sexta-feira, 3 de junho de 2016

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Quarta, 25 de maio de 2016

O que é o que é? Tem internet, celular e TV a cabo, mas falta saneamento

Já dissemos várias vezes, aqui no Projeto Colabora, que não há infraestrutura mais atrasada no Brasil do que a falta de saneamento básico. A falta de água tratada, coleta e tratamento de esgotos assola milhões de brasileiros, como apontam os dados do SNIS 2014 (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico). Temos cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso aos serviços de água tratada, metade da população não tem coleta de esgotos e apenas 40% dos esgotos coletados do País são tratados. A carência do saneamento básico atinge a todos.
A reportagem é de Edison Carlos, publicada pelo #ProjetoColabora, 23-05-2016.
Apesar de a ausência desses serviços essenciais estar por toda parte, mesmo nas áreas mais nobres do país, é certo que os maiores impactos se dão nas famílias de baixa de renda e que vivem nas chamadas “áreas irregulares”, sempre muito próximas dos esgotos a céu aberto ou dos córregos contaminados. O Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2010, mostrou que no Brasil existiam mais de 6 mil assentamentos irregulares perfazendo mais de 3 milhões de domicílios e 11,4 milhões de pessoas. As Regiões Metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes abrigavam 88,2% desses domicílios, a grande maioria sem serviços regulares de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos e população sofrendo com doenças e poluição.
O volume de esgoto gerado nas áreas carentes das grandes cidades é de mais de 530 milhões m³/ano, suficiente para encher 212 mil piscinas olímpicas por ano. Foto por Custódio Coimbra
No último dia 16 de maio, o Instituto Trata Brasil lançou seu mais novo estudo “Saneamento Básico em Áreas Irregulares nas Grandes Cidades Brasileiras” onde procurou identificar a situação do acesso da população dessas áreas nos 100 maiores municípios aos serviços de água, coleta e tratamento dos esgotos. Extrapolando os dados conseguidos para 89 das 100 maiores cidades, o estudo encontrou 6.880 áreas irregulares onde moram mais de 10 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 5,0% da população do País. Embora cercado de toda preocupação científica e estatísticas, a incerteza e insuficiência de dados concretos sobre essas áreas é tão grande que é bem provável que os números estimados sejam muito superiores (e piores) do que os mostrados no estudo.
Os resultados mostram números alarmantes para qualquer política pública que pretenda passar perto das soluções para o problema. Estimou-se um consumo total de água por esses moradores de 662 milhões de m³/ano, sendo que somente 32% desta água consegue ser cobrada. Mais de 450 milhões de m³/ano não são faturados (68%). Ao todo, esse consumo representa 265 mil piscinas olímpicas por ano de água consumida, num volume equivalente a 67% da capacidade total do Sistema Cantareira, o maior conjunto de reservatórios de água para consumo em São Paulo.
O volume de esgoto gerado nessas áreas é de mais de 530 milhões m³/ano, suficiente para encher 212 mil piscinas olímpicas por ano. Destes, apenas 8,3% são coletados, ou seja, 91,7% do volume de esgotos é lançado no ambiente – 486 milhões m³/ano. A perda financeira de não fornecer serviços regulares de água tratada, não coletar e tratar seus esgotos nestas áreas é de R$ 2,5 bilhões/ano.
Os pesquisadores também entrevistaram centenas de moradores de áreas irregulares para saber o ponto de vista de quem convive com o problema e os resultados também foram surpreendentes. Os moradores, mesmo os mais pobres, querem receber os serviços e querem pagar por eles, mas estão cansados de tantas promessas eleitoreiras e que nunca são cumpridas. Em muitos casos estão há décadas com a água dos “gatos”, de poços rudimentares e água de nascentes e cachoeiras. Jogam seus esgotos em fossas comuns, em córregos, nos bueiros, a céu aberto… e conhecem de perto as consequências… o cheiro, a poluição, os ratos, os mosquitos, mas também as doenças do esgoto, as diarreias, infecções na pele e nos olhos e as doenças do Aedes aegypti. O estranho é que na grande maioria destas áreas somente o saneamento básico não chega. Quase todas têm energia elétrica, TV aberta e a cabo, telefonia celular, Internet, coleta de lixo, menos água e esgotos que são proibidos pela questão fundiária.
Nem o estudo nem esse artigo têm como objetivo incentivar as áreas irregulares, ao contrário. Nas áreas não passíveis de regularização fundiária a solução certamente passa longe do problema do saneamento, mas o que se questiona é que muitas outras áreas podem ser regularizadas, pois estão consolidadas há 40, 50 anos, possuem arruamento, CEP, iluminação, pavimentação, mas continuam sem direito a receber o mais importante – saneamento. Se as áreas não estão em terreno de proteção ambiental, nem em topo de morro ou áreas de risco, nem em beira de represa, então por que não permitir que o cidadão tenha os serviços básicos?
Temos bons exemplos de solução acontecendo em cidades como Porto Alegre e Campo Grande, o que mostra que com boa vontade das partes envolvidas é possível se chegar a algum avanço. Precisamos colocar na mesma mesa o prefeito, Ministério Público, órgão ambiental, moradores, empresa operadora, entidades da sociedade civil. A situação exige!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

