terça-feira, 14 de agosto de 2012

CADASTRO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Auditiva, Física, Mental ou Visual

Horário: Das 9h às 16h

Dias: 13 a 17 de Agosto/2012

Local: Casa do Trabalhador
Rua Riachuelo, 739 - Centro
Santa Barabara d'Oeste/SP

OU

Senai - Santa Barbara d'Oeste
Das 9h às 12h
Rua Vereador Leopoldo Sergio Alves, 500
Distrito Industrial

Documentos Necessários (1 cópia):

- Laudo Médico (xerox)
- RG (xerox)
- CPC (xerox)
- Comprovante de Residência (xerox)
- Comprovante de Escolaridade (xerox)
- 1 foto 3X4
- Carteira de benefício (se tiver)

Ah, Muleke!

Meu pai ficou de babá de um pug tão vesgo quanto adorável. Foram dez dias de revolução.

Meu pai é uma figura sacudida. Costuma dizer que tem 74 anos de idade cronológica, 40 de idade mental e 20 de "disposição física". É um daqueles tipos de alma jovem que não trocam uma cervejinha, um pastel e um bom papo por nada neste mundo. Na verdade... por quase nada.
Nos últimos anos, duas companhias conseguiram reduzir as idas noturnas do véio Géio à pastelaria: a gripe A e o pequeno Muleke.

Muleke é um pug tão vesgo quanto adorável, "filho" de Aline, a simpática dona da pastelaria Pastel com Borda, no coração de Porto Alegre.

O bichinho não tinha nem 30 dias quando os donos tiveram que viajar. Com o pai dela, Aline deixou Shrek -o pai do Muleke. Mas, temendo algum acidente doméstico, preferiu alojar o filhote na casa do meu pai.
E lá se foi Muleke -de mala, cuia e potinho- para uma temporada no Buraco do Amor -sugestivo nome com o qual o véio Géio batizou a própria casa, que fica em desnível em relação à rua. Foi uma transformação.

Durante dez dias, as luzes no "buraco" não se apagaram. "Pobrezinho, se ficar no escuro, não vai encontrar nada", dizia meu pai. E as noites na pastelaria perderam a animação do véio Géio, que preferia ir mais cedo para casa. "Quando chegava, era uma festa só. Eu gritava: 'ah, Muleke', e ele se enroscava nas minhas pernas e corria por tudo."

Meu pai, felizmente, está a anos-luz de ser um senhor pacato, caseiro, desocupado e depressivo. Mas a experiência dele com Muleke mostra a revolução que um animal pode promover na rotina de alguém. Um conjunto de benefícios físicos e mentais que está cada vez mais no alvo da ciência.

Há alguns anos, um estudo publicado no "American Journal of Cardiology" mostrou, por exemplo, que a interação constante com animais ajuda a controlar nossos níveis de estresse e de pressão arterial. Com base nessa e em outras conclusões, multiplicam-se as terapias com animais.

Na prisão de Estrasburgo (França), coelhos, ferrets, pássaros e porquinhos da Índia têm sido usados na recuperação de detentos. Cada presidiário tem de cuidar de um animal. Os diretores dizem que a responsabilidade reduz a tensão e aumenta a autoestima dos internos.

Projetos desse tipo se repetem em mais de 50 penitenciárias mundo afora. São todos inspirados na experiência da prisão feminina de Purdy (EUA), iniciada na década de 80. Nos últimos 30 anos, centenas de cães resgatados da rua têm sido adestrados pelas detentas e destinados a auxiliar pessoas com diversas limitações físicas. O resultado é surpreendente. Os cães ganham casa. Os deficientes, guias dedicados. E, as presidiárias, uma chance profissional que tem derrubado os índices de reincidência.

Véio Géio comentou outro dia que Muleke cresceu tanto que já se confunde com o pai, o Shrek. Mas a confusão cessa em instantes, enterrada pela alegria de Muleke ao ver o véio chegar. Tudo indica que Muleke não se esquece dos cuidados. E o véio Géio não se esquece de Muleke -que ganhou um porta-retrato em cima de um balcão do Buraco do Amor. Balcão esse, aliás, que antes só tinha fotos nossas, das filhas. Ah... Muleke!

