terça-feira, 19 de abril de 2016

Divulgando


Mercur lança novos produtos de tecnologia assistiva a partir do projeto Diversidade na Rua

As novidades foram desenvolvidas a partir de constantes encontros e diálogos com educadores, familiares, instituições, profissionais da área da saúde e pessoas com deficiência.

Desde 2011, a partir do projeto Diversidade na Rua, a Mercur tem se relacionado com uma rede colaborativa de pessoas envolvidas com a temática de acessibilidade e inclusão: professores de salas de recursos, de APAES, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, pessoas com deficiência e seus familiares. Foi com base nesses diálogos que a empresa materializou alguns produtos que estão disponíveis na loja do Diversidade na Rua. Entre as novidades estão o Fixador de Mão em Tira, o Engrossador em Discos e a Cinta de Posicionamento para Cadeirantes.

No ano de 2015 a empresa observou em contato com esta rede que muitas das dificuldades vividas pelas pessoas com deficiência no seu dia a dia estavam ligadas a inabilidade de segurar objetos nas mãos.  Nesse contexto surge na Mercur uma linha de trabalho, ligada à Tecnologia Assistiva e direcionada a construção de dispositivos Facilitadores de AVDs (atividades de vida diária). Um grupo de colaboradores de diferentes áreas da empresa, foi instituído para dedicar-se a seguinte temática: como desenvolver soluções que atendam a necessidade de pessoas com dificuldade de preensão para realizar suas atividades de vida diária – alimentação, higiene e aprendizagem – gerando independência, autonomia e dignidade, de forma acessível (preço e disponibilidade)?

Foram realizadas oficinas com diferentes pessoas, dentre profissionais da área da saúde, educação e deficientes, nas cidades de atuação do projeto (Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul). O resultado dessas atividades foi a criação dos três novos produtosfixador de mão em tira, engrossador em discos e a cinta de posicionamento para cadeirantes.
 Confira mais detalhes sobre os produtos de tecnologia assistiva:  






O Fixador de Mão em Tira é um facilitador de AVDs (Atividades de Vida Diária) que possibilita a autonomia e independência às pessoas que tenham dificuldade preensão e, por tanto, de segurar objetos, dentre eles escova de dentes, brinquedos, talheres, pinceis e canetas.É flexível e tem características multifuncionais, podendo ser fixado na mão de diferentes maneiras, inclusive funcionando como um abdutor de polegar. 

 
O Engrossador em Discos também é um facilitador de AVDs.  Este recurso foi pensado como possibilidade de oferecer mais conforto às pessoas com dificuldade de preensão, tornando o ato de escrever ou pintar um momento ainda mais feliz e prazeroso. Pode ser montado de diferentes formas, de acordo com a necessidade de cada pessoa, tanto por destros quanto por canhotosEstá disponível em duas apresentações: uma desenvolvida em borracha macia e leve, pesando ao todo 20g e outra em borracha mais firme e pesada, totalizando 65g. Esta diferença de textura e peso se faz necessária, pois cada pessoa tem uma necessidade específica. O engrossador em discos leve é indicado para pessoas que possuem diminuição de força muscular. Já aquelas pessoas que apresentam movimentos involuntários, provavelmente se beneficiarão do engrossador em discos mais pesado, pois ele pode possibilitar mais estabilidade da mão no momento da escrita.
 A Cinta de Posicionamento para Cadeirantes surgiu da necessidade de um produto que auxiliasse os jogadores de basquete cadeirantes a ficarem seguros e confortáveis sobre as cadeiras de rodas durante a prática do esporte. Como precisam se movimentar bastante e muitos deles não têm controle de tronco, nem sensibilidade nos membros inferiores, precisam estar fixos na cadeira para evitar que se machuquem durante o jogo.



