domingo, 3 de maio de 2015

500 dias: vídeo exclusivo mostra detalhes de acessibilidade dos apartamentos da Vila Paraolímpica

by Ricardo Shimosakai
Durante os Jogos Paraolímpicos, os atletas terão 694 apartamentos com acessibilidade e mais de oito mil camas.Durante os Jogos Paraolímpicos, os atletas terão 694 apartamentos com acessibilidade e mais de oito mil camas.
Imagens retratam características especiais dos imóveis, como larguras de portas, elevadores mais amplos e corredores próprios para a circulação de cadeirantes
A Vila dos Atletas vai receber cerca de 4.300 atletas durante os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, entre 7 e 18 de setembro de 2016. Para acomodar as estrelas do evento, serão utilizados 21 dos 31 prédios em construção na região da Barra da Tijuca.
Os atletas ficarão hospedados em apartamentos de dois, três e quatro quartos. Todos construídos de acordo com normas internacionais de acessibilidade.
Com 70% da obra concluída, o brasil2016.gov.br conferiu o andamento da construção e conheceu detalhes dos apartamentos. O diretor geral do empreendimento, Mauricio Cruz Lopes, mostrou características específicas dos imóveis, como a largura de portas e corredores, a ampliação das áreas dos toaletes e o tamanho dos elevadores.
Confira o vídeo (com opções de legendas em português e inglês):
Fonte: brasil2016
QUA, 29 DE ABRIL DE 2015 02:01      ACESSOS: 198
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Foto: The Independent
O que você é capaz de fazer por um amigo?
Na china um adolescente dá mais do que uma prova de amizade: a prova é de amor e solidariedade.
Ele leva nas costas um deficiente para a escola, há três anos, todos os dias.

Xie Xu, de 18 anos, carrega o amigo Zhang Chi, de 19, de cavalinho.
Xie Xu foi saudado como "o estudante mais bonito da China", pela boa ação para que seu amigo não perdesse as aulas.
A história tem sido amplamente compartilhada nas redes sociais chinesas e recebeu cobertura de toda a mídia local.
Guo Chunxi, o vice-diretor em Daxu High School, em Xuzhou, província de Jiangsu, onde os amigos estudaram juntos  descreveu a história como "muito inspiradora e comovente".
Zhang Chi sofre de distrofia muscular, uma doença que enfraquece os músculo aos poucos.
"Eles não são parentes, mas Xie vem fazendo isso há três anos", disse Guo.
Com informações do TheIndependent http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6763
QUA, 29 DE ABRIL DE 2015 02:08      ACESSOS: 274
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Foto: Rafaella Fraga/G1

Um aposentado de 73 anos realizou seu sonho: Vitor Gonçalves se formou no Ensino Médio, depois de tanto tempo longe da escola.
Ele foi aplaudido por um auditório lotado no dia da formatura da turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

"Fui o último a ser chamado entre os colegas. Eu não sei, sabe, me segurei tanto, tanto. Todo mundo em peso levantou para me aplaudir. Parecia que o meu coração estava inchando. Nem olhei pra trás, senão era capaz de dar uma coisa em mim", contou ao G1, como se ainda estivesse na cerimônia, realizada em dezembro de 2014.
Oportunidade
Vitor faz parte do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), que ajuda uma parcela da população brasileira que não teve oportunidade de estudar quando criança.

O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 8,3% da população brasileira não sabe ler ou escrever. O índice corresponde a mais de 13 milhões de brasileiros. Entre os adultos, a taxa é de 10,2%.
História
Nascido na zona rural de Caçapava do Sul, cidade da Região Central do estado, viveu a infância, adolescência e início da juventude em uma casa simples no interior do município.

Os pais eram analfabetos e a irmã e o irmão também não estudaram.
Aos 20 anos, recém-casado, mudou-se para a capital. 
Na cidade grande, teve acesso à escola, mas precisou interromper os estudos.
A distância e a necessidade de ajudar no trabalho doméstico o impediram de continuar.

"Era impossível estudar e trabalhar, porque eu morava muito longe. Não tinha ônibus perto. Aí, tarde da noite, eu tinha que ir embora a pé. Era arriscado, escuro. Agora não é mais, mas na época sim, e eu tive que parar", relata.

Para arcar com as despesas da casa ao lado da esposa, trabalhou como carpinteiro, zelador e "o que mais viesse".

