sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Texto : "O sequestro do envelhecimento ativo"

Fonte:http://portaldoenvelhecimento.org.br/

O sequestro do envelhecimento ativo


Agora estamos envelhecendo... bem agora... neste exato momento. Penso então que meu envelhecimento é passivo. Não estou fazendo nada, exatamente nada e já envelheci mais um pouco, mais do que quando iniciei a escrita deste parágrafo. É, ele me parece passivo.19/12/2013 - por Gabriela C. de A. Goldstein(*) na categoria 'Politicas'
De certa forma todos envelhecemos passivamente... não está sob nosso controle envelhecer, se estivesse provavelmente optaríamos por não envelhecer, morrer talvez fosse uma opção distante, mas poderíamos congelar fisicamente aos 50 e seguir apenas fazendo aniversários. Nada mal...
Na infância muitos são “hiperativos”, os adolescentes enfrentam problemas emocionais e instabilidades de humor, a juventude (agora na geração Y) é divergente e ambiciosa e o velho deve ser ativo. A singularidade do sujeito não é considerada em nenhuma fase e por que seria então na velhice quando estamos mais sujeitos a perder até nossa identidade?
Em uma sociedade que  precisa de rótulos para encontrar seus espaços e se perceber como o “outro”, lidamos com “modelos” em todas as faixas etárias. É cansativo e frustrante em todas as fases da vida e aprender a lidar com os estereótipos talvez seja a única forma de realmente ser ativo na sua própria vida, ser ator principal de sua história sem desempenhar o roteiro  escrito por alguém. Cada idade com seu qual.  Vamos então a fase que se dá após os 60 anos, estabelecida pelas Nações Unidas, como idade das pessoas mais velhas ou idosas.
Envelhecimento Ativo – pela Organização Mundial de Saúde
Diretamente da fonte, quem criou o termo “Envelhecimento ativo” para nortear uma política de saúde foi a Organização Panamericana de Saúde: “Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (Organização Panamericana de Saúde (OMS, 2005).
A partir daí ele vem sendo utilizado por diversas pessoas em diferentes contextos e de maneiras diferentes.
A OMS considera fundamental que a pessoa mais velha tenha pleno acesso às oportunidades de saúde e esta seria a palavra chave desta política. Pensando em otimização de oportunidades de saúde os idosos poderiam envelhecer de forma a ter mais qualidade de vida. Se o idoso tem acesso a serviços públicos de saúde, esporte e lazer, bem como boas condições de alimentação e vida social participativa, entende-se que ele tem oportunidade de ter um bom envelhecer. Oportunidade a todos é, então, o que esta política quer oferecer.
material publicado pela OMS para divulgar essa política reconhece que a velhice se apresenta de forma heterogênea, como podemos perceber no trecho escrito nas página 6 do documento “Quem são os velhos?”
[...] é importante reconhecer que a idade cronológica não é um marcador preciso para as mudanças que acompanham o envelhecimento. Existem variações significativas relacionadas ao estado de saúde, participação e níveis de independência entre pessoas mais velhas que possuem a mesma idade. As autoridades precisam considerar essas variações ao formular políticas e programas para as populações “mais velhas”.
Sabemos que é fundamental considerar essa heterogeneidade da população idosa e toda a singularidade do indivíduo. É possível perceber certo movimento neste sentido se instalando na Estratégia Saúde da Família, mas para que isto seja um prática frequente não só na área da saúde mas em todas as áreas que permeiam o envelhecimento, muito ainda temos que caminhar e teremos que estar disponíveis para reconstruir um novo modelo de velhice.
Já temos uma política pública que visa oferecer oportunidades, acessibilidade, e devemos levar em conta que se temos oportunidades a nossa frente cabe a nós fazermos as escolhas que fazem sentido ao nosso contexto de vida. O papel do estado é promover condições para que possamos fazer escolhas e não nos deixar seguir um caminho único por falta de opção. Então, o termo “Envelhecimento ativo” que surgiu de uma Política de saúde voltada ao envelhecimento da população está claramente direcionado a otimização de oportunidades.
Talvez o nome dado a esta política nos remeta a parte física. Talvez o nome da política pudesse ser outro. O que sabemos é que o termo foi sim muito popularmente atrelado a parte física e o que é muito comum na população brasileira - na grande maioria das vezes não tem conhecimento de suas políticas de saúde -, é que passa a utilizar e disseminar de forma equivocada um termo (que deveria otimizar oportunidades), dando oportunidade à sociedade capitalista.
O termo envelhecimento ativo é popularmente visto como o “envelhecimento sem doenças”, “o idoso que pratica atividade física”, “o idoso com aparência jovial”, “o idoso ativo profissionalmente”, e isto faz parte sim de otimização de oportunidades mas não deve ser rotulado como tal.
Cada um dentro de sua individualidade e dentro do seu contexto sociocultural deve ter acesso às mesmas oportunidades e a maneira de aproveitá-las e a decisão por aproveitá-las faz parte da tomada de decisão da pessoa idosa. Garantir equidade é dever do estado, optar pelo que julga qualidade de vida é direito do cidadão.
O termo envelhecimento ativo foi sequestrado por empresas e pela mídia para otimização de oportunidades lucrativas, e não de saúde, em que o objetivo principal é apresentar um único modelo de velhice onde não necessariamente é o “ideal” (nem possível) de todos.
Seria bem interessante que a política da OMS circulasse na íntegra e chegasse ao conhecimento de todos da maneira que ela foi proposta, talvez assim pudéssemos melhorá-la, porém, enquanto ela for ignorada e interpretada de forma equivocada ficaremos discutindo pontos distintos, acreditando estarmos falando de um mesmo assunto.
Pensar que continuaremos a ter oportunidades na velhice pode ser confortante. Quem ainda não está lá, mas já parou para refletir sobre ela talvez sinta-se mais tranquilo se souber que: se quiser continuar a trabalhar, poderá. Se quiser ter  acesso a um bom serviço de saúde, poderá. Se precisar de ajuda e cuidado terá oportunidade de ser cuidado. Não sabemos como a velhice se apresentará, mas se soubermos que teremos oportunidades, nos sentiremos mais seguros para enfrentar as possíveis adversidades.
O Envelhecimento Ativo - por Cícero
Em sua obra “Saber Envelhecer”, o filósofo Marco Tulio Cícero* aponta quatro possíveis razões para se considerar a velhice “detestável”. A primeira delas é o afastamento da vida ativa, a segunda o enfraquecimento do corpo, a terceira privação dos prazeres e, finalmente, a proximidade da morte. Esta reflexão baseia-se na primeira.
Para Cícero, a vida ativa está ligada aos assuntos públicos, a  atividade mental de sabedoria, as  decisões. Na obra, ele exemplifica nomes de homens que na velhice desempenham um papel importante nos atos políticos, mesmo para aqueles que além de idade acumulada possuem incapacidades físicas, como Apio Claudio que, cego, foi duas vezes Cônsul, ditador e censor (em 312 a.C.) e  ele escreve que os que dizem que a velhice impede de tomar parte dos assuntos públicos, não provam nada.
Resgatando Cícero aos dias atuais, consideramos que na velhice podemos continuar a tomar decisões, se naquela época os velhos tomavam decisões de cunho político, os velhos de hoje não terão autonomia para tomar decisão do que querem para si? Consideramos então o envelhecimento ativo de Cícero como o envelhecimento ativo não do corpo, mas da mente. A mente ativa, onde há reflexão e sabedoria, o que não é possível conquistar na juventude.  Para se manter a mente ativa devemos cultivar a memória e a vivacidade de espírito.
Para Cícero, a velhice não é passiva e nem inerte. A velhice é atarefada e fervilhante, ocupada com atividades do passado, com o gosto individual de cada um ou então com o aprendizado de coisas novas.
Envelhecimento Ativo - pela filosofia e pela Política Pública de Saúde
Desenharemos agora uma junção do envelhecimento ativo por Cícero, adaptando-o à definição da OMS.
Envelhecer ativamente significa “adaptar seus esforços para seus próprios meios”, ter vigor intelectual, perceber na velhice suas vantagens, pois todas as fases da vida são dotadas de qualidades próprias. Segundo Cícero. “O exercício físico e a temperança conservam na velhice a resistência da juventude” (p.32).
Para que a velhice se apresente com esta postura ativa que Cicero propõe é necessário que o idoso tenha oportunidades de “falar”, de ser ouvido, de tomar decisões, de aconselhar, de ser respeitado. É necessário que tenha oportunidade de se adaptar, de continuar seu exercício intelectual e físico. É preciso que ele tenha acesso a informações, a boa alimentação e boas condições de moradia.
É necessário que ele exerça sua plena cidadania, participe de decisões políticas (não deixar de votar por ser idoso, por exemplo) é refletir sobre sua condição e não esperar que a decisão venha dos outros, não ser obediente por falta de conhecimento, questionar, ter acesso a serviços e aproveitar-se disto para fortalecer sua decisão e diminuir a alienação. A partir daí, decidir como quer usufruir de sua velhice.
*Marco Túlio Cícero nasceu em Arpinum, em 106 a.C., e morreu em Fórmias, em 44 a.C., assassinado pelos soldados de Antônio. Advogado, orador, escritor e divulgador da filosofia.
Referências
Word Healthy Organization. Envelhecimento ativo: uma política de saúde / World Health Organization; tradução Suzana Gontijo. – Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005. 60p.: il. Disponível emhttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf. Acesso em 10/11/2013.
Cicero, Marco Tulio. Saber envelhecer e A amizade. Porto Alegre: L& PM, 2012. 160p.
Ministério da Saúde. Estatuto do idoso. 1ed.  Brasília, 2003.
(*)Gabriela Correia de A. Goldstein é Fisioterapeuta, Especialista em aparelho Locomotor (USP), e Pós-graduanda em Gerontologia Social (PUC). Email: gabriela.correia@gmail.com. Currículo: http://lattes.cnpq.br/1072463089304973

