terça-feira, 3 de maio de 2016

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Descaso com saneamento deixa rios em alerta

"Esta realidade evidencia a urgente necessidade de uma ação forte e integrada dos Governo do Estado, em conjunto com os municípios e organizações civis da bacia hidrográfica, sobretudo se São Paulo realmente estiver comprometido com a meta de universalizar o saneamento básico", escrevem Mario Mantovani e Malu Ribeiro, respectivamente, diretor de Políticas Públicas e coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, ONG brasileira que desenvolve projetos e campanhas em defesa das Florestas, do Mar e da qualidade de vida nas Cidades, em artigo publicado por Envolverde, 26-04-2016.
Eis o artigo. 
Dados do monitoramento da qualidade da água em 183 rios, córregos e lagos de 11 Estados brasileiros e do Distrito Federal revelaram que 36,3% dos pontos de coleta analisados apresentam qualidade ruim ou péssima. 
crise hídrica transformou a paisagem urbana em muitas cidades paulistas. Casas passaram a contar com cisternas e caixas da água azuis se multiplicaram por telhados, lajes e até em garagens. Em regiões mais nobres, jardins e portarias de prédios ganharam placas que alertam sobre a utilização de “água de reuso”. As pessoas mudaram comportamento, economizaram e cobraram soluções. As discussões sobre a gestão da água, nos mais diversos aspectos, saíram dos setores tradicionais e técnicos e ganharam espaço no cotidiano. Porém, vieram as chuvas, as enchentes e os rios urbanos voltaram a ficar tomados por lixo, mascarando, de certa forma, o enorme volume de esgoto que muitos desses corpos d’água recebem diariamente.
É como se não precisássemos de cada gota de água desses rios urbanos e que a água limpa que consumimos em nossas casas, como em um passe de mágica, voltasse a existir em tamanha abundância, nos proporcionando o luxo de continuar a poluir centenas de córregos e milhares de riachos nas nossas cidades. Para completar, todo esse descaso decorrente da falta de saneamento se reverte em contaminação e em graves doenças de veiculação hídrica.
Dados do monitoramento da qualidade da água que realizamos em 183 rios, córregos e lagos de 11 Estados brasileiros e do Distrito Federal revelaram que 36,3% dos pontos de coleta analisados apresentam qualidade ruim ou péssima. Apenas 13 pontos foram avaliados com qualidade de água boa (4,5%) e outros 59,2% estão em situação regular, o que significa um estado de alerta. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo. Divulgamos esse grave retrato no Dia Mundial da Água (22/3), com base nas análises realizadas entre março de 2015 e fevereiro de 2016, em 289 pontos de coleta, distribuídos em 76 municípios.
No Estado de São Paulo, de um total de 212 pontos de coleta analisados em 124 rios, 41,5% estão sem condições de usos múltiplos – abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos e manutenção ecossistêmica, entre outros – por apresentarem qualidade de água ruim ou péssima. Apenas 6,1% tem qualidade de água boa e 52,4% tem índices regulares.
A cidade de São Paulo perdeu dois pontos que, até 2015, apresentavam qualidade de água boa, localizados em áreas de manancial no Parque dos Búfalos (Represa Billings) e em Parelheiros (Represas Billings/Guarapiranga) e, infelizmente, a queda nos indicadores está relacionada à pressão por novas ocupações e mudanças nos usos do solo nas áreas de mananciais.
Esta realidade evidencia a urgente necessidade de uma ação forte e integrada dos Governo do Estado, em conjunto com os municípios e organizações civis da bacia hidrográfica, sobretudo se São Paulo realmente estiver comprometido com a meta de universalizar o saneamento básico até 2020, como anunciado.
Porém, para que essa meta não se perca como ocorreu com o Plano Nacional de Saneamento Básico, que postergou para 2033 a tão almejada universalização do saneamento no país, outra iniciativa essencial é que o Governo de São Paulo indique, por meio de decreto ou resolução, a exemplo do que fez o Governo do Estado do Paraná no ano passado, que os Comitês de Bacias Hidrográficas não enquadrem rios em classe 4.
Ao recomendar o reenquadramento dos corpos d’água em classes 1, 2 e 3, extinguindo a classe 4, o Governo de São Paulo estará consolidando as ações de saneamento em políticas públicas voltadas a ampliar os usos múltiplos da água e a capacidade de resiliência dos municípios paulistas, com metas efetivas de planejamento estratégico voltadas a não permitir mais rios “mortos” no Estado. A classificação do corpo d´água não pode espelhar a condição ambiental e de qualidade em que o rio está e sim o rio que almejamos no futuro. Queremos o Tietê e os rios paulistas vivos.
Por isto, a SOS Mata Atlântica abriu recentemente, com o apoio de diversos parceiros, a campanha “Saneamento Já!”. Todos podem participar assinando a petição pela internet, divulgando em suas redes sociais ou organizando ainda ações presenciais para coleta de assinaturas. Vamos valorizar cada gota de água limpa, diariamente.

