segunda-feira, 27 de abril de 2015

Divulgando - enviado pela consultora em inclusão, Marta Gil

Pode interessar

 

Conforme anunciamos em nosso site, estamos disponibilizando por tempo limitado, a gravação das palestras ministradas pelo Prof. Wagner Maia, na feira Reatech 2015, que aconteceu de 9 a 12 de abril em São Paulo.

A primeira palestra foi sobre o uso da informática por alunos com deficiência visual, incluídos na sala de aula do ensino regular do ensino fundamental ao ensino superior, e a segunda palestra foi sobre o uso dos GPS acessíveis na orientação e mobilidade das pessoas cegas ou com baixa visão.

Estamos disponibilizando também, a gravação da oficina sobre escaneamento de textos para a adaptação de livros e material didático utilizados pelos alunos que estudam pelo computador, que o Prof. Wagner Maia ministrou no encontro Dosvox de 2014, na cidade de Manaus.

Como se trata de um grande fluxo de dados, estamos disponibilizando apenas para aquelas pessoas que solicitarem através do email, a fim de evitar estouro de tráfego no servidor.

Os interessados em receber o link de download, devem escrever para o email contato.deficienciavisual@gmail.com ou contato@deficienciavisual.com.br informando qual a palestra que deseja receber o link de download.

As gravações estarão disponíveis em nosso servidor somente até o dia 25 de abril de 2015, e as solicitações serão atendidas unicamente por email.

Solicitamos e autorizamos o encaminhamento desta mensagem para outros grupos do facebook, listas de discussão, ou pessoas interessadas.

Atenciosamente,

Wagner Maia

SOBRE O PORTAL DA DEFICIÊNCIA VISUAL

O Portal da Deficiência Visual presta serviços de apoio à inclusão das pessoas com deficiência visual, tais como cursos de capacitação profissional, reabilitação, cursos de idiomas para deficientes visuais, além de oferecer programa de intercâmbio, psicoterapia online e suporte técnico para auxiliar na instalação e configuração de programas e equipamentos de acessibilidade. Realizamos também impressão Braille, incluindo gráficos, e suporte técnico para instalação e configuração de impressoras Braille.


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‘Cinemagine’ adapta cinema a pessoas com deficiência visual

by Ricardo Shimosakai
Em exibição na rede Cinépolis, sessão explora imaginação do público a partir efeitos sensoriaisEm exibição na rede Cinépolis, sessão explora imaginação do público a partir efeitos sensoriais
Com a missão de tornar a sétima arte mais acessível para pessoas com deficiências visuais, a rede Cinépolis recebe o projeto “Cinemagine – Cinema para Imaginar” no sábado, dia 25, às 11h. A sessão especial acontece nas salas 4DX de São Paulo (JK Iguatemi), São Bernardo do Campo (São Bernardo Plaza), Curitiba (Pátio Batel), Salvador (Bela Vista) e Fortaleza (RioMar Shopping ). A entrada é Catraca Livre.
A ideia da iniciativa é proporcionar uma experiência totalmente imersiva em duas histórias de ficção criadas pela agência Mirum: “Um Pato no País das Maluquices” e “A Corrida de Cangurus”.
Usando a tecnologia 4DX, a sessão reproduz essas gravações em áudio, sincronizadas com vários efeitos sensoriais, como movimento dos assentos, vento, aromas, iluminação e água.
A proposta é substituir o poder imagético do cinema pela capacidade de imaginação do espectador.
Ficou curioso? Confira como foi a primeira sessão do “Cinemagine”:
Fonte: Catraca Livre

domingo, 26 de abril de 2015

O video é imperdível,,,

SÁB, 25 DE ABRIL DE 2015 02:02      ACESSOS: 136
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Foto: reprodução/Youtube/ WWF

A ONG WWF fez um vídeo didático sobre a importância da preservação do Cerrado brasileiro para manter a água que consumimos em todo o Brasil.
Muita gente não sabe, mas o Cerrado é considerado o berço das águas no país.
"Não são apenas árvores retorcidas e mato. Trata-se da Savana mais rica do mundo em biodiversidade. O problema é que, em algumas situações, ela é extremamente frágil", disse o Coordenador do Programa Cerrado-Pantanal, do WWF Brasil, Júlio César Sampaio da Silva.
DimensõesOcupando uma área superior a 2 milhões de quilômetros quadrados (km²), equivalente a de 22% do território nacional, o Cerrado abriga 11.627 espécies de plantas nativas catalogadas. 
Dessas, 220 têm uso medicinal e 416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados. Além disso, mais de dez tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos e servem de fonte de renda para comunidades extrativistas.
Conforme Júlio César, 199 espécies de mamíferos, 837 de aves, 1.200 de peixes e 330 de répteis e anfíbios são conhecidas na região. O bioma também é refúgio para 13% dos tipos de borboletas, 35% de abelhas e 23% de cupins dos trópicos.
Apesar da importância biológica, econômica e social, estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas não são mais encontradas em áreas protegidas.

Pesquisas indicam que, pelo menos 137 espécies de animais desse bioma, estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana.

Alerta
O Cerrado tem menos de 3% do seu território efetivamente protegido.
"Nos últimos 50 anos, o Cerrado perdeu praticamente metade de sua área natural. Claro que essa perda deu lugar a plantações, gerou produção na região central do Brasil, criou cidades e estradas. Entretanto, mantido esse ritmo,  em 50 anos não teremos mais Cerrado para conservar", disse Sampaio 

Assista a animação



Com informações da WWF - http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6747

Mas temos muito por fazer ainda.