Finalmente o outro lado da inclusão entra em foco

Fonte:http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?id=127978

DC RH

27/12/2013

Inclusão social de pessoas com mobilidade reduzida começa a ser prioridade nas empresas

Estima-se que, aproximadamente, 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população brasileira, apresentem algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. O índice reafirma o desafio em possibilitar o acesso dos portadores de deficiência ao transporte, prédios públicos e privados, restaurantes, escolas, universidades e espaços públicos em geral. No mercado de trabalho, a contratação de portadores de deficiência também se tornou obrigatória, conforme a Lei de Cotas da Constituição Federal, art. 93 da Lei nº 8.213/91, que reserva de 2% a 5% das vagas para deficientes. A inclusão social de pessoas com deficiência começa a ser uma prioridade, integrando o planejamento de diversas instituições públicas e privadas para atenderem clientes e receberem funcionários com necessidades especiais.

O diretor de engenharia e segurança do trabalho da Contrei Gestão em Segurança e Saúde Ocupacional, Afonso Infante Vieira, afirma que garantir o livre acesso para circulação é um ponto que as empresas e espaços públicos devem considerar para receberem esse público. "As pessoas com deficiência precisam de espaços que os possibilitem ter autonomia.  importante adequar o ambiente, permitindo que tenham condição de alcançarem e utilizarem objetos disponíveis, ambientes, mobiliários e meios de comunicação com segurança e independência. A estrutura deve garantir acesso e fácil circulação em banheiros e lavatórios", esclarece.

As adaptações estruturais nas empresas estão diretamente relacionadas à qualidade de vida desses profissionais, garantindo maior e melhor produtividade. "Quando a empresa oferece uma estrutura adequada e confortável para atender sua equipe, com deficientes ou não, a conseqüência imediata é o aumento da produtividade, já que o profissional se cansa menos. O que podemos concluir é que, a produtividade e retorno financeiro estão diretamente ligados à qualidade de vida do profissional", afirma Vieira.

A acessibilidade em uma empresa é tão importante para funcionários, quanto para clientes. O Curso Pro Labore, preparatório especializado em exames da OAB e concursos públicos, possui uma estrutura adaptada para pessoas com deficiência, oferecendo mais mobilidade e independência para os alunos. "Manter uma estrutura adequada faz tanta diferença, quanto a qualidade de ensino", avalia o diretor pedagógico, Carlos Cruz.

A Rede Tauá de Hotéis e Resorts mantém uma estrutura para pessoas deficientes que freqüentam suas unidades seja a lazer ou a negócios. "Temos uma completa infraestrutura para quem tem mobilidade reduzida devido à grande realização de eventos corporativos e empresarias nas três unidades. Contamos com rampas de acesso, elevadores, banheiros, quartos adaptados, áreas de lazer e espaços para eventos", destaca Lizete Ribeiro, diretora comercial da Rede.

Lizete Ribeiro acredita que permitir o acesso total e irrestrito das pessoas com deficiência é mais que um dever, sendo responsabilidade das empresas. A Rede é composta pelas unidades Tauá Resort Caeté (MG), Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá (MG) e Tauá Hotel Atibaia (SP).





Acesso à cultura - meia entrada

Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2013/12/27/interna_diversao_arte,405422/meia-entrada-nao-resolve-os-problemas-de-acesso-a-cultura-dos-deficientes.shtml


Meia-entrada não resolve os problemas de acesso à cultura dos deficientesProfissionais que atuam com pessoas com deficiência alertam que o desconto não soluciona o problema do acesso à cultura das pessoas com necessidades especiais

Publicação: 27/12/2013 14:52 Atualização:

Brasília – A nova Lei da Meia-Entrada, publicada hoje no Diário Oficial da União, foi recebida em tom mais moderado por alguns beneficiados. As novas regras incluem, por exemplo, jovens de 15 a 29 anos, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e pessoas com deficiência entre os que têm direito a pagar a metade do valor cobrado pelo ingresso em eventos culturais e esportivos.

Quem trabalha auxiliando pessoas com deficiência também foi beneficiado pela lei, que estendeu a eles o direito à meia-entrada. Ainda assim, profissionais que atuam na área alertam que o desconto não soluciona o problema do acesso à cultura das pessoas com necessidades especiais.

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“Antigamente, íamos para o cinema com uma pessoa cega e ficávamos descrevendo as cenas para ela. Isso ajuda, mas temos que pensar no direito de quem está ao lado e pode se incomodar com alguém falando”, disse Valeria Rocha Conde Aljan, assessora da direção do Instituto Benjamim Constant, que oferece ensino para pessoas cegas.

Valéria, que trabalha na instituição há quase 30 anos, explicou que hoje existem recursos como a audiodescrição, pelo qual, com o uso de fones, a pessoa ouve detalhes sobre expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela que não é percebida pelos diálogos.