Informações sobre o projeto de Purdy: prisonpetpartnership.org

Fonte

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Abertura do 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação é no dia 15, no Anhembi, às 10h

O evento acontece entre 15 e 17 de agosto. O objetivo deste 4º ano é discutir Deficiência & Desenvolvimento Sustentável



De 15 a 17 de agosto acontece em São Paulo, no Palácio das Convenções Anhembi, a 10ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia
para Reabilitação, Prevenção e Inclusão -
REABILITAÇÃO Feira e Fórum.
O evento reunirá a indústria e os profissionais da área para uma grande troca de experiências e formulação de propostas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Uma importante iniciativa dedicada aos profissionais e empresas que atuam na reabilitação de pessoas com deficiência transitória ou definitiva e idosos.

A solenidade de abertura será no dia 15 de agosto, às 10h, e marca também a abertura dos eventos que integram o FÓRUM de REABILITAÇÃO:
- 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação.
- XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação
- 6º Congresso de Reabilitação Profissional
-  II Seminário Internacional ABOTEC e ISPO-Brasil de Tecnologia em Órteses/Próteses Ortopédicas e Reabilitação
O 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação é realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, sob a Coordenadoria de Cid Torquato e dos Assessores de Relações Internacionais, Ana Lúcia Segamarchi e Vinicius Delgado Ramos. 

Este ano, o tema é "Deficiência & Desenvolvimento Sustentável", em consonância com a Rio+20, encerrada recentemente. Busca quantificar o universo da deficiência, conhecer seus custos, seu papel e seu valor no contexto social.
"A tecnologia assistiva é fundamental para a reabilitação e inclusão da pessoa com deficiência. Por isso, fomentamos a inovação nesta área e promovemos o 4° Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência", declara a Dra. Linamara Rizzo Battistella, Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.
Composto por Exposição de Inovação em Tecnologias Assistivas e Seminário Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, com apoio institucional do FORTEC – Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, o 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação visa influenciar os processos de inovação tecnológica para o fomento da pesquisa, desenvolvimento industrial, fabricação, disponibilização e comercialização de produtos e serviços, contemplando, além das pessoas com deficiência, as necessidades de outros segmentos da sociedade, como o idoso, o obeso e a criança, entre outros. A Exposição em Tecnologias Assistivas seleciona e apresenta os melhores projetos de tecnologia assistiva desenvolvidos pelas principais universidades e centros de pesquisa do país.

“A real aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável apresenta-se como um meio de atingir, simultaneamente, as causas e as consequências da discriminação em relação às pessoas com deficiência, eliminando suas raízes e mitigando seus efeitos. A proposta é a adoção de um crescimento sustentado, inclusivo, equitativo e igualitário, centrado nas pessoas e oferecendo oportunidades e benefícios a todos os cidadãos”, complementa a Dra. Linamara.

Programação, inscrições, palestrantes e outras informações sobre o 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação:  http://4encontro.sedpcd.sp.gov.br/index.php

Para mais informações sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Fisica e Reabilitação, visite o site www.fisiatria2012.com.br

Para visita à Feira e Forum, solicita-se confirmar presença até 14 de agosto - com Tania Bouéri, e-mail: rsvp@hospitalar.com.br - fone (11) 3897.6166. Acesse: www.reabilitacao.com

Máquina fotográfica para cegos





Segundo o criador da câmera, segurá-la à altura e contra
a testa proporciona o melhor ângulo para captura da imagem.

O conceito pode soar estranho, mas o designer chinês Chueh Lee levou o desafio adiante e criou uma câmera fotográfica para deficientes visuais. A Touch Sight é um dispositivo que possibilita que deficientes visuais registrem momentos e se recordem deles através de um "monitor" em braile capaz de gerar imagens 3D dos objetos fotografados, de modo que o usuário possa sentir a foto.

Um monitor em braile permite sentir as imagens 3D <a href= http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3112217-EI4797,00.html target=_blank>Leia mais</a>  Foto: Divulgação
Um monitor em braile permite sentir as imagens 3D
 
Chueh Lee, da Samsung China, diz que a câmera tem capacidade de armazenar 3 segundos de áudio do ambiente em conjunto com a foto, ajudando a lembrar o momento do registro. As fotos podem ser compartilhadas com outros aparelhos ou armazenadas nele mesmo.

A câmera grava 3 segundos de áudio no momento do registro para facilitar a identificação da imagem <a href= http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3112217-EI4797,00.html target=_blank>Leia mais</a>  Foto: Divulgação
A câmera grava 3 segundos de áudio no momento
doregistro para facilitar a identificação da imagem

Ainda não há estimativas de lançamento ou preço para o mercado consumidor.