 “Muitas vezes os atletas constroem gambiarras com esta finalidade, pois as opções que existem no mercado são importadas e possuem um custo muito elevado, dificultando o acesso. Os atletas que testaram o produto descobriram que ele tem como característica a multifuncionalidade, ou seja, poderiam utilizá-lo para a prática de diversos esportes em cadeira de rodas, não só o basquete, além de utilizá-lo como forma de posicionar-se em bancos de automóveis, aviões e ônibus”, declara Cristina Fank, terapeuta ocupacional da Mercur.
 Disponível em três diferentes tamanhos, para uso em abdômen, pernas e pés, esse produto possibilita ao cadeirante uma sustentação segura, permitindo a sua movimentação ativa com conforto.
 Os produtos já estão disponíveis na loja do Diversidade na Rua: http://loja.mercur.com.br/
 Sobre a Mercur:
A Mercur é uma empresa brasileira, fundada em 1924 na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) e começou sua trajetória com produtos derivados da borracha. Com o passar dos anos e o repensar constante das suas atividades, a empresa entende que tudo que é produzido para atender as necessidades humanas tem um impacto no ambiente, indivíduos e na sociedade. A Mercur assume publicamente o compromisso de participar com pessoas e organizações na criação de soluções sustentáveis e que indiquem novos patamares de uso, criando facilidade que possam se traduzir em produtos, serviços ou novos modelos de comercialização. Atualmente a empresa conta com cerca de 700 colaboradores, com um portfólio de produtos voltados aos segmentos de educação e saúde, como borrachas de apagar, bolas de exercício, bolsas térmicas, muletas e etc. A companhia também atua na área industrial com soluções customizadas, disponibilizando lençóis de borracha e peças técnicas, bem como pisos especiais e revestimentos.

Acesse também:Site da Mercur: www.mercur.com.br
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@mercuroficial
Mercur no Youtube: 
Mercur S/A
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sábado, 16 de abril de 2016

E a maioria pensa que a dislexia é problema passageiro, coisa de criança...

SOU DISLÉXICA. PAREÇO TÍMIDA, MAS É PURA CAUTELA.

   Sou Vanessa, com 26 anos. Minha mãe, depois de meu terceiro ano de reprovação na escola primária, buscou ajuda na APAE, sabendo que também atendem quem tem dificuldades escolares mesmo sem problemas com a inteligência. Gostei muito deste tempo da vida, aprendi a ajudar à todos os tipos de crianças, com diferentes dificuldades, sem discriminar. Sempre tive muita facilidade em lidar com números e muita dificuldade com letras. Dizem que não consigo ler, principalmente em voz alta, que leio soletrado. O nome desta dificuldade é dislexia. Mas sou capaz de enviar mensagens pelo celular e de fazer uso do computador. Desde que ninguém, absolutamente ninguém esteja observando. Se isto acontecer eu simplesmente “travo”.
   Se precisar ler o letreiro de um ônibus, esperando no ponto, dependo da velocidade com que chega até mim. Mas ajudo em casa no serviço de meus pais, atendendo os pedidos feitos pelo telefone e anotando os pedidos.
   Já trabalhei como empacotadora em supermercado, durante quatro anos. Quando me ofereciam promoção sempre recusava, em pânico para atender a demandas que desconhecia. Trocar o certo pelo incerto?
   Consegui concluir o segundo ciclo aos 24 anos, com muito esforço. Houve momento em que a pressão foi tanta que procurei curso supletivo.
    Faz dois meses que uma psicóloga me ajuda. Tenho duas amigas inseparáveis com quem vou tomar um lanche, viajo e vou às baladas. Mais uma pessoa no grupo e meu silêncio é certo.
   Agora participo de grupos de estudo no curso do SENAI para pessoas com deficiência. Está tão bom que já sonho em fazer mais outro curso. E trabalhar, depois!


“Um dia a gente aprende a conviver com uns. E a sobreviver sem outros. ”

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fonte da matéria abaixo

http://www.portaldoenvelhecimento.com/finitude/item/3997-bastidores-da-morte-em-depoimento

