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domingo, 29 de março de 2015

Todos nos ensinam - a questão é acolher, perceber, agradecer...

RAFAELA É EMOCÃO EM MOVIMENTO


   Rafaela em seus oito anos de vida conseguiu nos tornar pessoas mais doces, mais amigas. Fez a família inteira perceber que seria possível criar maiores e mais profundas conexões com seu primo Tiago, hoje com trinta anos, também com Síndrome de Down, que enfrentou tempos menos inclusivos, de menos informação para acesso melhor às pessoas nesta condição.
   Rafaela mudou meu rumo profissional, sou Salete, sua mãe, com quarenta e três anos. Sempre trabalhei na área da educação, sou supervisora de Unidade Infantil de ensino municipal. Ela me impulsionou a pesquisar, fui fazer curso de Educação Especial para ter um olhar mais atualizado.
   Ela ensinou minha primeira filha, Catarina, a não aceitar discriminações dirigidas à sua irmã, deixando bem claro que não havia gostado de determinada atitude de suas amigas e que seria melhor ficarem um tempo sem conversar.
   Ensinou também que eu deveria ser firme e não aceitar que selecionasse com quem gostaria de conversar ou brincar na APAE, deveria aprender a não excluir.
   Rafaela frequenta escola regular, com equipe técnica que prioriza sua aprendizagem, respeitando seu tempo para evoluir. Já está escrevendo, tem autonomia para se cuidar em sua alimentação e uso do banheiro e boa relação com todos os coleguinhas, mesmo que possa demorar mais tempo para criar seus laços de amizade.
   É absolutamente senhora dos IPADS da vida, tablets, NETFLIX, e seus personagens de hoje e de tempos antigos.
     Ensinou ao seu pai, que respeita muito, como a vida pode ser muito mais feliz com seus beijos e abraços sempre presentes.

“A educação é onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo – Hannah Arendt.

Caso real. Elizabeth Fritzsons da silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com

Um comentário:

  1. Beth

    Como é importante divulgar depoimentos como esse! Muito obrigada!

    Que seu trabalho cresça cada vez mais!

    Abraços agradecidos,

    Marta Gil

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