Fonte

Para amigos de
Familiares de
Pessoas com baixa visao e
Deficiente visual
recomendamos os sites:

http://deficienciavisual3.com.sapo.pt/txt-cartografia_tatil-mapas_DV.htm

http://www.oncb.org.br/

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

NA MINHA GARRA, EM MEUS MÚSCULOS, A LIBERDADE! Caso Real

Meu nome é Bartolomeu, tenho vinte e três anos. Até dezoito anos e meio vivi sem deficiência. Fui criado por mãe carinhosa, mas bem rígida, procurando compensar a ausência do pai, desde que era pequeno. Apenas pagou a pensão.



Sempre trabalhei em mecânicas, aos quatorze anos já tinha um carro meu, e quando aconteceu meu acidente era moto-boy. Aceito o que me aconteceu, pois estava trabalhando, mas no lugar errado da rua, quando o motorista ao meu lado virou sem dar a seta.

A primeira pancada foi num banco de cimento, de costas, lesando minha coluna vertebral em quatro lugares. Enfrentei o estado de coma por quarenta dias, hemorragia interna, fraturas em braço, dedos e clavícula. Passei por oito cirurgias, fiquei trinta dias em UTI.

Ainda não tinha carta quando me acidentei, ela chegou pelo correio em minha casa dois dias depois. Oito meses após ainda era dependente total, até para comer. Perdi também quatro dentes, e quinze quilos. Cento e quarenta dias bastaram para eu assinar termo de responsabilidade e sair do hospital, com oito pinos e duas placas na coluna, hérnia de disco e próteses.

Em casa ficava deitado duas horas em cada posição, usando morfina. Lutei para conseguir sentar. Cheguei ao Hospital Sarah, especializado em recuperação, já sabendo tomar banho e me trocar. Nadei mesmo assim durante dois anos, como paratleta.

Hoje treino em cadeira especial para correr (speed), em que acrescentei uma roda para melhor desempenho. Sou atleta profissional federado. Tenho o ensino médio, trabalho em firma que acessora eventos com som, luz e imagem. Adaptei pessoalmente meu carro, que dirijo.

Quero ser pai, quero ser reconhecido como paratleta de excelência. Nada menos do que isto. Quero!

Caso real. Elizabeth Fritzsons da Silva. Psicóloga e diretora da Unidade de Atenção aos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Caso alguma pessoa com deficiência se interesse por esporte e atletismo favor procurar pelo Marcio (treinador) na Secretaria de Esporte de Americana






Síndrome de Marfan

A síndrome de Marfan é uma doença hereditária que tem afetado cerca de 1 em cada 10.000 pessoas. Ela se caracteriza por anormalidades dos olhos, ossos e sistema cardiovascular em graus variáveis. As alterações nesses órgãos inclui, dentre os vários problemas, o descolamento da retina, a miopia, a hipermobilidade das articulações, a estatura elevada, dedos longos, desvio da coluna e lesões da aorta.

As principais informações médicas a respeito dão conta que a base genética na maioria dos casos consiste na mutação de um gene situado no cromossomo 15, a fibrilina, importante componente na formação das fibras elásticas. Sua produção anormal resulta em fibras elásticas anormais produzindo as alterações que caracterizam a síndrome. Problemas cárdio-vasculares estão presentes na maioria dos pacientes, sendo a lesão da aorta a principal manifestação. Esta pode apresentar-se em seus primeiros sinais por dilatação da raiz da aorta e do seu anel, no local de origem da artéria no coração, levando à insuficiência aórtica progressiva. Estas alterações favorecem a dilatação das cavidades cardíacas esquerdas, cuja estrutura interna que dá sustentação ao músculo cardíaco é também afetada.

A aorta é rica em fibras elásticas. Estas fibras têm uma distribuição uniforme por toda a circunferência da aorta e está entremeada por grande número de fibras musculares e discreta matriz de sustentação. Uma das complicações da síndrome de Marfan é a dissociação de suas estruturas com separação da sua parede em duas paredes finas, formando um lúmen paralelo com desvio e grande prejuízo da circulação. Isto ocorre em 36% dos casos, independente da dilatação aórtica, pondendo apresentar-se como primeira manifestação da doença, sendo mais freqüente na porção inicial da aorta (porção ascendente). A valva mitral (estrutura que separa as duas câmaras cardíacas esquerdas) apresenta seus componentes de aspecto alongado e redundante, podendo haver calcificação com endurecimento do anel valvar em 10% dos pacientes. No comprometimento mitral as mulheres são mais freqüentemente afetadas que os homens.