Com a aposentadoria, porém, sobrou mais tempo na rotina para aceitar o convite de uma educadora social que insistia para que ele voltasse para a sala de aula em 2006, aos 65 anos.

Pensou em desistir
Em 2010, a perda da esposa Neidi Pereira Gonçalves, então com 68 anos, o paralisou. Os dois eram casados há mais de quatro décadas.

“Quando eu estava subindo os degraus da vida, perdi minha companheira”, desabafa, com os olhos cheio d’água. “Até hoje eu sinto...”, tenta completar a frase, mas é interrompido pelas lágrimas.

O luto o fez pensar em desistir. Por dois meses deixou de frequentar a escola.

"A diretora disse que eu poderia ficar fora quanto tempo eu quisesse. Quando eu voltei, fui aplaudido no pátio da escola”, comenta ele, que teve o apoio da instituição para voltar.

“Estar dentro de casa, sozinho, sem aquela pessoa para conversar... não dá. Foi por isso que eu voltei”.

Mas logo em seguida, prestes a ser aprovado para o 8º ano, outro golpe o acometeu: com problemas cardíacos, ficou hospitalizado por 30 dias.

“Com tudo aquilo, ainda me ataquei do coração. Depois, mais um mês para me recuperar”, recorda.  “Aí sim, quando eu fiquei bom de verdade, engatei e fui até o fim”.
Com informações do G1- SONOTICIABOA
QUI, 30 DE ABRIL DE 2015 02:01      ACESSOS: 165
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Foto: Max Rossi/Reuters
O Papa Francisco surpreendeu novamente ao defender publicamente o fruto do trabalho feminino.
Ele disse que é um 'escândalo' mulheres realizarem a mesma função e receberem salário menor do que o dos homens.
"Elas possuem os mesmos direitos', disse Francisco no Vaticano.
E foi além: o Papa pediu maior papel das mulheres na Igreja Católica.

O apelo enfático pelo fim da diferença salarial entre homens e mulheres foi feito nesta quarta-feira (29).Francisco disse que cristãos deveriam reprovar essa disparidade.
"Por que é dado como certo que mulheres devem ganhar menos que homens? Não! Elas possuem os mesmos direitos. A discrepância é um escândalo", disse a centenas de milhares de pessoas em seu discurso geral na Praça de São Pedro.
Levantando a voz para ênfase à situação, Francisco disse que cristãos deveriam "definitivamente apoiar o direito de igualdade salarial para trabalhos iguais".
Mulheres na União Europeia receberam em média 16,4% a menos que homens em 2013, de acordo com estatísticas da agência Eurostat, e dados norte-americanos indicam que mulheres ganham 77 centavos de dólar a cada dólar que um homem ganha, de acordo com salários médios anuais.
Mulher na Igreja
Francisco também defendeu um papel maior da mulher na Igreja Católica romana ao redor do mundo e na burocracia do Vaticano.

Mas disse que "a porta está fechada" para a possibilidade de mulheres se tornarem padres.
A igreja ensina que mulheres não podem se tornar padres porque Jesus deliberadamente escolheu somente homens como seus apóstolos.

Os que defendem o sacerdócio feminino rejeitam essa versão.
Alegam que Jesus agiu de acordo com as normas de sua época.
Com informações do G1http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6775

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Os arranjos que a vida elabora, em absoluta independência de nossas possíveis vontades:

Xodó afilhado, hoje filho xodó

   Meu nome é Emília, tenho 55 anos. Sou a madrinha de José, que perdeu a mãe com três meses de idade para a doença de Chagas. Nasceu junto com minhas gêmeas, meu leite alimentou os três bebês. O pai de José nunca se aproximou.
   Criei José junto com meus filhos. Nunca quis estudar. Estava feliz em seu primeiro serviço com registro, cuidava de tubulação de gás.
   Sua equipe organizou um churrasco, ele foi junto com seu mestre de trabalho depois do expediente.
   Voltando para casa, ele estava sentado ao lado do motorista, que não percebeu o caminhão parado no acostamento, com parte da carroceria ainda projetada para dentro da pista.
   O impacto atingiu somente o lado do veículo em que José estava sentado. Parte de seu cérebro, seu olho esquerdo e nariz foram muito machucados. Enfrentou coma, traqueostomia, alimentação por sonda. Acordou rindo e olhando para todos. Reconhece as pessoas. Não tem memória do acidente, somente de fatos passados anteriores.
   Sua companheira cuidou dele por um tempo. Depois foi embora levando a criança de ambos. Conseguiu parte do ganho do benefício de José como pensão.
   Hoje ele tem 33 anos e faz 13 que se locomove em cadeira de rodas. Faz três sessões de fisioterapia por semana. Sempre o acompanho. Passo meu dia cuidando dele e da casa. Tem períodos de sono provocados pela forte medicação que usa. Adora televisão, rádio, canta as músicas antigas que já conhecia. Parece feliz.
   Meu marido tem comércio próximo. José fica horas lá, apreciando o movimento.
   O futuro é isto, e disto não passa. Peço a Deus a misericórdia de vir buscar logo o José depois que eu me for.