“A questão da meia-entrada é delicada. Dá acesso à parte econômica, mas a audiodescrição, que está previsa em lei, não está 100% [implantada]”, explicou a professora. “Sem esses mecanismos, a meia-entrada não vale nada”, completou.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), existem mais de 16 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial no país, mas Valéria Aljan lembrou que o problema da acessibilidade, que limita os benefícios da meia-entrada como facilitadora do acesso à cultura, esbarra nos problemas de outros tipos de deficiência. “No caso da deficiência auditiva, é o mesmo. Sem tradutores, a meia-entrada não tem efeito prático”, ponderou.

Professores do instituto lembram que muitas pessoas com algum tipo de deficiência acabam optando por alugar um filme ou vídeo de show para assistir em casa e, dessa forma, driblar os problemas da acessibilidade. Segundo eles, a questão econômica para esse público tem impacto menor. “Uma vez por mês, por exemplo, algumas peças [em cartaz no Rio de Janeiro] têm sessões com audiodescrição, e nesses casos é convite, é grátis”, disse Valéria Aljan.

Sou fã da guerreira Manuela Dantas, aqui ela escreve sobre traumas e superação

Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/12/16/sobre_traumas_e_superacoes_164283.php

Por Manuela Dantas, especial para o Blog de Jamildo
Viver uma situação traumática não é fácil... A que vivi não foi diferente... Cheguei a pensar após a terceira cirurgia e uma infecção hospitalar séria, a qual quase me fez voltar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), que não conseguiria resistir muito tempo àquelas febres altíssimas e tremores, porém a única certeza absoluta que tinha era a vontade inabalável de continuar viva.
E continuei viva!
Pois é continuei viva e tive que aprender a viver com minha nova condição, já que estava paraplégica e precisava seguir em frente, e para isso algumas características me ajudaram a superar esse desafio e por essa razão resolvi compartilhar com vocês essa experiência com o intuito de colaborar com pessoas que estejam passando por situações semelhantes, ou que por ventura venham a passar.
A primeira característica que identifico que me ajudou nesse percurso foi meu otimismo intrínseco, na verdade me classifico como uma otimista racional, já que procuro avaliar as situações colocando em evidencia o lado bom, por pior que seja o fato, mas, claro, sem me esquecer de ponderar todas as dificuldades e o que fazer para superá-las.
Outro aspecto importante que colaborou para minha superação da crise é que sempre tive boa autoestima. Na ocasião do acidente estava bem resolvida profissionalmente, como também pessoalmente, o que não me fez rejeitar imediatamente as novas condições do meu corpo e sim a querer lutar para reverter à situação que me foi apresentada e continuo lutando...
No mais, o que me foi indispensável nessa caminhada foi o autocontrole, na verdade essa capacidade eu descobri que possuía no dia do acidente, já que eu era entre os acidentados a que estava mais fortemente machucada, e, no entanto mantive a calma suficiente para orientar o meu resgate no sertão do Ceará e assim o meu quadro bem grave (fratura na coluna cervical, fratura na coluna torácica com lesão medular, perfuração do pulmão, hemorragia interna, poli traumas nas costelas) não teve nenhuma complicação até conseguir chegar ao Hospital em Recife 12 horas após o acidente.
De fato, no momento do trauma eu não tinha a mínima ideia que essas características e capacidades me ajudariam a superar a crise e até mesmo a me manter viva, na verdade, as situações foram acontecendo, o tempo foi passando e eu fui vivendo um dia após o outro e cada dia foi um aprendizado diferente, mas o fato é que hoje sei que todas essas características que foram fundamentais para superar traumas, obstáculos e adversidades podem ser capacitadas e melhoradas durante a vida, principalmente as duas últimas, inclusive, acredito, que se o mesmo acidente que vivi tivesse acontecido 10 anos antes a minha resposta de superação não teria sido a mesma, ou com certeza eu necessitaria de um tempo maior de retorno a sociedade e a vida normal.
Ademais o que quero dizer é que a vida real e a exposição normal às dificuldades da vida nos treinam para as grandes adversidades que talvez tenhamos que enfrentar um dia, mas o que sei é que ter passado por dificuldades menores de forma esporádica manteve a saúde mental necessária para que eu enfrentasse um trauma profundo mais tarde sem depressão e sem angustia e mesmo, por opção, sem psicólogo e sem psiquiatra.
Na verdade, isso, que expliquei através de uma vivência real, nada mais é do que uma capacidade do cérebro, que vem sendo mais estudada nos últimos 5 anos, chamada Neuroplasticidade, que é a habilidade do cérebro se reconfigurar segundo os estímulos que recebe, ou seja, o cérebro é capaz de modificar seu funcionamento de acordo com os estímulos que recebe, o que explica o fato de dependendo de algumas situações externas, o cérebro poder ser estimulado a reagir ou a se entregar.
O fato é que o nosso cérebro pode muito mais do que conhecemos e temos como trabalhar as suas capacidades a nosso favor, de modo a facilitar as nossas demandas e enfrentarmos situações de estresse de modo mais eficaz.
Aliás, nessa busca pelo enfrentamento das adversidades, surgiu outra capacidade fundamental que também pode ser aprimorada com o tempo e a experiência, chamada resiliência, que pela definição científica é a capacidade de se adaptar às situações para superar as adversidades com menor nível possível de estresse.
Aprendi, também, sobre a resiliência com o tempo... Hoje sempre falo que o ser humano se adapta a tudo, a qualquer situação, mas certamente, há 10 anos não diria isso e não teria essa certeza que hoje tenho...
Paralelo a esse arcabouço de características e capacidades importantes para a superação e com a experiência, hoje concluo que diversos fatores colaboraram para minha rápida recuperação mental e dentre eles o mais importante sem dúvida foi o apoio da minha família e amigos, que me deram carinho, compreensão, alegria, força, amor e tempo.
Por fim, lanço mão das palavras de Nelson Mandela para concluir esse artigo: “Eu sou o capitão da minha alma.”. Também sou a capitã da minha alma, Nelson!
Postado por Mar

SENAI - São Paulo - Divulgação

Da mesma pessoa, a seguinte informação :

Cartilha - Pessoa com Deficiência no Trabalho - Governo do Estado de São Paulo

Marta Almeida Gil enviou o seguinte material:

Envio 
a Cartilha que foi lançada pela Secretaria
 de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência
(Dra. Linamara) em setembro, no dia nacional de luta. 

