quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Garoto amputado realiza sonho e nada com golfinho com prótese de cauda

FONTE :http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=38879


Garoto amputado realiza sonho e nada com golfinho com prótese de cauda

Cieran Kelso, de 8 anos, perdeu parte das pernas por causa de meningite. Ele mergulhou nos EUA com o golfinho fêmea Winter, que perdeu a cauda.

da Redação
Um garoto britânico de 8 anos que perdeu parte das duas pernas ainda bebê por conta de uma meningite realizou um sonho: mergulhar com o golfinho Winter, uma fêmea que perdeu sua cauda em um acidente com uma armadilha de caranguejos e posteriormente recebeu uma prótese do órgão.
O encontro aconteceu no tanque do Aquário Marinho de Clearwater, nos EUA, no dia 16 de agosto, mas a imagem foi divulgada no último domingo (1º) pela agência Associated Press.
Chamado Cieran Kelso, o garoto adora nadar, mas após as amputações passou por muita dificuldade para isso, de acordo com a Associated Press.
O pai de Kelso e sua madrasta conseguiram arrecadar milhares de dólares, após as amputações, para confeccionar um par de nadadeiras que poderiam ser adaptadas às proteses que o menino utilizada, para que ele pudesse mergulhar, afirmou o jornal “Daily Mail”, à época.
"Flipper"
O uso das próteses rendeu o apelido de “Flipper” para o garoto em seu país.
Uma agência de viagens da Flórida soube da história do garoto e de sua “obsessão” pelo filme “Winter, o Golfinho” (“Dolphin Tale”, no título em inglês), que conta a história da fêmea nariz-de-garrafa Winter e teve a participação de atores como Morgan Freeman e Ashley Judd.
A agência , então, pagou a visita de Kelso e de sua família ao aquário da Flórida, onde o golfinho é mantido. O garoto pôde brincar na água com o animal e realizar seu sonho.
O aquário onde o animal é mantido correu o risco de fechar, quando passava por uma séria crise, em 2005, ano em que Winter chegou após ser vítima da armadilha. O golfinho passou a nadar sem o órgão e posteriormente se adaptou a uma prótese feita sob medida.
A presença de Winter quadruplicou o público do aquário e originou uma linha de brinquedos, livros e outros produtos que permitiram que o aquário permanecesse aberto.

Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo

Beth/Vanessa!
 
Recebi esse artigo de um grande amigo meu, Diretor de Escola de Ensino Fundamental, ele também tem grande interesse pela nossa causa, e eu sempre que posso também envio para ele alguns artigos que recebo da nossa comissão.
 
Vale a pena saber
 
Abs
 
 
  Sueli Aparecida Vieira Pinto
Sec. Desenvolvimento Econômico
       Prefeitura de Americana


   Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo
Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.
Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.
É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ONG Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou.  E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido.Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou.  E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido.Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”, diz ele.
Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.
Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.
“A começar pelas entrevistas: é  visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”.
Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas:  “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”.
Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outro aspecto que se assemelha muito a meu filho”.
Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela.
A idéia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos.  “Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Acessibilidade - "Luz engarrafada" -CRIAÇÃO DE UM BRASILEIRO

FONTE : http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3615:qluz-engarrafadaq-criada-p

"Luz engarrafada", criada por brasileiro, chega a 1 milhão de casas pobres em 15 países

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Fotos: BBC
Um brasileiro, de Uberaba/MG, poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje.
A invenção Alfredo Moser também está iluminando o mundo.
Em 2002, o mecânico encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.
Ele utilizou garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro e as instalou no telhado, com bico pra fora e o fundo para dentro da casa.
A luz do sol bate na garrafa e reflete dentro do ambiente. Simples assim!
Nos últimos dois anos a ideia de Alfredo Moser alcançou diversas partes do mundo e deve chegar a 1 milhão de casas.
Como fazer
  1. Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor.
  2. Proteja o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira.
  3. De cima para baixo encaixe a garrafa cheia d'água.
  4. Prenda as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos.
  5. Encape a tampa com fita preta, pra funcionar melhor.
Potência
"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.
A ideia
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A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002.
O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.
A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.
Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.
"Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.
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Sucesso
O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.
Ele ganha apenas alguns reais instalando as lâmpadas e não ficou rico, mas se orgulha:
"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.
Nas Filipinas, - onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza, com menos de US$ 1 por dia e a eletricidade é muito cara - as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.
As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.
Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter nas Filipinas estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.
"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza.
"Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo".
Humilde, ele não parece sonhar com o sucesso, nem com o tamanho da ajuda humanitária que ele proporcionou.
"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.
"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".
Com informações da BBC.

