quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Orphanet em sumário

A Orphanet é o portal de referência para a informação sobre doenças raras e medicamentos órfãos, para todos os tipos de público. O objetivo da Orphanet é ajudar na melhoria do diagnóstico, cuidados e tratamento dos doentes com doenças raras.

Serviços da Orphanet

A Orphanet oferece uma variedade de serviços de acesso gratuito:

Organização e gestão da Orphanet

A Orphanet é liderada por um consórcio de cerca de 40 países, coordenados pela equipa francesa do INSERM. As equipas nacionais são responsáveis pela recolha de informação de consultas especializadas, laboratórios médicos, projetos de investigação a decorrer e associações de doentes nos seus países.
Todas as equipas da Orphanet trabalham de acordo com os Procedimentos Operacionais Padrão da Orphanet.A equipa francesa coordenadora é responsável pela infraestrutura da Orphanet, ferramentas de gestão, controlo de qualidade, inventário de doenças raras, classificações e produção da enciclopédia.
A Orphanet é gerida por vários conselhos, que supervisionam independentemente o projeto de forma a assegurar a sua coerência, evolução e viabilidade.
Ao nível Europeu
  • O Conselho de Gestão é composto pelos coordenadores nacionais da Orphanet. Esta comissão é presidida pelo diretor do departamento da Orphanet no Inserm. Este conselho identifica oportunidades de financiamento e orienta o projeto.
  • O Conselho Orientador é composto por representantes de agências que financiam os principais serviços da Orphanet. Este comité é presidido pelo presidente do departamento Inserm-Orphanet. Este comité assegura que o conteudo da Orphanet reflete a politica, a estratégia ou plano a nível nacional no campo das doenças raras.
  • O conselho cientifico internacional é composto por especialistas porpostos pelo Conselho de Gestão e nomeados pelo conselho orientador. Os membros do conselho são responsáveis por aconselhar o conselho orientador no âmbito da estratégia global do projeto.
A nível nacional
  • O Conselho Científico Nacional é composto por membros nomeados pelas instituições legítimas apropriadas que são definidas a nível nacional. Os membros do conselho contribuem com a sua especialização a nível nacional para a Orphanet.

  • Financiamento da Orphanet

    A infra-estrutura e as atividades de coordenação são financiadas pelo INSERM (Instituto Nacional Francês de Saúde e Investigação Médica), o diretório geral francês de saúde e a comissão europeia. Alguns serviços são especificamente financiados por outros parceiros.
    As atividades nacionais da Orphanet são também financiadas por instituições nacionais e/ou contratos específicos.
    Anualmente é produzido um relatório de atividades e é publicado on-line no site da Orphanet. Clique aqui para consultar o último relatório de atividades.

    Doenças raras: http://www.orpha.net/consor/cgi-bin/index.php?lng=PT 

Doenças raras

Os brasileiros que sofrem de doenças raras – aquelas que afetam, no máximo, uma a cada duas mil pessoas – são os principais beneficiários da Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009.
Cerca de 80% das doenças raras têm origem genética e muitas delas ainda não possuem cura conhecida. O tratamento, quando existe, costuma ser bastante complexo e caro, o que configura um desafio adicional ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, existem 26 protocolos clínicos e de diretrizes terapêuticas ligadas às doenças raras no âmbito do SUS – são esses documentos que permitem o atendimento nessa condição (veja abaixo a relação de doenças incluídas). Dezoito desses protocolos foram criados ou revisados entre 2010 e 2011, já sob vigência da nova Política Nacional. Os procedimentos envolvem a oferta de cerca de 45 medicamentos e tratamentos cirúrgicos e clínicos. Outros protocolos estão sendo elaborados para enfermidades como a Doença de Fabry, a Mucopolissacaridose, a Doença de Pompe e a Homocistinuria.
O SUS proporciona mais de 72 mil consultas e mais de 560 mil procedimentos laboratoriais para o tratamento e o diagnóstico de doenças raras. O investimento é superior a R$ 4 milhões por ano.
Está em andamento, no Ministério da Saúde, um estudo para a estruturação de uma rede formal de assistência em genética clínica. Atualmente, cerca de 80 hospitais em todo o País oferecem algum tipo de tratamento ligado à especialidade – a maioria deles está sob a responsabilidade de universidades, que se caracterizam pelo pioneirismo no estudo de áreas ainda desconhecidas pela medicina.
Outro importante esforço no combate às doenças raras é o Programa Nacional de Triagem Neonatal, que oferece exames para diagnóstico precoce de doenças genéticas em crianças recém-nascidas. O programa atinge 86% das crianças no País e exige R$ 50 milhões de investimentos anualmente.

Lista de doenças raras já atendidas pelo SUS:
Ictioses Hereditárias
Hipoparatireoidismo
Insuficiência Adrenal Primária (Doença de Addison)
Hiperplasia Adrenal Congênita
Hipotireoidismo Congênito
Angioedema
Deficiência de Hormônio do Crescimento (Hipopituitarismo)
Síndrome de Turner
Fibrose Cística – Manifestações Pulmonares
Fibrose Cística – Insuficiência Pancreática
Miastenia Gravis
Doença Celíaca
Esclerose Múltipla
Doença de Crohn
Fenilcetonúria
Doença de Gaucher
Doença de Wilson
Osteogenesis Imperfecta












Pastas de direitos humanos, mulheres e negros sofrem com caixa minguado



Inclusive - direitos humanos - um planeta cercado por figuras humanas. 

