídas da sociedade, especialmente pessoas com deficiência, proporcionando a sua integração e inclusão no mercado de trabalho e o desenvolvimento econômico e social dessa população.

As inscrições acontecem de 01 a 30 de setembro de 2.011. Contatos através do e-mail: comunicacao@institutoprocidadania.org.br.

1) Release do 2º Prêmio (PDF)
2) Regulamento do 2º Prêmio (PDF)
3) Ficha de Inscrição para o 2º Prêmio (PDF)
4) Ficha de Inscrição editável para o 2º Prêmio (Word)


Dilma lança plano inédito para deficientes

O governo prepara um programa, com investimento que pode chegar a R$ 10 bilhões até 2014, para as pessoas com deficiência. O plano traz projetos de saúde, educação, inclusão ao mercado de trabalho e acessibilidade.

Uma segunda versão do plano, com menor número de ações, estima gasto de R$ 7 bilhões. A presidente Dilma Rousseff deve se reunir hoje com sua equipe para conhecer a proposta e bater o martelo. O lançamento vai ocorrer nos próximos dias. Na área de educação, a previsão é reservar para pessoas com deficiência 5% de vagas nos cursos do Pronatec -lançado em abril, que prevê 8 milhões de vagas em cursos técnicos até 2014.
Segundo o Censo 2000, 14,5% da população apresenta algum tipo de incapacidade ou deficiência. Em parceria com Estados e municípios, o plano prevê a entrega de mais de mil veículos escolares adaptados nos próximos três anos. Para o mercado de trabalho, a ideia é criar um banco nacional de profissionais, espécie de agência virtual de empregos. O portal na internet será lançado em 2012.
Pessoas com deficiência terão, conforme o texto preliminar obtido pela Folha, facilidades e garantia de acessibilidade no Minha Casa, Minha Vida.
Devem ser distribuídos milhares de kits de adaptação para moradias já construídas, como maçanetas especiais e campainhas para surdos. Detalhes foram mantidos em sigilo nos últimos meses. O projeto é a nova "menina dos olhos" de Dilma e da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Em número de ações, ele supera o Brasil Sem Miséria, bandeira de Dilma para erradicar a pobreza extrema.
O plano prevê a implantação das "casas inclusivas", moradias para deficientes que necessitem de apoio profissional. Ampliará, ainda, o total de centros de referência e serviços de reabilitação.
Inicialmente não está na proposta a redução de imposto para a compra de equipamentos importados, como cadeira de rodas. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) vai apresentar um projeto de lei contemplando essa demanda. Presidente da comissão que trata do assunto e pai de uma menina com síndrome de Down, ele é um dos envolvidos no plano, ao lado de Mara Gabrilli (PSDB-SP), primeira deputada federal tetraplégica.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vaga de emprego para Pessoa com Deficiência - Auxiliar de Serviços Gerais

Empresa na área de alimentação contrata:

Auxiliar de Serviços Gerais

Perfil:

- Executar serviços de limpeza e auxiliar a distribuição/ reposição, sob orientação de seu superior hierárquico, visando garantir o cumprimento de uma das etapas da qualidade dos serviços.
- Higienizar utensílios, equipamentos e áreas;
- Coletar e identificar amostras de alimentos;
- Pré-preparar e preparar saladas e frutas;
- Escolher cereais;
- Limpar e organizar o refeitório;
- Lavar panelas;
- Recolher o lixo e higienizar a área;
- Preparar a distribuição de bebidas;
- Distribuir e repor alimentos, bebidas e utensílios;
- Preparar e distribuir lanches e desjejum;
- Receber vales;
- Executar tarefas correlatas.

Exigências:

Ensino fundamental incompleto
Idade entre 18 e 45 anos

Tipos de deficiências:
  • Física / motora (Exceto: muletante e cadeirante devido à natureza do trabalho)
  • Auditiva
  • Visual- baixa visão
  • Intelectual
Interessados enviar currículo com laudo médico para cristiane.santos@sodexo.com

EVENTO CULTURAL: Teatro Inclusivo (GRATUITO)

Clique na imagem para ampliar

Sobre a ADID:

A Associação para o Desenvolvimento Integral do Down - ADID - é uma entidade sem fins lucrativos, que atua na formação integral de pessoas com Síndrome de Down. Fundada em 1989 por um grupo de pais idealistas, é mantida com recursos de seus associados, com parcerias nas áreas pública e privada.