Balada - sociabilização- Pessoas com deficiência

Fonte:http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=38846

 Escola faz "balada" para promover a sociabilização de alunos especiais

G1
02/09/2013

Jovens aproveitam festas para fazer novos amigos e até paquerar. Colégio tem ensino regular para crianças com dificuldade de aprendizagem.

Pâmela Kometani
Nicolly Oliveira, de 13 anos, foi uma das primeiras alunas a chegar à escola Novo Ângulo Novo Esquema (Nane), em São Paulo, no último sábado (24), por volta das 19h. Lucas Scandurra, de 21 anos, estava animado para escutar as músicas do Charlie Brown Jr, e também para paquerar. Já, Maria Eduarda de Carvalho, a Duda, de 15 anos, queria aproveitar para se divertir com seus amigos e colegas de classe.
Os três jovens foram para a escola à noite para participar de mais uma balada promovida pela Nane. A escola oferece ensino regular para crianças e jovens que têm dificuldades de aprendizagem e deficiência intelectual, como autismo, síndrome de Down e Asperger, deficiência física ou outro tipo de necessidade especial.
As festas começaram a ser realizadas neste ano para promover a sociabilização dos alunos, já que muitos jovens precisam do apoio dos pais para sair e encontrar os amigos, e também para apresentar uma balada real para os jovens. "Lidar com a diferença é a única maneira de se praticar uma educação em que todos têm direito de aprender e crescer com autonomia e independência", diz a escola em seu site.
"A balada é o momento da paquera, dos amigos, da música e da sociabilização. Ele gosta e curte como qualquer pessoa", diz o músico Edgard Scandurra, pai do Lucas e ex-guitarrista da banda Ira!. "A função da escola é preparar esses meninos e meninas para uma vida social e essa iniciativa é muito boa. Cabe a nós, os pais, a dar sequência a isso."
Lucas participou de todas as baladas promovidas pela escola e apesar de já ter ido em algumas festas com seu irmão mais velho, ele ainda prefere os encontros organizados pela Nane. "Aqui as músicas são mais legais e ainda tem a paquera", ressalta.
Há quatro anos na Nane, Lucas ficou dois anos no módulo de desenvolvimento e está no 2º ano do OPTE. No próximo ano, ele vai passar pela etapa de profissionalização, em que a escola ajuda na descoberta da área de atuação e na inserção no mercado de trabalho.
Balada
O encontro do último sábado foi a terceira edição da balada na escola. Dessa vez, a festa não foi temática, mas os alunos já tiveram festa a fantasia, terão uma festa da primavera em setembro e um de Halloween em outubro. A balada vai das 19h às 22h. Pais e responsáveis ficam de fora. Somente ex-alunos, amigos e irmãos de alunos são aceitos.
"Sempre juntamos a turma e passeamos para eles conhecerem os locais e situações reais. Eles começaram a questionar como seria uma balada e resolvemos fazer uma aqui", afirma Miriam Tramutola, psicóloga e uma das diretoras da escola.
Marcelo Cleres, de 36 anos, é professor de química, física, matemática e informática e também o DJ das baladas. "Ficamos preocupados em manter o estilo bem próximo da realidade. Temos fila na entrada, lounge e pista", explica.
Cleres ressalta que a balada ajudou a melhorar sua relação com os alunos. Segundo ele, o convívio melhorou após a iniciativa. "Se um vínculo afetivo é criado, isso aumenta o respeito e também o interesse do aluno. Podemos conhecê-los melhor e isso ajuda muito."
A escola oferece ensino regular para os alunos, com ensino fundamental e médio e OPTE (orientação e preparação tecno emancipatória). A escola tem alunos com dificuldade de aprendizagem e que precisam de atenção e metodologia especializada. Os alunos têm todas as disciplinas do ensino tradicional e são avaliados bimestralmente por meio de provas. Eles também podem escolher entre as aulas de teatro, música ou artes plásticas.