Legoland mais acessível às pessoas com autismo

by Ricardo Shimosakai
Legoland Florida Resort fornece acomodações especiais para que os hóspedes no espectro do autismo possam maximizar a sua experiência no parqueLegoland Florida Resort fornece acomodações especiais para que os hóspedes no espectro do autismo possam maximizar a sua experiência no parque
Para expandir os seus esforços em acomodar os visitantes com necessidades especiais, o Legoland Florida Resort acaba de realizar uma parceria com a Autism Speaks, a principal organização científica e de defesa dos autistas do mundo. Com a iniciativa, o parque pretende se tornar um local acolhedor para as pessoas com autismo.
Um grande painel hands-on e atividades sensoriais de estimulação em um espaço tranquilo dentro do parque são alguns dos projetos previstos para o Resort, um destino amigo dos autistas, das crianças e de suas famílias.
O objetivo da Legoland é oferecer acomodações especiais para os hóspedes com autismo, o que maximizará a experiência deles no parque, a recente reforma no centro de processamento proporciona uma oportunidade ideal para criar um espaço seguro e calmo para as crianças com necessidades especiais.
Para melhor instruir os funcionários do Legoland Florida Resort sobre as necessidades específicas das pessoas com autismo, a equipe e os voluntários da Autism Speaks conduzirão um treinamento no resort ao menos duas vezes ao ano e fornecerão material educativo para ser distribuído a todos os novos contratados.
Fonte: Travelpedia

