Em agosto um grupo de pessoas (quatro adolescentes) com deficiência visual, inscritas no Centro de Prevenção à Cegueira, patrocinado pelo Lions Club de Americana, de atendimento regional, foi para a cidade de São Paulo (Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual), receber gratuitamente, cada um, sua máquina de Braille, adaptada à escrita especial para estas pessoas, capaz de imprimir seis pontos que podem ser combinados em 63 símbolos ou combinações possíveis, em relevo no papel. Pelo tato é possível discriminar a letra, ou o símbolo representado. Com este recurso, treinados, poderão anotar o que a professora disser em aula, já que a escrita em lápis e papel somente será usada para assinar o próprio nome. Daí é possível fluência de anotação, contato com ortografia e associação de sons a símbolos. Também o prazer da leitura e a independência em muitas circunstâncias como uso de portões eletrônicos, comando de elevadores, caixas de medicamentos e alimentos gravadas em Braille. Permite a elaboração e consulta a mapas e roteiros, identificação e organização de dados, elaboração de agendas com endereços pessoais e institucionais, aumentando autonomia, cultura, capacidade de expressão emocional e contato social. Depois de entender todas as vantagens deste recurso é que percebi a razão de tanta felicidade e euforia que estas pessoas manifestavam. Por falta de estrutura (escolas, professores, trabalho com família) em nosso país temos poucos leitores de Braille. A máquina é portátil (5 kg ), existe em três versões, com o custo variando de dois a três mil reais, no momento. O próximo passo natural desta inclusão via aprendizagem de varias formas de comunicação é o ensino da digitação para criança/adolescente/adulto com deficiência visual, pois é o patamar para acesso ao trabalho/pesquisa/estudo no computador, via uso de softwares especiais. Isto é tecnologia assistiva, com dispositivos e programas capazes de disponibilizar recursos áudio-visuais que possibilitam a interação com a máquina, como a leitura dos textos na tela, por exemplo, transformados em linguagem de áudio, compreensível para o deficiente visual. Os mais conhecidos são JAWS, TALKS, NVDA, DOSVOX, VIRTUAL VISION, e quanto aos projetos do governo federal, temos portal específico que é www.assistiva.org.br. Precisamos vencer a barreira do baixo poder aquisitivo desta população para o uso da informática, gerar maior patrocínio para quem é capaz de produzir esta tecnologia para chegarmos à socialmente justa Igualdade Digital. “Sempre parece impossível, até que seja feito.” – Nelson Mandela.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Fruto do amadurecimento da consciência de direitos e, naturalmente, reflexo das mudanças sociais em operação por todo o mundo, surgiu em São Paulo, no início do século XXI, o CAPE – Centro de Apoio Pedagógico Especializado.
O artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, de 1948, já afirmava: “Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. É nesse contexto que, com a participação ativa das próprias pessoas com deficiência, os cidadãos exigem que o Estado assuma seu papel na atenção às pessoas com necessidades educacionais especiais, considerando-as em condição de igualdade a qualquer outra.
Não bastou, entretanto, apenas receber as pessoas com deficiência. Diferentemente do que aconteceu a princípio, hoje o consenso é de que a própria sociedade tem de se transformar, criando condições para que essas pessoas possam usufruir de todos os bens socialmente produzidos.
Inclusão social, portanto, envolve respeito às diferenças e, conseqüentemente, a criação de condições para que cada um dos cidadãos possa desenvolver todas as suas potencialidades.
É nesse contexto que devemos entender as perspectivas apontadas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, ao criar no interior da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas o Serviço de Educação Especial, que opera através do CAPE – Centro de Apoio Pedagógico Especializado.
É nesse contexto que devemos entender as perspectivas apontadas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, ao criar no interior da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas o Serviço de Educação Especial, que opera através do CAPE – Centro de Apoio Pedagógico Especializado.
Endereço: Rua Pensilvânia, 115 Fundos
Brooklin – São Paulo – SP – CEP 04564-000
Fone: 5090-4600 - Fax: 5090-4611
Correio eletrônico: cape@edunet.sp.gov.br
Acesse: http://cape.edunet.sp.gov.br/
Indicação de Site: Associação Open Door
A Associação Open Door surgiu a partir do encontro de Marta Zerbazzi, professora de inglês, formada em TEFL (Teaching English as a Foreign Language) pela St Giles International e, Gustavo Pimenta, um portador de paralisia cerebral, com forte comprometimento motor e da fala, bacharel em Ciência da Computação.