Por Alana Rizzo
 
Correio Braziliense (23/04/2011)
O status de ministério ficou apenas no nome de quem ocupa o cargo. As secretarias especiais, criadas no governo Lula para garantir aplicação de recursos em áreas sensíveis, amargam desde 2003 a falta de dinheiro em caixa. Neste ano, as três pastas juntas — Direitos Humanos, Políticas para Mulheres e Igualdade Racial — terão R$ 431 milhões para gastar. O valor é 30% menor que o orçamento, por exemplo, do Ministério da Pesca, órgão com a menor destinação de recursos na lei orçamentária —- R$ 553 milhões — e que passou longe da disputa dos partidos por cargos.
Além de limitados, os orçamentos das secretarias especiais sofrem todos os anos com o contingenciamento. “A liberação dos recursos é toda no fim do ano. O que acontece é que as pastas não conseguem nem gastar. Os programas sociais não param, precisam de dinheiro o ano todo”, destaca a especialista em segurança pública e gênero Eliana Graça, que critica a transparência da aplicação de verba. (Parte do depoimento da entrevista original foi retirado por entender que a jornalista interpretou de forma errada a entrevista de Eliana Graça).
No ano passado, dos R$ 239,3 milhões previstos para ações de direitos humanos no país, apenas R$ 191,2 milhões foram pagos. O que significa dizer que o governo investiu menos de R$ 1 por brasileiro nessa área. A pasta é responsável por programas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, proteção de pessoas ameaçadas, ações de acessibilidade e de defesa dos idosos.
Os cortes no orçamento deste ano também já afetaram as secretarias. A execução nas três pastas está abaixo de 10%, sendo que o pior índice está registrado na Secretaria de Políticas de Igualdade Racial, que gastou menos de 3%. A pasta de Direitos Humanos executou 4% do orçamento previsto para este ano.
Mesmo Dilma Rousseff tendo garantido prioridade para a infância no seu governo, até agora não houve novos investimentos no enfrentamento da violência sexual contra crianças e jovens. Apesar dos R$ 12,3 milhões disponíveis para a ação, menos de 1% está empenhado e nada foi pago. O Programa Nacional de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei (Pró-Sinase) também não teve aporte de recursos. Os dados são de um estudo preparado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) com a série histórica de gastos dessas secretarias, que compõem o orçamento social do governo.
“Há um aumento nos recursos das secretarias em geral por conta da pressão dos movimentos por emendas no Congresso, mas a verba ainda está muito aquém do ideal para os temas. É impossível combater o problema da violência contra a mulher, por exemplo, com R$ 35 milhões. Chega a ser ridículo”, afirma Eliana.
Muito a fazer
A Secretaria Especial da Mulher começou 2003 com R$ 33,8 milhões, quando teve uma execução de R$ 5,6 milhões, e chegou, no ano passado, a R$ 109 milhões, com R$ 96,1 milhões gastos. Além da violência, a secretaria tem, entre as atribuições, a elaboração de políticas públicas de gênero, incluindo ações de incentivo ao empreendedorismo e melhorias nas condições de trabalho.
A Igualdade Racial tem o pior cenário. Dos R$ 94 milhões autorizados no orçamento deste ano, pouco mais de R$ 2,2 milhões foram gastos até agora, sendo que R$ 2,1 milhões são voltados para o pagamento de despesas administrativas. O restante — menos de R$ 100 mil — foi investido no programa Brasil Quilombola e em ações de promoção de políticas afirmativas. O governo passado estabeleceu uma agenda para a assistência das 1.739 comunidades remanescentes de quilombos. O projeto era atender, até o fim do ano passado, essas áreas, localizadas em 330 municípios de 22 estados brasileiros.
“Ainda estamos muito longe de colocar esses temas como prioritários ou dentro de uma política transversal, como prevê a lei. Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos não estão, de fato, agregadas ao núcleo duro do governo”, critica Eliana. O Correio entrou em contato com as secretarias e não obteve retorno.
Mais uma
O governo Dilma anunciou a criação de uma estrutura nova: a Secretaria Especial de Aviação civil, ligada à Presidência da República. A pasta, que também tem status de ministério, será responsável por articular políticas para os aeroportos brasileiros. A intenção é reduzir a possibilidade de colapso na aviação civil durante eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. A estrutura atual da Esplanada é composta por 37 ministérios.

Multideficiente / Multideficiencia

Conceito
Pessoa que tem deficiência auditiva ou deficiência visual (ou ambas) associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem, fala e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social, emocional, dificultando a sua auto-suficiência.
Tipos
  • Surdez com deficiência mental leve ou severa.
  • Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais.
  • Surdez com deficiência física (leve ou severa).
  • Baixa visão com deficiência mental leve ou severa.
  • Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta.
  • Baixa visão com deficiência física (leve ou severa).
  • Cegueira com deficiência física (leve ou severa).
  • Cegueira com deficiência mental (leve ou severa)
  • Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.

Surdocego / Surdocegueira


Conceito
Surdocegueira é uma deficiência única que apresenta a perda da audição e visão de tal forma que a combinação das duas deficiências impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca.
Tipos de Surdocegueira
Cegueira Congênita e Surdez Adquirida
Cegueira e Surdez Adquirida
Surdez Congênita e Cegueira Adquirida
Baixa visão com Surdez Congênita ou Adquirida.
Cegueira e Surdez Congênita
Importante
O termo Congênito (a) designa o que Está Presente ao Nascimento. Estar presente ao nascer Não Significa que as deficiências são de grau severo. Mas sim, podem apresentar diferentes graus de perdas.
O termo Adquirido (a) designa o que Não Está Presente ao Nascimento, mas sim, adquire-se ao longo da vida. Também neste caso, as perdas podem se apresentar de vários graus, desde as mais severas até as mais leves.

A cadeirante Mosana Cavalcanti fala sobre nova estrutura do Parque

A nova estrutura construída no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PARNAMAR – FN) é uma das mais acessíveis do país às pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. A concessionária EcoNoronha está construindo trilhas acessíveis para os principais pontos de visitação do Parque. Já foram entregues a Trilha do Golfinho e a Trilha do Mirante Dois Irmãos, possibilitando inclusive a vista da praia do Sancho, eleita pelo Prêmio O Melhor de Viagem da revista Viagem e Turismo, a praia mais bonita do Brasil. Mosana Cavalcanti, coordenadora do Programa de Turismo Acessível – Pernambuco sem Fronteiras (unidade de Projetos Especiais) é cadeirante e já havia visitado o PARNAMAR – FN antes do acidente que a deixou paraplégica.
“Eu já tinha ido à Noronha várias vezes e as trilha existentes eram rústicas e exigiam bastante esforço. Era impossível ir alguém em cadeira de rodas, com muletas ou mesmo idosos com dificuldade de locomoção. Simplesmente não teria como aproveitar”, explica Mosana.
Ela foi a primeira cadeirante a passear pela Trilha do Golfinho que é totalmente acessível a pessoas com dificuldade de locomoção. “Não tenho palavras para descrever a sensação. Foi uma surpresa misturada com emoção, depois de nove anos usando cadeira de rodas, me deparar com o Mirante dos Golfinhos, do Sancho e Dois Irmãos. Foi uma sensação de dignidade sem tamanho. Foi e é possível realizar a caminhada tranquila pela trilha”, explica. Mosana também participou da entrega da primeira fase das obras de melhoria ao Parque.
Segundo ela, agora o cadeirante ou pessoa com dificuldade de locomoção que for ao PARNAMAR – FN terá uma grande experiência. “Acabou a concepção de que a Ilha não pode receber as pessoas com deficiência, idosas e crianças. Agora podemos tudo, passear, tomar banho de mar e mergulhar. Tem algumas pousadas com apartamentos/bangalôs adaptados ou parcialmente adaptados, restaurantes com acesso, está tudo melhorando para quem tem dificuldade de locomoção”, ressalta.
Antes do trabalho da EcoNoronha, pessoas com dificuldade de locomoção não tinham acesso facilitado aos  pontos turísticos mais importantes da ilha, nem aos mirantes das praias. “Eu estou encantada, está muito bom, para os usuários de cadeira de rodas”, conclui Mosana.
De acordo com o gerente da filial EcoNoronha, Pablo Mórbis, esta foi uma preocupação para a nova fase de melhorias no parque. “Nós estamos muito felizes em poder proporcionar essa oportunidade ao visitante com dificuldade de locomoção. Nosso trabalho é atender cada vez melhor o turista que chega ao PARNAMAR – FN”, destaca.
 