A escola tem cerca de 80 alunos e cada sala conta, em média, com 15 alunos. No período da manhã é oferecido o ensino regular e no período da tarde é feito o módulo de desenvolvimento, que atende crianças e jovens que ainda não conseguiram ingressar no mundo da linguagem e precisam de um apoio especializado.
Já o OPTE se destina a jovens a partir de 14 anos que necessitam de uma nova modalidade de curso escolar, em que o tempo de desenvolvimento nos cursos de ensino regular não foram suficientes para atender as necessidades individuais. "Observamos a necessidade e a capacidade dos alunos para traçar uma estratégia diferente", diz Miriam. No OPTE, por exemplo, os jovens não têm matemática e sim, economia e finanças, em que eles aprendem na prática, com o uso de operações matemáticas, a utilizar o dinheiro.
Os alunos ainda têm aula de roda, em que eles discutem temas atuais, com a leitura de jornais e revistas, e oficinas, de escrita e de matemática, em que os conteúdos são passados de acordo com o ritmo de trabalho dos alunos, sem que o avanço escolar seja comprometido.
"É um trabalho bastante minucioso e temos que ter uma comprovação de que o aluno aprendeu. Nas disciplinas de exatas, tento fugir dos números e mostrar para eles que existem outras formas de enxergar os conceitos no dia a dia", afirma Cleres.
De Taboão da Serra para SP
Essa foi a primeira balada de Nicolly, já que somente alunos que tenham a partir de 13 anos de idade podem participar. Ela queria escutar e dançar as músicas de Gusttavo Lima e Anitta. "Fiquei feliz porque dancei tudo o que tocou e fiquei até o final. Deu para fazer novos amigos."
Faladeira e extrovertida, Adilma Oliveira, mãe da menina, conta que ela é tão animada que interage até demais. "Ela chega aos lugares e fala com todo mundo. Acho a iniciativa da escola bacana, já que tem outras crianças que não tem a mesma interação que ela e isso faz com eles fiquem desinibidos", afirma.
Nicolly chegou a Nane há dois anos depois de não ter uma experiência muito positiva em outra escola. Segundo Adilma, as colegas a colocavam em segundo plano por ela ter dificuldades no aprendizado. "Ela aprende mais na prática e a assimilação acontece com casos mais concretos. Falava com a direção da escola, mas nada era feito", diz a mãe.
Ela é dedicada aos estudos e acorda às 4h40 para sair do Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, e chegar até a escola que fica em Moema, na Zona Sul. "É um percurso muito longo, mas ela tem vontade de ir. Ela é preocupada e sabe das suas responsabilidades", diz Adilma.
Mais amigos
Duda, de 15 anos, também foi em todas as baladas e para ela o mais importante é ficar perto dos amigos. "Conheci ex-alunos e passei a conversar com mais pessoas. Agora conheço todo mundo", afirma.
Depois de estudar até o 6º ano do ensino fundamental na mesma escola, Duda mudou de colégio e chegou na Nane no ano passado. "É muito bacana o respeito que a escola tem com o ritmo das crianças. Todo o currículo é adaptado, tanto que ela só tem livro didático para inglês, todo o resto é feito com apostilas", lembra Monica Moares, mãe da jovem.
Segundo Monica, Duda gosta da balada e sempre fica muito animada. "A ideia é muito legal. O grupo é heterogêneo e todos se entendem e se respeitam muito", diz Monica.

O que "ela" quer? - Izabel Maior - Rede Saci

Fonte:http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=38854

 O que “ela” quer?

Rede Saci
02/09/2013

Artigo de Izabel Maior, "ela" é carioca, Docente da Faculdade de Medicina da UFRJ, consultora em direitos humanos, acessibilidade e inclusão, referência na área...