Sacola plástica é uma das maiores vilãs do meio ambiente

Um bilhão e meio de sacolas plásticas são consumidas no mundo por dia. Práticas, gratuitas e presentes em praticamente toda compra do brasileiro, as sacolinhas têm alto custo ambiental: produzidas a partir de petróleo ou gás natural (recursos naturais não-renováveis), depois de usadas, em geral por uma única vez, costumam ser descartadas de maneira incorreta e levam cerca de 450 anos para se decompor. Nesse tempo, aumentam a poluição, entopem bueiros impedindo o escoamento das águas das chuvas ou vão parar em matas, rios e oceanos, onde acabam engolidas por animais que morrem sufocados ou presos nelas. Poucas chegam a ser recicladas.
A reportagem é de Paola Lima, publicada por Agência Senado, 29-04-2016.
Não à toa ganharam status de vilãs do meio ambiente. Já há algum tempo há uma mobilização social para acabar com elas.
— Retirar as sacolas plásticas de circulação traz como principal vantagem a preservação do meio ambiente, a despoluição, porque essas sacolas formam uma camada plástica de impermeabilização no solo, além de causar também efeitos de gases poluentes na atmosfera — alerta a coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade da Universidade de Brasília (UnB), professora Izabel Zanetti.
A cidade de Belo Horizonte foi a primeira a proibir a distribuição das sacolas, com a Lei Municipal 9.529/2008, que obriga a substituição do uso de embalagens plásticas por sacos e sacolas ecológicas. Em abril, a Prefeitura de São Paulo divulgou um balanço do primeiro ano em vigor da Lei Municipal 15.374/2011, que proíbe a distribuição gratuitaou a venda de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da capital. A lei havia sido aprovada em 2011, mas passou por questionamentos judiciais e só pode ser regulamentada em fevereiro do ano passado.
Os dados da prefeitura paulistana mostram uma redução de 70% nas sacolas tradicionais — que passaram a ser substituídas por dois novos modelos: um verde, destinado ao descarte de itens recicláveis, e outro cinza, para o descarte dos demais resíduos, incluindo orgânico, papel higiênico, fralda e absorventes.
Imagem: Agência Senado
Também agora em abril, o movimento pelo fim das sacolas plásticas ganhou a adesão da Apple, a gigante norte-americana, considerada uma das maiores empresas do mundo em valor de mercado. Em uma nova política de preservação do meio ambiente, a Apple começa em abril a substituir suas tradicionais sacolinhas com logotipo por outras de papel reciclado. Além disso, os vendedores serão orientados, no ato da compra, consultar o cliente para saber se quer a sacola ou se prefere colocar seu produto diretamente na bolsa ou mochila.
Projetos de lei visam estimular uso de plástico reciclável
No Senado, o trabalho pelo fim das sacolas plásticas está presente em duas propostas em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ): os Projetos de Lei do Senado (PLSs) 322/2011 e 439/2012.
Do senador licenciado Eduardo Braga, atual ministro de Minas e Energia, o primeiro projeto proíbe a utilização, fabricação, importação, comercialização e distribuição de qualquer sacola que tenha polietilenopropileno epolipropileno na composição.
Já o segundo, criado por estudante que integrou o Projeto Jovem Senador, prevê a substituição nos estabelecimentos comerciais das sacolas plásticas comuns por sacolas reutilizáveis, confeccionadas em material reciclável e resistente ao uso, num prazo de cinco anos.
Presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde os projetos terão de ser analisados, o senador Otto Alencar(PSD-BA) acredita que proibir a circulação das sacolas plásticas é fundamental para conservação do meio ambiente. O senador relata que, principalmente nas cidades de interior, onde não há coleta seletiva de lixo ou um aterro sanitário para descarte adequado dos dejetos, os sacos plásticos acabam descartados de qualquer jeito.
— Acho que essa proibição já deveria ter sido feita há muito tempo. As pessoas jogam o saco em qualquer lugar, fazem isso sem consciência do que pode acontecer e geram uma série de problemas. O governo deveria fazer também uma campanha educacional para que as pessoas tomem consciência da gravidade desse comportamento — pondera o senador, que conta já ter adquirido o hábito de, ao ir a uma farmácia, por exemplo, dispensar a sacolinha e carregar o medicamento nas mãos ou no bolso.
Redução
Hábito semelhante tem a dona de casa Patrícia Cardoso, moradora de Brasília, que há cerca de três anos reduziu consumo de sacolas plásticasPatrícia conta que sua meta principal é diminuir a produção de lixo da casa e, em decorrência disso, já consegue usar menos sacolas.
— Eu levo um carrinho para compras na feira, tenho sacolas retornáveis para o supermercado e também uso caixas de papelão. Posso dizer que alcancei uma redução de 80% no consumo dessas sacolinhas — comemora.
As poucas sacolas que recebe nas compras, em casos pontuais ou numa emergência, usa para descartar o lixo molhado. Patrícia garante que o novo hábito não exigiu nenhum esforço grandioso. Foi apenas uma questão de ajustes no comportamento, como lembrar de levar a sacola retornável sempre que saía às compras e de recusar os sacos ao embalar produtos. Hoje, garante, essas ações já se tornaram automáticas.
Campanha educativa garante novos hábitos
O consultor legislativo do Senado Luiz Beltrão, da área de meio ambiente, lembra que existem três tipos de políticas adotadas para mudar um hábito. A primeira delas é a política de comando e controle, por exemplo, leis que preveem multas e fiscalização, como as que terão origem a partir dos projetos do Senado. Um segundo tipo de política é a da medida econômica, como a cobrança das sacolas plásticas, o que impacta no bolso do consumidor, obrigando-o a repensar o uso das sacolas. O terceiro tipo são as políticas educativas: campanhas institucionais, mensagens e placas no mercado, propagandas na televisão e, acima de tudo, educação nas escolas.
