domingo, 3 de abril de 2016

RESPOSTA PERFEITA

Clientes discriminam garçom autista e restaurante dá resposta perfeita

by Ricardo Shimosakai
O garçom Andy Foster e o seu chefe, dono do restauranteO garçom Andy Foster e o seu chefe, dono do restaurante
Andy Foster, um autista de 45 anos, trabalha no Restaurante Grenache em Manchester, na Inglaterra, e recentemente se deparou com clientes que “pareciam ter um problema com ele” apesar de seu bom serviço, contou o proprietário Mike Jennings ao jornal Manchester Evening News.
Quando Jennings explicou a situação de Foster, ele ficou horrorizado ao descobrir que os seus clientes se negaram a ser atendidos pelo empregado. As informações são doDaily Mail.
“‘Qual é o problema dele?’ e ‘por que você deu esse trabalho para ele?'”, perguntaram os clientes, de acordo com uma publicação do Facebook que relata a situação.
Em defesa de Foster, Jennings e sua companheira, Karen Deveney, decidiram falar sobre o ocorrido no Facebook para avisar as pessoas sobre o que o estabelecimento realmente pensava sobre o preconceito dos clientes naquela noite.
Confira a publicação do Grenache Restaurant:
Hoje passamos o dia reconstruindo a autoestima de um dos membros da nossa equipe, depois de ele ter sido desrespeitado e discriminado por uma mesa no jantar de ontem à noite.
“Qual é o problema dele?” e “por que você deu esse trabalho para ele?”, os clientes perguntaram…
Aqui no Grenache, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho… e NÃO pela cor de sua pele, pela aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças. Nós não discriminamos!
Mas se você FAZ ISSO… então, por favor, não reserve uma mesa no Grenache. Você não merece nosso tempo, esforço, nem RESPEITO!”
Fonte: Pragmatismo

Paralisia cerebral não impede jovem de cursar dança na UFPE

by Ricardo Shimosakai
João Paulo teve nesta segunda-feira o primeiro dia de aula no Centro de Artes e Comunicação da UFPE.João Paulo teve nesta segunda-feira o primeiro dia de aula no Centro de Artes e Comunicação da UFPE.
O coração bateu acelerado. A expectativa era grande. João Paulo Lopes, 25 anos, foi um dos 4 mil calouros que tiveram ontem o primeiro dia de aulas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Seria mais um estudante, no universo de 35 mil alunos que começaram o ano letivo, não fosse o desafio que tem pela frente. Cadeirante e com limitações motoras devido a uma paralisia cerebral, no momento do seu nascimento, o rapaz vai cursar graduação em dança. Sabe que não será fácil. Mas a vontade de vencer e de mostrar ao mundo o quanto é capaz, independentemente das restrições que seu corpo tem, é maior. O universitário é exemplo de determinação e superação.
“Estou aqui para desafiar e ser desafiado”, repetiu João Paulo ainda em casa, no Morro da Conceição, Zona Norte do Recife, antes de sair para o Centro de Artes e Comunicação (CAC), local onde passará os próximos quatro anos, tempo de duração do curso. A frase foi dita inicialmente no final da entrevista que deu durante o processo seletivo, duas semanas atrás. Para conseguir uma das 35 vagas, primeiro fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado. A avaliação é a primeira fase da seleção. Ficou com média geral 476,36. Depois, passou por um teste prático e a entrevista, que compõem a segunda etapa do processo.
Caçula de uma prole de nove filhos, João Paulo é o segundo em casa a ingressar na universidade. Somente uma irmã, Gláucia Barbosa, tem formação superior. “Não esperava nem terminar o ensino fundamental. Estou muito feliz. Fui fazer o teste prático só por fazer. Foi uma surpresa ser aprovado”, disse o universitário, que se surpreendeu com a acolhida que teve na hora da prova. “Pensava que seria um clima de competição. Mas os outros candidatos torceram por mim. Até aplaudiram quando terminei a apresentação”, comentou João Paulo, que não anda e tem dificuldade na fala. A paralisia cerebral comprometeu seu desenvolvimento motor, mas não a parte cognitiva.
A família e os professores da Escola Estadual Dom Bosco, localizada no bairro de Casa Amarela, foram importantes para motivá-lo. Tanto que ontem sua mãe, Luciene Barbosa, duas irmãs (Gláucia e Luciana), uma sobrinha e a professora Jaidenise Azevedo estavam com ele no primeiro dia de aula. “João Paulo sempre foi muito inteligente. A deficiência nunca o limitou. Sua força de vontade é imensa”, destacou Luciene que, como o filho, estava com o coração batendo mais forte ao entrar no CAC.
O curso de dança na UFPE é recente, foi criado em 2009. A quarta turma vai se formar em abril. João Paulo será o primeiro aluno com deficiência nessa graduação. “Estamos felizes em recebê-lo. Faremos de tudo para garantir sua permanência. As aulas do primeiro período foram transferidas para salas no térreo do CAC por causa dele”, enfatizou a coordenadora da graduação, Luciana Damasceno. O rapaz também vai ganhar uma bolsa de R$ 400 do programa Incluir, do Ministério da Educação, além de um notebook. Terá ainda uma estudante de pedagogia que irá ajudá-lo durante o curso.
A preocupação de João Paulo é como vai se deslocar de casa para a universidade. Até o ano passado a Secretaria Estadual de Educação fazia seu transporte da escola para casa. “Espero conseguir um jeito de chegar à UFPE. É o meu próximo desafio. Será mais um para vencer”, garantiu, com um sorriso que é sua marca.
Fonte: jconline

