sábado, 19 de dezembro de 2015

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Desapego

"A pergunta de minha aluna se referia a quão longe se pode ir no desapego sem que ele faça mal a própria vida. Pode-se responder de pronto a essa questão (coisa que não faço) dizendo aquela famosa palavra em moda que é 'equilíbrio'. Ou seja, pode-se cultivar o desapego de modo 'equilibrado'. Ponho entre aspas a palavra 'equilíbrio' porque acredito pouco nesse papo espiritual light de que alguém saiba onde está o tal 'caminho do meio'. Talvez porque tenha sempre sido uma pessoa meio desequilibrada em minhas paixões e manias, duvide de quem diz ter conseguido o tal 'caminho do meio'", escreve Luiz Felipe Pondé, filósofo e escritor, em artigo publicado por Folha de S. Paulo, 14-12-2015. 
Eis o artigo.
Você se considera uma pessoa desapegada? Sim, você tem razão se devolver a questão assim: o que eu quero dizer com ser uma "pessoa desapegada"?
A palavra é polissêmica mesmo. As grandes tradições religiosas -já disse várias vezes, nunca fale mal das grandes tradições religiosas, porque será prova de falta de repertório, o que não significa que as religiões não tenham pisado na bola feio ao longo da história- são sábias em refletir sempre sobre esse tema. Nunca é pouco pensar no desapego, ainda mais numa sociedade como a nossa, que precisa de pessoas "apegadas ao consumo" se não ela quebra e nós todos vamos pro saco.
Foi uma pergunta de uma aluna, recentemente, que me trouxe de volta a um tema que me acompanhou muito tempo em minha pesquisa em filosofia da religião. Antes, algumas poucas palavras sobre o desapego num contexto mais comum.
A pergunta de minha aluna se referia a quão longe se pode ir no desapego sem que ele faça mal a própria vida. Pode-se responder de pronto a essa questão (coisa que não faço) dizendo aquela famosa palavra em moda que é "equilíbrio". Ou seja, pode-se cultivar o desapego de modo "equilibrado". Ponho entre aspas a palavra "equilíbrio" porque acredito pouco nesse papo espiritual light de que alguém saiba onde está o tal "caminho do meio". Talvez porque tenha sempre sido uma pessoa meio desequilibrada em minhas paixões e manias, duvide de quem diz ter conseguido o tal "caminho do meio".
Entretanto, concordo que o tema do desapego seja essencial na vida, para começar, como disse acima, porque vivemos numa sociedade do apego, em que, mesmo para "se desapegar", existem pousadinhas charmosas caríssimas em lugares desertos de difícil acesso, para dificultar o acesso aos chatos pobres que não dispõem de tempo e dinheiro pra chegar lá. 
O mercado de bens de significado (marketing existencial) cresce a cada dia, a medida que a sociedade se enriquece. Sim, sei que gente chata gosta de falar em "desigualdade social" em meio a eventos chiques, mas esse papo só existe porque o mundo fica a cada minuto mais rico, e nessa pegada, os consumidores de significado (bens invisíveis que agregam sentido para uma vida exageradamente pragmática, como a nossa) aumentam a cada hora.
estoicismo, filosofia grega, também falava de desapego da vida e das paixões porque o mundo engana e é efêmero. O ridículo de nosso tempo pode ser medido pela paixão pela "celebridade". O sucesso é "espuma", e o cotidiano, feito de pedra.
Suspeito de pessoas "desapegadas" assim como suspeito de pessoas "bem resolvidas", mas isso não me impede de perceber que o apego excessivo às promessas do mundo faz de você um bobo. O apego excessivo às promessas do mundo é um dos comportamentos mais bregas da atualidade.
Mas, e o apego místico? Dediquei alguns anos ao estudo do filósofo e místico medieval Meister Eckhart (1260-1327/28), dominicano condenado pela inquisição em março de 1329, quando já estava morto. Sua condenação comoherege está intimamente ligada aos seus sermões místicos, mas não vou tratar do seu confronto com a inquisição aqui.
Meister cunhou um importante conceito de desapego ou desprendimento ("abegescheidenheit", no alemão de seu tempo, "abgeschiedenheit" em alemão atual) ao longo de sua vida. E é o percurso deste desapego que julgo muito importante numa discussão sobre desapego para um mundo apegado ao "consumo de si mesmo" como o nosso.
Se lermos suas conversas com os frades dominicanos de Erfurt, onde foi prior quando jovem, o desapego ali aparece como desapego dos bens materiais, numa abordagem fiel a pobreza clássica em várias formas de espiritualidade.
Mas, ao chegarmos ao seu período de Estrasburgo, o desapego ali é um desapego, entre outras coisas, do que hoje chamaríamos de "eu" ou "si mesmo" e seus desejos.
Num mundo em que o "eu" é um dos maiores bens de consumo de significado, caberia a pergunta: não será o "amor ao eu" uma forma contemporânea de patologia? E como não ficar "doente de si mesmo" num mundo em que o usufruto de si mesmo é o valor maior?