Saiba Mais

Sites Adicionais
São mais de 30.400 sites existentes na Internet sobre a Síndrome de Marfan e assuntos correlatos. Se quiser iniciar seus estudos poderá começar pelos seguintes:
www.unifesp.br/dmed/cardio/marfan
www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r002&id_edicao=98
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27492002000600005
www.marfansima.org
www.universiabrasil.net/mit/7/7012/pdf/fa01-exercise.pdf
www.hon.ch/HONselect/RareDiseases/PT/C05.116.099.674.html

Fonte

Colocamos no cardápio um site Marfan Brasil. Acessem.

Campanha alerta para uso excessivo de medicamentos para melhorar desempenho na escola

Por Carolina Sarresda Agência Brasil

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados discutiu no último dia 11 o uso excessivo de remédios por crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado ou de comportamento na escola. A reunião marcou o início da campanha Não à Medicalização da Vida, encabeçada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade.



De acordo com a conselheira do CFP, Marilene Proença, medicalização é todo tratamento de processos ou comportamentos sociais e culturais em crianças, adolescentes ou adultos com quadro de patologia psiquiátrica. Neste caso, o debate foi sobre o tratamento de distúrbios relacionados à educação — como dislexia, déficit de atenção e hiperatividade.

“Existe uma métrica social que considera sentimentos e comportamentos legítimos como sintomas patológicos. Muitas vezes, esses casos são tratados com os chamados tarja preta, que têm sérias sequelas”, explicou Marilene.

Para a conselheira, há muito alarde em relação a drogas ilícitas, mas pouco em relação às licitas. Foram apresentados dados à comissão que, em 2000, eram consumidas 70 mil caixas de medicamentos para o tratamento de distúrbios relacionados à aprendizagem. Em 2010, o número cresceu para 2 milhões, o que faz do Brasil o segundo maior consumidor desse tipo de remédio, apenas atrás dos Estados Unidos.

“Em vez de melhorarem a qualidade da escola, estão criando instâncias de diagnóstico para crianças que têm dificuldade de aprendizado. Não podemos passar às crianças responsabilidades políticas, sociais e culturais da sociedade em geral”, disse a conselheira do CFP.

Segundo a professora do Departamento de Pediatria da Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Aparecida Moisés, substâncias que vêm sendo usadas como “amplificadores cognitivos” — como o metilfenidato (nome comercial: Ritalina) e o clonazepam (nome comercial: Rivotril) — não são drogas seguras.
“São psicotrópicos e tranquilizantes que podem provocar morte súbita e inexplicada até sete vezes mais do que em crianças e adolescentes que não os tomam”, alertou Maria Aparecida.

Para ela, em vez de se discutir a vida e os valores da sociedade, há uma inversão que faz com que todos acreditem que têm transtornos a serem tratados.

“Precisamos adotar uma política educacional que assuma o princípio fundamental de que todos podem e têm o direito de aprender. Um professor é capaz de ensinar toda pessoa a quem se propuser. A medicina fala de impossibilidades. A escola fala de possibilidades. E a escola foi invadida por profissionais de outras áreas, como neuropsicólogos, fonoaudiólogos, psicólogos e psiquiatras. Isso não é escola, mas uma invasão do mercado de trabalho”, disse a professora da Unicamp.

O médico psiquiatra José Miguel Neto, pai de uma criança de 10 anos com problemas de aprendizado, explicou ser a favor do uso de medicamentos, quando indicado.

“Claro que a criança é medicada de acordo com critérios que diagnosticam o problema. O tratamento é multidisciplinar, requer o exame de profissionais de diversas áreas. Não posso entender que os remédios são um diabo que tem de ser exorcizado. Minha filha foi diagnosticada adequadamente, usou a medicação e hoje não usa mais. Só recebe acompanhamento”, explicou o médico.

Para o consultor da Saúde da Criança e do Adolescente do Ministério da Saúde, Ricardo César Carafa, o primeiro passo a ser dado para combater a medicalização é reconhecer que o problema existe e conhecê-lo a fundo.

“Devemos divulgar a medicalização para a sociedade, debater e discutir. Não podemos simplesmente tapar o sol com a peneira, fingir que não existe e que não nos afeta. É necessário trabalhar amplamente com os profissionais de saúde e educação que atendem às crianças para que se adquira o conhecimento necessário”, disse Carafa.