Pode ser baixada em

Abraços,

Marta


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Menos burocracia - Pessoa idosa com mobilidade reduzida

19/12/2013 - 14h50

Deputado destaca avanços de lei que diminui burocracia para idosos doentes

Arquivo/ Alexandra Martins
Vitor Paulo
Vitor Paulo: hoje, muitos idosos perdem benefícios porque não têm quem os leve às repartições públicas.
Agora é lei (12.896/13): órgãos públicos estão proibidos de exigir o comparecimento de idosos doentes para procedimentos burocráticos, como recadastramentos, por exemplo. Conforme o texto sancionado ontem (18) pela presidente Dilma Rousseff, quando houver necessidade, o agente público deverá entrar em contato com o idoso enfermo na residência desse cidadão.
O coordenador da Frente Parlamentar em Apoio ao Idoso, deputado Vitor Paulo (PRB-RJ) comemorou o avanço. Ele ressaltou que, embora cada vez mais idosos mantenham uma rotina ativa, muitos ainda chegam a essa fase da vida com problemas de saúde. “Essas pessoas, muitas delas aposentadas, são convocadas por órgãos públicos para prestar esclarecimentos, levar documentos ou se recadastrar, mas acabam perdendo benefícios porque não têm quem as leve a essas repartições.”
O parlamentar acrescentou que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), daqui a dez anos, haverá mais de um bilhão de cidadãos com mais de 60 anos em todo o mundo.
Perícia médica
A nova lei estabelece que, quando for de interesse do próprio idoso, ele se fará representar por procurador legalmente constituído. Também fica assegurado ao idoso doente o atendimento domiciliar pela perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pelo serviço público de saúde ou pelo serviço privado contratado ou conveniado que integre o Sistema Único de Saúde (SUS), para expedição do laudo necessário ao exercício de seus direitos sociais e de isenção tributária.
Reportagem – Marise Lugullo
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

"É importante eles sentirem que tem algo a perder" - músico Mafá Nogueira

Fonte:http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4177:orquestra-formada-por-jovens-infratores-o-maestro-conseguiu&catid=63:bem

Orquestra formada por jovens infratores: o maestro conseguiu

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orquestra_jovens_delinquentes
Catorze reeducandos da Unidade de Internação do Plano Piloto (UIPP), em Brasília, formam a Orquestra Plena Harmonia.
Sob a batuta do músico Mafá Nogueira eles descobriram uma nova perspectiva de vida com estilos musicais variados.
“A gente precisa valorizar esses meninos. O aplauso pode ser algo novo para eles”, disse o músico, que iniciou o projeto  em setembro de 2012.
Ele lembra que o jovem interno vive em um circulo de depreciação. 
”Em 2 ou 3 meses eles já estavam tocando, e a gente já conseguiu fazer as primeiras apresentações na comemoração do natal do ano passado 2012″. 
Dos 14 integrantes, dois são egressos da própria unidade e ficaram apaixonados pela iniciativa.
Os ensaios acontecem em horários variados, duas vezes por semana.
Além disso, o maestro separa uma hora  para fazer encontros individuais e cuidar de cada integrante. “O que eu sinto? Felicidade”, disse W.A, de 17 anos, para um filme produzido pela formanda em jornalismo Amanda Lima. “É importante eles sentirem que têm algo a perder. A música transforma a vida desses meninos”, disse o maestro. “Esse projeto oferece perspectiva profissionalização. São meninos analfabetos que passam a ler partitura”, afirmou Juliana Ferreira.
No primeiro ensaio de dezembro, os jovens assistiram ao filme que conta um pouco da história deles e ficaram emocionados.
O “maestro” teve a ideia do projeto quando ainda era voluntário.
Ele colocou a orquestra em prática depois de passar em um concurso para educador no lugar.
Com informações da Agência Uniceub.

LIVROS SOBRE DEFICIENCIA - Andrei Bastos

Fonte:http://www.andreibastos.com.br/blog/index.php/100-livros-sobre-deficiencia/