Obras de melhorias
A primeira fase das obras de melhoria da estrutura turística no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha foi entregue neste mês de setembro.  A EcoNoronha, empresa que administra a visitação e a infraestrutura colocada à disposição do visitante no parque, entregou a conclusão da primeira fase do projeto. A nova estrutura proporciona uma experiência inesquecível ao visitante que poderá aproveitar os mais de 2.558 m2 de trilhas suspensas e 1.609 m2 de mirantes que promovem maior conforto e segurança.
A trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída. Ela liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos. Este PIC proporciona uma estrutura antes inexistente: estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja de suvenires.
Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o impacto ambiental. Dentre os materiais está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material.
 
Cataratas do Iguaçu S/A
A concessionária foi criada para incentivar o turismo em unidades de conservação no Brasil e ajudar a preservar suas belezas naturais. É uma empresa 100% brasileira, com tecnologia única na administração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu (PR), no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PE) e no Parque Nacional da Tijuca (RJ). Já são doze anos de experiência em gestão ambientalmente correta. A Cataratas do Iguaçu S/A é um modelo para o país.
JAIRO MARQUES ENVIADO ESPECIAL A FERNANDO DE NORONHA "Quando entrei naquele mar maravilhoso, a impressão foi que meu corpo ganhou outra forma e que eu era outra pessoa, com muito mais movimentos", diz o suíço Michael Peneveyle, 46. Ele é diretor da ONG Rodas da Liberdade e uma das primeiras pessoas tetraplégicas --com movimentos restritos abaixo do pescoço-- a nadar nas águas da praia do Sueste, em Fernando de Noronha (PE), a mais calma do local, e que agora é totalmente acessível. Neste mês, ao lado de Yoko Farias, 28, também tetraplégica, Peneveyle conheceu uma realidade ainda distante da maioria das praias do país. Sobre as pedras, foi erguida uma plataforma que desemboca, por meio de uma rampa, diretamente na praia. O turista com deficiência ou com movimentos restritos pode entrar na água com cadeiras especiais e a ajuda de monitores. Há também esteiras que facilitam o deslocamento. "A sensação de liberdade que tive foi única", diz Peneveyle. A palavra de ordem em Noronha tem sido tornar os espaços de bares, pousadas, serviços e atrações turísticas preparados para receber pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Editoria de Arte/Folhapress Além do Sueste, há estudos para viabilizar acessos em outras três praias de Noronha. Dentro do Parque Nacional Marinho, administrado pela concessionária Econoronha, por exemplo, foram construídos 4.500 metros de trilhas que podem ser vencidas por um cadeirante e que levam à contemplação de símbolos do arquipélago como o Morro Dois Irmãos e ao ponto de apreciação de golfinhos A concessionária investiu R$ 10 milhões para criar a estrutura que conta com pontos de apoio para o turista com banheiros, bares, lojas de souvenires e pessoal de apoio. Para entrar na instalação é preciso pagar R$ 65. Há nove anos, Mosana Cavalcanti, 48, fez a trilha até a Baía do Sancho caminhando normalmente por uma trilha rústica. Na última quinta-feira, voltou em uma cadeira de rodas, pois ficou paraplégica em um acidente de carro. "É emocionante demais para mim e para toda pessoa com deficiência poder ter a chance de contemplar essas belezas", afirma Cavalcanti, que atua na Secretaria de Turismo de Pernambuco em projetos de acessibilidade. As embarcações de Fernando de Noronha também estão se preparando. No barco "Navi", que tem uma lente no fundo que permite a visão de criaturas e objetos no fundo do mar, está em teste uma exibição do passeio por áudio, o que ajuda os cegos e pessoas de baixa visão. É possível levar dois cadeirantes ao mesmo tempo. As mudanças em Noronha já estão refletindo na economia local. A empresária Silvana Rondelli viu o movimento de idosos crescer de 6%, em 2011, para 15%, em 2012. Com isso, resolveu ampliar as condições de acesso em sua pousada, a Beco de Noronha. Outros sete proprietários estão fazendo o mesmo. OUTRAS PRAIAS A experiência de Fernando de Noronha é apenas o primeiro passo de uma iniciativa ambiciosa do governo pernambucano de levar acesso facilitado para onze praias do Estado. Estão sendo investidos R$ 7 milhões, recursos do governo federal para tornar a estrutura urbana de 12 cidades pernambucanas mais acessíveis, visando a Copa de 2014. Em março, a praia de Boa Viagem, em Recife, começa também a dar infraestrutura para que todos possam ter direito ao banho de mar. Em seguida, Porto de Galinhas receberá o projeto batizado de Pernambuco Sem Barreiras. Os jornalistas JAIRO MARQUES e APU GOMES viajaram a convite da Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2013/02/06/fernando-de-noronha-faz-mudancas-para-ser-acessivel-a-turistas-com-deficiencia.jhtm
JAIRO MARQUES ENVIADO ESPECIAL A FERNANDO DE NORONHA "Quando entrei naquele mar maravilhoso, a impressão foi que meu corpo ganhou outra forma e que eu era outra pessoa, com muito mais movimentos", diz o suíço Michael Peneveyle, 46. Ele é diretor da ONG Rodas da Liberdade e uma das primeiras pessoas tetraplégicas --com movimentos restritos abaixo do pescoço-- a nadar nas águas da praia do Sueste, em Fernando de Noronha (PE), a mais calma do local, e que agora é totalmente acessível. Neste mês, ao lado de Yoko Farias, 28, também tetraplégica, Peneveyle conheceu uma realidade ainda distante da maioria das praias do país. Sobre as pedras, foi erguida uma plataforma que desemboca, por meio de uma rampa, diretamente na praia. O turista com deficiência ou com movimentos restritos pode entrar na água com cadeiras especiais e a ajuda de monitores. Há também esteiras que facilitam o deslocamento. "A sensação de liberdade que tive foi única", diz Peneveyle. A palavra de ordem em Noronha tem sido tornar os espaços de bares, pousadas, serviços e atrações turísticas preparados para receber pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Editoria de Arte/Folhapress Além do Sueste, há estudos para viabilizar acessos em outras três praias de Noronha. Dentro do Parque Nacional Marinho, administrado pela concessionária Econoronha, por exemplo, foram construídos 4.500 metros de trilhas que podem ser vencidas por um cadeirante e que levam à contemplação de símbolos do arquipélago como o Morro Dois Irmãos e ao ponto de apreciação de golfinhos A concessionária investiu R$ 10 milhões para criar a estrutura que conta com pontos de apoio para o turista com banheiros, bares, lojas de souvenires e pessoal de apoio. Para entrar na instalação é preciso pagar R$ 65. Há nove anos, Mosana Cavalcanti, 48, fez a trilha até a Baía do Sancho caminhando normalmente por uma trilha rústica. Na última quinta-feira, voltou em uma cadeira de rodas, pois ficou paraplégica em um acidente de carro. "É emocionante demais para mim e para toda pessoa com deficiência poder ter a chance de contemplar essas belezas", afirma Cavalcanti, que atua na Secretaria de Turismo de Pernambuco em projetos de acessibilidade. As embarcações de Fernando de Noronha também estão se preparando. No barco "Navi", que tem uma lente no fundo que permite a visão de criaturas e objetos no fundo do mar, está em teste uma exibição do passeio por áudio, o que ajuda os cegos e pessoas de baixa visão. É possível levar dois cadeirantes ao mesmo tempo. As mudanças em Noronha já estão refletindo na economia local. A empresária Silvana Rondelli viu o movimento de idosos crescer de 6%, em 2011, para 15%, em 2012. Com isso, resolveu ampliar as condições de acesso em sua pousada, a Beco de Noronha. Outros sete proprietários estão fazendo o mesmo. OUTRAS PRAIAS A experiência de Fernando de Noronha é apenas o primeiro passo de uma iniciativa ambiciosa do governo pernambucano de levar acesso facilitado para onze praias do Estado. Estão sendo investidos R$ 7 milhões, recursos do governo federal para tornar a estrutura urbana de 12 cidades pernambucanas mais acessíveis, visando a Copa de 2014. Em março, a praia de Boa Viagem, em Recife, começa também a dar infraestrutura para que todos possam ter direito ao banho de mar. Em seguida, Porto de Galinhas receberá o projeto batizado de Pernambuco Sem Barreiras. Os jornalistas JAIRO MARQUES e APU GOMES viajaram a convite da Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2013/02/06/fernando-de-noronha-faz-mudancas-para-ser-acessivel-a-turistas-com-deficiencia.jhtm