Fonte

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ciclo da violência pode ter raiz nos castigos físicos na infância

Por Flávia Falcão
da Agência Fapesp


Pesquisa realizada pela FAPESP em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma frequente — uma vez por semana ou mais. A palmada, entretanto, não foi o castigo físico entre os que apanharam todos os dias. A agressão, segundo os relatos, variava entre castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves.



Segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), o objetivo da pesquisa foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos. “A pergunta sobre a punição corporal na infância se mostrou absolutamente vital para a pesquisa. Ao cruzar esses resultados com diversas outras questões, podemos notar que as vítimas de violência grave na infância estão mais sujeitas a serem vítimas de violência ao longo de toda a vida”, disse Cardia.

Os entrevistados que relataram ter apanhado muito quando criança foram os que mais escolheram a opção “bater muito” em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Também foram os que mais esperariam que os filhos respondessem com violência caso fossem vítimas de agressão física na escola. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem um ciclo perverso de uso de força física que precisa ser combatido.

A pesquisa mostrou também que a percepção da população sobre crescimento da violência diminuiu, passando de 93,4% em 1999 para 72,8% em 2010. No último levantamento, porém, foi maior a quantidade de entrevistados que disse ter presenciado em seus bairros uso de drogas, prisão, assalto e agressão.

O levantamento foi feito em 2010 e divulgado no mês de junho pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. Os resultados foram comparados com dados semelhantes de 1999, também coletados pela instituição. Embora o percentual dos que afirmam ter sofrido punição física regular tenha diminuído na última década — passando de um em cada quatro entrevistados para um em cada cinco –, ainda é considerado alto.

Sugestão de fontes:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) (11) 3838-4000
Instituto de Psicologia (IP) Universidade de Brasília (UnB) (61) 3107-6820 / 6821 / 6922 / 6964
Núcleo de Estudos da Violência (NEV) Universidade de São Paulo (USP) (11) 3091-4951

Fonte

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Impacto da educação inclusiva na pré-escola é avaliado em pesquisa

Por Karina Toledo
da Agência Fapesp


Vivenciar a experiência da educação inclusiva na pré-escola pode promover a abertura em relação ao diferente e evitar o preconceito de forma duradoura, aponta uma pesquisa feita no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).



A pesquisa qualitativa foi feita com seis alunos com idades entre 7 e 16 anos egressos de uma creche pública com características inclusivas e ambiente diversificado. Além de crianças com deficiência, a instituição situada na cidade de São Paulo atende alunos de diferentes classes sociais e etnias.

“A ideia era entrevistar esses alunos, agora no ensino fundamental e em escolas diferentes, para avaliar se a experiência da educação inclusiva pré-escolar teve impacto em suas atitudes e valores”, contou Marie Claire Sekkel, coordenadora da pesquisa que teve apoio da FAPESP.

Segundo Sekkel, a investigação teve como base diversas teorias da psicologia que apontam as experiências vividas na infância como fundamentais para definir as características mais marcantes do caráter de uma pessoa.

“Todos os entrevistados demonstraram uma abertura para se relacionar com pessoas significativamente diferentes em suas novas escolas. Nesse conceito estão incluídas não apenas deficiências físicas e intelectuais, mas também orientação sexual, religião, etnia, classe social e demais questões que caracterizam o diferente”, disse.

Também foi possível observar pelas entrevistas que os estudantes percebem claramente as situações que fogem da norma, mas não as veem como algo negativo. “Eles não têm a ideia preconcebida de que uma pessoa com deficiência, por exemplo, é triste ou insatisfeita. Percebemos nos relatos uma relação de respeito”, contou Sekkel.

Os entrevistados também demonstraram agir de forma diferenciada no ambiente escolar. “Enquanto a maioria das pessoas se cala diante de uma cena de discriminação ou agressão, eles se preocupam e alguns interferem na tentativa de ajudar. Isso mostra que a formação foi capaz de criar uma consciência suficientemente forte para desencadear também ações e compromissos”, disse.

Essa abertura para com o diferente, de acordo com a pesquisadora, manteve-se independentemente dos valores familiares. “Há algo comum na educação dessas crianças para o qual a escola exerce forte determinação. Isso mostra o potencial das instituições de educação na formação desses alunos”, disse.

Sekkel pretende agora investigar também o impacto dessa experiência pré-escolar inclusiva nos pais dos alunos. “A fase pré-escolar é quando os pais estão mais próximos da criança e da escola. Então tudo o que acontece com os alunos acaba influenciando a vida familiar”, disse.

Fonte
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.