“Cada qual sabe amar a seu modo, o modo pouco importa. O essencial é que saiba amar. ” – Machado de Assis.

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com
Sexta, 10 de abril de 2015

Comida, patrimônio ameaçado

“Que alimentos (não) estamos comendo?” Essa é a pergunta que o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) propõe em sua carta política, resultante do VII Encontro Nacional, que ocorreu em 2013, na cidade de Porto do Alegre (RS). O documento, construído com a participação de cerca de cem representantes de todo o Brasil, aponta para a importância em defender a comida como um patrimônio. Os motivos que levam a essa defesa estão na necessidade de enfrentar os desafios da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). Desde 1998, o Fórum articula pessoas, organizações, redes, movimentos sociais e instituições de pesquisa na luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável.
A reportagem é de Juliana DiasMariana Moraes e Mónica Chiffolleau, publicada pelo sítio Malagueta e reproduzida pelo portal EcoDebate, 08-04-2015.
De acordo com a integrante da Coordenação do FBSSAN, Vanessa Schottz, a questão a respeito dos “alimentos que estamos ou não comendo” levou os membros do Fórum a perceber o quanto a defesa da comida como um patrimônio é um caminho para aproximar a dimensão cultural da Segurança Alimentar e Nutricional. Isto porque a forma como o sistema alimentar está estruturado, coloca em alto risco esse patrimônio. Entre as razões enumeradas por ela estão a perda da agrobiodiversidade, da memória alimentar e da diversidade do alimento.
Com o intuito de mobilizar a sociedade em prol da preservação da biodiversidade e cultura alimentar, o FBSSAN lança a campanha Comida é Patrimônio. Os objetivos são estimular a população a repensar a relação com os alimentos e lutar por um sistema alimentar mais justo, equitativo, saudável, sustentável e solidário. Assim, o Fórum busca valorizar a identidade alimentar, presente nas ricas regionalidades culinárias do país, bem como nas dimensões sociais, culturais, econômicas e políticas. “As lutas cotidianas que travamos pela soberania e segurança alimentar e nutricional estão diretamente relacionadas com o que comemos e com o que as gerações futuras irão comer”, explica Vanessa.
A campanha pretende provocar essa reflexão a partir de quatro temas:
• Comida é bem material e imaterial
• Comida é identidade, memória e afeto
• Comida é dialogo de saberes
• Modos de viver, produzir e comer