— Se a gente não atingir as gerações mais novas, se nas escolas o tema não for tratado, outras medidas não vão adiantar. A reutilização e a reciclagem são o segundo, o terceiro passo. O primeiro passo é não gerar [o lixo poluente]. A nossa educação ambiental tem de atacar o problema na raiz — reforça Beltrão.
A professora Izabel Zanetti também concorda com a necessidade de uma atuação casada entre Legislativo e Executivo. Ela considera que é importante ter a lei disciplinando a questão, mas diz que é preciso também campanhas educacionais com a população — nas escolas e comunidades — e com os próprios governantes.
A proibição das sacolas plásticas já é prevista em lei em pelo menos 20 das 27 capitais brasileiras. A medida também foi adotada em dezenas de países pelo mundo. Na Irlanda, considerada um dos melhores exemplos de extinção das sacolas plásticas, elas passaram a ser cobradas em 2002 — por meio de um imposto batizado de Plas Tax, no valor de 22 centavos de euro por sacola — e, desde então, tiveram o consumo reduzido em mais de 90%.
Imagen: Agência Senado
Na China, onde cerca de 3 bilhões de sacolas eram consumidas por dia, a distribuição gratuita foi proibida. Já Chile e Alemanha incentivaram os comerciantes a oferecer aos clientes alternativa ao plástico, como sacolas de pano e caixas. Na França, o incentivo é para empresas que produzem sacolas biodegradáveis, que ganham benefícios para produzir mais. No Reino Unido, as sete maiores redes de supermercado fecharam acordo voluntário com o governo para reduzir o uso das sacolas plásticas em 50%. Em Bangladesh, uma lei federal proibiu totalmente o uso das sacolas.
Além deles, países como Canadá, Suécia, Estados Unidos, Austrália, Finlândia, Quênia, Taiwan, Ruanda e África do Sul também criaram leis para redução do consumo das sacolas plásticas.
Reutilização de sacolas esbarra em coleta ruim
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as sacolas plásticas não são o maior vilão do meio ambiente. O problema maior é o consumo excessivo, aliado ao descarte inadequado. Em 2009, o ministério lançou em parceria com grandes redes de supermercado a campanha Saco é um Saco, para incentivar novos hábitos. Uma das propostas era apostar nos “Rs” do consumo consciente: recusar, reduzir, reutilizar e reciclar (veja quadro abaixo).
A mudança de comportamento da população também é uma das principais ações defendidas pelo Instituto Socioambiental do Plástico (Plastivida), que representa as empresas da cadeia produtiva. Segundo o presidente da entidade, Miguel Bahiense, a tríade mudanças de comportamento + sacolas de qualidade + descarte correto comreciclagem é o pilar para amenizar danos das sacolas plásticas ao meio ambiente.
Bahiense explica que o instituto lançou um programa de qualidade das sacolas plásticas a fim de garantir que elas possam ser mais bem aproveitadas pelo consumidor, evitando assim o consumo excessivo. As sacolas produzidas dentro das normas da ABNT, apesar de serem de plástico comum, são mais grossas e capazes de suportar até seis quilos. Assim, o consumidor pode usar menos sacolas para carregar suas compras, além de reutilizá-las com segurança para descartar o lixo molhado.
Plastivida destaca que a sacola plástica é utilizada por cerca de 80% da população para embalar o lixo a ser jogado fora. Esse uso, reconhecido como uma prática aceitável pelos ambientalistas, ficaria comprometido com a saída das sacolas plásticas de circulação, já que a maioria da população não gostaria de incorporar o gasto com a compra de saco de lixo ao seu orçamento doméstico. Usar a sacola para jogar fora o lixo ou garantir que ela seja depositada nos lugares corretos para reciclagem já seriam ações de grande avanço ambiental, na avaliação da entidade.
Coleta de lixo
O descarte correto do plástico esbarra, porém, no deficiente sistema de coleta de lixo do país. Dados de 2014 do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, constataram que a prática da coleta seletiva ainda está longe da realidade da população brasileira.
O número de casas atendidas por serviços de coleta regular de lixo aumentou entre 2013 e 2014. O deficit de atendimento, no entanto, ainda é grande: 17,3 milhões de pessoas moram em regiões sem nenhum tipo de coleta, a maior parte em zonas rurais e pequenos municípios. Se a coleta regular não é universal, mais rara ainda é a seletiva, encontrada hoje em apenas 1.322 dos 5.561 municípios do país, pouco mais de 20% do total.
As informações coincidem com levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), feito no ano passado, logo após a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O estudo revelou que dos 64 milhões de toneladas de resíduos produzidos pela população, 24 milhões, ou seja, 37,5% foram enviados para destinos inadequados. A pesquisa envolveu 400 municípios, abrangendo 91,7 milhões de pessoas. Por dia, o brasileiro gera, em média, um quilo de lixo.
Para Flexa Ribeiro (PSDB-PA), também integrante da CMA, a reciclagem é o caminho ideal para o material plástico. Mas o senador reconhece que, sem a implantação da coleta seletiva, o plástico atualmente não é reciclado em quantidade suficiente para evitar a poluição.
— Então, se trabalharmos para tirar as sacolas para substituí- las por um material que seja biodegradável, evidentemente que estamos trabalhando para melhorar a questão ambiental, não só no Brasil, mas no mundo.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Marta Gil compartilha (ela presta Consultoria em Inclusão)