A ADID é pioneira em pesquisas e aplicação de metodologias inclusivas, proporcionando meios e instrumentos para que pessoas com Síndrome de Down possam superar limites e ocupar seus lugares na sociedade, de forma produtiva. Para atingir esse objetivo, atua em áreas interligadas, abrangendo apoio pedagógico, psicológico e profissionalizante, além de atividades direcionadas à cultura, artes e lazer.

Na área da educação, além da manutenção e aprofundamento dos conhecimentos pedagógicos, assessora instituições de ensino regulares, com programas específicos de apoio em salas de aula.

Na área da profissionalização, capacita seus jovens através de sondagem vocacional, treinamento, acompanhamento para colocação no mercado de trabalho, em parceria com os empregadores. Presta, ainda, assessoria às empresas na gestão da empregabilidade inclusiva.

A ADID participa de congresso e simpósios e promove encontros para discussão e divulgação de conhecimentos e experiências, com profissionais, familiares e pessoas que acreditam na riqueza da sociedade diversificada, com a participação de todos.

Atualmente 68 pessoas participam desse programa de desenvolvimento integral e inclusivo, sendo 34% bolsistas. A estrutura da ADID comporta 100 pessoas.



Entre em contato:
Avenida Vereador José Diniz, 2436 – Brooklin
CEP 04604-006 - São Paulo – SP
Tel / Fax: (11) 5542-5546
E-mail: adid@adid.org.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mais vagas para deficientes

Clique na imagem para ampliar

LUTA, INDEPENDÊNCIA E TRABALHO

Hoje, 21/09, é o dia nacional da luta das pessoas com deficiência. Entrevistei o Prof. Gelson Inácio dos Santos, supervisor de Braille do SENAI-ITU, cego desde o nascimento. Coloca que a maior tarefa é dar condições de independência que é o caminho para o trabalho (a independência maior).
FAMILIA – Indica que todos os pais, após a constatação da dificuldade visual de seu filho, busquem com rapidez instituição especializada (em Americana o CPC). Um bebê constrói a percepção própria e do mundo que o cerca quando se movimenta. Com dificuldades visuais fica o som como estímulo, sem o auxílio da visão para perceber e registrar a imagem do que acontece. Fica impossível a imitação. Esta criança precisa de ajuda física para engatinhar, andar, subir, pular. Precisará também de treino para atividades rotineiras de seu dia-a-dia. E os pais de orientação técnica para o estímulo e apoio psicológico para reorganizar os seus sonhos para este filho. Quanto mais intenso e rápido este trabalho, menos custos de desenvolvimento e emocionais. E o mais brevemente possível deve ser treinada em Braille (uma etapa da inclusão completa), e se um dos pais puder aprender junto melhor ainda.  Depois é mostrar à sociedade que este também é um filho muito querido, muito bem cuidado e com condições de se tornar adulto pleno e produtivo.
ESCOLA – Precisa incluir e respeitar esta criança, além de receber apoio técnico especial com adultos instrutores conhecedores das particularidades desta deficiência, além do apoio em parte do dia de ensino especializado para crianças com deficiência visual. O conhecimento de Braille e sua máquina portátil permitirão que anote o que precisar de suas aulas, continuando com o apoio técnico da instituição especializada
TRABALHO – Precisará oportunidades de locomoção (piso podotátil, sinalização em Braille do percurso para corrimões, escadas, elevadores), e ao usar o computador programas especiais capazes de ler em voz alta o que está escrito na tela, além da equipe devidamente preparada para somar o trabalho desta pessoa ao trabalho do grupo, que poderá ter agradável surpresa com sua produtividade.
SAÚDE – Acompanhamento médico de toda gravidez e parto,   exame do olhinho para o rescém-nascido (rastreando cataratas, retinoblastomas),  visitas regulares ao pediatra, e oftalmologista, se necessário.
AMIGOS – Serão o acesso à sociabilidade, cultura, lazer e apoio em momentos difíceis, além da família.
PAÍS – Precisa aumentar a empregabilidade com atenção especial a esta deficiência, dos novos empregos gerados (RAIS 2010), somente 5.79% das vagas foram preenchidos por estas pessoas.