Nos próximos meses, o Fórum irá compartilhar em sua página no Facebook uma série de 20 cartazetes chamados de “pensamento-pimenta” com frases de impacto sobre o que representa comer hoje. O conteúdo foi selecionado a partir de pensamentos de mulheres e homens de diversas áreas de conhecimento, entre as quais, antropologia, sociologia, nutrição, gastronomia, agricultura, artes e manifestações de organizações sociais sobre a cultura alimentar. Além dos cartazetes digitais, serão apresentadas matérias e entrevistas a fim de proporcionar amplo debate sobre os temas propostos. O público poderá participar respondendo às perguntas: “que alimentos (não) estamos comendo?” e “Quais alimentos devemos preservar?”. Podem ser enviadas em forma de textos, fotos e vídeos para o e-mailsecretariafbssan@gmail.com ou por mensagem para o Facebook. As respostas mais criativas serão integradas à campanha. Além das redes sociais do FBSSAN, a mobilização ocorrerá nos sites das instituições parceiras.
Comida é mais que nutriente
Em todo o Brasil, existem famílias agricultoras que estão envolvidas com a conservação da nossa biodiversidade e a valorização dos alimentos regionais. A urgência em defender o patrimônio alimentar brasileiro encontra apoio nas organizações e movimentos sociais que lutam para preservação desses bens, além das políticas públicas de salvaguarda adotadas desde a década de 90.
“Precisamos conhecer e valorizar essas experiências”, sinaliza Vanessa. A Associação Slow Food, por exemplo, possui um catálogo internacional chamado Arca do Gosto, que documenta e divulga alimentos que estão em risco de extinção. No país, já foram catalogados 28 alimentos tradicionais que devem ser preservados. Entre eles, estão o arroz vermelho do Vale do Piancó, na Paraíba; a cagaita (fruta do Bioma Cerrado) do Caxambu, em Pirenópolis (GO); a bijajica (bolo cozido no vapor com massa de mandioca, amendoim e açúcar) do litoral de Santa Catarina; e o néctar das abelhas nativas dos índios Sateré-Mawé, no Amazonas. Com a preservação, valorização e divulgação, é possível assegurar modos de viver, culturas, tradições, economias locais, saberes, e a biodiversidade nacional.
O modo de comer atual é marcado pela padronização do gosto, com grande oferta de alimentos artificiais (feitos à base de químicos, corantes e acidulantes), envenenados por agrotóxicos e transgênicos, prontos para o consumo. Hoje, os hábitos são construídos nas agências de publicidade e marketing das indústrias alimentícias. A assessora da OnG FASE e presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Maria Emília Pacheco, reforça que os alimentos artesanais são prejudicados por legislações sanitárias que usam parâmetros para uma produção industrial.
A comida vai além do nutriente e aspectos sanitários que conferem segurança para o consumidor. É fundamental reconhecer a necessidade de adotar uma concepção de qualidade baseada no respeito às práticas alimentares regionais. As atuais normas sanitárias padronizam a produção, descaracterizando os conhecimentos tradicionais, símbolos da cultura e história de um povo.“Precisamos rever essas normas, que são verdadeiros instrumentos autoritários”, afirma Maria Emília. O Fórum se une a outros parceiros para reivindicar a revisão dessas normas, conforme a “Carta Aberta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em favor da produção artesana, familiar e comunitária e da alimentação saudável”, que pode ser lida aqui.
Com a campanha, espera-se ampliar os olhares e o diálogo em torno do alimento e suas representações. Assim, é possível garantir maior autonomia às famílias, no cuidado da saúde e na redução da dependência da indústria alimentícia e farmacêutica. “Lutar por normas sanitárias mais inclusivas e adequadas à produção de base familiar e artesanal, contra o uso de sementes transgênicas e contra a concentração do mercado é defender um de nossos maiores patrimônios. Precisamos nos mobilizar”, alerta Vanessa.
Nesse sentido, a carta política do FBSSAN aponta que a agroecologia tem se firmado como o melhor meio de produção de alimentos saudáveis. Esse modelo agrícola respeita e promove a diversidade social, biológica e cultural. Com isso, “traz benefícios para toda sociedade e para o planeta, garantindo o acesso a esses alimentos por gerações futuras”, informa o documento. Maria Emília acrescenta que a agricultura familiar agroecológica é um caminho de resistência porque traz o princípio da diversificação alimentar para romper com a monotonia das dietas. “Precisamos apoiar essas experiências que não usam agrotóxicos, que realizam o manejo sustentável dos bens da natureza e que resgatam as sementes crioulas (nativas). É urgente valorizar as diferentes tradições culinárias e ter em conta o valor cultural da comida, pois corremos o risco de perder a memória alimentar do país. Assegurar o direito humano à alimentação também implica nisso, em garantir o direito ao gosto”, afirma.
Em defesa do patrimônio alimentar
É fundamental enfrentar as contradições do sistema alimentar moderno para preservar o que se come, quando se come, com quem se come. O Fórum, por meio de sua carta política, questiona a estrutura desse sistema por apresentar um modelo agrícola baseado na monocultura de grande escala, com elevado uso de agrotóxicos. Existe ainda a questão do controle exercido por um reduzido número de corporações desde a produção até o varejo. No campo da saúde, nota-se padrões de consumo prejudiciais estimulados por uma publicidade de alimentos dirigida ao público infanto-juvenil, como se verifica a partir dos altos índices de doenças crônicas, incluindo o aumento do sobrepeso e da obesidade em crianças e adultos. Tais fatores associados constituem uma crise alimentar global que ameaça a soberania e segurança alimentar dos povos, colocando em risco a agrobiodiversidade.
A campanha Comida é Patrimônio pretende estimular a reflexão entre comer e preservar e, por isso mesmo, contribuir para valorizar a sabedoria popular e as culturas alimentares regionais tecidas pelas gerações. Este é um convite para disseminar e mobilizar, por meio das redes sociais, a importância da comida como bem material e imaterial; afeto, identidade e memória; diálogo de saberes e sabores; e os modos de viver, produzir, e comer.
Para participar da campanha, acesse a página no Facebook, ou use as etiquetas #comidaepatrimonio e#pensamentopimenta.
TER, 28 DE ABRIL DE 2015 02:00      ACESSOS: 191
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Foto: Reprodução YouTubeUm aplicativo criado para pessoas em estágios iniciais de Alzheimer.
O Memory Backup (Backup de Memória, em tradução livre) foi criado por um grupo de funcionários da Samsung na Tunísia.
O programa funciona como um “simulador de lembranças”, segundo a empresa sul-coreana.