Izabel Maior *
A cena a seguir aconteceu em uma loja de roupas femininas de um shopping da Barra da Tijuca:
Entram duas possíveis compradoras e começam a olhar as peças dispostas para consumo. O passo seguinte costuma ser a aproximação de uma vendedora. Entretanto, nem sempre isso se dá de forma espontânea, e as compradoras em questão precisaram chamar alguém para atendê-las. Quando vem, antes de qualquer coisa, a vendedora vira-se para uma das mulheres e pergunta – “O que ela quer?”. Naturalmente, “ela” é a outra e acaba de perder sua autonomia frente à representante da loja. Cabem várias atitudes, que vão do posicionamento neutro do deixar pra lá e bater em retirada, do enfrentamento, ou ainda uma atitude didática. O momento vai ditar a reação da “ela”: “Olha só, eu falo, pode se dirigir a mim sem medo” ou “O que você está pensando? Não mordo, deixa explicar para você etc.”. Pode ser com um sorriso ou com tom de voz que denota o desagrado, com educação ou ainda exaltada.
Qualquer uma das abordagens não garante o bom atendimento ou a mudança de
atitude da vendedora em situação futura. Uma coisa é certa: a compradora tem de estar devidamente preparada para não desistir da sua busca por uma roupa nova. Pode não ser ali. Uma nova investida na próxima loja e, quem sabe, não se mostrem tão despreparados. É uma boa escolha? Nem sempre.
A cena seguinte se passa no check in do Aeroporto Santos Dumont (na cidade da Jornada da Juventude, da Copa e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos), quando a mesma dupla pretendeu embarcar para um compromisso importante. Adequadamente atendidas, vem o momento da revista, antes de passar ao salão de embarque. Duas funcionárias com poder fiscalizatório dão o comando: “Ela levanta?”. Agora a pergunta foi feita ao atendente da companhia. Desmoralizante. Dentro da cabine, escuta-se: “Consegue levantar o bracinho?” De novo um diálogo que mostra a estranheza entre essas pessoas.
Não foi a vendedora, são pessoas que lidam diariamente com o público específico e infantilizam a relação, de forma incorreta e repetida. Responder como? Atrasar o embarque com diálogos reparatórios ou deixar pra lá?
Serão incontáveis os diminutivos desde o momento que saíram de casa até o retorno. Diminutivo tanto pode transmitir carinho como pode ferir e diminuir, reduzir, rebaixar.
Cada qual interpreta de um jeito e aguenta o quanto pode. Direta ou veladamente, discriminação no diminutivo pesa e maltrata.
Nada melhor do que um bom hotel, de uma próspera metrópole mundial, para desarmar o espírito de quem já enfrentou tantas provas de resistência. Sorrisos, mesuras e tudo resolvido. Enfim, o quarto adaptado. Tudo parece muito bem. No banheiro, um apoio caro, em formato de L, porém fixado de cabeça para baixo. Conseguiram o impensável e virou um adorno de parede desinteressante e inútil. O problema é precisar do adorno de parede em sua posição certa para cumprir a função de barra. Outro jeito deverá ser dado, com riscos para a dupla viajante. Cair ou não cair. Seria melhor não ter vindo?
Que perguntinha chata e insistente.
Chega o momento glorioso, motivador o suficiente para enfrentar tantas barreiras seguidas. A oportunidade de debater e aportar ideias, interagir em alto nível. A proposta é mudar o mundo, incluir e criar indicadores sensíveis ao desenvolvimento de todos.
Muitos rostos compromissados, limitações reduzidas e participação assegurada. A tecnologia a serviço da dupla e de todas as pessoas presentes. O ambiente é acessível, convidativo, e estar ali é um prazer como deve ser cada instante de convivência. Como é bom não ter a sua capacidade de “deixar pra lá” medida seguidas vezes.
Ao término de cada evento, com a tarefa realizada com sucesso, começa o
congraçamento. São muitas conversas, projetos, atitudes e situações acolhedoras e promissoras. Não se percebem barreiras, somente oportunidades de escolha, de convivência e afetividade. Ainda bem que o mundo entendeu que as pessoas são feitas para viver em harmonia e sem provações. Um suspiro de alívio. Obrigada aos céus.
Como a vida não para, cada qual vai tomar seu rumo com mais conteúdo e felicidade, imagens na memória e instantes eternizados nos cliques de tantos celulares. Foram ótimos encontros, pontuados com abraços, beijos, coisas naturais da nossa cultura. Tudo faz parte, que bom! As fotos estarão no facebook quase imediatamente.
Então se aproxima o retorno propriamente dito. O aeroporto é outro, o maior do país (Guarulhos). A dupla ultrapassa a etapa do novo check in. Até que foi fácil.
Devidamente orientadas, se dirigem ao serviço de atendimento às necessidades especiais. Tudo bem, deixa pra lá, é possível entender que é um atendimento para pessoas com qualquer necessidade de acompanhamento. Devem ser preparados, então não há espaço para preocupação com a mensagem, seria a luta pelo politicamente correto. Calma.
No primeiro contato com duas funcionárias do atendimento especializado, ouve-se: “Ela anda?”. Andar ou não é irrelevante. A questão é o “ela”, uma agressão inesperada, que ofende. Finalmente, “ela” que luta tanto, que faz palestras, que já participou de tantas mudanças na vida social, não pode deixar pra lá. Se deixasse, eu a chamaria de “ela” para sempre. No mais adequado tom, eu disse: “‘Ela’ sou eu. Fale comigo!”
Na moral, cansa ser “ela”. O que falta fazer?