Após sua alfabetização na Associação de Apoio ao Deficiente -AACD, Gustavo Pimenta , através de formas criativas que lhe possibilitaram usar o computador, e de orientação e apoio, concluiu o curso de Ciência da Computação no Instituto São Camilo, escreveu um livro “A Comunicação do Deficiente por meio de Sistemas de Apoio Suplementar – (SAS) e participou da reunião anual do SBPC, ocorrida em Recife em julho/2003, apresentando este trabalho.
Surgiu então a necessidade de capacitar-se em inglês para ampliar suas perspectivas profissionais e culturais. A partir dessa experiência, observou-se que não havia organizações sociais que oferecessem capacitação, gratuita, em inglês ou informática.
A proposta da Associação é aproveitar as experiências e a motivação dos fundadores para que, pessoas com deficiência, em potencial, tenham oportunidades de desenvolvimento. A Associação deverá proporcionar aos seus beneficiários, ferramentas e apoio, para que prossigam nos estudos e alcancem uma maior e melhor integração comunitária
http://www.opendoor.org.br/default.aspx
Grupos usam tablets como instrumentos terapêuticos
Jogos como Flick Kick e Labyrinth são usados no setor de terapia ocupacional do Graacc, em São Paulo .
Aplicativos estimulam a recuperação de pacientes com problemas motores
Owen Cain, um garoto de Nova York que depende de aparelho respiratório e tem dificuldades motoras graves, não é capaz de manejar um mouse. No ano passado, seus pais descobriram na interface sensível a toque do iPad uma alternativa surpreendente a essa limitação.
Um vídeo sobre Owen Cain (nyti.ms/owencain) publicado no site do jornal "The New York Times" foi visto em São Paulo por funcionários do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
Desde janeiro deste ano, o instituto usa o iPad como instrumento terapêutico."Uma criança, por exemplo, que teve câncer no cérebro e perdeu parte dos movimentos de um lado do corpo pode ter esse lado estimulado pelo iPad", diz Walkyria Santos, terapeuta ocupacional do Graacc.Há resultados concretos.
Desde janeiro deste ano, o instituto usa o iPad como instrumento terapêutico."Uma criança, por exemplo, que teve câncer no cérebro e perdeu parte dos movimentos de um lado do corpo pode ter esse lado estimulado pelo iPad", diz Walkyria Santos, terapeuta ocupacional do Graacc.Há resultados concretos.
A paciente Wyslla Santos Ferreira, 6 anos, usa um aplicativo para iPad com a ajuda de Patrícia Pecoraro, coordenadora da brinquedoteca do Graacc
O paciente Gustavo Souza, 20 anos, tem forte limitação motora no lado esquerdo do corpo, especialmente na mão. Jogando o Flick Kick, game de chute a gol para iPad, ele passou a usar a mão esquerda com mais frequência."Com o jogo, foi possível trazer um pouco mais de movimento e, consequentemente, de sensibilidade para essa mão, que antes ficava parada o dia inteiro", afirma Walkyria.
"O lado com mais problema foi estimulado por meio da brincadeira."Jogos usados na terapia, como Labyrinth e Flight Control, são escolhidos com base nas necessidades dos pacientes. Levam-se em conta aspectos como a capacidade do jogo de estimular preensão, força e coordenação.
Nos EUA, várias escolas que têm crianças com necessidades especiais investem centenas de milhares de dólares em iPads, de acordo com reportagem recente do "USA Today".A reportagem cita o caso de Anthony Leuck, aluno de uma escola para crianças com necessidades especiais em Nova Jersey com dificuldade de fala e pouco controle sobre os músculos.
Com o iPad, ele é capaz de tocar acordes musicais em um aplicativo que imita violão.Também em Nova Jersey, a rede pública da cidade de Marlboro passou a usar iPads com alunos autistas.
Fonte : Folha de S.Paulo
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O direito de passe livre à pessoas com deficiência e aos seus acompanhantes
Encontrei entre as pesquisas que realizo texto jurídico detalhado sobre a falta de amparo legal quanto a concessão de passe livre ao acompanhante/cuidador de pessoa com deficiência que seja carente e que precise desta companhia.