Decreto que trata do Auxílio Inclusão e da Avaliação funcional, previstos na LBI.


Exposição CAOS ON CANVAS II traz obras de cegos

by Ricardo Shimosakai
A mostra conta com duas obras feitas por pessoas com deficiência sobre fotografias de surf feitas por Ricardo BorghiA mostra conta com duas obras feitas por pessoas com deficiência sobre fotografias de surf feitas por Ricardo Borghi
A Laramara (Associação Brasileira à Pessoa com Deficiência Visual) promove exposição sobre o universo do surf que conta com duas obras artistas cegos. A mostra CAOS ON CANVAS II acontece de 29 de abril a 6 de maio, no Hotel Unique, em São Paulo.
Com curadoria de Didu Losso, a exibição das obras integra projeto de intervenção em fotografia, promovendo a disruptura da arte por meio de uma forma diversificada de estilos, exercitando um novo olhar de seus expectadores, com 33 quadros.
A temática aborda um novo olhar sobre o surf, modalidade esportiva que conquista cada vez mais fãs no Brasil graças ao sucesso dos atletas nacionais no circuito mundial. Dois dos quadros foram pintados a partir de imagens selecionadas do fotógrafo Ricardo Borghi.
Cada obra une cor e textura à sensibilidade dos artistas com deficiência visual, além de ter o objetivo de promover a inclusão social em exposições de arte. Na obra “Jaqueira,” os pintores criaram a paisagem com tons de ocre, vermelho, amarelo e pontilhados em diversas tonalidades de marrom. Já o quadro “Profundo Olhar” ganhou intervenção por meio de colagens e pintura para retratar o fundo dos oceanos onde existem grandes ilhas de lixo que os olhos não veem.
A mostra CAOS ON CANVAS II, que possui 33 quadros e contou com a colaboração de Adriano Ricardi, Alê Jordão, Rene Machado, Revolue, Sarah Chofakian, Tim Armstrong e Tul Jutargate. Em maio, a iniciativa também chega em Los Angeles, EUA, na Galeria Vinícius de Moraes, em parceria com o Consulado Geral do Brasil
Todas as obras estarão eternizadas em um livro homônimo ao da exposição, à venda na ocasião da abertura e também no site do projeto Site externo. Após o período, a publicação chega às livrarias do país.
Exposição CAOS ON CANVAS
Quando: de 29 de abril a 6 de maio, das 10h às 17h
Abertura: quinta-feira, 28/4, das 19h às 23h
Onde: Lobby do Hotel Unique
Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4.700, Cerqueira Cesar, São Paulo – SP
Quanto: entrada gratuita
Obs.: a classificação indicativa é de 14 anos (desacompanhados). Menores que 14 anos, somente acompanhados dos pais ou responsáveis
Fonte: Vida Mais Livre

MARTA GIL, consultora de inclusão, compartilha:

DECRETO Nº 8.725, DE 27 DE ABRIL DE 2016

               
Institui a Rede Intersetorial de Reabilitação Integral e dá outras providências. http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2015-2018/2016/Decreto/D8725.htm

A rede será coordenada pelo INSS.

Nando Bolognesi conta como usa o teatro para enfrentar a esclerose múltipla

by Ricardo Shimosakai
Portador de esclerose múltipla, Nando buscou a reinvenção e, dali em diante, não parou de se superar.Portador de esclerose múltipla, Nando buscou a reinvenção e, dali em diante, não parou de se superar.
No monólogo “Se fosse fácil não teria graça”, Nando Bolognesi, que sofre com esclerosa múltipla, propõe reflexões sobre a vida ao público presente.
A apresentação conta a história real de vida de Nando, que aprendeu a conviver com as limitações e superar as dificuldades causadas pela  esclerose múltipla, uma doença que fez com que ele perdesse movimentos do corpo.
“Eu atuava como ator de televisão e teatro em São Paulo, e com a doença eu fui perdendo alguns movimentos principalmente das minhas pernas, e não tinha condições de seguir atuando da mesma forma. Por isso decidi aproveitar o material de um livro que eu estava escrevendo e me dedicar a uma peça contando minha história” disse o ator e escritor.
Durante o espetáculo, explica como transformar as dificuldades e limites da vida em alegrias, proporcionando momentos de choro e alegria.
“Na minha autobiografia, eu narro desde o começo da doença, passando por toda a carreira até os dias atuais. Como eu também sou palhaço e trabalhei por muito tempo com isso, as pessoas vão poder se emocionar e rir ao mesmo tempo, muitas vezes elas não sabem como reagir e acabam fazendo as duas coisas, brincou o ator.
Fonte: G1

L - I - N - D - O !!!