* Docente da Faculdade de Medicina da UFRJ, consultora em direitos humanos, acessibilidade e inclusão, atuou na consultoria de acessibilidade da Rio+20, é ex-secretária da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Participou na ONU da elaboração da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de sua ratificação no Brasil.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Artrite, artrose, dor nas costas -ANVISA -Fonte:sonoticiaboa.band.uol.com.br

Anvisa libera remédio natural contra artrite, artrose e dor nas costas

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remedio_fitoterapico
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou este mês o Arpynflan, um medicamento fitoterápico produzido pela indústria baiana Natulab.
O Arpynflan, é um anti-inflamatório natural produzido a partir do extrato da raiz de Harpagophytum procumbens (popularmente conhecida como Garra-do-diabo).
Ele é recomendado para o tratamento de quadros reumáticos, acompanhados de dor, como artrite, artrose e lombalgia (dor na região lombar da coluna) e já é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além de considerar a liberação de medicamentos fitoterápicos pela Anvisa uma evolução do mercado, o farmacêutico Olavo Souza Rodrigues, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Natulab, acredita que fornecer esses medicamentos pelo SUS aumenta ainda mais o número de usuários de fitoterápicos.
"A farmácia básica do SUS ter medicamentos fitoterápicos é uma grande conquista. Desta forma, mais pessoas irão conhecer os produtos e perceber que, em alguns casos, podem fazer um tratamento alternativo com eficácia e segurança", diz.
Uma medicação fitoterápica tem como base plantas medicinais, mas está longe de ser semelhante ao uso das plantas de forma caseira.
Os fitoterápicos são medicamentos industrializados, regulamentados da mesma forma que os medicamentos convencionais (os alopáticos), porém com legislação específica.
De acordo com a legislação sanitária brasileira, fitoterápico é o "medicamento obtido com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais".
Mas apesar dos benefícios, Rodrigues faz um alerta: "como qualquer medicamento, o mau uso deles pode ocasionar problemas à saúde", diz.
Fitoterápicos no SUS
Desde 2007, o SUS fornece medicamentos fitoterápicos. Inicialmente, apenas dois produtos constavam na lista.
Eles eram feitos à base de espinheira santa - para gastrites e úlceras - e guaco - para tosses e gripes - , em diversas apresentações.
Atualmente, são 11 medicamentos.

Perda de memória -IDOSOS - Possível reversão

Fontehttp://boasnoticias.sapo.pt/noticias_Idosos-Perda-de-mem%C3%B3ria-pode-ser-revers%C3%ADvel_16995.html?page=0

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

Idosos: Perda de memória pode ser reversível

Idosos: Perda de memória pode ser reversível
Um grupo de investigadores norte-americanos conseguiu identificar uma das principais causas da perda de memória com a idade. A explicação está numa proteína do hipocampo e a descoberta pode vir a conduzir a novos tratamentos para reverter o processo.
 