POSSO ESCOLHER. QUERO CAMINHO DIFERENTE DO PATERNO.
   Não censuro, constato tragédia individual – ele era preocupado com nossa educação, não agredia, conversava, queria dos filhos respeito, não medo. Alcóolatra, com dependência tão intensa que não se locomovia ou se higienizava sem auxilio, não aderindo às tentativas de tratamento, precisando de sua dose diária de álcool até a morte, faz três anos. Sou Daniel, com 18 anos.
   Morávamos nos fundos da casa de meus avós e tios, minha mãe nos sustentava trabalhando como empregada doméstica. Conviver com esta realidade teve custo emocional. Mas sei como esta história pode terminar e posso escolher não começar.
   Pude frequentar treinamento de vôlei oferecido pela Prefeitura de Santa Bárbara. Comecei aos 12 anos e funcionava também como lugar adequado para extravasar toda a tensão em que eu vivia. Eram cinco horas por dia, de segunda a segunda. Joguei pela cidade, durou 3 anos.
   Quando tinha 15 anos, minha treinadora fez convite para um encontro de sua comunidade religiosa. Fui, gostei da postura dinâmica e da ênfase em prática imediata. Fez e continua fazendo sentido para mim.
   Faço curso técnico de Administração no SENAC. Procurei emprego para bancar a mensalidade, e nestes tempos de crise não encontrei. Minha treinadora de vôlei sugeriu venda de trufas. Aceitei e simplifiquei – vendo bombons e paçocas em semáforo. Determino os dias em que trabalho para pagar meus estudos e os dias que destino para arrecadar para as ações de atendimento de minha igreja, que envolvem todo tipo de fragilidade social.
    Tenho formação em auxiliar administrativo. Quero emprego na área para custear faculdade de logística.
A verdadeira religião é a vida que levamos, não o credo que professamos.
Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com