100 livros sobre Deficiência

A revista Sentidos publicou em 2006 uma lista dos 100 livros fundamentais sobre Deficiência (abaixo), que pode ser acrescida da Convenção da ONU e de outras publicações que lhe ocorra. Colabore.
Os 100 Livros Fundamentais sobre Deficiência
O debate sobre direitos, necessidades e realizações das pessoas com deficiência no Brasil, ganha fôlego com obras apontadas como essenciais por fontes do segmento ouvidas nesta reportagem.
Reportagem: Equipe Sentidos*
Revista Sentidos – 26/10/2006
Conhecimento. Esta palavra está na base das conquistas obtidas nas últimas décadas na promoção dos direitos das pessoas com deficiência e de sua cidadania. E é resultado da construção de um sólido legado produzido por atores sociais do segmento, que pode ser medido em páginas e mais páginas publicadas ao longo dos anos. Falamos, é claro, de livros que se tornaram referências para todos os interessados em conhecer o perfil da deficiência aqui e no exterior – onde o Brasil é reconhecido como modelo de avanço na inclusão social de deficientes.
Muitos desses livros se tornaram quase best sellers, merecendo sucessivas edições. Outros se esgotaram, mas não perderam a importância. Conservados em bibliotecas públicas, de universidades e de instituições do Terceiro Setor, continuam vivos, fazendo a cabeça de quem estuda a realidade de quase 27 milhões de brasileiros que possuem alguma deficiência – 14,5% da população, segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fazer uma lista dos 100 livros fundamentais que ajudam a contar essa história não é tarefa fácil. Nem isenta do risco de se cometer injustiças, esquecimentos e omissões. A revista Sentidos propôs esse desafio a si mesma, imaginando contribuir para a formação de uma biblioteca essencial para quem pretende compreender a situação da deficiência em nosso país. Para fazê-lo, consultamos 19 personalidades de destaque do segmento – algumas autoras até de livros que foram indicados por outros participantes dessa consulta.
Não se trata de afirmar aqui que sejam os 100 melhores livros já publicados sobre o assunto, mas sim de fazer circular as recomendações de leitura de quem sabe, faz a hora e ajuda a acontecer, como também de permitir que esse conhecimento seja compartilhado e, dessa forma, dar um empurrão a mais em favor da inclusão social.
*Adriana Perri, Claudete Oliveira, Claudia Gisele, Milton Bellintani e Paulo Kehdi
Acessibilidade
Acessibilidade: Passaporte para a Cidadania das Pessoas com Deficiência. Cartilha elaborada pela Comissão Especial de Acessibilidade do governo federal.
Acessibilidade – Vários autores (Corde, 160 pág.). Coletânea das principais leis, decretos e portarias na área da acessibilidade.
Boletim Técnico 40 – Mobilidade Urbana Sustentável: Fator de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Flávia Maria de Paiva Vital (CET). Mobilidade urbana é essencial para as pessoas com deficiência, foco desta publicação.
Guia para Mobilidade Acessível em Vias Publicas – Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo (Prefeitura de São Paulo, 39 pág.). Guia prático para o uso de profissionais de arquitetura e engenharia para a construção de uma cidade acessível.
Inclusão no Lazer e no Turismo – Romeu Kazumi Sassaki (Áurea, 124 pág.) – O livro discute amplamente a questão da inclusão, colocando o foco no direito das pessoas com deficiência a usufruir do lazer e o turismo.
Manual para Acessibilidade aos Prédios Residenciais da Cidade do Rio de Janeiro – Prefeitura do Rio de Janeiro (FUNLAR, 44 pág.). Manual que tem como objetivo orientar moradores e síndicos, bem como profissionais da área, sobre a acessibilidade nas área comuns do Prédio e/ou do Condomínio.
Orientação e mobilidade para deficientes visuais – Rosa Maria Novi (Cotação da Construção, 83 pág.). Noções e conceitos básicos de orientação e mobilidade, necessários não só para os profissionais da área, mas também para os pais de crianças e jovens cegos ou portadores de visão subnormal.
Todos na Cidade – Ana Paula Crosara Resende (EDUFU, 176 pág.) – Obra sobre acessibilidade de pessoas com deficiência física. Analisa as relações entre legislação e acessibilidade no processo de produção do espaço urbano, tema que diz respeito ao direito à cidadania tão necessário de ser discutido pela sociedade brasileira, sobretudo numa época de consolidação de sua democracia.
Atitude
A revolução sexual sobre rodas – Fabiano Puhlmann (O Nome da Rosa, 128 pág.). O autor esclarece dúvidas sobre tratamentos, recursos e atitudes para uma sexualidade livre e prazerosa depois de adquirida uma deficiência. Trata também de inclusão social. O livro ajuda o deficiente a resgatar o afeto, autonomia, e o erotismo esquecido.
Do Sentido… Pelos Sentidos… Para o Sentido… – Elcie F. Salzano Masini – (Intertexto, 303 pág.). Os caminhos e as diferentes maneiras de as pessoas, na ausência dos sentidos de distâncias, visão e audição , obterem informações sobre o que as cerca e elaborarem esses dados, organizando e compreendendo o que está ao seu redor.
Reconectar a Mente – Liliana Wahba (Casa do Psicólogo, 175 pág.). Um adolescente de 16 anos sofre um acidente de carro, tendo como conseqüência traumatismo craniano e grave comprometimento da fala. O livro integra uma série de exercícios desenvolvidos para ajudá-lo a exercitar a compreensão verbal.
Sexualidade e Deficiência: Rompendo o Silêncio – Ana Rita de Paula, Mina Regen e Maria da Penha Lopes (Expressão & Arte, 124 pág.) – O livro aborda desde AIDS até sexo virtual em linguagem acessível e esclarecedora. Oferece também temas para abordar a sexualidade na sala de aula, esclarece dúvidas e tira informações básicas sobre um assunto atual e delicado.
Biografias
A doce sinfonia do seu silêncio – Luciana Scotti – (O Nome da Rosa, 144 pág.). Um “romance”real, que desvenda intimidades, sonhos, fantasias e o despertar de sua sexualidade.
Ainda Sou Eu – Memórias – Christopher Reeve (Dorea Books, 279 pág.). Autobiografia do ator consagrado como o Superman, no cinema. Além de contar sobre a carreira, Reeve relata a complexa relação com os pais, da luta permanente e heróica para reconstruir sua vida após o acidente que o deixou tetraplégico e dos esforços para continuar sendo um bom marido e pai.
A Saga de um Campeão – Lars Grael (Gente, 232 pág.). Ser vítima de um acidente e ficar entre a vida e a morte é uma experiência avassaladora. No caso do atleta e medalhista olímpico brasileiro Lars Grael – que teve a perna direita decepada ao ter seu veleiro atingido por uma lancha em alta velocidade – foi preciso também administrar a frustração de perder um membro vital para sua carreira.
Carta de Amor – Maria Cristina de Orleans e Bragança (WVA, 27 pág.). Um livro romântico, divertido e profundamente autêntico, como a autora. Killy fala de amores e de sonhos, como toda adolescente que planeja sua vida afetiva com entusiasmo. As ilustrações são dela. Há exemplares simultaneamente em braile e em tinta.
Do outro lado do sol – Kátia Iuriko Ito (O Nome da Rosa, 216 pág.). Aos 19 anos, Kátia foi vítima de um angioma cerebral, que danificou seriamente o lado direito de seu cérebro. Ela esqueceu sua história pessoal, desaprendeu a ler, escrever e raciocinar. O livro é uma lição de vida.
E Eu Venci Assim Mesmo – Dorina Gouvea Nowill (Totalidade, 290 pág.). A vida e a obra de Dorina Nowill, brasileira que ficou cega na adolescência, especializou-se em educação para cegos, criou a primeira fundação para o livro do cego no Brasil e foi a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Mundial para o Bem Estar do Cego.
Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva (Objetiva, 270 pág.). Obra de referência na literatura brasileira contemporânea, o romance autobiográfico de Rubens Paiva é um relato verdadeiro do acidente que o deixou tetraplégico, a poucos dias do Natal de 1979. O roteiro foi adaptado para teatro e cinema.
Salvando Meu Filho – Richard Galli (Sextante / Gmt, 184 pág.). Polêmica história sobre escolhas que fazemos. Descreve os dez dias que se seguiram ao acidente com Jeffrey, o filho de 17 anos de Galli, depois que ele mergulhou numa piscina, bateu a cabeça, foi salvo pelo pai, mas ficou tetraplégico. Galli, então, se vê forçado a encarar um futuro não imaginado para o filho e a decidir se o “salva” novamente – desligando os aparelhos que o mantém vivo.