A cadeirante Mosana Cavalcanti fala sobre nova estrutura do Parque

A nova estrutura construída no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PARNAMAR – FN) é uma das mais acessíveis do país às pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. A concessionária EcoNoronha está construindo trilhas acessíveis para os principais pontos de visitação do Parque. Já foram entregues a Trilha do Golfinho e a Trilha do Mirante Dois Irmãos, possibilitando inclusive a vista da praia do Sancho, eleita pelo Prêmio O Melhor de Viagem da revista Viagem e Turismo, a praia mais bonita do Brasil. Mosana Cavalcanti, coordenadora do Programa de Turismo Acessível – Pernambuco sem Fronteiras (unidade de Projetos Especiais) é cadeirante e já havia visitado o PARNAMAR – FN antes do acidente que a deixou paraplégica.
“Eu já tinha ido à Noronha várias vezes e as trilha existentes eram rústicas e exigiam bastante esforço. Era impossível ir alguém em cadeira de rodas, com muletas ou mesmo idosos com dificuldade de locomoção. Simplesmente não teria como aproveitar”, explica Mosana.
Ela foi a primeira cadeirante a passear pela Trilha do Golfinho que é totalmente acessível a pessoas com dificuldade de locomoção. “Não tenho palavras para descrever a sensação. Foi uma surpresa misturada com emoção, depois de nove anos usando cadeira de rodas, me deparar com o Mirante dos Golfinhos, do Sancho e Dois Irmãos. Foi uma sensação de dignidade sem tamanho. Foi e é possível realizar a caminhada tranquila pela trilha”, explica. Mosana também participou da entrega da primeira fase das obras de melhoria ao Parque.
Segundo ela, agora o cadeirante ou pessoa com dificuldade de locomoção que for ao PARNAMAR – FN terá uma grande experiência. “Acabou a concepção de que a Ilha não pode receber as pessoas com deficiência, idosas e crianças. Agora podemos tudo, passear, tomar banho de mar e mergulhar. Tem algumas pousadas com apartamentos/bangalôs adaptados ou parcialmente adaptados, restaurantes com acesso, está tudo melhorando para quem tem dificuldade de locomoção”, ressalta.
Antes do trabalho da EcoNoronha, pessoas com dificuldade de locomoção não tinham acesso facilitado aos  pontos turísticos mais importantes da ilha, nem aos mirantes das praias. “Eu estou encantada, está muito bom, para os usuários de cadeira de rodas”, conclui Mosana.
De acordo com o gerente da filial EcoNoronha, Pablo Mórbis, esta foi uma preocupação para a nova fase de melhorias no parque. “Nós estamos muito felizes em poder proporcionar essa oportunidade ao visitante com dificuldade de locomoção. Nosso trabalho é atender cada vez melhor o turista que chega ao PARNAMAR – FN”, destaca.
 
Obras de melhorias
A primeira fase das obras de melhoria da estrutura turística no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha foi entregue neste mês de setembro.  A EcoNoronha, empresa que administra a visitação e a infraestrutura colocada à disposição do visitante no parque, entregou a conclusão da primeira fase do projeto. A nova estrutura proporciona uma experiência inesquecível ao visitante que poderá aproveitar os mais de 2.558 m2 de trilhas suspensas e 1.609 m2 de mirantes que promovem maior conforto e segurança.
A trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída. Ela liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos. Este PIC proporciona uma estrutura antes inexistente: estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja de suvenires.
Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o impacto ambiental. Dentre os materiais está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material.
 
Cataratas do Iguaçu S/A
A concessionária foi criada para incentivar o turismo em unidades de conservação no Brasil e ajudar a preservar suas belezas naturais. É uma empresa 100% brasileira, com tecnologia única na administração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu (PR), no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PE) e no Parque Nacional da Tijuca (RJ). Já são doze anos de experiência em gestão ambientalmente correta. A Cataratas do Iguaçu S/A é um modelo para o país.