Bastidores da morte em depoimento

Escrito por  Camila Appel. Foto de Nina Maluf: Moacyr Lopes Junior/Folhapress(*)
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bastidores-da-morte-em-depoimento-fotodestaqueNina Maluf atua nos bastidores da morte. Oferece cursos sobre sua área de atuação, como tanatologia, necromaquiagem e reconstrução facial – seu predileto. Mãe de quatro filhos, trabalha em casa e acha natural ver as crianças brincando de “enterrar”, pois o assunto deve ser tratado com naturalidade e a cultura do preconceito com a morte, no Brasil, gera uma carência de bons profissionais. “O que é a morte para mim? Ah, a morte é minha amiga”, diz.
Quem sou eu? Eu sou uma mãe de quatro filhos que trabalha em casa. Só saio para os atendimentos em laboratórios e em velórios e para dar os cursos da minha escola, a Tanathology. São cursos para o Brasil inteiro sobre o primeiro contato com a família do morto, o preparo do corpo, necromaquiagem, reconstrução facial e tanatopraxia – que é o processo de conservação do corpo para velórios e translados. Os cursos são feitos por pessoas leigas que querem entrar no setor funerário e por profissionais que já atuam na área. Não há pré-requisitos, mas quem quiser trabalhar em uma agência funerária precisa ter o ensino médio completo.
O que eu mais gosto de fazer é reconstrução facial. Pegar um cara bem destruidão e deixar ele igual ao que era. Como em casos de acidentes de carro e de moto. Eu gosto do desafio de pegar uma pessoa que, teoricamente, não teria mais condições de ter um caixão aberto e poder oferecer isso para a família.
O assunto em casa é morte de manhã, à tarde e à noite. Até porque meu marido trabalha comigo. Às vezes eu chego e minha pequena de seis anos pergunta: ‘mãe, quantos corpos você fez hoje?’. A primeira vez que ela perguntou eu assustei, mas agora acostumei. Eu faço uma terapia de choque com o meu mais velho (de 13 anos), mostrando casos de overdose ou de alcoolismo. Meu caçula de três anos brinca de enterrar. Ele coloca os irmãos no chão e enterra com travesseiros. Já peguei minha filha mexendo no computador, com o telefone na orelha brincando de atender cliente, perguntando: ‘que horas vai ser o velório?’. Na cabeça deles é tudo muito normal e eu quero que continue assim.
Minha paixão em lecionar é formar profissionais que sejam humanos. Eu busco qualidade, e qualidade é a humanização. É você ter paciência com seu cliente, saber explicar o procedimento para ele, saber vender um serviço sem ser agressivo. Tem muita gente que destrata as famílias e os corpos.
bastidores-da-morte-em-depoimento-foto1No primeiro dia de aula eu falo para quem quiser ouvir: ‘se você está aqui por dinheiro, a porta da rua é a serventia da casa’. Tem que estar lá por amor à profissão, querendo e gostando desse serviço. Quem chega por grana não vai aguentar a barra. Vai entrar para o álcool, que é muito comum, ou não vai aguentar a carga horária e partir para outras drogas, como a cocaína. Só o amor pelo trabalho é o que vai manter as pessoas minimamente sãs. Pegar o corpo de uma criança, por exemplo, é devastador. Criança saudável só morre por irresponsabilidade de adulto. Eu não estou aqui para julgar, mas não tem como não ligar.
Nosso setor foi um dos poucos que não foi atingido pela crise. As pessoas continuam morrendo, elas não têm escolha. É um mercado que tem crescido porque os empresários estão começando a sentir a necessidade de mostrar que nosso setor é necessário. Na Europa, somos muito valorizados. As crianças são criadas para entender que as pessoas nascem, vivem e morrem. No Brasil, existe a cultura do preconceito com a morte. Isso gera uma carência de bons profissionais.
Desde pequeninha, eu era meio Wandinha, aquela personagem da Família Addams. Quando morria algum bicho no bairro, de peixe a cachorro, me chamavam no portão para eu organizar o enterro. Eu fazia velório, cortejo e enterro. Hoje, meus vizinhos, uma boa parte deles, têm medo de mim. Uns me acham louca, outros falam que eu tenho o cão no corpo. Eles têm medo de morrer, medo da morte, acham tudo isso muito esquisito.
Eu não tenho medo da morte em si, mas sim de deixar meus filhos sozinhos nesse mundo cada vez mais louco. Vejo as pessoas morrendo das formas mais estúpidas e gente fazendo maldade de forma gratuita. Hoje em dia se fala em crime passional como se fosse algo normal. É uma justificativa jurídica que dão para uma atrocidade que não tem justificativa. Muita mulher, no desespero de ter um parceiro, coloca qualquer um em casa, que machuca ela e as crianças. O número de casos com esse tipo de descrição é assustador e eu vejo no trabalho que eles têm crescido.
(*)Camila Appel é formada em administração de Empresas pela EAESP-FGV e mestre em Antropologia e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE). Trabalhou com microcrédito no Unibanco e estagiou na ONU. Em 2009, estudou dramaturgia na New York University e passou a se dedicar à escrita teatral. Escreve romance de ficção científica e tem peças teatrais, com as já encenadas “A Pantera” (2009) e “Véspera” (2011). Depoimento de Nina Maluf para matéria do formato “Minha História” publicada na Folha. Matéria publica e reproduzida Aqui 

terça-feira, 12 de abril de 2016

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NOTÍCIAS » Notícias

França reconhece prostituição como uma das piores formas de violência contra a mulher