Sem asas ao amanhecer – Luciana Scotti (O Nome da Rosa, 200 pág.). Aos 22 anos, Luciana foi acometida por uma trombose cerebral – o que a deixou muda e tetraplégica. Na obra, a escritora revela sua história, angústias, sua luta pela vida e por um futuro melhor.
Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos – Marco Antonio de Queiroz (Rima, 192 pág.). Diabético desde os 3 anos, ele sofreu com o fantasma da impotência ainda jovem, ficou cego aos 21 e teve de enfrentar dois transplantes: de rim e pâncreas. Porém, o autor optou por narrar sua vida da mesma forma que a leva: com bom humor e suavidade. Narrativa real de reabilitação e inclusão social.
Superar o Impossível – Christopher Reeve (Alegro, 183 pág.). Neste livro, Reeve mostra que ninguém precisa aceitar qualquer tipo de limitação, imposta por si mesmo ou por terceiros, podendo recorrer à força interna que pulsa em cada um.
Uma Mulher de Luta: Vida e Política em Célia Leão – José Pedro Martins (Edições Inteligentes, 172 pág.). Um mosaico sobre a vida e a trajetória política de Célia Leão, que é cadeirante e deputada estadual na Assembléia Legislativa de São Paulo, eleita em 2006 para seu quarto mandato.
Velejando a Vida – João Carlos Pecci (Saraiva, 160 pág.). Para alguns, a paraplegia fecha as portas à vida. No caso de Pecci aconteceu o contrário: abriu as portas que fizeram crescer seu lado humano e sensível. Determinado, procurou ultrapassar os limites que a paraplegia impõe. E conseguiu vencer um dos maiores obstáculos, realizando o sonho de ser pai.
Deficiência e Inclusão
A Epopéia Ignorada – A Pessoa Deficiente na História do Mundo de Ontem e de Hoje – Otto Marques da Silva (CEDAS/São Camilo, 470 pág.). Leitura obrigatória para quem quer saber como a questão da deficiência foi tratada ao longo da historia por diferentes civilizações.
Conversando sobre Deficiências – Jenny Bryan (Moderna). Este é um livreto com linguagem muito simples, ideal para levar a realidade das pessoas com deficiência para a sociedade – reforça o sentido da diferença, não da incapacidade.
Enfrentando a Deficiência – Carolyn L. Vash (Thomson Learning). Escrito por uma pessoa com deficiência física, o livro resulta de 50 anos de aprendizagem da autora como psicóloga em serviços de reabilitação, como pesquisadora, educadora e administradora.
É Perguntando Que Se Aprende – a inclusão das pessoas com deficiência – Instituto Paradigma (Áurea Editora, 156 pág.). Coletânea que aborda a legislação básica na área da deficiência, com respostas de especialistas nas diversas áreas que envolvem às questões sobre pessoas com deficiência e seus direitos.
Inclusão. Construindo uma Sociedade para Todos – Romeu Kazumi Sassaki (WVA, 174 pág.). Livro indispensável para quem deseja conhecer e se aprofundar em conceitos relacionados à inclusão, como o de trabalho inclusivo.
Retratos da Deficiência no Brasil – Marcelo Néri (FGV/IBRE, CPS, 188 pág.). Estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, com base no Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o Programa Diversidade da Fundação Banco do Brasil, traçando um amplo painel sobre a situação da deficiência no país até o ano de 2003.
Sociedade Inclusiva: Quem Cabe no seu Todos? – Cláudia Werneck (WVA, 236 pág.). O livro instiga o leitor a refletir sobre o uso da palavra TODOS e propõe um teste que revela o quanto este vocábulo é usado de forma impensada, muitas vezes leviana, por TODOS nós – inclusive nos documentos nacionais e internacionais de educação, direitos humanos, cidadania, saúde e cultura, muitos deles oficiais.
Visão & Revisão Conceito e Pré-Conceito – Ricardo Ferraz (Tiragem Independente, 58 pág.). Coletânea de cartuns temáticos sobre o mundo da deficiência. Nesta obra, situações típicas do cotidiano são abordadas de forma inédita por um cartunista, com bom-humor, porém sem perder a força crítica. Ferraz faz o leitor rir e refletir, não necessariamente nessa ordem.
Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre seu valor humano – Claudia Werneck (WVA, 203 pág.) A obra é resultado do trabalho de uma jornalista e quatro estudantes de comunicação, que percorreram, durante um ano, todas as regiões do Brasil, capacitando 1.215 adolescentes como agentes de inclusão social.
Direitos e Trabalho
A Inserção da Pessoa Física com Deficiência no Mundo do Trabalho – Lucíola Rodrigues Jaime e José Carlos do Carmo (Mandacaru, 204 pág.). O livro explica em detalhes a legislação específica para o trabalho de pessoas com deficiência, indicando entidades, inclusive a AVAPE. Os autores são fiscais do trabalho da DRT-SP, responsáveis por grande parte das ações afirmativas no estado de São Paulo. Aborda aspectos importantes da lei de cotas.
A Proteção Constitucional das Pessoas Portadoras de Deficiência – Luiz Alberto David Araujo (Ministério da Justiça, CORDE). Tese de Doutorado apresentada na PUC/SP, em 1992, que aborda os direitos das pessoas com deficiência.
Construindo um Mercado de Trabalho Inclusivo – Guia Prático para Profissionais de Recursos Humanos – Tais Suemi Nambo (CORDE/Sorri Brasil, 56 pág.). Com versões impressa e em CD, a publicação presta informações sobre diferentes tipos de deficiência,sobre os mitos mais freqüentes encontrados no imaginário dos empregadores e apresenta sugestões de como administrar a relação com funcionários com deficiência.
Deficientes: Ainda um desafio para o governo e para a sociedade: habilitação, reabilitação profissional e reserva de mercado de trabalho – Pedro de Alcântara Kalume (LTr, 184 pág.). O livro trata da reabilitação de pessoas com deficiência, lembrando que só por meio dela é que se alcançará o verdadeiro engajamento no mercado de trabalho. E com a pessoa, naturalmente, sua plena inserção social e econômica.
Direito do Portador de Necessidades Especiais – Antonio Rulli Neto (Fiuza, 361 pág.). O livro traz os principais aspectos jurídicos sobre o assunto, permite aos próprios portadores de necessidades especiais conhecerem seus direitos e defendê-los.
Direitos das Pessoas com Deficiência. Garantia de Igualdade na Diversidade – Eugênia Augusta Fávero (WVA, 342 pág.). Guia com perguntas e respostas sobre as garantias legais para inclusão na educação, trabalho, lazer, entre outros, além de comentários aos crimes previstos na Lei 7.853/89.
Gestão Estratégica de Entidades sem Fins Lucrativos – Marcos Antonio Gonçalves (Áurea Editora, 190 pág.). O livro aborda a importância da qualificação profissional nas organizações do Terceiro Setor. Cada organização constrói o seu caminho com características próprias, decorrentes da natureza de sua ação, mas delas pode-se extrair lições universais que serão úteis a outros atores que querem construir um mundo melhor para todos.
Inclusão: Construção na Diversidade – Cristina Abranches Mota Batista (Armazém de Idéias). Publicação da Tese de mestrado da autora que trata da inclusão da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho: Um estudo sobre as suas possibilidades nas organizações de Minas Gerais.
Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho – Marcos Antonio Gonçalves (Áurea Editora, 114 pág.). Este livro aborda a experiência da AVAPE na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, ressaltando a importância da capacitação e discutindo experiências bem sucedidas realizadas por empresas.
Legislação Brasileira sobre Pessoa Portadora de Deficiência – Câmara dos Deputados (Coordenação de Publicações da Câmara, 446 pág.). Reunião de Leis relativas às pessoas com deficiência.
O portador de deficiência e o Direito do Trabalho – Rosanne de Oliveira Maranhão (LTR, 152 pág.). A publicação fornece a todos e, em especial, às pessoas com deficiência, as informações necessárias para a obtenção do pleno sucesso no processo de sua integração no mercado de trabalho.
Oportunidades de Trabalho para Deficientes – José Pastore (LTR, 248 pág.). Livro sobre leis, cujo mérito é fazer um comparativo com a legislação de outros países.
O que as Empresas podem fazer pela Inclusão das Pessoas com Deficiência – Marta Gil (coordenadora) (Instituto Ethos, 95 pág.). Livro básico para empresas que estão começando a pensar no assunto. Discute aspectos legais, situação da pessoa com deficiência, acessibilidade, preconceito, além de ter alguns cases e anexos interessantes, como um glossário e referências na Internet. Pode ser baixado gratuitamente no site do Instituto Ethos (www.uniethos.org.br).