SÁB, 25 DE ABRIL DE 2015 02:05      ACESSOS: 325
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Foto: Alto Alegre do Pindaré, Maranhão/Alex Almeida/ElPaís

O Brasil conseguiu praticamente eliminar a pobreza extrema e fez isso mais rápido que seus vizinhos. 
O número de brasileiros vivendo com menos de 2,5 dólares (cerca de 7,5 reais) por dia caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. 
A afirmação é do Banco Mundial, que em seu último relatório.

O estudo “Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe” acrescenta que a renda de 60% dos brasileiros aumentou entre 1990 e 2009 e que o Brasil é um dos exemplos mais brilhantes de redução de pobreza na última década.
“Ao todo 25 milhões de pessoas deixaram de viver na pobreza (extrema ou moderada), o que significa que 1 em cada 2 pessoas saiu da miséria na América Latina e no Caribe entre 1990 e 2009". 

Os autores explicam que, até 1999, os índices de pobreza extrema no Brasil e no restante da região eram semelhantes e rondavam os 26%. 

Foi em 2012 que a instituição começou a observar uma maior redução em território brasileiro: 9,6% ante 12% do restante do continente.

Causas
A primeira é o crescimento econômico a partir de 2001, iniciado durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, “bastante mais estável que o registrado durante as duas décadas anteriores”. 

Em segundo lugar são elogiadas as políticas públicas que têm como objetivo a erradicação da pobreza, 
como o Bolsa Família - dos governos Lula e Dilma - que oferece uma modesta renda mensal em troca da escolarização dos filhos, ou o Brasil sem Miséria, pensado para os mais pobres. 

Em último lugar se destaca o mercado de trabalho nacional, onde as taxas de emprego formal aumentaram 60% e a evolução do salário mínimo, hoje de cerca de 260 dólares (788 reais).
“O crescimento, modesto mas contínuo, tornou-se mais inclusivo graças a políticas fortemente enfocadas na redução da pobreza e a favor de um mercado de trabalho forte”, afirma o relatório.

Ainda falta
“Embora o país tenha eliminado quase por completo a pobreza extrema na última década, 18 milhões de brasileiros continuam vivendo na pobreza, um terço da população não conseguiu acessar a classe média e se mantém economicamente vulnerável”.
Brasil e México têm metade da população latino-americana extremamente pobre, mais de 75 milhões de pessoas. 
A desigualdade, acima da média da região, é outro aspecto para o qual alerta o Banco Mundial: 

“O 0,1% mas rico da população brasileira fica com 13% da renda, mais do que os 11% que chegam aos 40% mais pobres”. 

Os motivos que levam o Brasil a manter uma enorme disparidade social estão na má qualidade dos serviços públicos, o que os autores do relatório chamam de “estagnação da produtividade”. 

O conceito se explica pelo contexto de “baixo nível de investimento, infraestrutura precária, pouca especialização dos trabalhadores e um ambiente de negócios que não favorece o setor privado e a concorrência” em que o Brasil está mergulhado.

Recomendações
Entre as recomendações do Banco Mundial para continuar enfrentando a pobreza, apesar do fraco crescimento econômico, está a de não aumentar os impostos. 

A arrecadação equivale hoje a 33% do PIB e é uma das mais altas do mundo.

Os autores sugerem ajustes fiscais para promover o gasto público eficiente para incentivar a competitividade, melhorar a infraestrutura e os serviços públicos, além de não abandonar os programas sociais.

Uma reforma tributária, segundo os especialistas, favoreceria os mais pobres já que muitos impostos são cobrados na compra de produtos, para onde vai a maior parte da renda dos mais pobres.

Com informações do ElPais- http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6748
SÁB, 25 DE ABRIL DE 2015 02:03      ACESSOS: 237
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Fotos: Divulgação
Depois da onda da alimentação nos Food Trucks - que são restaurantes que funcionam em caminhões - entra em ação agora o "Feed Truck", que em tradução livre seria um caminhão que doa comida.
Mas a ideia inovadora vai além: recolhe alimentos que seriam desperdiçados em restaurantes e transforma em novas refeições, servidas toda noite a moradores de rua.
A agência Africa Rio se juntou à ONG Make Them Smile e à Truckvan para criar o ‘Feed Truck’. 
Nesta primeira fase, foram distribuídas ‘quentinhas’ todos as noites, durante um mês, para os sem-teto.

A ideia fantástica faz a diferença para tentar diminuir o absurdo desperdício diário de comida no Brasil, que chega a 40 mil toneladas de alimentos jogados no lixo, segundo a Embrapa
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Abaixo, o vídeo que mostra o Feed Truck em ação:

Com informações do Razões pra Acreditar e UpDate or Die. - http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6667

Enviado por MARTA GIL (Consultora de Inclusão)

Repasso notícia publicada no blog "Turismo Adaptado".

Acrescento a informação: é possível ver o filme no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=8EE_ASH7J0o&feature=youtu.be
E configurar para legendas em português. Eu testei e deu certo.