Com recurso a ratos de laboratório e oito cérebros humanos doados para investigação científica, a equipa liderada pelo Nobel da Medicina Eric Kandel descobriu que o gene RbAp48 está diretamente associado à perda da memória com o envelhecimento.
 
Os resultados deram conta de que a quantidade de proteína produzida por este gene é 50% inferior nos cérebros mais velhos do que nos mais novos. Num total de 17 genes analisados, que indiciavam estar na origem de mudanças a nível do hipocampo, consoante a idade, o gene RbAp48 foi aquele que revelou mais alterações significativas.
 
Durante os ensaios, os cientistas conseguiram descobrir que ao 'desligar' a proteína nos ratos mais novos, eles perdiam facilmente a memória. Por sua vez, o reforço da proteína nos indivíduos mais velhos aumentava a sua memória.
"Ficámos surpreendidos por ver que aquele aumento não só melhorou a memória dos ratos, como levou a um desempenho semelhante ao dos ratos mais novos", refere Elias Pavlopoulos, co-autor do estudo, em comunicado.

O estudo revela ainda fortes evidências de que a "perda de memória com a idade e a doença de Alzheimer são duas condições distintas". Os investigadores garantem que esta se trata da primeira prova molecular da diferença entre a perda de memória relacionada com a idade e a doença de Alzheimer.

Os resultados, publicados na edição online da revista Science Translational Medicine, representam ainda um "forte potencial para serem transformados em novas terapias".

Em Americana - Turismo - Pessoa com Deficiência - proposta de atendimento personalizado

Agência de TURISMO inaugurada em 19 de julho de 2013 propõe atendimento personalizado para pessoas com deficiência.
Responsáveis : Daniela Naves Beraldo e Nilton Carlos Trevisan Tonom
celular para acesso : 99356 2856
Para conhecer melhor o nosso trabalho, temos a página no Facebook: https://www.facebook.com/BWTurismo
E o nosso site: https://www.bwturismo.com/

Caso real - artigo derivado de entrevista, pessoa com 86 anos, ativa e feliz

“Com 86 anos, ainda estou direitinha...”


   Sou Ida, de tempos em que crianças nascidas no sítio, mesmo que meninas e com dez anos de idade precisavam levar milho, montadas em um cavalo, para o moinho, por quilômetros, para voltar com um pouco de fubá. A família plantava para sobreviver, com um pai com fácil acesso aos alambiques e nenhum tratamento para o alcoolismo. Sacos de adubo, farinha e açúcar transformavam-se em roupas. Faltava alimento, com quinze anos meu apelido era “bacalhau”. Nos bailes nas tulhas, os moços eram suados, cheirando a bebida. Não me interessavam.  Na novena, um moço que era arrimo de família chamou minha atenção. Começamos nossa vida de casados muito pobres. Surgiu chance de emprego em Carioba, um patrão que nos dava trabalho, luz elétrica e água “a rodo”. Era maravilhoso. Assim que nasceu o primeiro filho, resolvi ficar em casa. Vieram mais duas crianças, os tempos mudaram, meu marido tornou-se tecelão, e depois de anos de trabalho, já com hérnia de disco, ganhou de presente de seu patrão, quatro teares que nos sustentaram, permitindo que eu trabalhasse tendo os filhos próximos. Ele tornou-se um combativo vereador, nos tempos de ser político tendo como paga a gratidão do povo. Faz vinte e sete anos que ele se foi, continuo morando na mesma casa, por escolha minha, eu e Deus. Participo intensamente da vida dos filhos, mas também da minha comunidade – não consigo viver sem gente por perto. Vou à igreja, faço ginástica, participo de grupo de idosos e de coral. Brinco com todos, o tempo todo. O corpo já dá alguns poucos sinais dos anos vividos, mas isso não abala minha alegria de viver. “Gosto de pessoas e amores inteiros. Porque não sei me dar pela metade nem por partes. Eu transbordo. E se você também for do time que transborda, vem pra cá.” -Clarissa Corrêa.

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail: bfritzsons@gmail.com
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.