Pessoas com Deficiência e o Direito ao Concurso Público – Maria Aparecida Gurgel (CORDE/Universidade Católica de Goiás, 223 pág.). O livro aborda as principais questões a serem observadas pelas instituições realizadoras de concursos da administração pública direta e indireta, no tocante à reserva legal de vagas destinadas para as pessoas com deficiência, além de normas e documentos internacionais sobre o tema.
Responsabilidade Social e Diversidade – Deficiência, Exclusão e Trabalho (IBDD, BNDES, 187 pág.). Publicado pelo governo federal, o livro aborda temas como democracia, preconceito, legislação e acessibilidade.
Trabalho e inclusão social de portadores de deficiência – Carlos Aparício Clemente (Peres, 132 pág.). O livro traz uma síntese da legislação que envolve a inclusão de pessoas portadoras de deficiência no mercado, e formas de atuação do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho para cumprimento da Lei de Cotas.
Educação
A integração de pessoas com deficiência. Contribuições para uma reflexão sobre o tema – Maria Teresa Eglér Mantoan – (Memnon, 235 pág.). Reunião de pensamentos e práticas de renomados profissionais das áreas da saúde e da educação com relação à integração escolar e social da pessoa com deficiência.
A máscara e o rosto da instituição especializada – Maria Eloísa Fama DAntino – (Memnon, 146 pág.). Busca compreender as relações entre pais dirigentes/clientes e técnicos agentes, e suas conseqüências no fazer técnico-pedagógico institucional.
Aprendendo sobre deficiência mental: um programa para crianças – Solange Leme Ferreira – (Memnon, 138 páginas). Contém propostas para o momento em que se organiza a inclusão de alunos especiais em escolas regulares.
Atualidade da educação bilíngüe para surdos – Carlos Skliar – (Mediação, 2 volumes, 480 pág.). Uma criativa e interessante coletânea de textos de diversos autores brasileiros e de países como Inglaterra, Colômbia, Espanha e Dinamarca. Aborda questões regionais, nacionais e internacionais sobre educação para surdos, levando em conta o contexto histórico e filosófico da sociedade desses países.
Biblioterapia – Marília M. Guedes Pereira – (UFPB/Editora Universitária, 105 pág.). Proposta de um programa de leitura para portadores de deficiência visual em bibliotecas públicas.
Caminhos pedagógicos da inclusão – Maria Teresa Eglér Mantoan – (Memnon, 243 pág.). Retrata a prática de educadores que acreditam que a educação de qualidade para todos é uma possibilidade que transcende a teoria.
Currículo Funcional Natural – Guia prático para a educação na área do autismo e deficiência mental – Maryse Suplino – (CORDE, 219 pág.). Um guia para professores que apresentam dificuldades para lidar com o público abordado, uma área ainda muito carente de informações. Em versões impressa e áudio-livro (CD).
Deficiência visual – Reflexão sobre a prática pedagógica – Marilda Moraes G. Bruno – (Laramara, 124 pág.). Conceitos e definições sobre educação geral e especial, com relatos de experiências.
Educação Inclusiva com os pingos nos is – Rosita Edler de Carvalho – (Mediação, 176 pág.). Defende que a inclusão envolva a reestruturação das culturas, políticas e práticas das escolas que, como sistemas abertos, precisam rever suas ações – até então predominantemente elitistas e excludentes.
Educação Inclusiva: o que o professor tem a ver com isso? – Marta Gil (coordenação)/ Lia Crespo (redação) – (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 167 pág.). Reúne experiências, conhecimentos e informações, buscando oferecer idéias e sugestões para expandir os horizontes de compreensão para apoiar uma educação inclusiva preocupada com a qualidade.
Inclusão e avaliação na escola de alunos com necessidades educacionais especiais – Hugo Otto Beyer – (Mediação, 128 pág.). Reflexões sobre uma escola capaz de atender a todos, que atenda a diversidade a partir de uma nova forma de pensar.
Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? – Maria Teresa Eglér Mantoan – (Moderna, 65 pág.). De forma didática, a autora define inclusão escolar, discute as razões pelas quais esse tema tem sido proposto, quem são seus beneficiários e conclui debatendo sobre os possíveis caminhos para concretizar a inclusão em todas as salas de aula de todos os níveis de ensino.
Inclusão – Um Guia para Educadores – Susan Stainback e William Stinback – (Artes Médicas, 451 pág.). Guia abrangente que oferece a professores as ferramentas e técnicas necessárias para sustentar a inclusão em salas de aula de escolas regulares.
Inclusão. Uma Revolução na Saúde – José Ferreira Belisário – (WVA, 159 pág.). O psiquiatra aborda a relação entre educação inclusiva e saúde mental de alunos e de professores de forma inspiradora, lembrando casos de estudantes com diversos tipos de deficiência que acompanhou pessoalmente em sua carreira.
Libras e Língua Portuguesa – Denise Coutinho – (Idéia/ Arpoador – 2 volumes). O volume 1 aborda a classificação, significação, formas variantes, criação e mecanismos de flexão dos sinais, além de apresentar sinais concretos e abstratos, simples e compostos. O 2º apresenta os cinco componentes idiomáticos da Libras, explicando cada um: as classes de sinais, os verbos, as formas variantes dos sinais, o uso do porquê e aspectos da cultura surda.
Manual para Creches – Edna Eiko Nakahara, Margareth Pires da Motta, Maria Teresa R. Triñanes e Rosana Firtado – (Laramara, 18 pág.). Esclarecimentos sobre as necessidades específicas da criança com deficiência visual para os profissionais de creches e pré-escolas.
Meus Primeiros Sinais – Paulo Favalli – (Panda, 68 pág.). Primeiro livro lançado no Brasil para alfabetizar crianças surdas. Desenvolvido para integrar a infância com esse tipo de deficiência ao convívio social, profissional e familiar.
O desenvolvimento integral do portador de deficiência visual – Marilda Moraes Garcia Bruno – (Laramara, 144 pág.). O desenvolvimento visual e global da criança com visão normal e as necessidades especiais da criança com deficiência visual. Sugestões que facilitam a inclusão da criança em idade pré-escolar.
Segredos e silêncios na educação dos surdos – Paula Botelho – (Autêntica, 128 pág.). A autora ousa ao discutir não apenas a comunicação dos surdos com os outros – surdos ou não – mas o modo como eles constituem suas vivências e convivências no processo de interação com o mundo.
Ser ou estar, eis a questão. Compreendendo o déficit intelectual. – Maria Teresa Eglér Mantoan – (WVA, 176 pág.). O livro abre espaço para a compreensão e reflexão sobre a educação inclusiva, tendo como uma das principais preocupações a não-segregação de alunos deficientes.
Somos todos iguais? – Itamar Marcondes Farah – (Memnon, 48 pág.). Um recurso pedagógico de auxílio para o professor que atua em classes inclusivas. Desperta a reflexão sobre os sentimentos e explica um pouco sobre cada tipo de deficiência de forma lúdica e interativa.
Uma creche em busca de inclusão – Mina Regen e colaboradores – (Memnon, 93 pág.). A obra é resultado de dois anos de uma experiência bem-sucedida de transformação de uma creche para crianças com deficiência em creche inclusiva.
Visão subnormal – orientações ao professor do ensino regular – Newton Kara José, Keila M. de Carvalho, Nilze B. Venturini, Maria Elisabete Gasparetto – (UNICAMP, 56 pág.). A obra fornece orientações práticas, e simples, para o dia-a-dia do professor em relação ao aluno com visão subnormal, visando sua melhor integração à vida escolar. O trabalho é resultado de anos de experiência diária na Clínica de Visão Subnormal do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Família
Aprendendo junto com papai e mamãe – Mara de Campos Siaulys – (Laramara, 28 pág.). Em linguagem simples, este manual esclarece e facilita a tarefa da família na educação de filhos com baixa visão.
Baixa Visão – conhecendo mais para ajudar melhor – Hsu Yun Min, Marcos Wilson Sampaio, Maria Aparecida O. Haddad – (Laramara, 36 pág.). Esclarecimentos sobre baixa visão com sugestões de atividades, modificações ambientais e materiais para melhorar a eficiência visual e o desenvolvimento da criança com deficiência visual.