Após anos de mobilizações e ações civis, a Justiça francesa deu um grande passo para estabelecer a equidade de gênero no país, adotando o Modelo Nórdico. Em 6 de abril de 2016, a Assembleia Nacional Francesa reconheceu a prostituição como uma das piores formas de violência contra a mulher e votou a favor da criminalização de quem a financia. Este voto a favor da criminalização é o quarto projeto e final apresentado entre 2013 e 2016 (derrubando três rejeições do Senado), reforçando o país no combate à exploração sexual de mulheres em situação de prostituição. Sob esta lei, mulheres, homens e crianças prostituídas não serão criminalizadas. Eles receberão apoio e benefícios sociais para sair dessa situação, enquanto homens que compram sexo serão multados e sujeitos a acusações legais.
A nota é publicada por Ressources Prostitution e traduzida e reproduzida por Sul21, 07-04-2016.
Adotando esta lei, a França cumpre com seus compromissos nacionais e internacionais, incluindo a lei nacional sobre estupro (1981), e a Convenção das Nações Unidas para a Repressão de Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outros (1949). A Justiça francesa define como estupro “qualquer ato de penetração imposta por alguém por violência, surpresa ou coerção” e a Assembleia Nacional Francesa reconhece que o ato de “comprar o acesso a um corpo humano através de uma operação financeira” é inerentemente um ato de coerção.
Além disso, a Assembleia Nacional Francesa reconheceu que a prostituição fere todas as mulheres (na situação de prostituição ou não), prejudicando o seu bem-estar emocional e físico, segurança, saúde e direitos fundamentais como seres humanos, ferindo a sociedade como um todo. Mais do que uma solução rápida para a prostituição, a lei oferece uma maneira para mulheres presas à exploração sexual se livrarem da situação e a possibilidade de processar os infratores.
Mais especificamente, quando se trata de violência sexual contra mulheres, a Assembleia Nacional Francesa reconhece o alto índice de violência na prostituição, incluindo assalto, estupro e tortura física e psicológica. A Assembleia Nacional Francesa também reconheceu que a existência da prostituição incentiva o tráfico internacional de mulheres e crianças. Isso tem sido demonstrado em países como a Alemanha, Espanha e Nova Zelândia, que, ao tentaram regularizar a prostituição, causaram um aumento no tráfico sexual com a importação de milhares de mulheres menores de idade para a crescente demanda de “compradores de sexo”.
Na verdade, embora admitindo o fracasso da regularização à escala internacional, a Assembleia reconheceu a necessidade de resolver de forma urgente o lado de quem busca a prostituição. Foi estabelecido que os financiadores são os responsáveis pelo crescente número de mulheres e crianças que entram para a prostituição, bem como responsáveis pela forma de violência perpetuada contra eles. Em seus fóruns, onde eles avaliam suas “presas” como bens, detalham explicitamente o ódio, dominação e violência que se impõem às mulheres.
Com essa decisão histórica, os legisladores franceses confirmaram que ouviram as vozes de centenas de sobreviventes, assim como de mulheres que ainda estão presas à indústria do sexo. Eles reconheceram que a maioria das mulheres na prostituição foram introduzidas enquanto ainda eram menores de idade, e que as tentativas de legalização levaram a um aumento da exploração por não haver qualquer tipo de segurança oferecida a essas pessoas.
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/553398-franca-reconhece-prostituicao-como-uma-das-piores-formas-de-violencia-contra-a-mulher


Airbus registra assento para passageiros obesos

by Ricardo Shimosakai
A patente da Airbus sugere assentos sem divisões fixas e cintos com mais opções de ajustes (Airbus)A patente da Airbus sugere assentos sem divisões fixas e cintos com mais opções de ajustes (Airbus)
A Airbus registrou neste mês uma patente que pode aumentar o conforto de passageiros obesos. O “Re-Configurable Passenger Bench Seat” (assento de passageiros com banco reconfigurável) é um assento sem divisórias fixas e cintos de segurança com mais opções de ajustes. Além disso, a fileira pode ser configurada rapidamente de acordo com a necessidade.
Como mostram os desenhos da Airbus, o assento pode ser configurado para acomodar dois passageiros obesos ou três adultos. A ideia também pode ser uma alternativa para pessoas com mobilidade reduzida, como idosos e portadores de necessidades especiais, e viagens em família: a fileira pode ser configurada para levar dois adultos acompanhados de duas crianças.
Já existem companhias aéreas, principalmente nos Estados Unidos, que oferecem poltronas mais largas em seus aviões. No Brasil, algumas empresas cobram mais caro pelos assentos nas fileiras onde ficam as saídas de emergência da aeronave. Por questões de segurança, para agilizar uma eventual evacuação, essa área é mais espaçada da fileira à frente, o que por consequência oferece mais espaço para as pernas, ideal para passageiros altos.
Segundo o documento da Airbus, registrado no United States Patent and Trademark Office, os assentos especiais podem ser adaptados em aeronaves com classes econômica e executiva. A ideia, porém, ainda não tem data para sair do papel. O objetivo da patente, por hora, é proteger a “propriedade intelectual” da empresa.
O assento possui duas opções de divisóriasO assento possui duas opções de divisórias
O mesmo assento também pode ser utilizado por uma famíliaO mesmo assento também pode ser utilizado por uma família
A fileira também pode ser utilizada normalmente por três passageirosA fileira também pode ser utilizada normalmente por três passageiros
Fonte: Airway