Vaga de emprego para Pessoa com Deficiência - Auxiliar de Movimentação de Materiais





TOTHAL RH em parceria com multinacional da região abre vagas efetivas:



Auxiliar de Movimentação de Materiais
Salário: R$ 1.650,00
Benefícios:
  • Transporte,
  • Refeição
  • Convênio Médico
  • Seguro de Vida,
  • PLR (Participação nos Lucros)
Interessados encaminhar currículo para: selecao@tothalrh.com.br

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SNPD terá site acessível a pessoas com deficiência

Com o objetivo de melhorar a vida das pessoas com deficiência e facilitar o acesso às informações sobre as políticas públicas para o segmento, será lançado no dia 21 de setembro o Portal da Pessoa com Deficiência, elaborado pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
A página eletrônica será uma referência para os órgãos governamentais por dispor de conteúdos acessíveis, tais como descrição de imagens, PDF texto e marcações semânticas, indicando a linguagem do documento, os cabeçalhos, as listas, as tabelas, etc. Com isso, pessoas com deficiência visual ou baixa visão terão acesso às informações por meio de programas leitores de tela, os quais permitem ouvir o que está sendo mostrado.
No mesmo dia, será lançada também a terceira versão do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico – e-MAG 3.0. De acordo com o diretor da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, João Batista Ferri, a aplicação do modelo permitirá a equiparação de oportunidades aos dados e serviços governamentais na internet. O programa contém orientações sobre como criar e desenvolver sites, portais e serviços com acessibilidade.
A coordenadora-geral de Prestação de Serviço por Meio Eletrônico da SLTI, Fernanda Lobato, ressalta que o novo e-MAG fará com que mais pessoas tenham acesso às páginas de órgãos públicos, inclusive as pessoas com deficiência. Ela explicou que a versão atual, lançada há cinco anos, está tecnologicamente desatualizada.
Entre os destaques da nova versão do e-MAG está a padronização dos atalhos do teclado do computador. Não importa em que página o internauta navegue, os atalhos de teclado que ele costuma usar vão servir para todas as outras páginas eletrônicas de órgãos públicos. Serão ainda padronizados atalhos de busca, navegação e conteúdo, dentre outros, para atender às necessidades dos deficientes visuais, auditivos e motores.
Fernanda Lobato disse que, atualmente, apenas 5% das páginas de órgãos públicos federais na internet são acessíveis. A nova tecnologia vai ampliar esse percentual. No caso dos órgãos públicos estaduais, de acordo com dados do Censo da Web de 2010, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIBr), o acesso pleno só é possível em apenas 2% dos portais públicos. “Se até agora muitas pessoas com deficiência precisavam sair de casa para resolver pendências em órgãos públicos, com o novo programa será possível resolvê-los usando apenas um computador com acesso à internet”, explica Fernanda.
Tanto o Portal Pessoa com Deficiência, da SNPD/SDH/PR, quanto o e-MAG, do Ministério do Planejamento, serão lançados no evento “Acessibilidade Digital – um direito de todos”, na Escola de Administração Fazendária (ESAF). O evento é aberto ao público e está com as inscrições abertas.
No período da tarde, haverá oficinas com temas voltados à acessibilidade na web, sistema DosVox, avaliação de sites acessíveis, dentre outras.

Fonte –  Site Inclusive

21 de Setembro: Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Luta, Independência e Trabalho

Instituído em 2005 pela lei 11.133, comemora-se no dia 21 de setembro o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. Antes, em 1982, começavam as ações de movimentos sociais para as reivindicações de cidadania desta parcela da população, sendo escolhida esta data pela proximidade com a Primavera e o Dia da Árvore, representando a transformação, mudanças e o renascimento. “Aproveitamos a ocasião para refletirmos sobre o retrato do momento de inclusão que atravessamos”, diz Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga e diretora da Unidade de Atenção aos Direitos da Pessoa com Deficiência (UADPD).
Segundo ela, a pessoa com deficiência luta pela inclusão social, pelo trabalho e independência. “A maior tarefa é dar condições de independência, que é o caminho para o trabalho, a independência maior”, ressalta. 
Por meio da UADPD, da Secretaria de Promoção Social da Prefeitura de Americana, vários caminhos foram abertos para as pessoas com deficiência, num trabalho que resulta até o momento na participação de 50 empresas que contratam profissionais “especiais”. “Orientamos na elaboração e encaminhamento de currículos às empresas cadastradas para a conquista de  empregos. Por meio de palestras, procuramos sensibilizar a população sobre os direitos da pessoa com deficiência”, diz a diretora.