Aplicativo ajuda médicos e enfermeiros no controle glicêmico

Escrito por  Bete Subires (*).Foto: Cecília Bastos
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aplicativo-ajuda-medicos-e-enfermeiros-no-controle-glicemico-fotoInsulinAPP é a ferramenta desenvolvida para celulares smartphones e tablets, ferramenta capaz de calcular as doses hospitalares de insulina necessárias para um determinado paciente, em menos de 2 minutos. Basta o profissional inserir alguns dados do doente para obter as informações. O aplicativo, gratuito, disponibiliza, de forma ágil, dados específicos sobre fatores de risco para variabilidade glicêmica.
A Clínica de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), acaba de lançar um aplicativo que irá auxiliar médicos e enfermeiros a realizarem controle glicêmico intensivo em pacientes internados.
Trata-se do InsulinAPP, ferramenta desenvolvida para celulares smartphones e tablets capaz de calcular as doses hospitalares de insulina necessárias para um determinado paciente, em menos de 2 minutos. Basta o profissional inserir alguns dados do doente para obter as informações.
Segundo a doutora Márcia Nery, chefe do ambulatório de Diabetes e idealizadora do projeto, o controle glicêmico intensivo reduz, a curto e a longo prazo, a morbidade, o tempo de internação, a necessidade de internação em unidade de terapia intensiva e a mortalidade intra-hospitalar.
O aplicativo, totalmente gratuito, disponibiliza, de forma ágil, dados específicos sobre fatores de risco para variabilidade glicêmica, via de administração da dieta, orientações de ajuste da insulinoterapia, dados da prescrição atual, fatores modificadores da dose, entre outros para total segurança do paciente.
Pessoas internadas sem controle glicêmico, independentemente se serem diabéticos ou não, correm sérios riscos de complicações, alertou a médica.
“O não reconhecimento e o não tratamento da Hiperglicemia Hospitalar podem levar a um aumento de até 5,8 vezes no risco de infecção hospitalar, além de piora da evolução de pacientes com infarto agudo do miocárdio, piora da recuperação funcional após acidente vascular cerebral, aumento do risco de eventos trombóticos, entre outros, sendo este impacto negativo maior no grupo sem Diabetes Millitus prévio”, concluiu a médica.
O aplicativo foi desenvolvido pelos médicos, Alexandre Barbosa Câmara de Souza e Marcos Tadashi Kakitani Toyoshima. Ele pode ser baixado Aqui. Para celulares com sistema Android utilizar o Google Play Store:  Aqui 
(*)Bete Subires, da Assessoria de Imprensa do Instituto Central do HC
bete.subires@hc.fm.usp.br. Informações online Aqui 
http://www.portaldoenvelhecimento.com/tecnologias/item/3879-aplicativo-ajuda-medicos-e-enfermeiros-no-controle-glicemico

2016 – E agora José...