A cadeirante Mosana Cavalcanti fala sobre nova estrutura do Parque

A nova estrutura construída no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PARNAMAR – FN) é uma das mais acessíveis do país às pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. A concessionária EcoNoronha está construindo trilhas acessíveis para os principais pontos de visitação do Parque. Já foram entregues a Trilha do Golfinho e a Trilha do Mirante Dois Irmãos, possibilitando inclusive a vista da praia do Sancho, eleita pelo Prêmio O Melhor de Viagem da revista Viagem e Turismo, a praia mais bonita do Brasil. Mosana Cavalcanti, coordenadora do Programa de Turismo Acessível – Pernambuco sem Fronteiras (unidade de Projetos Especiais) é cadeirante e já havia visitado o PARNAMAR – FN antes do acidente que a deixou paraplégica.
“Eu já tinha ido à Noronha várias vezes e as trilha existentes eram rústicas e exigiam bastante esforço. Era impossível ir alguém em cadeira de rodas, com muletas ou mesmo idosos com dificuldade de locomoção. Simplesmente não teria como aproveitar”, explica Mosana.
Ela foi a primeira cadeirante a passear pela Trilha do Golfinho que é totalmente acessível a pessoas com dificuldade de locomoção. “Não tenho palavras para descrever a sensação. Foi uma surpresa misturada com emoção, depois de nove anos usando cadeira de rodas, me deparar com o Mirante dos Golfinhos, do Sancho e Dois Irmãos. Foi uma sensação de dignidade sem tamanho. Foi e é possível realizar a caminhada tranquila pela trilha”, explica. Mosana também participou da entrega da primeira fase das obras de melhoria ao Parque.
Segundo ela, agora o cadeirante ou pessoa com dificuldade de locomoção que for ao PARNAMAR – FN terá uma grande experiência. “Acabou a concepção de que a Ilha não pode receber as pessoas com deficiência, idosas e crianças. Agora podemos tudo, passear, tomar banho de mar e mergulhar. Tem algumas pousadas com apartamentos/bangalôs adaptados ou parcialmente adaptados, restaurantes com acesso, está tudo melhorando para quem tem dificuldade de locomoção”, ressalta.
Antes do trabalho da EcoNoronha, pessoas com dificuldade de locomoção não tinham acesso facilitado aos  pontos turísticos mais importantes da ilha, nem aos mirantes das praias. “Eu estou encantada, está muito bom, para os usuários de cadeira de rodas”, conclui Mosana.
De acordo com o gerente da filial EcoNoronha, Pablo Mórbis, esta foi uma preocupação para a nova fase de melhorias no parque. “Nós estamos muito felizes em poder proporcionar essa oportunidade ao visitante com dificuldade de locomoção. Nosso trabalho é atender cada vez melhor o turista que chega ao PARNAMAR – FN”, destaca.
 
Obras de melhorias
A primeira fase das obras de melhoria da estrutura turística no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha foi entregue neste mês de setembro.  A EcoNoronha, empresa que administra a visitação e a infraestrutura colocada à disposição do visitante no parque, entregou a conclusão da primeira fase do projeto. A nova estrutura proporciona uma experiência inesquecível ao visitante que poderá aproveitar os mais de 2.558 m2 de trilhas suspensas e 1.609 m2 de mirantes que promovem maior conforto e segurança.
A trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída. Ela liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos. Este PIC proporciona uma estrutura antes inexistente: estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja de suvenires.
Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o impacto ambiental. Dentre os materiais está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material.
 
Cataratas do Iguaçu S/A
A concessionária foi criada para incentivar o turismo em unidades de conservação no Brasil e ajudar a preservar suas belezas naturais. É uma empresa 100% brasileira, com tecnologia única na administração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu (PR), no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PE) e no Parque Nacional da Tijuca (RJ). Já são doze anos de experiência em gestão ambientalmente correta. A Cataratas do Iguaçu S/A é um modelo para o país.

A cadeirante Mosana Cavalcanti fala sobre nova estrutura do Parque

A nova estrutura construída no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PARNAMAR – FN) é uma das mais acessíveis do país às pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. A concessionária EcoNoronha está construindo trilhas acessíveis para os principais pontos de visitação do Parque. Já foram entregues a Trilha do Golfinho e a Trilha do Mirante Dois Irmãos, possibilitando inclusive a vista da praia do Sancho, eleita pelo Prêmio O Melhor de Viagem da revista Viagem e Turismo, a praia mais bonita do Brasil. Mosana Cavalcanti, coordenadora do Programa de Turismo Acessível – Pernambuco sem Fronteiras (unidade de Projetos Especiais) é cadeirante e já havia visitado o PARNAMAR – FN antes do acidente que a deixou paraplégica.
“Eu já tinha ido à Noronha várias vezes e as trilha existentes eram rústicas e exigiam bastante esforço. Era impossível ir alguém em cadeira de rodas, com muletas ou mesmo idosos com dificuldade de locomoção. Simplesmente não teria como aproveitar”, explica Mosana.
Ela foi a primeira cadeirante a passear pela Trilha do Golfinho que é totalmente acessível a pessoas com dificuldade de locomoção. “Não tenho palavras para descrever a sensação. Foi uma surpresa misturada com emoção, depois de nove anos usando cadeira de rodas, me deparar com o Mirante dos Golfinhos, do Sancho e Dois Irmãos. Foi uma sensação de dignidade sem tamanho. Foi e é possível realizar a caminhada tranquila pela trilha”, explica. Mosana também participou da entrega da primeira fase das obras de melhoria ao Parque.
Segundo ela, agora o cadeirante ou pessoa com dificuldade de locomoção que for ao PARNAMAR – FN terá uma grande experiência. “Acabou a concepção de que a Ilha não pode receber as pessoas com deficiência, idosas e crianças. Agora podemos tudo, passear, tomar banho de mar e mergulhar. Tem algumas pousadas com apartamentos/bangalôs adaptados ou parcialmente adaptados, restaurantes com acesso, está tudo melhorando para quem tem dificuldade de locomoção”, ressalta.
Antes do trabalho da EcoNoronha, pessoas com dificuldade de locomoção não tinham acesso facilitado aos  pontos turísticos mais importantes da ilha, nem aos mirantes das praias. “Eu estou encantada, está muito bom, para os usuários de cadeira de rodas”, conclui Mosana.
De acordo com o gerente da filial EcoNoronha, Pablo Mórbis, esta foi uma preocupação para a nova fase de melhorias no parque. “Nós estamos muito felizes em poder proporcionar essa oportunidade ao visitante com dificuldade de locomoção. Nosso trabalho é atender cada vez melhor o turista que chega ao PARNAMAR – FN”, destaca.
 
Obras de melhorias
A primeira fase das obras de melhoria da estrutura turística no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha foi entregue neste mês de setembro.  A EcoNoronha, empresa que administra a visitação e a infraestrutura colocada à disposição do visitante no parque, entregou a conclusão da primeira fase do projeto. A nova estrutura proporciona uma experiência inesquecível ao visitante que poderá aproveitar os mais de 2.558 m2 de trilhas suspensas e 1.609 m2 de mirantes que promovem maior conforto e segurança.
A trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída. Ela liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos. Este PIC proporciona uma estrutura antes inexistente: estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja de suvenires.
Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o impacto ambiental. Dentre os materiais está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material.
 
Cataratas do Iguaçu S/A
A concessionária foi criada para incentivar o turismo em unidades de conservação no Brasil e ajudar a preservar suas belezas naturais. É uma empresa 100% brasileira, com tecnologia única na administração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu (PR), no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PE) e no Parque Nacional da Tijuca (RJ). Já são doze anos de experiência em gestão ambientalmente correta. A Cataratas do Iguaçu S/A é um modelo para o país.