O tratamento para com uma pessoa com deficiência visual, por exemplo, inicia-se na família, com o acompanhamento médico de toda gravidez e parto, exame do olhinho para o bebê. Após a constatação de um filho com dificuldade visual, os pais devem buscar com rapidez uma instituição especializada. “A criança precisará de ajuda física para engatinhar, andar, de treino para atividades rotineiras e os pais de orientação técnica para o estímulo e apoio psicológico para reorganizar os seus sonhos para esse filho”, explica Beth.

Na escola, é necessário o aprendizado para incluir e respeitar o deficiente visual, além do ensino especializado para esse aluno. “O conhecimento de Braille e a máquina portátil permitirão que anote o que precisar de suas aulas, continuando com o apoio técnico da instituição especializada”, comenta a diretora.

No trabalho, precisará de oportunidades de locomoção, como piso podotátil, sinalização em Braille do percurso para escadas, elevadores e, ao usar o computador, programas especiais capazes de ler em voz alta o que está escrito na tela, os Softwares de Voz.

A UADPD criou e disponibiliza artigos e informações no blog  http://diferenteeficientedeficiente.blogspot.com e http://groups.google.com/group/uadpdamericana

Daniela  Alves - Unidade de Imprensa (imprensa2@americana.sp.gov.br)
20/9/2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

De Boca em Boca: um filme para todo mundo

Vez da Voz produz curta com áudio, legenda, Língua de Sinais e Audiodescrição

Com o objetivo de promover uma reflexão e uma mudança de comportamentos nos cidadãos a ONG Vez da Voz lança o curta-metragem “De boca em Boca”. O audiovisual mostra as dificuldades e as possibilidades de inclusão da pessoa com deficiência em diversas atividades do dia a dia. Situações simples como caminhar na rua ou ir ao dentista podem se transformar em um grande problema se o mundo não é pensado para todo mundo.

“Nossa intenção é fazer com que as pessoas coloquem a cidadania em prática e se preparem para lidar com o diferente. Conseguir produzir esse curta, que poderá ser assistido  por pessoas surdas, cegas e sem deficiência "aparente" é uma grande realização e mostra que é possível fazer uma comunicação para todos”, afirma Cláudia Cotes, presidente da Vez da Voz.

O filme foi produzido em 2010 pela Vez da Voz em parceria com a Inclusiva Filmes por uma equipe de 14 voluntários com e sem deficiência e gravado nas ruas de São Paulo, sem nenhum tipo de apoio ou patrocínio.

Lançamento no Dia 21 de Setembro de 2011  
Horário as 15h – Sala Lima Barreto
Local Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – SP (Metro Vergueiro)
Entrada Gratuita


Recursos de Acessibilidade


Audiodescrição: é uma narração objetiva das imagens visuais que aparecem nas cenas de uma novela, documentário, matéria, filme, e que não estão contidas nos diálogos. São descritas expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela. O recurso é voltado às pessoas com deficiência visual.

Legenda: reproduz por escrito as falas dos apresentadores e de personagens de novelas, filmes, desenhos animados bem como sobre o ambiente da cena ao descrever indicações de sons como portas se abrindo, aplausos, trovões e até trilhas sonoras. Este recurso promove o acesso à informação não só aos surdos, que não compreendem a Língua de Sinais, mas também aos idosos com perda de audição.

LIBRAS: A LIBRAS possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. O recurso é voltado às pessoas com deficiência auditiva.



ONG Vez da Voz


Quem Somos

Criada em 2004, a Vez da Voz é uma OSCIP que luta pela inclusão da pessoa com deficiência. No Brasil, 24 milhões de pessoas precisam de acessibilidade em diferentes áreas, inclusive na comunicação.

Com representantes em São Paulo e Campinas, a Vez da Voz é formada por profissionais com e sem deficiência. São jornalistas, fonoaudióloga, psicóloga, pedagoga, estudantes, artistas, intérpretes e assessores da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), audiodescritora, editor, cinegrafista e webdesigner, que criam formatos inclusivos para a mídia.

As ações da Vez da Voz são variadas e focam a comunicação, a informação e o adequado atendimento às pessoas com deficiência.