Escrito por  Luciana Helena Mussi (*)
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2016-e-agora-jose-fotodestaque2016 já dá seus primeiros sinais nas previsões de letras douradas, palavras de fé, frases de esperança e textos de vida. Tudo no seu lugar, como assim deve ser: positivo e negativo na eterna luta dos dias, polos opostos tentando sobreviver nas tenebrosas sombras ameaçadas diariamente pelas luzes que, graças ao Supremo, insistem em brilhar em meio a sangrento combate existencial.
É, 2015 dá seus últimos passos, agoniza pelo descanso dos justos. Esse bravo ancião pede passagem, engata uma primeira e segue seu rumo, sem escalas, a caminho dos céus.
Sobre a velhice, o poeta paraibano “Zé da Luz” (Severino de Andrade Silva, 1904-1965) declama:
"A velhice não me espanta. Carro de boi quanto mais velho, mais canta." 
Portanto, justiça seja feita: mesmo velho e já cansado pelos seus 365 dias duramente vividos, 2015 levará seu “canto”, experiência e sabedoria para outras paragens, para lugares onde seus ensinamentos sejam úteis para o preparo de outros anos que, com certeza, virão.
Seu legado de feitos, desfeitos e nem tanto permanece para o aprendizado da semente que virá, o nosso jovem 2016. Esperem porque daqui a pouquíssimos dias, o Divino abençoará esse pequeno errante dotado de fé e esperança de um mundo melhor. 
Sim, 2016 dá seus primeiros sinais nas previsões de letras douradas, palavras de fé, frases de esperança e textos de vida. Tudo no seu lugar, como assim deve ser: positivo e negativo na eterna luta dos dias, polos opostos tentando sobreviver nas tenebrosas sombras ameaçadas diariamente pelas luzes que, graças ao Supremo, insistem em brilhar em meio a sangrento combate existencial.
Ufa!!! Se o novo menino ano soubesse o que o espera, talvez ele desistisse de árdua missão e entregasse o cetro para o próximo sofredor. 
Mas não, todos os anos esses principiantes, de fraldas e ainda cheirando a leite, chegam corajosos, fortes e destemidos, dispostos a tudo por seu longeviver, enfrentando sem abrigo, de peito aberto, toda sorte de chuvas, trovoadas, mares revoltos e raios certeiros em todos os meses de sua inimaginável existência.
Quando Cronos anunciar o último segundo desse velho 2015, os primeiros fogos da juventude, de um novo ano, brilharão no Olimpo dos Deuses e dos Humanos.
E o, ainda, inocente garoto perguntará: e agora, José?
Contrariando e, ao mesmo tempo, pedindo licença ao poeta, eu diria:
Mulher ou Homem, você terá, ou os dois, quem sabe
O discurso, esse virá, na mais curta das palavras, no sopro de um respiro
Os carinhos serão seus, por incansáveis noites e dias
O bonde vai passar, vai ficar, vai seguir forte e garboso 
O riso brotará, aos montões, até as lágrimas secarem de alegria
A utopia, ah...essa inundará seu coração
E José, nada acabou, nada fugiu, nada mofou...
Então, se em 2016 te faltar inspiração, pense sobre a frase desse grande místico, Angelus Silesius (1624-1676), um homem que procurou continuamente por Deus dentro de si: 
“Temos dois olhos. Com um nós vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro nós vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”.
E agora José?
Agora 2016 espera por você. 
“É a sua estrada, é somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você” (Poeta Persa, Rumi, 1207-1273).
Referências
ANDRADE, M.D. Disponível Aqui. Acesso em: 09 dez. 2015.
RUMI, J.M. Disponível Aqui . Acesso em: 09 dez. 2015.
SILESIUS, A. Disponível Aqui . Acesso em: 09 dez. 2015.
(*)Luciana Helena Mussi - Engenheira, psicóloga e mestre em Gerontologia pela PUC-SP. Doutoranda em Psicologia Social PUC-SP. Editora-executiva da revista Kairós Gerontologia. Coordenadora da Coluna Filmografia do Portal do Envelhecimento. Professora do Curso de Especialização em Gerontologia (Cogeae-PUCSP). Email:lucianahelena@terra.com.br. Currículo Lattes
http://www.portaldoenvelhecimento.com/acessibilidades/item/3887-2016-%E2%80%93-e-agora-jose