Sabedoria de Pablo Picasso

Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
Isso inclui, idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles. 
Para isso ele é pago.
Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. 
Os de " baixo astral" puxam você para baixo.
Continue aprendendo...
Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo. 
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples. 
Ria muito e, muito e alto. 
Ria até perder o fôlego. 
Lágrimas acontecem. 
Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.
Esteja vivo, enquanto você viver!
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde. 
Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorso.
Faça uma viagem ao Shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E lembre-se sempre que: a vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego: de tanto rir...
De surpresa...
De êxtase...
De felicidade...
"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol".
Pablo Picasso

sábado, 2 de abril de 2016

SOU “ESPECIAL”, NÃO PEDI PARA NASCER ASSIM
   Sou Katia, com 45 anos. Minha mãe conta que percebeu que eu não estava bem quando, começando a andar, uma de minhas pernas não me sustentava de pé.
   Preocupada comunicou o fato ao meu pai, que considerou ser “mania de doença” dela.
   Procurou ajuda meses após, depois que tive um ataque epiléptico. O médico lamentou ser tarde demais para me atender de forma plena. Eu apresentava um quadro de paralisia infantil.
   A postura de meu pai desde meu nascimento ante a deficiência foi decisiva – “Já que nasceu assim, que fique assim. Não vai casar, não vai ter filhos! Dê ela para a avó! ”.
   Minha mãe fez minha primeira cirurgia, pelo SUS, quando eu tinha 4 anos, escondendo de meu pai. Ele quase a matou.
   Eu andava sempre de cabeça baixa. Completei o segundo grau, fiz mais uma cirurgia aos 18, que me livrou de dor constante. Fez com que eu pudesse apoiar inteiramente o pé afetado no chão.
   Ao buscar ajuda médica, aos 30 anos para nova cirurgia, escutei – “Katia, você ainda não se aceitou? ”.
   Então me dei conta de tudo o que tinha conquistado, apesar de ter crescido na casa de um tio que me acolheu, e longe de meus pais. Trabalhava cuidando de sua casa e dos seus três filhos. Voltei para Americana e aqui encontrei meu futuro marido. Ele nunca fez perguntas sobre minha deficiência. Sou uma feliz mãe de três moças na casa dos vinte anos, universitárias.
   Tive vários trabalhos graças à “Lei de cotas”. Curso turma especial para pessoas com deficiência, Almoxarifado no SENAI. A família vibra muito. Quero e posso trabalhar, com qualidade. Meus pais não estão mais entre nós. Será que se surpreenderiam?