Dentre as ações desenvolvidas estão a produção de vídeos inclusivos (com narração, Língua de Sinais, legenda e audiodescrição), a elaboração de materiais educativos, oferecimento de palestras, cursos e treinamentos em empresas, além de apresentações artísticas.
A Vez da Voz também produz o primeiro telejornal inclusivo da internet e da Televisão Brasileira: o Telelibras, que mostra a diversidade racial entre os jornalistas, tem intérpretes de LIBRAS ao lado do apresentador e ainda conta com uma equipe de repórteres com deficiência. Todos informam o que acontece no Brasil e no mundo. É voltado para o público surdo, que pouco entende a Língua Portuguesa e se comunica em LIBRAS, uma língua que não é universal, e que tem uma estrutura gramatical própria.

A Vez da Voz existe para dar voz para quem não tem vez. Na internet, os vídeos são semanais e gratuitos para download.

Mais informações: http://www.vezdavoz.com.br/

O que é a Síndrome de Williams?

Paula Nadal

A Síndrome de Williams é uma desordem no cromossomo 7 que atinge crianças de ambos os sexos. Desde o primeiro ano de vida, essas crianças costumam irritar-se com facilidade - boa parte tem hipersensibilidade auditiva – e demonstram dificuldades para se alimentar.
Problemas motores e falta de equilíbrio também são comuns - demora para começar a andar, incapacidade para cortar papel, amarrar os sapatos ou andar de bicicleta, por exemplo. Por outro lado, há um grande interesse por música, boa memória auditiva e muita facilidade na comunicação. Pessoas com essa síndrome sorriem com frequência, utilizam gestos e mantêm o contato visual para comunicar-se.
Problemas cardíacos, renais e otites frequentes costumam acometer crianças com essa síndrome. Por isso, é importante manter um acompanhamento clínico para evitar o agravamento de doenças decorrentes. Na adolescência, escolioses também podem aparecer.

Como lidar com a Síndrome de Williams na escola?

A sociabilidade não é um problema para crianças com Síndrome de Williams. Mas é preciso tomar cuidado com a ansiedade desses alunos. Geralmente eles se preocupam demais com determinados assuntos. Conte com o apoio do Atendimento Educacional
Especializado (AEE) e respeite o tempo de aprendizagem de cada um.
Atividades com música atraem a atenção dessas crianças, tanto pela sensibilidade auditiva, quanto pela boa memória.
Também é comum que crianças com síndrome de Williams procurem fazer amizades com adultos e não se aproximem tanto das crianças da mesma idade. Estimular o contato do aluno com os colegas, portanto, é fundamental para o desenvolvimento escolar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O que é a Síndrome de Asperger?

Paula Nadal

A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.
Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.
Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.

Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?

As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.
Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.

Emprego para Pessoa com Deficiência - 2 Vagas

Empresa Multinacional contrata Pessoas com Deficiência:

Auxiliar de Estoque PCD
Experiência na área de estoque

Exigências:
  • 2º grau completo
  • Residir em Campinas, Hortolândia, Sumaré, Valinhos, Paulínia.

Salário: á combinar

Auxiliar Administrativo PCD
Experiência na área administrativa ou contábil, conhecimento em informática.

Exigências:
  • 2º grau completo
  • Residir: Campinas, Hortolândia, Sumaré, Valinhos, Paulínia.

Salário: á combinar

Interessados deverão encaminhar currículo para sivieri@ejrh.com.br com o nome da vaga no campo assunto.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Governo lança portal com acessibilidade para pessoas com deficiência