quarta-feira, 1 de junho de 2016

SP inaugura Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro

by Ricardo Shimosakai
Espaço tem 95 mil metros quadrados de área construída e é capaz de abrigar treinamentos, competições e intercâmbios de atletasEspaço tem 95 mil metros quadrados de área construída e é capaz de abrigar treinamentos, competições e intercâmbios de atletas
Faltando pouco mais de 100 dias para abertura dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016, o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, foi inaugurado pelo governador Geraldo Alckmin nesta segunda-feira (23). Acompanharam a cerimônia o ministro do Esporte, Leonardo Picciani e a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella.
"Hoje é um dia de grande conquista, a inauguração do Centro Paraolímpico Brasileiro. Estamos entregando junto com o Governo Federal, uma ótima parceria. Um dos três maiores do mundo", disse o governador.
O complexo é referência internacional em treinamento e avaliação de atletas paradesportivos. Localizado em uma área de 140 mil m² no Parque Fontes do Ipiranga, na capital paulista, o CT é fruto de parceria entre o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte.
“Esse centro extrapola a Paraolimpíada. Ele é um estímulo a todos nós, a toda a sociedade brasileira. O esporte aproxima as pessoas, aproxima os povos, promove o comércio, o conhecimento e a paz, conhecimento do que é diferente, não é? O mundo melhora”, complementou.
Com 95 mil m² de área construída, o centro tem o objetivo de fomentar o paradesporto brasileiro, criando condições para que seus atletas se destaquem nas competições municipais, estaduais, nacionais e internacionais, sempre dando ênfase às técnicas avançadas e novas tecnologias. O empreendimento segue o conceito de países potência no esporte adaptado, como Ucrânia, China e Coreia do Sul e é um dos quatro centros de treinamento existentes no mundo, sendo o que possui o maior número de modalidades (15).
"Aqui nós teremos 15 das 22 modalidades de esportes paralímpicos. Aqui será o centro de treinamento, capacitação, ciência do esporte, com hotel, restaurante, centro aquático e quadras. E também a aclimatação da seleção brasileira para a paralimpíada. Será ainda um centro diuturno para formação e treinamento de atleta. Em novembro já temos, por exemplo, as Olimpíada Escolares", explicou Alckmin.
As modalidades contempladas serão: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, golbol, halterofilismo, judô, rúgbi, tênis, tênis em cadeira de rodas, triatlo e voleibol sentado.
O complexo está voltado para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e equipes dedicadas ao desenvolvimento de paradesporto; preparação física e treinamento de novas gerações de atletas de esportes adaptados e formação de técnicos, classificadores, árbitros, gestores e outros profissionais relacionados ao esporte. Além disso, deve abrigar um centro de pesquisa em diversas áreas científicas e tecnológicas associadas ao esporte para pessoas com deficiência.
Além disso, o local está dividido em 11 setores que englobam áreas esportivas de treinamento, hotel, centro de convenções, laboratórios, condicionamento físico e fisioterapia.
Dados técnicosInício das obras: dezembro de 2013
Total do investimento: R$ 281 milhões (obras) + R$ 24 milhões (equipamentos)
Governo Federal: R$ 167 milhões (obras) + R$ 20 milhões (equipamentos e materiais esportivos)
Governo Estadual: R$ 114 milhões (obras) + R$ 4 milhões (equipamentos)
Além do investimento em obras e equipamentos, o Estado de São Paulo cedeu o terreno para a implantação do Centro, estimado em R$ 390 milhões.
Compensação das obras do Centro de Treinamento Paraolímpico BrasileiroAs obras do complexo foram compensadas no Programa Nascentes, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente. A OAS, empresa responsável pela construção, contratou a ONG Iniciativa Verde, que plantou 3,3 hectares, o que equivale a 5.501 mudas, em áreas do Parque Estadual do Rio Turvo.
O Programa Nascentes é a maior iniciativa já lançada pelo Governo do Estado de São Paulo para manter e recuperar as matas ciliares – vegetação localizada no entorno de nascentes e nas margens de rios, córregos, lagos e represas que protegem as margens dos corpos d’água, evitando o assoreamento e favorecendo a regularização da vazão dos rios e córregos, além de oferecer abrigo e alimentação para a fauna local.
Já foram plantados, dentro do Programa, mais de 640 hectares, equivalentes a mais de um milhão de mudas (considerando o espaço padrão 2m x 3m, ou seja 1667 mudas por ha) e a 899 campos de futebol.
Fonte: Governo do Estado de São Paulo
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Comissão de Meio Ambiente da Câmara aprova regras para reduzir desperdício de alimentos