Aqueles a quem amamos têm todos os direitos sobre nós, até o de deixarem de nos amar.
Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga, e-mail:bfritzsons@gmail.com

   

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Paulistanos se unem para criar miniflorestas públicas na cidade
desconhecimento que temos sobre a cor verde é proporcional à importância que ela desempenha nas cidades. No entanto, mesmo que sejamos engolidos pela rotina – de motor, fumaça, asfalto e edifícios – acontecem movimentos no sentido de proliferação e valorização de espaços arborizados nos centros urbanos, ainda que sejam mínimos, ainda que sejam no formato de miniflorestas. Como a Floresta de Bolso, primeira minifloresta pública de São Paulo, nascida graças ao esforço de moradores da região para valorizar uma área antes abandonada.
“Clima mais ameno, ar mais puro, resgate da biodiversidade local, maior retenção de água da chuva, evitando enchentes, redução de barulho e poeira e aumento da umidade do ar” estão entre os benefícios que a pequena floresta urbana pode trazer à região, conforme divulgou o The Greenest Post.
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(Como era a área em que foi instalada a minifloresta/ Foto: Ricardo Cardim/Divulgação)

(Resultado do trabalho dos moradores – Foto: Ricardo Cardim/Divulgação)
Em São Paulo, essa iniciativa nasceu da vontade do botânico Ricardo Cardim de realizar um resgate da fauna. Em entrevista publicada pelo QSocial, o botânico questiona: “Por que não vemos mais tucanos-de-bico-verde na cidade? Nem esquilos? Porque destruímos a floresta e colocamos plantas que os bichos nativos normalmente não se alimentam. Muitas espécies desapareceram, como a araucária e o cambuci, árvores nativas que já foram comuns a ponto de nomearam bairros e hoje se contam nos dedos na malha urbana”.
Essas iniciativas vão de acordo com o discurso que o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, realizou na última semana durante o Dia Internacional das Florestas (21/3). Conforme post do EcoDesenvolvimento, o secretário-geral disse que “o investimento nas florestas representa uma apólice de seguro para o planeta”, e pediu que “governos, empresários e sociedade civil adotem políticas e práticas que protejam, restaurem e mantenham as florestas saudáveis para o futuro comum do planeta”. Nesse caso, apesar da escala mínima que as miniflorestas representam, a iniciativa é válida dentro do escopo de funcionalidades positivas que oferece ao contexto das grandes cidades.
(Fonte: The Greenest PostEcoD)
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Relatório destaca Brasil entre os dez maiores investidores em energia renovável do mundo

Parque eólico em Parnaíba, Piauí (Foto: Delafrut/Wikicommons – cc)
O investimento global em energias renováveis atingiu o valor de 286 bilhões de dólares em 2015.  O valor é um dos mais altos já registrados e, pela primeira vez, foi maior que o dobro do registrado para os recursos gastos com carvão e gás.Além do ineditismo do número, o Brasil aparece entre os dez países que mais investem no setor. O relatório publicado na sexta-feira passada (25) foi elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o organismo de Finanças de Nova Energia da Bloomberg (BNEF) e o Centro de Colaboração para o Clima e o Financiamento de Energia Sustentável da Escola de Frankfurt e da agência da ONU.
Os recursos para energia solar em solo brasileiro alcançaram o equivalente a US$ 657 milhões em 2015. O total de recursos investidos pelo Brasil foram calculados em cerca de 7 bilhões. A maior parte dos investimentos foi destinada à produção de energia eólica, que somou 5,7 bilhões. Estimativas indicam que esse tipo de energia produziu dois gigawatts a mais em 2015 para o país. O relatório aponta que esse pode ser o indício do começo de um novo grande mercado para o uso de placas fotovoltaicas.
China, Índia e Brasil registraram um aumento de 16% em 2015, alcançando 120,2 bilhões de dólares. A China responde pela maior fatia deste orçamento – quase 100 bilhões.