Com o objetivo de melhorar a vida das pessoas com deficiência e facilitar o acesso às informações sobre as políticas públicas para o segmento, será lançado no dia 21 de setembro o Portal da Pessoa com Deficiência, elaborado pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
A página eletrônica será uma referência para os órgãos governamentais por dispor de conteúdos acessíveis, tais como descrição de imagens, PDF texto e marcações semânticas, indicando a linguagem do documento, os cabeçalhos, as listas, as tabelas, etc. Com isso, pessoas com deficiência visual ou baixa visão terão acesso às informações por meio de programas leitores de tela, os quais permitem ouvir o que está sendo mostrado.
No mesmo dia, será lançada também a terceira versão do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico - e-MAG 3.0. De acordo com o diretor da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, João Batista Ferri, a aplicação do modelo permitirá a equiparação de oportunidades aos dados e serviços governamentais na internet. O programa contém orientações sobre como criar e desenvolver sites, portais e serviços com acessibilidade.
A coordenadora-geral de Prestação de Serviço por Meio Eletrônico da SLTI, Fernanda Lobato, ressalta que o novo e-MAG fará com que mais pessoas tenham acesso às páginas de órgãos públicos, inclusive as pessoas com deficiência. Ela explicou que a versão atual, lançada há cinco anos, está tecnologicamente desatualizada.
Entre os destaques da nova versão do e-MAG está a padronização dos atalhos do teclado do computador. Não importa em que página o internauta navegue, os atalhos de teclado que ele costuma usar vão servir para todas as outras páginas eletrônicas de órgãos públicos. Serão ainda padronizados atalhos de busca, navegação e conteúdo, dentre outros, para atender às necessidades dos deficientes visuais, auditivos e motores.     
Fernanda Lobato disse que, atualmente, apenas 5% das páginas de órgãos públicos federais na internet são acessíveis. A nova tecnologia vai ampliar esse percentual. No caso dos órgãos públicos estaduais, de acordo com dados do Censo da Web de 2010, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIBr), o acesso pleno só é possível em apenas 2% dos portais públicos. “Se até agora muitas pessoas com deficiência precisavam sair de casa para resolver pendências em órgãos públicos, com o novo programa será possível resolvê-los usando apenas um computador com acesso à internet”, explica Fernanda.
Tanto o Portal Pessoa com Deficiência, da SNPD/SDH/PR, quanto o e-MAG, do Ministério do Planejamento, serão lançados no evento “Acessibilidade Digital – um direito de todos”, na Escola de Administração Fazendária (ESAF). O evento é aberto ao público e está com as inscrições abertas.
No período da tarde, haverá oficinas com temas voltados à acessibilidade na web, sistema DosVox, avaliação de sites acessíveis, dentre outras. Confira toda programação e faça sua inscrição aqui.

Assessoria de Comunicação Social com Agência Brasil


BRAILLE – UMA ETAPA DA INCLUSÃO

Em agosto um grupo de pessoas (quatro adolescentes) com deficiência visual, inscritas no Centro de Prevenção à Cegueira, patrocinado pelo Lions Club de Americana, de atendimento regional, foi para a cidade de São Paulo (Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual), receber gratuitamente, cada um, sua máquina de Braille, adaptada à escrita especial para estas pessoas, capaz de imprimir seis pontos que podem ser combinados em 63 símbolos ou combinações possíveis, em relevo no papel. Pelo tato é possível discriminar a letra, ou o símbolo representado. Com este recurso, treinados, poderão anotar o que a professora disser em aula, já que a escrita em lápis e papel somente será usada para assinar o próprio nome. Daí é possível fluência de anotação, contato com ortografia e associação de sons a símbolos. Também o prazer da leitura e a independência em muitas circunstâncias como uso de portões eletrônicos, comando de elevadores, caixas de medicamentos e alimentos gravadas em Braille. Permite a elaboração e consulta a mapas e roteiros, identificação e organização de dados, elaboração de agendas com endereços pessoais e institucionais, aumentando autonomia, cultura, capacidade de expressão emocional e contato social. Depois de entender todas as vantagens deste recurso é que percebi a razão de tanta felicidade e euforia que estas pessoas manifestavam. Por falta de estrutura (escolas, professores, trabalho com família) em nosso país temos poucos leitores de Braille. A máquina é portátil (5 kg), existe em três versões, com o custo variando de dois a três mil reais, no momento. O próximo passo natural desta inclusão via aprendizagem de varias formas de comunicação é o ensino da digitação para criança/adolescente/adulto com deficiência visual, pois é o patamar para acesso ao trabalho/pesquisa/estudo no computador, via uso de softwares especiais. Isto é tecnologia assistiva, com dispositivos e programas capazes de disponibilizar recursos áudio-visuais que possibilitam a interação com a máquina, como a leitura dos textos na tela, por exemplo, transformados em linguagem de áudio, compreensível para o deficiente visual. Os mais conhecidos são JAWS, TALKS, NVDA, DOSVOX, VIRTUAL VISION, e quanto aos projetos do governo federal, temos portal específico que é www.assistiva.org.br. Precisamos vencer a barreira do baixo poder aquisitivo desta população para o uso da informática, gerar maior patrocínio para quem é capaz de produzir esta tecnologia para chegarmos à socialmente justa Igualdade Digital. “Sempre parece impossível, até que seja feito.” – Nelson Mandela.  
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.