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece regras para a destinação de resíduos alimentares, com o objetivo de combater o desperdício de alimentos.
A reportagem é de Janary Júnior, publicada por Agência Câmara de Notícias, 31-05-2016.
O texto obriga os geradores desses resíduos, como os produtores rurais e comerciantes, a adotarem práticas de manejo e conservação. Os materiais deverão ser destinados, dependendo do caso, à alimentação humana, à alimentação animal, à compostagem, à produção de energia e à disposição final.
Foi aprovado o parecer da deputada Tereza Cristina (PSB-MS) ao Projeto de Lei Nº3070/15, de autoria do deputadoGivaldo Vieira (PT-ES). A versão de Tereza Cristina retira a pena de detenção para quem destruir ou descartar alimentos aptos ao consumo humano – punição prevista na proposta original. Na visão da deputada, a medida privativa de liberdade criaria “obrigações desproporcionais” aos produtores.
Estrutura
Em relação ao Poder Público, o texto aprovado, que altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), obriga o Estado a fornecer estrutura para recebimento e redistribuição próprios para o consumo humano dos alimentos que sobram, reduzindo, assim, o desperdício.
Também determina aos governos incentivar a implantação de mercados para a comercialização de alimentos aptos ao consumo humano, mas próximos das datas de vencimento ou suscetíveis de descarte devido à aparência.
Bancos de alimentos
O projeto traz ainda outros pontos importantes:
– o fim do desperdício de alimentos passa a ser uma das diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos;
– são criados os “bancos de alimentos”, espaços construídos para receber e distribuir alimentos aptos ao consumo humano;
– tais bancos serão interligados por meio de uma plataforma informatizada, chamada de Sistema Nacional de Oferta de Alimentos;
– os estados definirão as áreas de implantação dos bancos, enquanto os municípios cuidarão da implantação de uma rede de aproveitamento de resíduos de alimentos para as populações de baixa renda.
Tramitação
A proposta será analisada ainda pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário da Câmara.
Íntegra da proposta

Enviado pelo vereador/Americana Celso Zoppi

O Liberal - Americana Mariana Ceccon  20/05/2016 20:48
Nanotecnologia - Nova ‘pele’ cura feridas e evita amputações
Método conhecido como nanotecnologia vem sendo utilizado em pacientes atendidos pelo Núcleo de Especialidades. Quando começou a estudar os componentes do chá-verde, aplicado à nanotecnologia, isso há oito anos, o físico Pierre Basmaji não imaginava que estava prestes a fechar feridas, salvar membros de amputação e revolucionar o tratamento de úlceras em pacientes crônicos. Ele também não imaginaria que Americana seria a primeira cidade do mundo a iniciar o tratamento de doentes com o fruto das pesquisas de sua equipe: uma membrana solúvel batizada de “nanoskin”. Semelhante a um papel-manteiga, a membrana é aplicada em úlceras e feridas crônicas, imitando, de certa forma, a pele e enviando uma mensagem clara de cura ao cérebro.
Desta forma, ele entende que a ferida está curada e com a hidratação dos terminais nervosos, a dor para”, garantiu o terapeuta José Domingos Oliveira, parceiro de Basmaji e responsável por apresentar a inovação à Secretaria de Saúde. Membrana é parecida com papel-manteiga e pode ser aplicado em úlceras e feridas crônicas. Batendo de porta em porta, Oliveira, que também é terapeuta, garante que a inserção do produto na rede pública brasileira sofre com a “ingerência política”.
Vocês sabem como é a política, a corrupção e o lobby farmacêutico. O uso desta membrana elimina a necessidade de, pelo menos, oito produtos. Parece tecnologia de países como Estados Unidos ou Alemanha, mas é tupiniquim, desenvolvida em São Carlos”, explicou.
Para evitar fazer o que chamou de “jogo político”, Oliveira resolveu entra na sala da secretária de Saúde de Americana, Mirela Povinelli e propor algo irrecusável.
Vou procurar empresários da região. Eles compram a membrana a preço de custo e doam para a prefeitura. A prefeitura faz o tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde) ”.
Membrana cura ferida de duas décadas
Funcionando atualmente em uma única sala no Núcleo de Especialidades, o ambulatório mantém cerca de 25 pacientes, desde o final de março. Dos 25, ao menos dois casos foram considerados verdadeiros “milagres” pela equipe médica, uma vez que os membros já seriam amputados. Convivendo há mais de duas décadas com a mesma ferida, a dona de casa Maria da Silva Pinheiro, 71 anos, que é diabética, mal pôde acreditar na evolução de seu tratamento. Após passar 17 dias internadas com sérias complicações que haviam condenado a panturrilha, calcanhar e pé esquerdo, a aposentada hoje não toma qualquer medicação para dor.
É incrível. Sei que para Deus nada é impossível, mas se vocês vissem o jeito que minha perna estava, não dá para acreditar”. De acordo o terapeuta, nos próximos três meses, a ferida de 25 anos deve ter a cicatrização completa.
Além de dona Maria, a prefeitura de Americana estima que pelo menos 1,5 mil pessoas Até o fim deste ano, a Secretária de Saúde espera que o programa ganhe um espaço maior e chegue a atender 200 pessoas.
O resultado realmente é inacreditável. Eu diria que 100% dos pacientes até agora tiveram melhoras significativas. Isto porque antes tínhamos que trocar os curativos todos os dias e utilizar pomadas. Com o uso da membrana os pacientes sentem bem menos dor, por isso conseguimos fazer melhores limpezas”, contou Mariah Assalone, uma das quatro enfermeiras da rede pública que recebeu treinamento para aplicar o produto.