(Investimento global em energia renovável por região, 2015)

Sobre a pesquisa

“A pesquisa revela que fontes renováveis geraram 134 gigawatts adicionais em 2015, em comparação com os 106 GW produzidos em 2014. O valor equivale a 54% de toda a potência energética adicional produzida no ano passado. Essa quantidade de energia limpa impediu que 1,5 gigatonelada de gás carbônico fosse liberada na atmosfera. Desde 2004, países teriam investido 2,3 trilhões em energias renováveis”, de acordo com matéria da ONU.
(Fonte: ONU Brasil)
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Praia Acessível atrai pessoas com deficiência e idosos

sexta-feira, 01 de abril 2016:
FONTE :http://www.oestadoce.com.br/geral/praia-acessivel-atrai-pessoas-com-deficiencia-e-idosos
Entrar no mar sem ser machucada. Poder sentir a natureza, contemplá-la com tranquilidade e, finalmente, entender o porquê de estar em uma cadeira de rodas. Esta foi a descrição da fotógrafa Regiane Ataílde, ou como ela gosta de ser chamada: Gigi, uma das primeiras participantes do projeto Praia Acessível. Assim como Gigi, outras pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, além de idosos, em Fortaleza, vão poder usufruir da praia e tomar banho de mar com a segurança necessária.
A sensação já esquecida, ou nunca sentida, por alguns, já é possível através do projeto Praia Acessível, lançado, ontem, no Aterrinho da Praia de Iracema. O espaço funcionará, com estrutura apropriada e acompanhamento de profissionais capacitados, de quarta à domingo, nos horários de 9 às 14h, em frente ao Hotel Sonata.
Depois de muito tempo sem ter acesso ao mar, como tinha antes de ter sofrido um acidente de moto que a deixou paraplégica, em 2010, Gigi já nem lembrava o quanto gostava. “É uma sensação maravilhosa. Desde sempre perguntei a Deus porque tinha acontecido esse acidente tão grave comigo. Logo eu aceitei (ser cadeirante), logo eu voltei a ser o que eu era, mas sempre me perguntava: Por que fiquei assim? Agora está explicado. É para ajudar aos cadeirantes que precisam de ajuda”, disse emocionada.
Gigi auxiliou na capacitação dos profissionais que participam do projeto. Agora, o que mais quer é ajudar de perto, como os instrutores. “As pessoas precisam de alguém que as estimulem”, afirmou.
O aposentado Carlos Alberto também teve a oportunidade de tomar um banho de mar, ontem. “Depois de muito tempo que não entro no mar, quando entrei, me recordei do contato com a natureza. Foi muito bom”, disse ele, que já tinha experimentado o banho assistido em Santa Catarina e no Maranhão. Mas, agora, o mar está mais perto.
A dona de casa Fátima Almeida acompanhava a filha Priscila, 24, que tem paralisia cerebral, enquanto participava da aula de vôlei. “Minha filha adorou e estou muito feliz dessa oportunidade, pretendo voltar logo para que ela entre no mar”.
O Praia Acessível é uma idealização do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza. No local, toda a faixa de areia é adaptada com esteira, que leva ao mar. Para entrar na água, o usuário é acompanhado por quatro profissionais, em uma cadeira anfíbio, que é apropriada e possui colete de segurança. Além disso, a estrutura possui piscinas com terapeutas, mini praça com aparelhos para atividades físicas adaptadas, e espaço para vôlei e frescobol.
Durante o lançamento, o governador Camilo Santana ressaltou que a experiência é uma conquista de um direito de todos, de ir à praia, e usufruir de equipamentos de acessibilidade. “Isso é uma forma de garantir cidadania, garantir espaço para que elas também possam se divertir e ter acesso a esse bem maravilhoso”.