O aplicativo usa Bluetooth para identificar e notificar o paciente quando algum parente ou amigo chega perto, e exibe dados sobre eles na tela do celular.

Fotos, vídeos e textos são mostrados para tentar estimular a memória do usuário, que deve conseguir lembrar de quem está nos arredores.
Para que a ferramenta funcione, no entanto, é preciso tê-la instalada nas duas pontas e que ambos os lados tenham um perfil pronto.

Os arquivos que serão exibidos na tela do paciente na aproximação são incluídos manualmente.

Veja como funciona:



Com informações da InfoExame.http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6757
Terça, 17 de março de 2015

‘Nosso DNA ainda acha que estamos na savana africana’, diz professor de história israelense

Livro de Yuval Noah Harari, que leciona em Jerusalém, usa narrativa eloquente para refletir sobre quem somos e para onde vamos, comenta William Helal Filho, em artigo publicado no jornal O Globo15-03-2015.
Eis o comentário.
Evolucionistas têm explicação para tudo. As nossas dores nas costas, por exemplo, são o preço que pagamos por cérebros avantajados e por andar com “apenas” duas pernas, em posição ereta. Nossos bebês nascem assim, tão subdesenvolvidos e molengos, porque o caminhar ereto exige quadris estreitos e canais de parto apertados, o que não combina com nenéns de cérebros grandes. As mulheres que davam à luz antes do tempo tinham mais chances de sobreviver, o que levou a seleção natural a favorecer, e perpetuar, nascimentos “precoces”. Tudo aconteceu ao longo de milhões de anos, até chegar o Homo sapiens. A espécie surgida há 150 milênios passou a reinar no planeta há 70 mil anos, depois da “revolução cognitiva”, a primeira de uma série de revoluções que, segundo o livro “Sapiens — Uma breve história da humanidade” (Editora L&PM), recém-lançado no Brasil, ditou e continua direcionando o caminhar da civilização.
A obra é uma tentativa de resumir nossa presença e nosso impacto na Terra, assim como de especular para onde a inteligência artificial e a “revolução biológica” vão nos levar. Tudo isso em 418 páginas, o que soa bastante pretensioso. Mas o autor Yuval Noah Harari, um israelense de 39 anos com doutorado em História pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, usa amarrações inteligentes e bem-humoradas, sempre do ponto de vista da evolução, para sobrevoar informações que, se estivessem lá, fariam do livro uma impossível enciclopédia.
— Muitas pessoas não conhecem bem a história da nossa espécie. A gente vê filmes, ouve falar um pouco na escola, mas esses detalhes não se conectam. É um problema porque o passado tem influência direta em nossas escolhas— diz, em entrevista por telefone, o professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, cuja obra entrou para a lista de mais vendidos do “New York Times”, sob elogios da crítica internacional.
Antes da tal revolução cognitiva, o Homo sapiens não era muito diferente dos outros animais. Mas, há 70 mil anos, começamos a pensar de forma diferente e a criar códigos de comunicação complexos. Isto permitiu ao homem se organizar em grandes grupos, o que foi um dos motivos para ele prevalecer enquanto centenas de animais, inclusive outras espécies humanas, eram extintas:
— Mas as características impressas no nosso código genético por todos os milênios na selva continuam lá. Nossos hábitos alimentares, conflitos e sexualidade são resultado de como as mentes de caçadores-coletores interagem com celulares, metrópoles e tudo mais. Nosso DNA ainda acha que estamos na savana africana.
Nossas faculdades mentais fizeram de nós a única espécie capaz de criar ficção. Foi isto, diz Harari, que tornou possível a expansão da sociedade. Religiões, empresas e dinheiro seriam obras de ficção. “Toda cooperação humana — seja um Estado moderno, uma igreja medieval (...) — se baseia em mitos partilhados que só existem na imaginação coletiva”, afirma o livro. Mas são esses elementos que nos unem em torno das diferentes comunidades.
revolução cognitiva nos levou à revolução agrícola, há cerca de dez mil anos. Há 500 anos, veio a revolução científica e 250 anos depois, a revolução industrial. Chegou a revolução da informação, há cinco décadas, que nos trouxe à revolução biotecnológicaHarari acha que o sapiens pode estar perto do fim. Seria substituído por castas de humanos geneticamente modificados e “amortais”.
— Estamos confiando cargos de trabalho e até decisões pessoais a computadores. A Amazon faz um ótimo trabalho usando meus dados para escolher o próximo livro que vou ler. Os humanos estão correndo o risco de se tornar obsoletos — alerta o autor, rejeitando o rótulo de pessimista.
— Sou apenas realista.
NOTÍCIAS » Notícias
Quinta, 12 de março de 2015