domingo, 10 de abril de 2016

JÁ VIVI BASTANTE! ESTÁ TRANQUILO, ESTÁ FAVORÁVEL!

   Meu nome é Lucinéia, tenho 43 anos.
   Surgiram situações de saúde, que exigem cuidados e limites que respeito.
   Nasci com sopro cardíaco, agravado em meus sete anos por febre reumática. Com a gravidez meu coração exigiu cirurgia depois do parto, para a colocação de uma válvula substituindo a insuficiente. Já precisei efetuar a troca desta válvula, mas felizmente agora já existe material que pode alcançar a duração de 30 anos, desde que eu faça minha parte – usar a medicação prescrita e praticar exercício físico regularmente.
   A necessária medicação pode ter sido a razão de um acidente vascular cerebral que tive há pouco tempo, com mínimas sequelas de memória, graças à sorte de um rápido socorro.
   O último desafio vencido foi um pequeno, mas forte tumor na área ginecológica. Felizmente, muito localizado, permitiu a retirada total. Não foi necessário uso de rádio e quimio.Estou tranquila, grata pelo que já vivi
   Na área de trabalho achei meu lugar. Comecei aos 16 anos em um supermercado, limpando a loja, fazendo pacotes e operando o caixa. Depois de três anos, segundo grau completo, cheguei à gerencia. Cuido de tudo, do pessoal às compras, se necessário de domingo a domingo, com atenção especial nas datas festivas. Já estou na função faz 27 anos e meio, feliz com minhas condições de trabalho, conto com a confiança de meus patrões e flexibilidade importante quando necessária (que uso com muito cuidado).
   Moro com uma irmã, e meu filho. Já fiz três tentativas (todas de muitos anos) de relacionamento. Agora meu namorado atual tem 20 anos menos do que eu, mas meu filho gosta muito dele. Eu também.



A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração?

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com

sábado, 9 de abril de 2016

Vale muito à pena a visita abaixo - dá esperança!

Startup desenvolve sistema de iluminação sem usar eletricidade, mas uma bactéria
-http://thecityfixbrasil.com/2016/04/06/startup-desenvolve-sistema-de-iluminacao-sem-usar-eletricidade-mas-uma-bacteria/