Abraços
Marta Gil
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Filme faz abordagem mais madura da síndrome de Down
"AfterLife" apresenta o talento de Paula Sage, de 23 anos, escocesa e que nasceu com a síndrome de Down.’
O filme acompanha a ascensão de um jornalista ambicioso que, às vésperas de embarcar numa história importante, descobre que sua mãe está morrendo de câncer, deixando para ele a responsabilidade de tomar conta de sua irmã, Roberta, que tem Down.
O relacionamento entre os dois irmãos força o jornalista a reavaliar suas prioridades.
Filmes como “Meu Pé Esquerdo” e “Forrest Gump” são exemplos de produções em que os personagens que têm alguma deficiência são vividos por estrelas que podem mostrar quão talentosas elas são na hora de atuar, mas tais trabalhos não expõem um indivíduo que nasceu com algum tipo de comprometimento de verdade.
Down X autismo
O premiado belga “O Oitavo Dia” é o maior exemplo de filme em que o ator, no caso Pascal Duquenne, não podia ser elogiado por estar “interpretando” tão bem um personagem com deficiência. Duquenne, prêmio de melhor ator em Cannes em 1997, também nasceu com a síndrome.
A diretora escocesa Alison Peebles enfrentou resistências na hora de buscar patrocínio para o seu filme pois houve quem sugerisse que a personagem Roberta, vivida por Paula Sage, não tivesse Down e sim fosse autista, pois é mais “fácil de ser trabalhado pela câmera”.
“Eu fiquei tão chocada, tão horrorizada com o que estava ouvindo. Tive que me agarrar na cadeira para não ter um ataque”, lembra-se Peebles.
Inovação e coragem
A própria diretora assume que tinha quase nenhum conhecimento ou contato com alguém que nasceu com a trissomia 21 e é com incontido entusiasmo que ela fala da experiência de trabalhar com Paula Sage.
“Ela é extraordinária. Para quem não tem experiência alguma de cinema, tenha Down ou não, a rotina das filmagens é muito exaustiva e confusa. E ela fez tudo numa boa”, lembra Alison Peebles. “Acho que Paula é uma atriz talentosa. Espero que ela consiga fazer outros papéis em que o fato de ela ter Down não seja o principal.”
O filme é inovador e corajoso em vários sentidos. Não só por ter escalado uma atriz que tem síndrome de Down mas também por tratar de aspectos pouco discutidos em público e que rodeiam a questão da deficiência, até mesmo porque eles fazem parte de uma nova realidade.
“AfterLife” não passa um segundo discutindo a aceitação de Roberta na família ou por amigos. Essa produção mostra estágios mais adiante, por exemplo, como a superproteção de uma mãe pode impedir que um filho que tem deficiência possa explorar todo o seu potencial.
Além disso, com a expectativa de vida das pessoas com Down aumentando cada vez mais, um dos grandes temores dos pais é garantir que o filho vai ficar bem na ausência deles.
Exploração
Não só a equipe de “AfterLife” topou trabalhar por menos, como praticamente todos os envolvidos já tinham alguma relação pessoal com o tema da deficiência.
A roteirista do filme tem uma irmã com Down que emprestou suas pinturas para a personagem Roberta do filme, e a mãe do ator principal, Kevin Mckidd, dirige uma companhia teatral em que a maioria dos atores têm Down, a Out of The Darkness.
Na verdade, a roteirista de “AfterLife” decidiu escrever o filme depois de ter lido sobre o caso de um casal de 70 e tantos anos que matou o filho com Down pois tinha pânico de que ele não sobrevivesse sem os pais.
A presença de Paula Sage no elenco desperta mais interesse sobre ela do que o resto do elenco, formado por atores consagrados como Kevin McKidd (“Topsy Turvy – O Espetáculo” e “Trainspotting – Sem Limites”), Lindsay Duncan (“Palácio das Ilusões” e “City Hall – Conspiração no Alto Escalão”), mas Alison Peebles não tem medo de ser acusada de estar explorando Sage.
“A roteirista conhece bem o mundo das pessoas que têm alguma necessidade especial. Tivemos sempre o cuidado de não agir com ar de superioridade em relação a Paula. Na verdade, foi difícil fazer com que ela fizesse as cenas em que a personagem age de forma boba pois ela parecia não entender que certas frases tinham um propósito no filme”, explica Peebles. “E levamos Paula para todas as estréias e festivais pois ela é uma figura proeminente nesse projeto.”
Paula
Paula Sage, que mora com os pais em Cumbernauld, no centro da Escócia, claramente adorou a chance de fazer um filme e curte a chance de poder viajar para vários lugares para divulgar “AfterLife”.
“Estou indo para Los Angeles, e Los Angeles é Los Angeles! Estados Unidos, aqui vou eu!”, celebra Paula.
Muito simpática e delicada, Paula, de 23 anos, é cheia de sorrisos quando responde as perguntas.
Ela diz gostar de dançar, de música, do som do Westlife e do Boyzone, dos filmes do Harry Potter e de Arnold Schwarzenegger e sonha em participar de uma banda.
E que ninguém pense que a personagem Roberta e sua intérprete, Paula Sage, são a mesma pessoa.
Enquanto Roberta vive na barra da saia de uma mãe superprotetora, Paula está na faculdade e tem namorado.
Apesar de ter sido escolhida entre dez jovens com Down a partir de um curso de artes dramáticas, “AfterLife” é a primeira experiência profissional de Paula como atriz, o que não a deixou especialmente assustada.
“Eu tinha um roteiro que decorava sozinha, com a maior facilidade”, diz Paula Sage.
Sua atuação ganhou elogios de vários críticos e até do eterno James Bond, Sean Connery, no Festival de Cinema de Edimburgo deste ano, onde “AfterLife” recebeu o Prêmio do Público em agosto. Para o futuro, Paula diz querer “mais roteiros, mais peças, mais convites de trabalho”.