Por se tratar de texto extenso, disponibilizarei apenas o link para acesso: http://jus.com.br/revista/texto/14223/o-direito-de-passe-livre-aos-portadores-de-necessidades-especiais-e-aos-seus-acompanhantes
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Vagas de emprego para Pessoa com Deficiência - Operador Atendimento (10 vagas)
Vagas de Operador Atendimento (10 vagas)
Responsabilidades da Função: Atendimento receptivo a cliente NET
Formação Acadêmica: Ensino Fundamental Completo
Deficiências compatíveis com a função: Deficiência Física; Visual Leve
Salário: R$607,00
Benefícios:
Variável (até 2 salários)
Unimed
Uniodonto
Vale Refeição (R$10,00/dia)
Vale Transporte (linha)
Seguro
Auxilio Creche
Convênios
Pacote Combo colaborador
PPR (1.9 salários 2011)
Horário de trabalho:
Total flexibilidade de horário (escala 6:20/dia com pausa de 20min + 10min + 10min – 6 por 1)
Os interessados podem entrar em contato com Mayra:
- Telefone (11) 3206-4455 (se precisar pode ligar a cobrar)
- E-mail: mayra@plura.com.br
A empresa Plura também possui vagas na região de Bauru, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Limeira e Sorocaba.
Acesse o site http://www.plura.com.br/ ou entre em contato: Telefone (11) 3206-4455 (se precisar pode ligar a cobrar) / E-mail: mayra@plura.com.br
Autora explica por que todo mundo erra e ninguém assume
GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Errar é natural, acertar é raro. Apesar disso, tratamos nossas escorregadas como exceções, diz Kathryn Schulz, autora de "Por que Erramos?", publicado neste ano aqui e um dos melhores livros de 2010, segundo a revista "Publishers Weekly".
Schulz mostra que humano, mesmo, é não assumir o erro --gesto mais nefasto do que o erro em si. "Pagamos um preço alto pela inabilidade em lidar com as falhas."
*
Folha - Por que é tão difícil admitir um erro?
Kathryn Schulz - Porque acreditamos que estar errado é ser inferior. E porque, para admitir, precisamos perceber o erro. Se você se apega a uma crença, é difícil ver a evidência contrária e reconhecer que está equivocado. Se é capaz de reconhecer o erro, o próximo passo é admiti-lo publicamente, o que envolve outras apostas: serei humilhado, as pessoas aceitarão o erro, terei de pagar por isso?Por razões culturais, associamos erro a estupidez, irresponsabilidade, preguiça ou falta de esforço. Nos sentimos idiotas quando erramos.
Algumas culturas lidam melhor com o erro?
A cultura ocidental tem uma relação ambígua com isso: somos intolerantes com os erros dos políticos, mas temos tolerância maior do que o Japão, por exemplo, para erros cometidos por alunos.
Por que erramos?
Em primeiro lugar, porque acreditamos muito nos nossos sentidos. E eles falham. Algumas informações parecem evidentes, mas são falsas. É o caso das ilusões de óptica [veja abaixo] e da cegueira automática --ficamos com a atenção tão focada em um objeto que não prestamos atenção ao redor.
A mente aplica truques. Nossa memória falha e acreditamos nela, achando que a mente reflete o mundo como ele é. Também erramos porque erguemos crenças influenciados pelos outros. Somos ludibriados involuntariamente por família, comunidade. Tiramos conclusões com base em um conjunto confuso de informações.
A mente aplica truques. Nossa memória falha e acreditamos nela, achando que a mente reflete o mundo como ele é. Também erramos porque erguemos crenças influenciados pelos outros. Somos ludibriados involuntariamente por família, comunidade. Tiramos conclusões com base em um conjunto confuso de informações.
Como aproveitar um erro?
Aprendemos mais com os erros do que com os acertos. É bom acertar, ótimo para o ego, nossa sobrevivência depende de conclusões corretas sobre o mundo. Mas estar certo não é um processo de aprendizado, é um processo de reforço. Você não registra muita informação em estar certo a respeito de algo. Já quando percebe que está errado é forçado a recuar e a reconstruir a ordem dos fatos, o que te permite aprender.
E por que nos sentimos tão bem com os erros dos outros?
Somos sádicos. Ficamos aliviados com o fato de que é o outro. Algo como: "Ufa, poderia ter sido eu, mas foi você". É uma forma de reforçar nosso ego, de nos protegermos da dor de estar errado.