No RG, alerta sobre tratamento no final da vida

Escrito por  Camila Appel (*)
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no-rg-alerta-sobre-tratamento-no-final-da-vida-fotodestaqueO testamento vital tem atraído mais atenção daqueles preocupados com autonomia no final da vida. O documento tem o objetivo de registrar vontades quanto a tratamentos médicos em caso de doenças fora de perspectivas de cura. Ele não é apenas destinado a garantir a suspensão de procedimentos, como a não reanimação ou não ser submetido a certas cirurgias. Também pode ser usado justamente para garantir essas intervenções, contanto que seja a vontade expressa do paciente. A decisão sobre como viver seus últimos dias de vida é um direito dele.
Neuza Guerreiro de Carvalho anda com seu testamento vital na bolsa. No RG há um recado: “na pasta cor-de-rosa da bolsa está meu testamento vital”. Aos 85 anos, ela prefere definir o que seja feito com seu corpo, caso esteja inconsciente. Quer seguir de acordo com suas próprias escolhas, tanto na vida quanto na morte. Professora de biologia por 30 anos, ateia, evolucionista, diz que já está na reta de chegada. “Bonita ou não, é a reta de chegada. Não tenho mais do que 10 anos de vida útil”, diz.
Decidiu pela doação do corpo para estudos acadêmicos e já tem os papéis preenchidos no Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Doou o cérebro de sua mãe para a faculdade de medicina da USP e diz ver nessas ações uma forma de cidadania. Não quer em ser enterrada, nem velada. “Tudo o que fica está assimilado na gente”, comenta.
Vovó Neuza, como gosta de ser chamada, tem seu testamento vital assinado pelos dois filhos, com firma reconhecida. Além de sempre o carregar na bolsa, o documento foi incluído em seu prontuário no Hospital das Clínicas, porque ela considera que será atendida lá em alguma emergência.
Não abre mão de sua decisão. “Eu sou muito fria nisso e minha própria formação ajuda nesse sentido. Eu sei, por exemplo, que num acidente qualquer, numa emergência, vão perguntar para quem estiver comigo: entuba ou não entuba? Eu estou dizendo nesse documento: não entuba. 
Porque depois de dois anos, seja lá quantos anos for, ninguém vai ter coragem de desentubar (o termo médico utilizado é extubar) e aí fica aquela confusão”.
no-rg-alerta-sobre-tratamento-no-final-da-vida-foto1
Vovó Neuza trabalha com oficinas de resgate de memória no projeto “Amigo do Idoso” do Hospital Universitário (HU-USP). A ação foca em objetos que marcaram a vida da pessoa. Para ela, o sofá de sua casa, todo florido, é um objeto de memória precioso, com seus mais de 60 anos de história ao lado (ou embaixo) de Neusa . “É um objeto biográfico meu. Eu posso ir morar em outro lugar, mas se não couber o sofá, não tem conversa. Esse vai me acompanhar para o resto da vida”.
A professora se aposentou aos 50 anos, porque quis sair do trabalho ainda quando estava no auge. Ela diz querer o mesmo da vida: “Eu quero sair bem da vida”.
Testamento vital
O testamento vital tem atraído mais atenção daqueles preocupados com autonomia no final da vida. O documento tem o objetivo de registrar vontades relativas a tratamentos médicos em caso de doenças fora de perspectivas de cura. Ele não é apenas destinado a garantir a suspensão de procedimentos, como a não reanimação ou não ser submetido a certas cirurgias. Também pode ser usado justamente para garantir essas intervenções, contanto que seja a vontade expressa do paciente.
Faz parte das Diretivas Antecipadas de Vontade, assim como o mandato duradouro – a nomeação pelo paciente de um procurador para tomar decisões em seu nome, e pode ser feito por qualquer pessoa acima de 18 anos que não tenha sido interditada, apesar de só ter efeitos na eventualidade de uma doença terminal.
O portal testamentovital.com.br oferece um banco de dados para cadastro desse tipo de documento. Ele é on-line, gratuito e gera um código de acesso que pode ser compartilhado com uma pessoa de confiança do solicitante. Criado em 2013, teve seus registros triplicados em um ano, de 20 para 60. Sua administradora, a advogada e doutora em ciências da saúde, Luciana Dadalto, estuda o tema desde 2008, com quatro livros publicados. Ela comenta que, no Brasil, estamos muito atrasados no que diz respeito a liberdades individuais. “A principal importância do testamento vital é transferir para o paciente um direito que é dele, que é a decisão sobre como viver seus últimos dias de vida”, diz.
Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil, até novembro desse ano, o cadastro de testamentos vitais em cartório no país cresceu 21% em relação ao ano passado. Em 2010, apenas 50 documentos foram registrados. Em 2015, esse número passou de 600 no ano. Um fator determinante para esse aumento foi a regulamentação 1.995 do Conselho Federal de Medicina, de 2012, que constata a obrigação dos médicos em aceitar o documento como legítimo.
Para Dadalto, ela é insuficiente, por se referir apenas às responsabilidades dos médicos, excluindo qualquer outro profissional de saúde, e não garantir uma validade legal ao documento. “Sempre vai cair no arbítrio do poder judiciário, por não haver uma legislação específica. Um juiz poderá falar que é válido e outro que não é”, diz.
Leia a matéria na íntegra Aqui  
(*)Camila Appel é formada em administração de Empresas pela EAESP-FGV e mestre em Antropologia e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE). Trabalhou com microcrédito no Unibanco e estagiou na ONU. Em 2009, estudou dramaturgia na New York University e passou a se dedicar à escrita teatral. Escreve romance de ficção científica e tem peças teatrais, com as já encenadas “A Pantera” (2009) e “Véspera” (2011).
http://www.portaldoenvelhecimento.com/finitude/item/3993-no-rg-alerta-sobre-tratamento-no-final-da-vida

Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.