Negar o avanço da finitude pode ocasionar o surgimento de deficiências até então inexistentes ou mesmo de antecipar a morte

VIVER MAIS, ACEITAR LIMITES, VIVER MELHOR

   Sou Michele, fisioterapeuta. Dou aulas de massoterapia, aulas de Pilates e faço procedimentos fisioterapêuticos em clínica da cidade.
   Atendo bastante pessoas idosas, percebo que vivem mais, mas nem elas e nem seus familiares se dão conta de que para ter qualidade de vida em idades cada vez mais avançadas se faz necessário um olhar mais atento destes familiares e até deste idoso para o momento que está sendo vivido.
   Tenho paciente idoso, que subiu em um banquinho para trocar uma lâmpada. Estava em sua chácara. É risco, não há apoio. Levou sério tombo, e depois da necessária tomografia foi detectado o seu quarto acidente vascular cerebral – AVC. Ele desconhecia os três anteriores, registrados em seu cérebro como cicatrizes. Perdeu os movimentos de um dos lados do corpo, o equilíbrio e parte de sua visão lateral. Fica muito incomodado pelo fato de precisar que o filho assuma seu transporte para a fisioterapia. Em depressão fala de vender sua chácara – como desfrutar da mesma nesta condição? Conta quantas sessões de seu tratamento faltam para chegar ao “fim”, como se nessa data acabassem também seus incômodos de saúde.
   Percebo negação da realidade de existir menos agilidade, menor força muscular em braços e pernas, menos percepção de obstáculos como tapetes, ossos mais frágeis, com frequência tanto da parte dos próprios idosos como da família. Parece até que se não perceberem tudo isto, estas dificuldades não existirão!
   É reconhecendo nossos limites que podemos avaliar quais são as nossas forças. Neste caso, mais realidade significaria menos sofrimento e mais qualidade de vida para todos.
Faça o que você pode, com o que você tem, no lugar onde você está!
Theodore Roosevelt

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Carlinhos Treinamento


Posted: 23 Apr 2015 12:08 PM PDT
Para responder essas e outras dúvidas resolvi traduzir um texto de Dra. Georgia Ede, responsável por um excelente site sobre alimentação, o Diagnosis Diet.

O texto orginal pode ser lido aqui.

É um texto longo mas é necessário!

Grãos, feijões, nozes e sementes.

Grãos, feijões, nozes e sementes são todas sementes. Ricos em carboidratos complexos e fibras, que formam a base da maioria das pirâmides alimentares saudáveis. No entanto, quando os grãos são moídos em farinha você tem a perigosa "farinha refinada", que supostamente deve ser evitada. A intolerância e alergias ao glúten, soja, milho e amendoim vêm crescendo. O que esta acontecendo?


Todos estes alimentos estão na mesma família, eles são todos sementes.

Cereais são as sementes de gramíneas. Exemplos incluem: trigo, milho, aveia e arroz.

Feijões são as sementes de leguminosas. Os exemplos incluem: ervilhas, lentilhas, soja e grão de bico.

As nozes são as sementes de árvores. Exemplos incluem castanhas e avelãs.

E as sementes são sementes. Exemplos incluem sementes de gergelim, sementes de papoula, e sementes de girassol.

Corte qualquer uma delas ao meio e você vai encontrar a mesma estrutura básica.

É por isso que há tanta confusão sobre o amendoim, castanha de caju e amêndoas, que algumas pessoas lutam para categorizar. É um amendoim uma porca ou um legume? A quinoa é um grão ou uma semente? Não se preocupe, isso não importa, eles são todas as sementes. Fim da história.

Que são as sementes?

Uma semente é um bem precioso para uma planta, uma vez que abriga seu embrião e por isso as plantas desenvolveram métodos muito poderosos para protegê-la. Sementes são projetadas para sobreviver por muito tempo em ambientes agressivos, porque elas têm que esperar as condições ideais para se enraizar e brotar. Elas precisam ser capazes de resistir ao frio, ao calor, aos insetos, aos vermes, as bactérias, aos fungos e aos animais que se alimentam de sementes. A fim de proteger-se de todos esses perigos, as sementes contêm uma variedade de produtos químicos muito inteligentes, muitos dos quais têm o potencial de perturbar a saúde de seres humanos inocentes.

Todas as plantas precisam ajudar a dispersar suas sementes, porque as plantas não podem se mover. Portanto, as plantas desenvolveram formas muito inteligentes de espalhar suas sementes para que pudessem se multiplicar. Algumas plantas fazem com cresçam frutos saborosos em torno de suas sementes para atrair os animais para comê-los e levá-los para longe.

Mas o que dizer das sementes de grama que não têm nenhuma fruta? Trigo? Aveia? Arroz? Milho? Gramíneas dependem basicamente do vento para dispersar suas sementes. Grãos não vêm embrulhados em frutas doces, já que eles não são projetados para serem comidos. Cereais e leguminosas não foram projetados considerando a saúde de seres humanos e animais em mente, então não há precauções especiais para minimizar os danos à nossa saúde. Na verdade, os grãos são tóxicos para os seres humanos em seu estado bruto.

Os grãos (e outras sementes) são essenciais na nossa dieta?

Durante 2 milhões de anos, antes que a agricultura fosse inventada, nossos ancestrais caçadores-coletores provavelmente comiam poucos grãos, se os comiam, e por isso talvez eles não sejam claramente essenciais. Houve inúmeras culturas ao longo da história (os Esquimós Inuit são é um bom exemplo) que mesmo em pleno século 20, tinham uma dieta completamente livre de grãos e eram saudáveis.