Brincar para todos – Mara de Campos Siaulys – (Laramara, 154 pág.) – Sugestões para confecção e brincadeiras com 109 brinquedos especiais, demonstrando as competências e habilidades que eles favorecem.
Carta sobre os surdos-mudos (para uso dos que ouvem e falam) – Denis Diderot – (Nova Alexandria, 95 pág.). O filósofo Diderot, um dos maiores nomes da literatura francesa clássica, faz um estudo que parte da linguagem dos sinais para – através da poesia, da pintura e da música – compreender como os dados recebidos pelos sentidos e o intelecto são processados e transformados em idéias.
Eu posso ter um bebê normal – Gerson Carakushansky – (Imago, 176 pág.). Obra explica quais são os fatores que podem levar à malformação do feto e, ainda, indica exames pré-natais e hospitais que fazem diagnóstico e aconselhamento genético no Brasil.
Mães e filhos especiais – Relato de experiência com grupos de mães de crianças com deficiência – Mina Regen, Marilena Ardore, Vera Maria B. Hoffmann – (CORDE, 137 pág.). A interação que acontece em situações de grupo possibilita a identificação através de problemas semelhantes, o apoio mútuo, a troca de experiências de vida familiar e extra-familiar, bem como a quebra do isolamento social que acontece em famílias em que um dos integrantes é portador de algum tipo de deficiência. Abrange tópicos jurídicos, esclarecimentos técnicos, depoimentos e reúne vasta bibliografia.
Mas ele não é mesmo a sua cara? – Claudia Werneck – (WVA, 23 pág.). A instigante aventura de ser pai e mãe, e educar um outro ser humano. Um livro indicado para ser dado no momento da notícia. Foi escrito para crianças, jovens e adultos que desejam, um dia, criar e educar bem seus filhos.
Os Deficientes e Seus Pais – Leo Buscaglia – (Record, 415 pág.). Uma abordagem revolucionária, e multidisciplinar, de reabilitação do indivíduo deficiente, incluindo aquele que acabou adquirindo uma deficiência ao longo de sua vida.
Papai, mamãe – ajudem-me por favor – Mara de Campos Siaulys – (Laramara, 70 pág.). Sugestões que facilitam a interação dos pais com o bebê deficiente visual.
Toque o bebê – Mara de Campos Siaulys – (Laramara, 18 pág.). Informações úteis para a convivência com a criança deficiente visual. Dirigido a médicos e profissionais de saúde.
Vendo Vozes – Uma viagem ao mundo dos surdos – Oliver Sacks – (Cia. das Letras, 196 pág.). A obra apresenta e acompanha a história, os dramas e as lutas dos surdos, levando o leitor a refletir sobre o cotidiano.
Infantil
Júlia e seus amigos – Lia Crespo – (Nova Alexandria, 33 pág.). Recomendado para crianças de 7 a 10 anos, conta a história de uma menina com deficiência que, depois de ter estudado numa escola especial, começa o ano letivo numa escola inclusiva. A história relata a aventura que essa mudança representa na vida de Júlia, uma menina inteligente e alegre. De forma lúdica, fala de medos e amizades.
Meu Amigo Down – Coletânea: em casa; na rua; na escola – Claudia Werneck/Ilustrações Ana Paula – (WVA, 24 pág.). A coleção contém três histórias narradas por um menino que não entende bem por que seu amigo com síndrome de Down enfrenta situações delicadas no dia-a-dia. Estes livros são recomendados pelo UNICEF e pela UNESCO.
Rodrigo enxerga tudo – Markiano Charan Filho/Ilustrações Valeriano – (Nova Alexandria, 36 pág.). Um deficiente visual que não se abala com as dificuldades causadas por seu problema. Muito pelo contrário. O garoto enfrenta qualquer parada. Com texto lúdico e bem humorado, mostra que, mesmo cego, Rodrigo vê o mundo de outras formas.
Um mundinho para todos – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – (DCL, 24 pág.) Ensina as crianças a perceberem as diferenças que existem entre lugares,coisas e pessoas. Com texto e ilustrações em tinta e braile.
Saúde e Reabilitação
Autismo Infantil – José Salomão Schwartzman e Francisco Baptista Assumpção Júnior – (Memnon, 173 pág.). O autismo infantil é discutido em vasta gama de parâmetros e áreas de atuação profissional.
Auxílios para Baixa Visão – Maria Aparecida O. Haddad, Marcos Wilson Sampaio e Newton Kara-José – (Laramara, 98 pág.). Auxílios ópticos, não ópticos e eletrônicos, características e vantagem.
Compreendendo o cego: uma visão psicanalítica da cegueira por meio de desenhos-estórias – Maria Lúcia Toledo M. Amiralian – (Casa do Psicólogo, 321 pág.). O livro propõe entender esta deficiência pela análise global do funcionamento mental do paciente.
Orientação e Mobilidade – João Álvaro de Moraes Felipe e Vera Lúcia Rhein Felippe – (Laramara, 179 pág.). Subsídios a familiares, estudantes e profissionais de intervenção precoce, educação especial e reabilitação de pessoas com deficiência visual.
O surdo em si maior – Cilmara Cristina da Costa Levy e Patrícia Simonetti – (Roca, 142 pág.). Para profissionais da área, pais e surdos, questiona papéis e aborda problemas relacionados à surdez.
Reabilitação do assoalho pélvico nas disfunções urinárias e anorretais – João Luiz Amaro, Jorge Milhem Haddad e José Carlos Souza – (Segmento Farma, 328 pág.). Para profissionais da saúde que lidam com pacientes portadores de incontinências.
Reabilitação: um desafio para pessoas, famílias e sociedade – Wiliam César Alves Machado – (Yendis, 262 pág.). Prestação de serviços de saúde considerando os dois lados da questão: o do profissional e o do paciente.
Sexo: Caminho para a reabilitação: um estudo sobre a manifestação da sexualidade em homens paraplégicos – Arlete Camargo de Mello Salimene – (Cortez, 143 pág.). Estudo sobre a sexualidade de homens com paraplegia por lesão medular traumática em processo de reabilitação.
Terapia Ocupacional na Reabilitação Física – Erika Teixeira, Françoise Nicole Sauron, Lina Silva Borges Santos, Maria Cristina de Oliveira – (Roca, 592 pág.). De autoria de profissionais da AACD, fornece dados sobre a evolução da terapia ocupacional e qualidade de vida de pessoas em reabilitação.
Transtornos Invasivos do Desenvolvimento – 3º. Milênio – Walter Camargos – (CORDE, 256 pág.). Para professores, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, familiares. Em tinta e áudio-livro (CD).
Quem Votou na Lista dos 100 MAIS
Adilson Ventura – Ex-presidente do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE).
Alexandre Baroni – Presidente do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE).
Ana Maria Barbosa – Coordenadora do site da Rede Saci, da Universidade de São Paulo (USP), que atua na difusão de informações sobre deficiência.
Claudia Werneck – Jornalista, autora de livros sobre inclusão da pessoa com deficiência e diretora da Ong Escola de Gente.
Dorina Nowill – Presidente da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que há 60 anos trabalha para a reabilitação e inclusão social do deficiente visual.
Eugênia Fávero – Procuradora do Ministério Público Federal, autora do livro Direitos da Pessoa com Deficiência.
Fabiano Puhlmann – Psicólogo especializado em sexualidade, consultor do Instituto Paradigma e autor do livro Revolução Sexual sobre Rodas.
Fabio Bechara – Promotor público e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (Apae/SP).
Flávia Cintra – Vice-presidente e coordenadora do Programa de Inclusão Econômica do Instituto Paradigma.
Izabel Maior – Coordenadora-geral da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – CORDE.
Luiza Russo – Presidente do Instituto Paradigma.
Mara Gabrilli – Secretária para Inclusão da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
Mara Siaulys – Diretora da Laramara-Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual.
Marcos Gonçalves – Presidente do Conselho Gestor da AVAPE.
Maria Teresa Mantoan – Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
José Salomão Schwartzman – Neuropediatra especializado em neurologia infantil pelo Hospital for Sick Children, de Londres, e professor titular de pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Linamara Rizzo Battistella – Diretora da Divisão de Medicina e Reabilitação do Hospital das Clínicas de São Paulo (DMR) e presidente da Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação.
Regina Atala – Presidente do CVI-Bahia.
Sylvia Cury – Superintendente da AVAPE.
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.