Uber se preparou para ter motoristas com deficiência

by Ricardo Shimosakai
Kadu, motorista com deficiência auditiva da Uber - conseguiu realizar seu sonhoKadu, motorista com deficiência auditiva da Uber: conseguiu realizar seu sonho
O sonho de Carlos Eduardo Cristalli Romano, o Kadu, era ser motorista. Abria a porta do carro para seus pais e amigos e tirou a carteira assim que fez 18 anos, esperando se tornar um motorista particular.
Depois de trabalhar como auxiliar de administração, há cerca de três anos ele buscou realizar esse sonho e quis se filiar a algumas cooperativas de táxi. Mas sem sucesso, por um motivo: Kadu é surdo. Assim, não poderia ouvir o endereço para onde deveria levar seus clientes.
Há um ano, ele conheceu um americano que também tinha deficiência auditiva e que trabalhava como motorista da Uber. Então, decidiu dar uma chance à empresa. Hoje ele sustenta, orgulhoso, boas avaliações de seus clientes.
Isso foi possível porque os clientes pedem um carro e inserem seu destino pelo próprio aplicativo, assim não é necessário explicar o caminho ao motorista, que se guia pelo Waze.
O app também avisa, com antecedência, que o motorista tem deficiência auditiva, evitando constrangimentos. Para oferecer água, balas ou outros mimos, Kadu lê lábios, faz gestos e sabe Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
A empresa de tecnologia desenvolveu a funcionalidade depois que recebeu sugestões de motoristas com deficiência auditiva e da Associação Nacional de Surdos dos Estados Unidos. A nova versão do aplicativo, mais inclusiva, está rodando desde maio de 2015.
“Trabalhamos para mostrar a pessoas com deficiência que a plataforma da Uber pode ser uma alternativa para que elas gerem renda”, afirmou Fabio Sabba, diretor de comunicação da Uber no Brasil.
No Brasil, há pelo menos 10 mil pessoas com deficiência auditiva com carta de motorista, segundo o IBGE. “Ainda temos poucos motoristas parceiros que são deficientes auditivos, mas queremos aumentar esse número”, diz Sabba.
Segundo ele, também há motoristas cadeirantes, que contam com seus próprios carros adaptados para trabalhar.
Para trabalhar com a empresa, basta ter carteira de motorista com licença para exercer atividade remunerada (EAR) e cumprir com os requisitos técnicos, além de seguro que cubra motorista e passageiro.
“Queremos oferecer uma oportunidade nova e talvez nem pensada antes por essas pessoas”, afirmou o diretor.
Fonte: Revista Exame

domingo, 1 de maio de 2016

PUDE ESCUTAR O MUNDO AOS VINTE E QUATRO ANOS
   Meu nome é Dhiana, tenho vinte e cinco anos. Escutei depois de conseguir finalmente comprar aparelho auditivo, sempre muito caro para nossas condições de família. Havia promoção, meu pai me ajudou assim a sair de uma fila do SUS em que minha vez nunca chegava, mesmo esperando há anos. Não me incomodo com sua vibração, pelo menos entendo as pessoas. Até arrumei namorado depois disto, pela internet. Estamos juntos há um ano.
   A professora do pré-primário alertou minha mãe quanto á minha deficiência auditiva. Na APAE, fui atendida durante anos por fonoaudióloga e psicóloga. Não tivemos a oportunidade de aprender Libras. Eu procurava fazer leitura labial, eu e minha mãe criamos uma linguagem própria com gestos. Meu pai e meus irmãos nunca participaram deste nosso universo. Ela faleceu faz quatro anos.
   Bem criança, devo ter sofrido perfuração de ambos tímpanos por repetidas infecções. Aos quatorze anos finalmente consegui operar pelo menos um ouvido, pelo SUS. Mas infelizmente ainda sou muito sensível às variações climáticas, ambos ouvidos sangram, é constrangedor.
   Sempre fui babá, desde os quinze anos, minha mãe conseguia as oportunidades. Frequentei a escola comum, com muitas dificuldades. Finalizei, aos vinte e um anos o ensino básico.
   Moro com dois irmãos, faço todo o serviço da casa. Buscando trabalho, em agencia de emprego pude me matricular em curso especializado para pessoas com deficiência, no SENAI. Quero trabalhar.
   Acho natural ser considerada “fechada”. Prefiro ficar em casa quietinha. Mas poderia ser diferente – se todos procurassem se aproximar e aprendessem Libras.

    " Os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo."  
Ludwig Wittgenstein 


Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.