Os grãos (e outras sementes) bons para nós?

A primeira vez que os grãos e feijões compuseram uma parcela significativa da dieta humana foi entre 5.000 e 10.000 anos atrás, quando a agricultura se tornou uma forma representativa de produção de alimentos. Antes da agricultura, os seres humanos eram caçadores-coletores que comiam animais e uma variedade de frutas e vegetais, dependendo de onde eles viviam e da época do ano. Do ponto de vista evolutivo, esse período de tempo é pequeno, por isso a maioria de nós não teve tempo suficiente para se adaptar a estes alimentos. Os registros históricos e antropológicos nos dizem que a saúde humana em todo o mundo diminuiu de várias maneiras, depois que agricultura nasceu: a maioria das pessoas passou a serem mais baixas, seus corpos passaram a mostrar evidências de deficiências minerais, desnutrição e doenças infecciosas. Os produtos lácteos foram adicionados à dieta humana praticamente no mesmo período dos grãos, é difícil ter certeza se a saúde diminuiu devido ao semear alimentos, aos produtos lácteos, ou ambos (nota do tradutor: a ciência já demonstrou os benefícios dos produtos lácteos fermentados e ricos em gordura). No entanto, como você verá a seguir, todos os problemas de saúde que se desenvolveram após a agricultura podem facilmente terem sido causados pelos grãos e sementes, considerando que seria teoricamente difícil fazer uma associação com os produtos lácteos.

Por que nos dizem que os grãos são saudáveis?

Dizem-nos que nós devemos comer pelo menos 3 porções de grãos por dia, e que metade dos grãos que comemos devem ser grãos integrais, ainda não existem evidências de que os grãos melhorem a saúde. Então, de onde é que este conselho vem?

Existem centenas de estudos que proclamam sues benefícios para a saúde, grãos integrais estão entre eles, mas o problema é que os estudos feitos sobre esse tema comparam as dietas ricas em grãos integrais com dietas ricas em grãos refinados e açúcares. Estes estudos mostram que os grãos integrais são mais saudáveis do que grãos refinados (farinhas), mas eles não provam que os grãos integrais são saudáveis. Para provar isso, os estudos deveriam comparar uma dieta que contém grãos com uma dieta que não contém grãos. Praticamente todo e qualquer alimento é saudável quando comparado com os carboidratos refinados, dessa forma provar que os grãos integrais são saudáveis é moleza. Quando você pensa sobre isso, não faz sentido dizer que os grãos integrais são saudáveis, mas que os grãos refinados são perigosos. Como pode a mesma comida ser tanto incrivelmente boa e incrivelmente ruim?

O que faz mais sentido é pensar que quanto mais refinado um grão é, pior ele é para saúde. Isso é provavelmente ocorre devido ao fato de que ao se refinar os grãos permitimos uma maior absorção não só de carboidratos, mas também de outras substâncias potencialmente prejudiciais que estão no seu interior. Ao comermos grãos integrais, o revestimento exterior resistente do grão que mantém essas partículas no interior do grão é mantido. Se removermos este revestimento através do polimento do grão (arroz branco é um bom exemplo), não há mais nada para proteger os nossos órgãos de serem expostos aos amidos e proteínas do seu interior.

As nozes e sementes são mais saudáveis do que grãos e feijões?

Eu não sei.

"Dietas Paleo" permitem nozes e sementes, mas não grãos e feijões, porque muitos de nossos ancestrais provavelmente teriam comido nozes e sementes muito antes da invenção da agricultura. A maioria das nozes e algumas sementes não necessitam de qualquer processamento para serem comestíveis, ao passo que todos os grãos e legumes devem ser molhados, fermentados e/ou bem cozidos, a fim de não causar algum tipo doença. As nozes e sementes possuem substâncias nocivas como os grãos, porém nossos ancestrais começaram a comer nozes e sementes milhares de anos antes de começarem a comer grãos e legumes, dessa forma é possível que tenhamos tido tempo de nos adaptarmos a estas substâncias, o que não teria acontecido com os grãos. A melhor explicação teórica do motivo pelo qual as nozes possam ser mais saudáveis do que grãos ou feijões, é que as nozes são protegidas por cascas duras e, portanto, poderiam não incorporar um grande número de defensivos químicos em seu interior como os feijões e grãos, mas ainda não é possível encontrar evidências dessa possibilidade na literatura científica.

Grãos, feijões, nozes e sementes são alimentos nutritivos?

Grãos apresentam valor nutritivo tão baixo que a maioria desses produtos nos Estados Unidos são enriquecidos com vitaminas e minerais.

Das quatro categorias de alimentos originadas de sementes, os grãos são geralmente considerados os mais nutritivos, devido ao seu alto teor de proteína. Como você pode ver a partir da informação nutricional para feijões cozidos, eles são compostos principalmente de amido juntamente com alguma proteína, fibra e algum ferro.



Sim, existe alguma proteína e algum ferro nestes alimentos. No entanto, todos esses nutrientes, por terem como origem as sementes, vem com alguma bagagem, como você verá a seguir.

Proteínas de sementes

Proteínas de sementes são geralmente de qualidade inferior devido à falta de aminoácidos essenciais [quinoa e soja são notáveis exceções]. Por exemplo, a proteína do trigo é particularmente baixa em lisina. O milho apresenta uma quantidade muito baixa em triptofano. Legumes (incluindo soja) são especialmente pobres em enxofre contendo aminoácidos, cisteína e metionina.