No livro, você diz que a atitude diante do erro pode ser pior do que o erro em si. Por quê?
A maioria dos erros não é catastrófica, não afeta de maneira grave as relações. Errar um caminho, uma estrada certa, por exemplo, pode ser irritante, mas pior é alguém ficar insistindo que está certo para não admitir o erro. Começa uma briga ridícula por competição. O que acaba com uma relação é a insistência de um em provar que está certo, não o erro em si.
Tudo pode ser perdoado?
Se algo é mesmo um erro, a pessoa deve ser perdoada. Mas há situações em que há negligência. É o caso de quem não fez seu trabalho direito ou cometeu fraude ou teve intenção de prejudicar outra pessoa. Se um erro sem intenção lesou alguém, precisa haver perdão. Negligência é outra coisa.
Mas alguns erros são fatais...
Não dá para acabar com os erros. Podemos estar errados até sobre o que é o certo e não conseguir distingui-lo do que é estar errado. E se colocarmos a culpa em indivíduos não chegamos a lugar algum.
Vamos dizer que há uma enfermeira que dá a medicação errada a um paciente. É terrível, faz sentido que as pessoas culpem a enfermeira. Mas a pergunta é: por que ela cometeu o erro? Se ela não estava drogada nem pretendia matar, você tem que analisar outras evidências. Talvez a medicação fosse quase idêntica à certa. E se ela só tinha 30 minutos para cuidar de 30 pacientes? A solução é resolver a questão no nível do sistema. Culpar indivíduos nunca vai resolver. É impossível contratar a enfermeira perfeita, mas é possível aperfeiçoar o sistema para que os erros, que são inevitáveis, não causem um mal.
Vamos dizer que há uma enfermeira que dá a medicação errada a um paciente. É terrível, faz sentido que as pessoas culpem a enfermeira. Mas a pergunta é: por que ela cometeu o erro? Se ela não estava drogada nem pretendia matar, você tem que analisar outras evidências. Talvez a medicação fosse quase idêntica à certa. E se ela só tinha 30 minutos para cuidar de 30 pacientes? A solução é resolver a questão no nível do sistema. Culpar indivíduos nunca vai resolver. É impossível contratar a enfermeira perfeita, mas é possível aperfeiçoar o sistema para que os erros, que são inevitáveis, não causem um mal.
Fonte: Site Folha de São Paulo
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
FELICIDADE RECICLADA
Uma história de serviço voluntário -independente feito de forma criativa e inspiradora
Faz quatro anos que vovô Carlinhos doa bicicletas recicladas, coletando bicicletas velhas, novas, em pedaços que ele vai acumulando, pacientemente desmontando e engraxando as peças, com a ajuda alegre da esposa e do netinho. De três bicicletas desmontadas às vezes consegue reorganizar uma inteira, que pinta e personaliza com adesivos e buzinas. Rede de amigos divide o investimento, muitas vezes vendendo a peça que falta a preço de custo, ou fazendo expressivo desconto. Também coloca do próprio bolso. Considera investimento. Sua primeira vez aconteceu com uma senhora empurrando com dificuldade um pesado carrinho de material reciclável, e criancinha de aproximadamente oito anos andando ao seu lado. Perguntou à criança se tinha uma bicicleta. Não, não tinha. Perguntou se não gostaria de ter uma, para acompanhar sua mãe em seu trabalho, desde que ela permitisse. Os olhos de susto e incredulidade foram resposta suficiente. Foi para casa, desengraxou as peças necessárias, lixou , poliu, pintou a bicicleta, e colocou na carroceria de sua caminhonete. E continuou sua vida até encontrar de novo a dupla. Bicicleta entregue, ele nunca mais foi o mesmo. Outro dia foi visitar um abrigo de crianças. Eram aproximadamente vinte, com uma única bicicleta para compartilhar nas suas brincadeiras. Levou mais uma e anotou nomes, idades e preferências pessoais. E foi à luta. Depois de um tempo conseguiu levar uma para cada criança. Sempre anônimo. Vocês conseguem imaginar o volume de felicidade gerado?
Bicicletas que já foram úteis, que já passearam ou trabalharam muito, e se recombinam em outras, fazendo outras pessoas felizes. Bom para o planeta, para a saúde de todos, idéia a ser pensada com carinho – quantas outras oportunidades de reciclar felicidade não existem, só dependendo de um olhar mais atento?