Água poluída mata mais que Aids e câncer de mama, revela pesquisa

Quase 800 mil mulheres morrem por ano por falta de saneamento básico. Estudo foi realizado pela organização americana WaterAid.
A reportagem foi publicada no portal G1, 09-03-2015.
Doenças transmitidas pela água poluída e pelo saneamento ruim representam a quinta maior causa de mortes de mulheres em todo mundo, matando mais que a Aids, a diabetes ou o câncer de mama, revelaram pesquisadores.
Quase 800 mil mulheres morrem todos os anos por falta de acesso a banheiros seguros e água limpa, de acordo com a organização desenvolvimentista WaterAid, que analisou dados do Instituto de Métricas da Saúde, centro de estudos sediado em Seattle, nos EUA.
“Esta situação completamente inaceitável afeta a educação, a saúde, a dignidade de mulheres e meninas e, em última instância, resulta em mortes precoces e desnecessárias”, disse a diretora-executiva da WaterAid, Barbara Frost, em comunicado.
As únicas doenças mais mortíferas para as mulheres do que a falta de saneamento de qualidade são doenças cardíacas, derrames, infecções das vias respiratórias inferiores e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, de acordo com o relatório.
Sem acesso a 'direito humano'
Mais de um bilhão de mulheres, ou uma em cada três em todo o mundo, não têm acesso a um toalete seguro e particular, e 370 milhões –uma em dez– não contam com água limpa, segundo a WaterAid.
Mais de dois bilhões de pessoas passaram a ter acesso à água limpa entre 1990 e 2012, mas quase 750 milhões continuam sem recurso ao que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu ser um direito humano.
A água poluída e o saneamento ruim estão na raiz de problemas como a mortalidade materna e infantil e a violência sexual.
Muitas mulheres em países em desenvolvimento dão à luz em casa, sem acesso à água limpa, expondo-se e aos seus bebês a infecções.
Sem banheiros seguros, mulheres e garotas têm que se aventurar ao ar livre para fazer suas necessidades, muitas vezes à noite, arriscando sofrerem assédio e abuso sexual.
Além disso, em muitos países pobres é considerado responsabilidade de mulheres e meninas encontrar água, o que as força a passar várias horas do dia indo e voltando de poços e as impede de frequentar escolas e cuidar de suas famílias.

PARA LER MAIS:


  • 28/11/2014 - Violência contra a mulher: tratam-se os sintomas, não as causas. Entrevista especial com Patrícia Grossi
  • 24/11/2012 - 25 de novembro: Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher
  • 19/12/2013 - Despejo de esgoto sem tratamento nos rios, lagos e mares: problema ambiental, social e de saúde pública
  • 09/02/2015 - Crise hídrica. Como sobreviver e aprender com ela? Entrevista especial com Pedro Telles
  • 05/08/2013 - Brasil ocupa 97º lugar em ranking mundial de mortalidade infantil, segundo ONU e IBGE
  • 24/03/2014 - Crianças com baixo peso ao nascer e mortalidade infantil no Vale do Sinos
  • VEJA TAMBÉM:


  • A humanização do parto. Por um nascimento mais digno e natural
  • http://www.ihu.unisinos.br/noticias/540728-agua-poluida-mata-mais-que-aids-e-cancer-de-mama-revela-pesquisa
  • Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.