Algumas das proteínas de sementes são naturalmente difíceis de serem digeridas devido à sua estrutura especial.

Algumas proteínas da semente são moléculas de defesa que são projetados para irritar as células dos animais.

As lecitinas

Os revestimentos exteriores de sementes estão armados com proteínas chamadas lecitinas (fito-hemaglutinina, ou aglutininas), que são parte do sistema imunológico da planta. As lecitinas podem reconhecer o inimigo através da leitura de carboidratos na superfície das células dos supostos invasores. Quando uma semente está estressada ou danificada, as lecitinas são liberadas para identificar e atacar os inimigos em potencial. Uma das muitas maneiras pelas quais elas defendem o grão é fazendo com que os invasores se aglutinem (aglutinação) para que eles não possam avançar. Os insetos, não as pessoas, são os predadores naturais dos grãos, de modo lecitinas também pode causar infertilidade em insetos.

As lecitinas são encontradas em todas as plantas e animais, e não apenas em grãos e cereais. No entanto, as lecitinas animais e lecitinas vegetais são diferentes; lecitinas animais não são conhecidas por prejudicarem as células de outros animais, enquanto que lecitinas das plantas podem trazer prejuízos para os seres humanos e outros animais. As concentrações mais elevadas das mais potentes lecitinas de plantas encontram-se nas sementes, raízes e na casca das plantas. Nas sementes, as lecitinas são encontradas principalmente no revestimento exterior rico em farelo, que é uma das razões pela qual até mesmo grãos integrais não são necessariamente saudáveis. As lecitinas podem também ser encontradas nos óleos de sementes e nozes. As fontes alimentares mais importantes de lecitinas são grãos, feijões, nozes, sementes, tomates, batatas brancas, limão, canela e alcachofras de Jerusalém.

O que as lecitinas podem fazer para os seres humanos?

Você pode pensar nas lecitinas com sendo pegajosas, pois elas se ligam aos carboidratos específicos na superfície das células vivas, e por isso também são muito reativas.

As lecitinas podem se ligar as glicoproteínas na superfície das nossas células intestinais. Estudos de laboratório (in vitro) mostram que lecitinas podem danificar as células intestinais humanas e em estudos com animais elas podem gerar buracos no revestimento intestinal, causando aumento da permeabilidade intestinal (intestino solto). Síndrome do intestino permeável em seres humanos tem sido associada com doenças autoimunes, tais como: a artrite reumatoide, doença celíaca, diabetes de tipo I e esclerose múltipla.

Sabemos que as lecitinas podem ir para nossa corrente sanguínea, porque as pessoas saudáveis ​​têm anticorpos para lecitinas em seu sangue. Na corrente sanguínea, as lecitinas podem se ligar às células vermelhas do sangue, causando-aglutinação. Células sanguíneas aglutinadas são então destruídas pelo corpo, de modo que altas doses de lecitinas podem causar anemia.

As lecitinas também podem se ligar as nossas células imunológicas e levando-as a se aglutinarem, enfraquecendo nosso sistema imunológico. No entanto, as lecitinas também podem se ligar as células imunes e ativá-las; este é um caminho potencial para alergias e doenças autoimunes. Elas também podem fazer as células brancas do sangue liberarem substâncias pró-inflamatórias.

As lecitinas podem entrar nas células, e, uma vez no seu interior, podem tornar os ribossomos inativos, que são as pequenas fábricas de proteínas no interior das nossas células.

Em estudos de laboratório, as lecitinas são bem conhecidas como "mitógenos", o que significa que elas podem causar a multiplicação das células de uma forma cancerígena. Estes estudos mostraram que as lecitinas podem se ligar a células do sistema imunológicas chamadas linfócitos e desencadear alterações cancerígenas. Estudos clínicos com humanos têm demonstrado que a ingestão de amendoim apresenta a capacidade de causar a proliferação de células cancerígenas do cólon.

Como reduzir o teor de lecitina dos alimentos?

A maioria das lecitinas pode ser completamente desativada pela imersão e por pelo menos por 15 minutos de cozimento. Métodos cozimento no seco não são tão eficazes quanto o fervê-las por um período prolongado. Torrefação a seco remove apenas cerca de 75% das lecitinas do amendoim cru. Gérmen de trigo torrado contém lecitinas ativas. As lecitinas são imunes ao ácido do estômago, e muitas lecitinas resistem as nossas enzimas intestinais. As lecitinas são a razão pela qual os grãos e feijões nunca devem ser comidos crus, a lecitina de feijão é muito tóxica se consumida crua ou mal cozida, e irá causar vômitos severos.

A germinação reduz, mas não elimina as lecitinas porque uma vez que a semente começa a germinar e formar uma nova planta, grande parte da lecitina é alterada para nutrir e fazer a planta crescer. No entanto, algumas lecitinas, permanecerem para proteger a planta que cresce.

Assim, existem realmente apenas duas maneiras de se proteger contra os muitos riscos potenciais de lecitinas: fervê-las por um tempo prolongado ou não comer.

Existem muitos tipos diferentes de lecitinas, com diferentes alvos (carboidratos), diferentes estratégias de ataque, e potência. As mais estudadas das lecitinas alimentares são: aglutinina de gérmen de trigo, a lecitina do amendoim, a lecitina de feijão, a lecitina de soja, a lecitina da batata e lecitina tomate.

Glúten

O que é o glúten?