Conta que sua mãe, ao perder o seu pai, não quis mudar de sua casa. Nas visitas, percebia o varal cheio de peças desconhecidas, adequadas a outras idades. Não entendia nada, nada perguntava também. Com a idade, a vista enfraqueceu, as roupas diferentes desapareceram. Encheu-se de coragem e perguntou Ela disse que levava sacolinhas e fita crepe para anotar os nomes dos donos das roupas de pessoas mais necessitadas e indigentes mesmo que estavam hospitalizadas, levando para casa,lavando, passando e devolvendo aos donos limpinhas. O filho perguntou por que nunca tinha falado disto. A resposta, singela foi a de que não precisamos falar do bem que fazemos. Só precisamos fazer. Filho aprende com pais, neto com avós, todos com todos. Simples assim, humano assim.
Caso e nome reais.
Senai Bom Retiro oferece suporte ao Projeto Cão-Guia do Sesi-SP
Unidade está desenvolvendo novo modelo de coleira especial e acessórios para os animais, atualmente em fase de acolhimento e socialização
Acessório básico para a condução segura da pessoa com deficiência visual, a coleira deve ser confortável para o cão-guia e prática para o manuseio do usuário. E desde que foi criado o Projeto Cão-Guia do Sesi-SP esta tem sido uma preocupação da Escola Senai Engenheiro José Marchini, especializada em vestuário, localizada no bairro do Bom Retiro.
Parceira no projeto, a unidade assumiu o compromisso de desenvolver uma coleira aperfeiçoada aos filhotes, atualmente em fase de socialização sob os cuidados das famílias acolhedoras.
“As coleiras comuns de cães-guia são de couro, bem acabadas, mas com o tempo pegam cheiro e umidade. A nova peça vai proporcionar mais comodidade e higiene, além de durabilidade”, assegurou Moisés José de Abreu, instrutor de mecânica da instituição, ao apresentar o protótipo feito de aço inoxidável leve, desenhado por ele.
Na nova coleira, também as tiras que envolvem o peitoral do cão-guia ganharão material especial: o tecido em algodão dará lugar às faixas de polipropileno, que garantirão maior vida útil ao conjunto. E estão incluídas ainda melhorias como a substituição das presilhas parafusadas por encaixes de rosca, para facilitar uma possível troca do componente. A conclusão do novo modelo está prevista para setembro próximo.
“As coleiras comuns de cães-guia são de couro, bem acabadas, mas com o tempo pegam cheiro e umidade. A nova peça vai proporcionar mais comodidade e higiene, além de durabilidade”, assegurou Moisés José de Abreu, instrutor de mecânica da instituição, ao apresentar o protótipo feito de aço inoxidável leve, desenhado por ele.
Na nova coleira, também as tiras que envolvem o peitoral do cão-guia ganharão material especial: o tecido em algodão dará lugar às faixas de polipropileno, que garantirão maior vida útil ao conjunto. E estão incluídas ainda melhorias como a substituição das presilhas parafusadas por encaixes de rosca, para facilitar uma possível troca do componente. A conclusão do novo modelo está prevista para setembro próximo.
Segundo Abreu, a Escola analisa o desenvolvimento de fitas refletivas para a coleira, produzidas pela 3M (fabricante de adesivos industriais). “Este item é importante porque vai proporcionar segurança à pessoa com deficiência visual e ao cão-guia, ao torná-los mais visíveis nos deslocamentos noturnos”, destacou.
- Os profissionais da Escola Senai do Bom Retiro não estão focados apenas nas coleiras. Maísa Alves de Carvalho, instrutora de costura e modelagem, cuidou da confecção das bandanas vermelhas para os cães-guia do projeto do Sesi. “Fizemos também o enforcador, o arreio e a guia personalizada. O próximo passo é a criação de uma cama para os animais”, adiantou a instrutora.
Envolvidos neste trabalho desde a concepção do Projeto Cão-Guia do Sesi-SP, Maísa e Moisés expressam o mesmo sentimento pelo trabalho realizado: “Este é um dos projetos mais gratificantes do qual participamos”.
Por Edgar Marcel
Fotos: Julia Moraes
Fonte: Site do SENAI
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Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.