A cadeirante Mosana Cavalcanti fala sobre nova estrutura do Parque

A nova estrutura construída no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PARNAMAR – FN) é uma das mais acessíveis do país às pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. A concessionária EcoNoronha está construindo trilhas acessíveis para os principais pontos de visitação do Parque. Já foram entregues a Trilha do Golfinho e a Trilha do Mirante Dois Irmãos, possibilitando inclusive a vista da praia do Sancho, eleita pelo Prêmio O Melhor de Viagem da revista Viagem e Turismo, a praia mais bonita do Brasil. Mosana Cavalcanti, coordenadora do Programa de Turismo Acessível – Pernambuco sem Fronteiras (unidade de Projetos Especiais) é cadeirante e já havia visitado o PARNAMAR – FN antes do acidente que a deixou paraplégica.
“Eu já tinha ido à Noronha várias vezes e as trilha existentes eram rústicas e exigiam bastante esforço. Era impossível ir alguém em cadeira de rodas, com muletas ou mesmo idosos com dificuldade de locomoção. Simplesmente não teria como aproveitar”, explica Mosana.
Ela foi a primeira cadeirante a passear pela Trilha do Golfinho que é totalmente acessível a pessoas com dificuldade de locomoção. “Não tenho palavras para descrever a sensação. Foi uma surpresa misturada com emoção, depois de nove anos usando cadeira de rodas, me deparar com o Mirante dos Golfinhos, do Sancho e Dois Irmãos. Foi uma sensação de dignidade sem tamanho. Foi e é possível realizar a caminhada tranquila pela trilha”, explica. Mosana também participou da entrega da primeira fase das obras de melhoria ao Parque.
Segundo ela, agora o cadeirante ou pessoa com dificuldade de locomoção que for ao PARNAMAR – FN terá uma grande experiência. “Acabou a concepção de que a Ilha não pode receber as pessoas com deficiência, idosas e crianças. Agora podemos tudo, passear, tomar banho de mar e mergulhar. Tem algumas pousadas com apartamentos/bangalôs adaptados ou parcialmente adaptados, restaurantes com acesso, está tudo melhorando para quem tem dificuldade de locomoção”, ressalta.
Antes do trabalho da EcoNoronha, pessoas com dificuldade de locomoção não tinham acesso facilitado aos  pontos turísticos mais importantes da ilha, nem aos mirantes das praias. “Eu estou encantada, está muito bom, para os usuários de cadeira de rodas”, conclui Mosana.
De acordo com o gerente da filial EcoNoronha, Pablo Mórbis, esta foi uma preocupação para a nova fase de melhorias no parque. “Nós estamos muito felizes em poder proporcionar essa oportunidade ao visitante com dificuldade de locomoção. Nosso trabalho é atender cada vez melhor o turista que chega ao PARNAMAR – FN”, destaca.
 
Obras de melhorias
A primeira fase das obras de melhoria da estrutura turística no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha foi entregue neste mês de setembro.  A EcoNoronha, empresa que administra a visitação e a infraestrutura colocada à disposição do visitante no parque, entregou a conclusão da primeira fase do projeto. A nova estrutura proporciona uma experiência inesquecível ao visitante que poderá aproveitar os mais de 2.558 m2 de trilhas suspensas e 1.609 m2 de mirantes que promovem maior conforto e segurança.
A trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída. Ela liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos. Este PIC proporciona uma estrutura antes inexistente: estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja de suvenires.
Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o impacto ambiental. Dentre os materiais está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material.
 
Cataratas do Iguaçu S/A
A concessionária foi criada para incentivar o turismo em unidades de conservação no Brasil e ajudar a preservar suas belezas naturais. É uma empresa 100% brasileira, com tecnologia única na administração de serviços turísticos no Parque Nacional do Iguaçu (PR), no Parque Nacional Marinho  Fernando de Noronha (PE) e no Parque Nacional da Tijuca (RJ). Já são doze anos de experiência em gestão ambientalmente correta. A Cataratas do Iguaçu S/A é um modelo para o país. PARNAMAR PARNAMAR

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bem vindos a mim!!!


Sou Valentina, mas gosto que me chamem de Tina. Alguns me chamam de Tina a descolada, porque não tenho barreiras para fazer o que gosto. Adoro cachoeiras... 
 
 
Fonte: http://tinadescolada.blogspot.com.br/2012/06/bem-vindos-mim.html 

Proposta flexibiliza cotas para pessoas com deficiência em empresas com fornecimento de bolsas de estudo

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4.773/2012, que permite o preenchimento de cotas específicas para pessoas com deficiência por meio do fornecimento de bolsas de estudo, de autoria do ex-deputado federal e atual secretário de Educação do Estado de Goiás, Thiago Peixoto. A proposta está sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões. 
O projeto propõe que o valor da concessão de bolsas de estudo seja de valor mensal igual ou superior a um salário mínimo, concedida pela empresa à pessoa com deficiência contanto que não exceda 50% das vagas a serem preenchidas. A proposta sugere ainda que o bolsista seja contratado pela empresa após a conclusão do curso por um período não inferior a um ano.
 
Atualmente, a Lei nº 8.213/1991 determina que essas empresas reservem de 2% a 5% de suas vagas a quem tem algum tipo de deficiência.
 
O Auditor-Fiscal do Trabalho José Carlos do Carmo (SP), coordenador do Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo – SRTE/SP, diz que é necessário saber se a proposta apresentada teve a participação, em sua elaboração, de grupos de pessoas com deficiência, órgãos públicos e segmentos interessados no assunto. “A sociedade interessada tem que participar do processo e não acompanhar à margem as discussões”.
 
Segundo Carmo há casos de empresas que usam a falsa alegação de que há carência de pessoas com deficiência para o mercado de trabalho como justificativa para a não contratação e cumprimento da lei. “É um argumento contraditório, uma vez que, o Censo disponível deixa claro que existe um número de cotas que não foram preenchidas por trabalhadores com deficiência”.
 
De acordo com Carmo, o que há é uma busca seletiva das empresas por pessoas com deficiência com nível leve de deficiência, que não exige por parte delas adaptações nos locais de trabalho. “As empresas querem contratar esse segmento sem precisar realizar qualquer adaptação no ambiente de trabalho, provavelmente necessária para alguns casos de trabalhadores com deficiência mais restritiva”.
 
Para o Auditor-Fiscal, o grande desafio é fazer valer a lei e desenvolver políticas sociais para as camadas mais vulneráveis da população como as mais pobres. “Precisamos fazer valer a lei e incentivar políticas públicas de inserção das camadas mais vulneráveis”.
 
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio - CDEIC; de Trabalho, de Administração e Serviço Público - CTASP; de Seguridade Social e Família - CSSF; e de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC.
 
 
Assessoria de Imprensa do Sinait, com informações da Agência Câmara de Notícias.

Área acadêmica avança em pesquisas para desenvolvimento tecnológico

A Tecnologia Assistiva tem progredido para oferecer mais qualidade de vida a pessoas com deficiência.

da Redação
Exemplo disso são os vários Centros de Tecnologia criados recentemente com apoio do governo federal. A área acadêmica merece destaque especial: muitos alunos e seus professores, em todos os níveis da carreira, trabalham no desenvolvimento de projetos que poderão ser colocados no mercado em benefício desse segmento. A Revista Reação selecionou 3 deles, de diferentes instituições, e espera que consigam em breve ultrapassar os muros das escolas e passem a fazer parte do dia-a-dia das pessoas com deficiência:

Elevador Ortostático Dinâmico

O campus do Instituto Nacional de Telefomunicações (INATEL), em Santa Rita do Sapucaí/MG, abriga o Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva (CDTTA), fruto de uma parceria entre o próprio INATEL e o governo de Minas Gerais. Inaugurado em agosto passado, o Centro tem como objetivo reunir, em um mesmo ambiente, estudantes dos cursos de Engenharia e de Tecnologia, engenheiros, profissionais da área de Saúde e pessoas com deficiência para a criação de inovações.