O glúten não é uma única proteína; existem centenas de proteínas na família do glúten. Elas encontradas apenas nos seguintes grãos:

  • Trigo
  • Cevada
  • Centeio
  • Triticale
  • Aveia ([frequentemente produzida nos mesmos equipamentos de fabricação dos com produtos de trigo e dessa forma sofrem contaminação]


Elas são simplesmente projetadas para nutrir o embrião da planta quando chega a hora da germinação. O glúten não é apenas a causa bem estabelecida de doença celíaca, uma condição autoimune grave que afeta mais de 1 pessoa em cada 100, mas são também a causa da sensibilidade ao glúten, o que afeta (provavelmente muitos mais do que) 7 pessoas em cada 100.

O glúten e outras proteínas de reserva são encontrados no interior de todos os alimentos de sementes (no endosperma), não no revestimento exterior ricos em farelo, que é provavelmente porque os grãos refinados são potencialmente menos saudáveis ​​que os cereais integrais. Todas as sementes contêm proteínas de reserva, mas só a família de trigo contém glúten. Então, o que há de tão especial no glúten?

Glúten contem sequências de aminoácidos [ricas em prolina e glutamina] que são particularmente difíceis de serem digeridas. A “planta mamãe” não quer que esta proteína seja digerida por qualquer outra “pessoa ou coisa” que não seja a “planta bebê”. As proteínas que contenham sequências ricas em prolina são chamadas de "prolaminas", e elas são projetadas ​​para serem particularmente irritantes para o nosso sistema imunológico. Todos os grãos contêm prolaminas, mas os tipos encontrados no trigo, no centeio e na cevada, parecem ser particularmente irritantes para o sistema imunológico dos indivíduos suscetíveis. Um pequeno número de pessoas também é sensível a avenina, a prolamina encontrada na aveia.

Quando o glúten é mal digerido além de não apenas torna difícil extrair as proteínas desses alimentos, como também formam substâncias tóxicas que pode causar estragos no sistema digestivo e imunológico dos indivíduos geneticamente susceptíveis, levando a sensibilidade ao glúten e doença celíaca.

Alergia ao Trigo

As pessoas que têm uma verdadeira alergia ao trigo reagem a uma proteína específica chamada gliadina ômega-5, é encontrada somente no trigo, não na cevada, centeio, ou triticale.

Sementes "Anti nutrientes"

Um "anti nutriente" é qualquer coisa que interfira com a capacidade do corpo de digerir, absorver, ou utilizar um nutriente. Anti nutrientes em alimentos de semente incluem os inibidores enzimáticos e ácido fítico.

Inibidores de Enzimas

Alimentos com sementes contêm compostos que atuam contra nossas enzimas digestivas, o que torna mais difícil digeri-los. Estes incluem os inibidores da protease, que digere as proteínas e os inibidores de amilase, que bloqueiam a digestão do amido. Inibidores de amilase não sobrevivem à digestão e assim são uma preocupação. Os inibidores de protease são em grande parte destruídos pelo cozimento, por isso, em alimentos de sementes bem cozidos, também não seriam um problema.

Ácido fítico

O ácido fítico, no entanto, pode não ser destruído pelo cozimento. O ácido fítico, o nome significa "ácido da planta", e foi assim chamado porque ele não é encontrado em alimentos de origem animal. Ele está localizado principalmente no revestimento exterior rico em farelo dos grãos, o que é uma razão pela qual até mesmo os grãos integrais não são necessariamente saudáveis.

O ácido fítico é um ímã mineral. Ele se liga a certos minerais nos alimentos que comemos, e remove-os de nossos corpos. Isto pode levar a deficiências de minerais, tais como anemia por deficiência de ferro. A forma de ferro encontrada em alimentos vegetais é difícil de ser absorvida, para começar, uma vez que está é a forma "não heme", em vez da forma "heme" encontrada nos alimentos animais. Resultados de um estudo realizado em 1989 demonstraram (em onívoros e vegetarianos) que mesmo as pessoas que incluem esses alimentos na sua dieta por anos, o organismo não se adapta aos efeitos anti nutricionais de ácido fítico em relação à absorção de ferro.

O ácido fítico também pode se ligar a proteínas alimentares e às nossas enzimas digestivas, interferindo com a absorção de proteínas.

Quais os alimentos possuem mais ácido fítico?

O ácido fítico é encontrado em todas as partes de plantas, e, portanto encontra-se em todos os alimentos de origem vegetal; no entanto, a grande maioria está localizada em sementes, onde o seu trabalho é manter-se firmemente ligado aos minerais essenciais (fósforo, ferro, zinco, etc.) que a planta do bebê precisa para crescer. Quando a semente começa a germinar, ácido fítico é quebrado, de modo que esses minerais vitais podem ser liberados para a planta bebê. É por isso que as outras partes das plantas contêm concentrações extremamente baixas de ácido fítico.

A quantidade de ácido fítico em um determinado alimento de semente varia muito, dependendo de diferentes condições fatores-ambientais, idade, variedades vegetais, etc, por isso é difícil dizer, mas algumas pesquisas indicam que as sementes contêm níveis mais altos, seguidos dos grãos, e depois das leguminosas. O teor de ácido fítico nas nozes considerado baixo para cima.