Atitude negativa em relação à velhice afeta a saúde

Escrito por  Dianne Depra(*)
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atitude-negativa-em-relacao-a-velhice-afeta-a-saude-fotodestaqueO envelhecimento é inevitável, mas é geralmente tratado com uma atitude negativa. Basta olhar para a indústria da beleza orientada a voltar o relógio de todas as formas possíveis. Envelhecer terá as suas desvantagens, mas as pessoas estão perdendo a chance de fazer maior proveito dessa fase, pois olhar negativamente para o envelhecimento ao longo da vida só trará efeitos prejudiciais e mensuráveis no aspecto cognitivo de um indivíduo, na saúde física e mental.
Atitudes negativas em relação à velhice têm um efeito sobre a saúde física e cognitiva nos anos posteriores, de acordo com a pesquisa realizada pela universidade Trinity College Dublin (TCD).
Em um estudo publicado na revista Personality and Individual Differences (Personalidade e Diferenças Individuais), os pesquisadores Dierdre Robertson e Rose Anne Kenny detalharam os resultados de seus trabalhos depois de analisar o Estudo Longitudinal irlandês sobre Envelhecimento (TILDA) na TCD.
As conclusões da pesquisa provam que os adultos mais velhos que têm atitudes negativas em relação ao envelhecimento tiveram piores habilidades cognitivas e velocidades mais lentas dois anos mais tarde em comparação com as pessoas com atitudes positivas em relação à velhice. Neste grupo, o resultado após dois anos permaneceu igual mesmo tendo outros fatores, como alterações de saúde, condições de vida, humor e medicamentos terem sido contabilizados.
Outro achado da pesquisa é que atitudes negativas em relação ao envelhecimento também afetam a forma em que várias condições de saúde se manifestam.
Em adultos frágeis, por exemplo, os riscos de múltiplos problemas de saúde, que incluíam pior cognição, foram maiores. No entanto, aqueles com atitudes negativas acabaram por ter pior condição cognitiva em comparação com os participantes do Tilda que não foram classificados como frágeis. E aqueles que tinham atitudes positivas sobre o envelhecimento acabaram por ter as mesmas habilidades cognitivas que os participantes não-frágeis tinham. 
"A nossa forma de pensar, falar e escrever sobre o envelhecimento pode ter consequências diretas na saúde", disse Robertson, acrescentando que todos vamos envelhecer e, portanto, olhar negativamente para o envelhecimento ao longo da vida só trará efeitos prejudiciais e mensuráveis no aspecto cognitivo de um indivíduo, na saúde física e mental. 
Kenny também disse que os legisladores e pesquisadores podem usar os resultados de seu estudo e trabalhar em conjunto para desenvolver e implementar intervenções em toda a sociedade para enfrentar atitudes e possivelmente criar novas formas de manter a saúde nos últimos anos. 
Em síntese, o envelhecimento é inevitável, mas é geralmente tratado com uma atitude negativa. Basta olhar para a indústria da beleza próspera orientada a voltar o relógio de todas as formas possíveis! Envelhecer terá as suas desvantagens, mas as pessoas estão perdendo a chance de fazer maior proveito dessa fase, especialmente porque tem sido demonstrado que o simples fato de ter uma atitude negativa em relação ao envelhecimento irá impactar negativamente a saúde física e cognitiva ao final. 
(*)Dianne Depra escreveu para Tech Times. Tradução livre de Dhara Lucena, colaboradora do Portal do Envelhecimento. Disponível Aqui
FONTE :http://www.portaldoenvelhecimento.com/comportamentos/item/3983-atitude-negativa-em-relacao-a-velhice-afeta-a-saude

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Quantidade de selênio nas castanhas-do-brasil varia de acordo com região