Atenciosamente,

Matilde Zoppi
Telefonia Pabx
Hospital Unimed Santa Bárbara d' Oeste, Americana e Nova Odessa
Av. Brasil, 815 – Jd. São Paulo - Americana SP - CEP 13465-000 
PABX (19) 3477.1450
E-mail: matilde.zoppi@unimedsa.com.br  Site: www.unimedsa.com.br
''Cooperativismo: Caminho para a democracia e a paz".

Carlinhos Treinamento


Posted: 31 May 2016 07:32 AM PDT
Existe no Reino Unido uma instituição chamada  Fórum Nacional de Obesidade que é um entidade sem fins lucrativos criado em 2000. Ela tem como objetivo chamar a atenção para os riscos da obesidade e promover as formas de combate e prevenção. Isso inclui iniciativas destinadas ao público e também informar aos médicos e profissionais de saúde sobre como identificar e resolver as que envolvem as questões do controle de peso e da obesidade.

Eles publicaram um documentoque recomenda a alteração imediata das diretrizes alimentares vigentes que pregam dietas de baixa gordura e ricas em grãos, ou seja, recomendam dietas reduzidas em carboidratos e com maior quantidade de gordura e comida de verdade.

O documento publicado é dividido em 10 tópicos que serão traduzidos pelo Dr. José Carlos Souto em seu blog. A primeira parte da tradução já está no ar (clique aquipara ler). O conteúdo deste documento pode ser resumido 10 recomendações vitais para nossa saúde, são elas:
  1. Comer gordura não engorda
  2. Gordura saturada não causa doenças cardiovasculares. Laticínios ricos em gordura provavelmente podem prevenir doenças cardíacas.
  3. Alimentos ultra processados com rótulos que dizem “sem gordura”, “light”, “baixo colesterol” ou “diminuem o colesterol” devem ser evitados.
  4. Limites os amidos e os carboidratos refinados para prevenir e reverter o diabetes do tipo 2.
  5. A quantidade ideal de açúcar que deve ser consumida é ZERO.
  6. Óleos vegetais industrializados e processados devem ser evitados.
  7. Pare de contar calorias. Foco nas calorias tem prejudicado a saúde pública.
  8. O exercício não protegerá você de uma dieta ruim. Os benefícios do exercício são inacreditáveis, mas se você precisar dele para manter seu peso, sua dieta é ruim.
  9. Comer de 3 em 3 horas irá fazer você engordar.
  10. A nutrição baseada em evidência deve ser incluída na formação dos profissionais de saúde

Fonte:

Carlinhos Treinamento

carlinhostreinamento.blogspot.com/

Projeto “Pernas de Aluguel” investe no prazer da corrida

by Ricardo Shimosakai
O programa foi desenvolvido para que voluntários “emprestem” suas pernas e braços para pessoas com deficiência motora participem de provas de corridaO programa foi desenvolvido para que voluntários “emprestem” suas pernas e braços para pessoas com deficiência motora participem de provas de corrida
A alegria e benefícios de participar de uma corrida também podem ser experimentados por quem está numa cadeira de rodas e não consegue se locomover sozinho. Aqui no Brasil, os grupos Angel Hair (Uberlândia/MG) e Klabhia Team Run (São Paulo/SP) já promovem a prática, reunindo na maioria pais e mães que levam seus filhos para sentir a velocidade e o vento no rosto.
O projeto "Pernas de Aluguel" começou na Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz, de Santana do Parnaíba/SP, que atende crianças e adolescentes carentes com deficiência física e mental. Quase desde o início da fundação da entidade, que tem 13 anos, o voluntário Eduardo de Godoy trabalha com os assistidos.
Ele corre há 3 anos e, há um ano e meio, conheceu a história de Dick e Rick Hoyt, do Team Hoyt, pai e filho de Massachusetts (EUA) que se tornaram famosos por suas participações em corridas. "Por que não fazer isso com as crianças do Rainha da Paz ? Tenho quem corre, tenho cadeirantes, é só ter a cadeira certa", conta Eduardo.
Não foi tão fácil colocar a ideia em prática pela dificuldade em encontrar quem fizesse um triciclo de baixo custo: "a maior decepção que tive nesse projeto foi o total desinteresse de empresas e lojas que fabricam ou vendem cadeiras de rodas em fornecer ou simplesmente indicar quem fizesse", lamenta o voluntário.
A situação começou a mudar quando encontrou Dani Nobile, uma atleta que participa de corridas em cadeira de rodas, e que indicou como ele poderia obter um modelo apropriado. A primeira cadeira que o “Pernas de Aluguel” conseguiu, foi feita nas medidas de um maior atendido pela Associação, para que pudesse ser adaptada e diminuída para atender outras crianças. Conseguiram também doações de acessórios, como capacetes e itens de segurança.
Hoje são 217 voluntários aptos a correr com os cadeirantes. Até hoje o grupo só correu com os atendidos da associação, auxiliados por uma equipe de terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas que ajudam na escolha dos que podem participar. "Vou atingir meu maior objetivo nesse projeto quando algum cadeirante, fora do Rainha da Paz, me procurar para correr com ele. Será o máximo quando isso acontecer", sonha Eduardo.
Para um cadeirante "desconhecido" participar, deve levar atestado médico afirmando que ele tem capacidade para resistir por pelo menos duas horas em um triciclo, sem riscos de escaras ou agravamento de sua deficiência. Também deve ter quem o transporte até ao local da prova. Se isso não puder ser feito, "daremos um jeito", garante o voluntário.
O custo da participação nas provas ainda é um problema. As inscrições dos corredores voluntários são cobertas por eles mesmos. Dependendo da prova não há cortesias para cadeirante (corridas da Ativo e da Iguana oferecem cortesias para cadeirantes mas não para os corredores). Traslado, estacionamento, alimentação, motorista, enfim toda a logística de levar um cadeirante até a largada, correr com ele e retornar à sua casa, sai no mínimo R$ 150 por participante em cadeira de rodas, em cada corrida (dependendo da prova esse valor aumenta), sem contar os valores de inscrição dos voluntários. Contando com todas inscrições, esse número vai para R$ 800 por cadeirante, por prova.
O “Pernas de Aluguel” disponibiliza toda a infraestrutura necessária para um cadeirante fazer a prova. Desde o agendamento junto aos organizadores, a convocação dos voluntários, o triciclo e acessórios de segurança e, se houver custo de inscrição para o cadeirante, o grupo se encarrega de levantar fundos.
Para falar com os voluntários e marcar uma corrida, é possível usar a área de contato do site:www.pernasdealuguel.com.br
Fonte: Revista Reação
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.