Como reduzir o teor de ácido fítico

Ácido fítico não é digerido; ele sobrevive nosso ácido do estômago e nossas enzimas intestinais, permitindo que chegue ao cólon, onde as bactérias podem começar a metaboliza-lo. O ácido fítico não parece ser absorvido pelos nossos sistemas, por isso, só pode interferir com os minerais no nosso aparelho digestivo, não na nossa corrente sanguínea ou no interior das nossas células. A maior parte do ácido fítico deixa o nosso sistema intacto, levando nossos minerais impunemente.

A quantidade de ácido fítico não é afetada por um armazenamento prolongado. O ácido fítico não pode ser destruído por cozimento, nem mesmo com a ebulição prolongada. Cozimento de extrusão, o qual é utilizado por fabricantes na produção industrial dos cereais, por exemplo, apenas reduz o teor de ácido fítico.

O ácido fítico pode ser parcialmente reduzido por imersão e/ou germinação. Por exemplo, quando realizado devidamente, apenas sob condições adequadas, este método pode remover cerca entre 1/3 a 2/3 do ácido fítico dos grãos.

Fermentação é o método mais eficaz para remover o ácido fítico dos alimentos, porque os micro organismos, ao contrário dos humanos, tem a capacidade de digerir o ácido fítico.

Amidos de Semente

Plantas armazenam energia na forma de amido, que é apenas um monte de moléculas simples de açúcar ligadas entre si. As sementes são muito ricas em amido, porque a planta bebê vai precisar de uma fonte de energia quando começar a crescer.

Grande parte do amido dentro das sementes é amilose ou amilopectina, que são ambos feitos de longas cadeias de moléculas de glicose, e, portanto, facilmente quebradas em glicose e absorvidos da corrente sanguínea pelas nossas células. No entanto, existem dois tipos de carboidratos de sementes que as nossas enzimas digestivas não podem quebrar:

Fruto-oligossacarídeos (cadeias de moléculas de frutose)
Galacto-oligossacareos (cadeias de galactose + glicose + frutose). Como o feijão.

A maioria dos alimentos de sementes contém alguma combinação de carboidratos indigeríveis listados acima, mas os feijões são mais conhecidos por causar problemas digestivos. Isto é porque as leguminosas são possuem elevadas quantidades de estaquiose e galacto-oligossacareos.

As bactérias que vivem produzem uma enzima chamada "alfa-galactosidase", que pode separar as moléculas de açúcar destes carboidratos. Em seguida, as bactérias fermentam esses açúcares, criando gases indesejáveis: o dióxido de carbono, hidrogênio e/ou metano. O arroz possuem quantidades extremamente baixas destes carboidratos não digeríveis, e, portanto, muito pouco gás é produzido durante a sua digestão.

Glicosídeos cianogênios

Estes produtos químicos são inocentes, principalmente encontrado em frutas, como damascos, pêssegos, cerejas, manga e ameixas. Estes tipos de sementes são praticamente indestrutíveis e assim não mastigá-las, e isso é bom. Quando essas sementes são mastigadas, cianeto será formado. Outros alimentos que podem gerar cianeto incluem: amêndoas amargas, marzipan, brotos de bambu, raiz de mandioca (tapioca), feijão, sorgo, sementes de maçã e sementes de pêra. Processamento adequado destes alimentos por desgaste, ebulição e imersão pode remover o cianeto e torná-las seguras para comer.

O corpo humano pode se desintoxicar de pequenas quantidades de cianeto, mas em doses mais elevadas, cianeto pode interferir com iodo dentro de sua glândula tireoide e causar bócio ou hipotireoidismo. Em doses mais elevadas ainda, cianeto pode sufocar suas mitocôndrias (geradores de energia das suas células), que pode ser fatal.

Algumas palavras sobre alimentos de sementes para finalizar

De todas as plantas e animais alimentos naturais disponíveis para os seres humanos, os alimentos de sementes são os alimentos mais propensos a colocar em risco a saúde humana. Portanto, eliminando alimentos a partir desta família é a única mudança na dieta mais importante que você pode fazer para melhorar e proteger a sua saúde.

Para as pessoas que optam por comer alimentos de origem animal ou que não têm acesso a alimentos de origem animal, este grupo de alimentos contém a maior quantidade de proteína de todos os alimentos de origem vegetal e podem ser uma fonte muito menos dispendiosa de proteína do que a carne e produtos lácteos.

No entanto! Estas proteínas podem ser de difícil digestão, em parte devido à sua natureza e, em parte, devido aos anti nutrientes existentes nesses alimentos, tais como o glúten, que pode ser particularmente irritante para o aparelho digestivo e para o sistema imune de indivíduos susceptíveis. As lecitinas dos alimentos de sementes são potencialmente perigosas, tornando a ebulição muito importante para o consumo.

Alguns dos amidos em alimentos de semente não podem ser digeridos pelas nossas enzimas intestinais e, portanto fermentam no cólon, gerando gases.

O ácido fítico é um ladrão mineral e muito difícil de ser removido completamente desses alimentos, mesmo com técnicas de fermentação, por isso, esses alimentos aumentam significativamente o risco de deficiências minerais, especialmente deficiência de ferro e anemia. A ingestão vitamina C pode melhorar a absorção de ferro.

Se você optar por comer alimentos de sementes, tais como grãos, o melhor é comer os integrais, ao invés dos refinados.

Arroz pode ser mais seguro e mais confortável para comer do que outros grãos, porque não contém glúten, possui quantidades extremamente baixas de amidos indigestos e normalmente é cozido por ebulição o que destrói todas as lecitinas.


Não podemos afirmar que nozes e outras sementes são mais saudáveis ​​do que os grãos e leguminosas.

Carlinhos
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