Jardim Zoológico inaugura o primeiro Centro Multifuncional de Acessibilidade da região Centro-Oeste

by Ricardo Shimosakai
Um mapa tátil ajuda pessoas com deficiência visual a localizar onde fica cada setor do ZoológicoUm mapa tátil ajuda pessoas com deficiência visual a localizar onde fica cada setor do Zoológico
O Jardim Zoológico de Brasília inaugurou o primeiro Centro Multifuncional de Acessibilidade da região centro-oeste. Junto com o evento que marcou o 58º aniversário do Zoológico que recebeu cerca de 3,5 mil visitantes na comemoração. O Centro é adaptado para receber pessoas com diversos tipos de deficiências.
Centro de acessibilidade
O Centro Multifuncional de Acessibilidade tem piso tátil, banheiro adaptado, materiais com informações sobre animais em braille e em português, espécies taxidermizadas (empalhadas), mapa tátil, sala de informática com computadores touchscreen (tela sensível ao toque) e ambientes para oficinas. A inauguração fez parte das comemorações do aniversário de 58 anos do parque.
O diretor-presidente da fundação, José Vieira, contou que já existe um trabalho voltado à acessibilidade. A ideia era ampliá-lo: "Por que não criar um centro de referência com multifuncionalidades para trabalhar com esses grupos?" Desde 2012, o projeto Zoo Especial propõe diferentes experiências para esse público, entre elas, um circuito com o objetivo de proporcionar percepções sensoriais, como no contato com a textura das folhas e com os sons dos pássaros, além do trabalho com animais taxidermizados. No Zoo Toque, desenvolvido há mais de dez anos, a proposta para quem tem deficiência visual é, como o próprio nome diz, tocar em alguns bichos para aprender sobre eles.
A construção do centro custou R$ 146 mil, recurso conseguido por meio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em convênio com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. A coordenadora, Marcelle de Castro Cavalheiro, adiantou que buscará novas parcerias para garantir a continuidade do projeto e eventualmente ampliar as instalações.
Durante a solenidade, houve apresentação do grupo de dança com cadeiras de rodas do Instituto Avivarte, do Guará. "Ficamos felizes quando vemos um trabalho chamando as pessoas que têm algum tipo de deficiência, porque elas precisam e têm o direito de ir e vir em todos os lugares", ressaltou a coordenadora, Jane Pires.
Também participaram da cerimônia de abertura do centro o secretário de Educação, Esporte e Lazer, Júlio Gregório Filho, os deputados distritais Júlio Cesar Ribeiro (PRB) e Rodrigo Delmasso (PTN) e a deputada federal Erika Kokay (PT).
Novas placas
Para mostrar aos visitantes o destino de uma parcela da entrada paga na bilheteria, recintos de animais do Cerrado receberam novas placas de identificação com os dizeres: Parte do valor do seu ingresso é destinado para a conservação da minha espécie. As sinalizações foram colocadas nos espaços que abrigam araras azuis e vermelhas, lobo-guará, mico-leão-dourado, onça-pintada, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim e tatu bola. Segundo a fundação, a inovação custou cerca de R$ 550, recurso de orçamento do zoo para audiovisual.
Os recintos do rinoceronte Thor, da lontra Sushi e do hipopótamo fêmea Yuli também ganharam novas identificações. Estas, porém, com outra finalidade: contar as histórias de como esses animais chegaram ao zoológico, com uma foto da época para mostrar a melhora na saúde e no bem-estar desde então.
Site
Ainda como parte das comemorações dos 58 anos do parque, o site da Fundação Jardim Zoológico de Brasília foi reformulado. Ganhou leiaute diferente, novas páginas e teve conteúdos e menus reestruturados.
Preço único
Devido ao aniversário, neste fim de semana, o ingresso teve preço único de R$ 5 e a entrada foi gratuita para crianças de até 12 anos e pessoas maiores de 60 anos. Em dias normais de funcionamento, esse valor (meia-entrada) é pago por quem entrou de graça hoje e por estudantes, professores e beneficiários de programas sociais dos governos distrital ou federal, mediante apresentação da carteirinha. A inteira custa R$ 10. Menores de até 5 anos e pessoas com deficiência e o acompanhante são isentos. O zoo fica na Avenida das Nações (L4 Sul) e abre de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas.
Fonte: Agência Brasília

Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.