De acordo com o professor Fabiano Valias de Carvalho, coordenador do CDTTA e do curso de graduação em Engenharia Biomédica do INATEL: "o envolvimento dos estudantes com as tecnologias assistivas é muito importante, principalmente em uma instituição que tem um curso de graduação em Engenharia Biomédica. Desta forma, os alunos do curso podem, desde cedo, aplicar os conhecimentos adquiridos em teoria na prática e o conhecimento da realidade das pessoas com deficiência fortalece sua formação", garante. Segundo ele, isso não acontece só com os alunos de Engenharia Biomédica, já que o desenvolvimento das tecnologias assistivas exige uma grande interação de profissionais de diversas áreas. Alunos de Engenharia de Telecomunicações, Computação, Controle e Automação e os estudantes dos cursos de Tecnologia em Redes de Computadores, Automação e Controle e Gestão de Telecomunicações da instituição também podem aplicar seus conhecimentos específicos em benefício desses indivíduos. "O desenvolvimento das tecnologias assistivas no meio acadêmico amplia o acesso das pessoas com deficiência à soluções que podem melhorar, em muito, sua qualidade de vida", garante.

Os principais projetos desenvolvidos são o Elevador Ortostático Dinâmico, que propõe um novo tratamento para pessoas com lesão medular por meio da reeducação da marcha, e o Andador Microcontrolado, que permite ao usuário controlar o movimento para frente e para trás, acionando um simples botão. Esses dois projetos já possuem protótipo e a tecnologia está disponível para empresas que queiram comercializá-los. O Centro também possui outros projetos em andamento destinados a pessoas com deficiência visual ou auditiva.

O Elevador é o único equipamento, até agora, cujas pesquisas já envolvem pacientes com sequelas de paraplegia e tetraplegia. Eles realizam o treinamento locomotor sem a utilização de recursos como esteira ergométrica ou órteses nos membros inferiores. Suspensas pelo Elevador, são desafiados a caminhar de forma autônoma, por uma extensão de quatro metros. Para que isso ocorra, foi desenvolvida uma técnica especial de fisioterapia aliada à musculação dos membros inferiores e superiores. "Cada pesquisa tem a duração de seis meses. Nesse período, trabalhamos com os pacientes na posição em pé (ortostática), em sessões de 30 minutos, duas vezes por semana. O Elevador tem proporcionado o aumento da força muscular, maior independência funcional e diminuição da espasticidade (rigidez muscular). O Elevador é um protótipo e está apto para ser licenciado ou transferido para a indústria nacional", garante Claudia Garcez, fisioterapeuta e pesquisadora do CDTTA.

Triciclo elétrico

Júlio Oliveira é formado em Engenharia Mecatrônica, pela Universidade Paulista (UNIP), em São José dos Campos/SP e mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Guaratinguetá/SP. O interesse pelo desenvolvimento de equipamentos assistivos surgiu no último período do curso de graduação (2007/2008). Juntamente com alguns colegas, desenvolveu um projeto com grande contribuição social: uma cadeira de rodas automatizada com controle automático de nível do assento e superação de escadas. Esse projeto foi apresentado como trabalho de graduação e apresentado no final do curso para obtenção do título.

A partir desse primeiro projeto de tecnologia assistiva, Oliveira buscou dar continuidade às pesquisas na área. Encontrou uma nova oportunidade de desenvolver um modelo de tração elétrica para cadeira de rodas com o auxílio do professor orientador Victor Orlando Gamarra Rosado, durante o curso de Mestrado na Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. O novo projeto desenvolveu um equipamento de baixo custo que proporciona liberdade e autonomia a usuários de cadeira de rodas. O resultado é uma espécie de triciclo chamado "Radical": trata-se de um sistema de tração elétrica para cadeira de rodas convencionais, disponibilizado em forma de acessório a ser adicionado à um modelo qualquer de cadeira de rodas convencional. O "Radical" é composto por um suporte universal (instalado abaixo do assento da cadeira de rodas), uma roda motorizada (acoplamento/ desacoplamento rápido sobre o suporte) e kit de baterias, que possuem autonomia de três a quatro horas de utilização ou 25 Km contínuos. Atinge velocidade máxima de 30 Km/h e tem capacidade para usuários de 90 Kg. "A ideia deste equipamento é proporcionar multi funcionalidade em cadeiras de rodas convencionais, de forma a permitir que o usuário escolha a melhor maneira de utilizá-la: convencional e modo motorizado. Uma vez desacoplado, a cadeira de rodas mantém sua funcionalidade e características mecânicas, não apresenta alterações estruturais. Por sua vez, o equipamento acoplado na cadeira de rodas o transforma em um triciclo elétrico para utilização em ambientes externos, tais como, praças, parques, vias públicas, entre outras", explica o engenheiro.

O Radical está em fase de ajustes e redefinição de alguns elementos mecânicos. Até o presente momento não existem empresas parceiras para o desenvolvimento do produto, mas Oliveira busca continuar sua implementação. Serão construídas mais algumas unidades para testes no primeiro semestre de 2013 a fim de garantir alto nível de segurança e confiabilidade. O processo de patente está em andamento, aguardando a efetivação, mas o projeto está protegido. "Trabalhar em pesquisas de tecnologia assistiva é algo muito motivador por se tratar de projetos direcionados a necessidades reais da sociedade. Cada vez mais, a importância deles se fará presente para a melhor interatividade de todas as pessoas num meio comum. Incluir pessoas com algum tipo de deficiência em atividades cotidianas traz benefícios significativos para a sociedade", garante Oliveira.
Ferramenta para surdos na internet

Stefan Martins fez mestrado em Engenharia Elétrica na área de Interação Humano/ Computador, orientado pela professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). "O motivo que me levou a trabalhar nesse tema foi uma pesquisa anterior na área de governo eletrônico com uma população digitalmente excluída de cegos, surdos, idosos, analfabetos. Dentro desse conjunto de pessoas percebi que os surdos eram os que tinham o menor número de tecnologias disponíveis", conta Martins.