Pequena no tamanho, mas grande em benefícios, a castanha-do-brasil é mundialmente reconhecida como a maior fonte natural de selênio (Se). Este mineral, essencial ao corpo humano, combate o envelhecimento celular e oferece outros tantos benefícios. Mas será que o teor de selênio é o mesmo em qualquer castanha encontrada no supermercado? Pesquisas realizadas na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em parceria com pesquisadores daEmbrapa mostraram que não é bem assim. Os cientistas descobriram que as concentrações do mineral nas amêndoas de castanha-do-brasil variaram muito entre as regiões produtoras do País. Aquelas coletadas no Amazonas e no Amapá, por exemplo, apresentaram cerca de 30 vezes mais Se do que as oriundas do Mato Grosso e Acre.
A reportagem é de Renata Siva, publicada por Embrapa, 30-03-2016.
Existe uma recomendação de se ingerir cerca de 55 microgramas de selênio (mcg) por dia, sendo o limite máximo permitido de 400 mcg de Se/dia. Com base nesses dados, os pesquisadores avaliaram a quantidade de Se em castanhas coletadas em castanhais nativos do Mato Grosso, Acre e Amapá, e também de quatro clones cultivados no Amazonas (Fazenda Aruanã, em Itacoatiara), uma vez que a castanheira ocorre em todo o bioma amazônico, cuja maior área encontra-se em território brasileiro.
Outro resultado interessante foi que os teores de selênio em clones de castanheira cultivados na Fazenda Aruanã também apresentaram diferenças nas quantidades observadas. “Esse último resultado sugere que não só o solo influencia na quantidade de selênio presente na castanha, mas também a capacidade da planta (genótipo) em absorver esse elemento”, explica a pesquisadora da Embrapa Rondônia, Lúcia Wadt. Antes desse resultado, os cientistas se questionavam se apenas o solo teria influência no teor de selênio da castanha.
Os pesquisadores também descobriram nesse trabalho que a diferença nos teores de selênio entre plantas muito próximas pode chegar a mais de cinco vezes, mas ainda não se sabe quais fatores estão influenciando a quantidade do mineral nas amêndoas. Para se ter ideia, o estudo mostra que as variações são de 0,5 a 3,5 mg kg-1 em amostras coletadas no Acre, 0,5 a 2 mg kg-1 em amostras do Mato Grosso, 20 a 82 mg kg-1 em amostras do Amapá e 11 a 98 mg kg-1 em amostras do Amazonas.
Com base nesses resultados, não é possível definir um número único de castanhas a serem consumidas diariamente a fim de completar a recomendação diária de 55 mcg de selênio por dia. No entanto, embora não se possa generalizar, a pesquisa revelou que uma única castanha da amostra coletada no Amazonas pode oferecer em média a quantidade de 185,7 mcg de Se, ou seja, 3,4 a mais do que o recomendado e as oriundas da amostra do Amapá oferecem cerca de 2,3 vezes a concentração de 55 mcg/dia. Já uma castanha entre as pesquisadas no Acre ou no Mato Grosso não oferece nem 10% desse teor recomendado e para atingi-lo seria necessário comer 11 amêndoas da amostra acriana e 15 da coleta mato-grossense.
Os pesquisadores ressaltam que esses resultados são de uma pesquisa inicial e os valores apresentados não podem ser tomados como padrões, pois há muita variação entre plantas de uma mesma região. No entanto, serve de alerta para que o consumidor observe a origem da castanha que está adquirindo e os valores de selênio informados no rótulo das embalagens. “Esses resultados servem também para alertar as empresas que processam e embalam a castanha-do-brasil sobre a importância de se avaliar o teor de selênio para cada lote ou região de origem da matéria-prima”, complementa Wadt.
Além da quantidade do mineral presente no alimento é importante saber o percentual de aproveitamento da substância no organismo, ou a quantidade que o corpo é capaz de absorver dele, chamado de biodisponibilidade do selênio. Somente com esse dado é possível preconizar as quantidades a serem ingeridas.
Devido à ampla variação entre os teores de Se na castanha dependendo da região geográfica, e ainda entre a capacidade de cada planta absorver o mineral, há necessidade de mais estudos sobre a biodisponibilidade do selênio para que se tenham valores concretos de recomendação de ingestão deste alimento para a população. “Comer umacastanha-do-brasil por dia não deve ser uma recomendação generalizada. É preciso saber a concentração e a biodisponibilidade de selênio da castanha que está sendo consumida”, alerta a pesquisadora.
Este estudo foi realizado por um grupo de pesquisadores das Unidades da Embrapa do Amazonas, Amapá e Rondônia, da Universidade Federal de Lavras e da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), campus de Tupã.
A castanha e o selênio
É comumente divulgado que o consumo de uma castanha por dia ajuda a combater doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer e obesidade. Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, comprovou que a ingestão diária de duas castanhas eleva em cerca de 65% o teor de selênio no sangue, mas alertou sobre os problemas com a toxidade desse mineral. Outro estudo da USP, que ganhou o prêmio Jovem Cientista do CNPq em 2015, também comprovou efeitos benéficos do selênio, nesse caso, contra o mal de Alzheimer. De uma maneira geral, os nutricionistas brasileiros recomendam a ingestão de uma única castanha por dia, mas também alertam que quantidades elevadas do mineral podem provocar intoxicação por selênio, ou selenose, causadora de perda de cabelo, fadiga, fraqueza das unhas, lesões na pele e problemas gastrointestinais.
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.