O mestrado foi defendido em março/2012 com o nome de CLAWS, que significa "garra" em inglês, por agarrar a informação, e é uma sigla que significa ferramenta "Colaborativa de Leitura e Ajuda a Web para Surdos". Foi desenvolvido um protótipo de alta fidelidade que está sendo aperfeiçoado e ainda não há previsão de quando estará disponível no mercado. Para ser colocado em prática, está sendo inscrito em editais de pesquisa, mas há interesse em parceiros privados também. O projeto ficou em 3º lugar no prêmio Todos@Web - Prêmio Nacional de Acessibilidade Web/2012, na categoria Tecnologias Assistivas/Aplicativos, único trabalho desenvolvido para surdos. Com artigos acadêmicos o autor ganhou o 2º lugar na Latin American Conference on Human Computer Interaction - CLIHC/2009 no México e o 1º lugar no Interaction South America/2009, em São Paulo.

Fazem parte do CLAWS, um avatar em 3D (lembram do filme de James Cameron, de 2009?), imagens, vídeos, legendas, dicionário e outros itens. "Todos esses recursos já existem e o que fiz foi agrupá-los em uma única ferramenta, como um canivete suíço. Ela funciona junto com o navegador, no formato de um plug-in e enquanto o surdo navega na internet ele pode utilizar para auxiliá-lo conforme sua necessidade", explica Martins. Dessa forma, os sites não precisam prover conteúdo acessível para surdos, pois é muito caro desenvolver vídeos de alta qualidade, por exemplo. É uma ferramenta abrangente, pois contempla vários perfis diferentes de surdos, desde aqueles que já leem um pouco de português ou os que apenas se comunicam em Libras. "Outro potencial é que a ferramenta é colaborativa, ou seja, os surdos e intérpretes construirão os vídeos com a interpretação, explicando o conteúdo de uma página na internet, e depois colocarão na ferramenta" comenta o engenheiro. “As pessoas acham que resolver o problema da interação dos surdos é trivial, mas poucos sabem da cultura surda, que é diversificada, possui o uso de uma linguagem de sinais - a Libras e têm uma grande capacidade colaborativa, pois vivem em/na comunidade surda e apresentam baixo domínio do português escrito", justifica. Por isso esse trabalho é tão importante, pois levará conhecimento e autonomia aos surdos no mundo digital", conclui Martins.

Mantida multa de R$ 220 mil às Lojas Renner por não contratação de número adequado de trabalhadores com deficiência

A 3a Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4a Região (RS) manteve multa administrativa no valor de R$ 220 mil aplicada pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) às Lojas Renner.

Juliano Machado
A empresa, segundo os auditores do Trabalho, não cumpre o artigo 93 da lei 8213, de 1991, que prevê cota de contratação de empregados com deficiência ou reabilitados da Previdência Social. Para os desembargadores do TRT4,
houve descaso da empresa diante da legislação, que já vigora há mais de 20 anos. A decisão confirma sentença do juiz Paulo Ernesto Dorn, da 18a Vara do Trabalho de Porto Alegre.
De acordo com informações dos autos, em inspeção realizada por auditor-fiscal do Trabalho em 8 de outubro de 2009, foi constatado que as lojas Renner possuíam 10,6 mil empregados, sendo 229 deles trabalhadores com deficiência. Conforme a previsão da lei 8.213 para empresas com mais de mil empregados, o percentual mínimo de pessoas com deficiência que devem obrigatoriamente ser admitidas é de 5%, totalizando 522 trabalhadores no caso da reclamante. Diante destes dados, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego lavrou Auto de Infração multando a empresa, que recorreu administrativamente na tentativa de anular a multa, mas não obteve sucesso.
Inconformada com a medida do MTE, a companhia ajuizou ação anulatória de débitos fiscais na Justiça do Trabalho, pleiteando a anulação do Auto de Infração e a consequente desobrigação ao pagamento da multa. Dentre outras alegações, a rede de lojas afirmou que promove medidas visando à contratação de empregados com deficiência, mas que o cenário de baixa qualificação da mão de obra para o mercado de trabalho no Brasil é ainda pior entre estes trabalhadores e que os poucos candidatos que se apresentam para as vagas de emprego não possuem os requisitos mínimos para admissão. Segundo a empresa, muitos candidatos preferem vagas de estágio para preservar o benefício de prestação continuada (BPC) que recebem da Previdência Social, e o Estado que impõe as contratações, sob pena de "pesadas multas", é o mesmo que não oferece qualificação profissional a estes trabalhadores.
Ainda conforme a rede de lojas, não é fácil localizar pessoas com deficiência para contratação, já que não existem outros órgãos, além do Sine, com banco de currículos desse público e que a reclamante não considera correto que as empresas arquem sozinhas com a procura e qualificação de pessoas com deficiência para o mercado de trabalho.
O MTE, por sua vez, argumentou que antes da ação fiscal a empresa despediu diversos trabalhadores com deficiência sem providenciar a substituição destes profissionais por outros com as mesmas características, como determina a lei, além de não apresentar certidão negativa do Sine que comprovasse a inexistência de trabalhadores aptos a preencherem as vagas. O Ministério também alegou que a própria empresa podia se empenhar em qualificar essa mão de obra, e que tais trabalhadores podem ser encontrados também em unidades técnicas de reabilitação do INSS e em escolas representativas das pessoas com deficiência, além de outras entidades. O MTE também observou que a legislação contempla direitos de pessoas com deficiências e reabilitados da previdência social presentes em diversos tratados internacionais com os quais o Brasil está comprometido, e que não se pode aceitar a justificativa de que a atividade da empresa não permite a contratação destes trabalhadores.
Alegações improcedentes
Ao julgar o caso em primeiro grau, o juiz Paulo Ernesto Dorn considerou improcedentes as alegações das Lojas Renner. O magistrado argumentou, na sentença, que não é possível ao Poder Judiciário definir novos critérios para a lei sob a alegação, utilizada pela empresa, de que é impossível cumpri-la, além de que, se de fato houvesse essa impossibilidade, não viria a ser firmado Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em momento posterior, visando a este mesmo fim. Para o juiz, é certo que existe discriminação quanto a pessoas com deficiência e reabilitados no mercado de trabalho, e que não pode haver ilusão quanto ao cumprimento voluntário de normas programáticas da Constituição, como a redução das desigualdades e das discriminações. "Na ausência de leis infraconstitucionais cogentes que implementem o anseio do Legislador Originário estaria este frustrado, como de resto ocorre em outros casos", concluiu o julgador.
Segunda instância
Inconformada com a decisão, a empresa recorreu ao TRT4, mas os desembargadores da 3a Turma mantiveram a sentença pelos seus próprios fundamentos. Conforme o relator do acórdão, desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa, "mesmo considerando possíveis dificuldades para o atendimento da exigência legal em questão, dentro dos limites das iniciativas referidas pela depoente, ainda assim é possível observar que a recorrente descumpriu a determinação legal, dada a ausência de prova da efetiva impossibilidade de seu cumprimento". Já o desembargador Ricardo Carvalho Fraga, também integrante da 3a Turma, ao expressar seu voto no julgamento, observou que "as eventuais dificuldades do mercado de trabalho, que existem para todos, deveriam ser superadas com treinamento, seja para estes ou para todos os trabalhadores".

Acórdão do Processo 0001918-66.2011.5.04.0018 (RO)
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.