quarta-feira, 23 de março de 2016

POPULAÇÃO IDOSA

Retrato das principais doenças crônicas no País

Escrito por  Ivanir Ferreira (*)
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retrato-das-principais-doencas-cronicas-no-pais-fotodestaqueEstudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil) alerta para os riscos de doenças crônicas, como a arterosclerose, enxaqueca, hipertensão, diabetes e dislipidemia (presença de gordura no sangue). Estas patologias crônicas são as responsáveis pelos maiores índices de mortalidade e morbidade no Brasil e seu aumento, principalmente a partir dos anos 1960, têm gerado altos gastos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A saúde da população brasileira adulta não vai bem. As pessoas estão mais obesas, um terço tem hipertensão, muitas delas desenvolveram diabetes e quase metade tem colesterol alto. A avaliação é do médico Paulo Lotufo, e tem um fundamento bem sólido: dados levantados no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), que ele coordena na USP desde 2008. A primeira divulgação dos resultados do Elsa-Brasil a um público mais amplo foi feita no dia 1º de fevereiro no Hospital Universitário (HU) da USP, uma das bases operacionais do projeto.
A apresentação trouxe um retrato das principais doenças crônicas no País — arterosclerose, enxaqueca, hipertensão, diabetes e dislipidemia (presença de gordura no sangue). Estas patologias crônicas são as responsáveis pelos maiores índices de mortalidade e morbidade no Brasil e seu aumento, principalmente a partir dos anos 1960, têm gerado altos gastos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
O projeto Elsa testou e validou algumas medidas e escores de pesquisas já realizadas em populações no exterior com doenças cardiovasculares, para saber em que medida os critérios desses estudos poderiam ser aplicados à população brasileira. De forma geral, houve similaridade, inclusive com relação aos fatores de risco: obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. Em uma próxima etapa, serão considerados outros elementos como diversidade racial e hábitos de vida dos brasileiros.
O público pesquisado na USP é composto por professores e funcionários. Para esse grupo, o cardiologista Márcio Sommer Bittencourt, pesquisador do Elsa e um dos palestrantes do evento, não têm boas notícias. Segundo ele, apesar destes servidores terem mais acesso aos serviços de saúde do que a população em geral, andam com hábitos de vida não muito saudáveis. Mesmo sendo um pequeno subgrupo analisado, pouco mais de 5 mil, os participantes “uspianos”, quando comparados à maioria da população brasileira, estão mais obesos ou com sobrepeso, fazem menos atividade física fora do ambiente de trabalho e têm maior propensão ao diabetes.
Acompanhamento da saúde
Em relação ao acompanhamento da própria saúde, porém, o grupo da USP está em melhor situação. Dados da pesquisa sobre hipertensão arterial mostram que dos 35% dos participantes da USP que tiveram diagnóstico de hipertensão, 80% já tinham conhecimento dessa informação, enquanto que na população brasileira esta média cai para 50%.
Bittencourt espera que os exames realizados pelos servidores, cujos resultados foram entregues individualmente para cada participante, sirvam de estímulo para que cuidem melhor de si mesmos. Isso com o objetivo não apenas de melhorar sua expectativa de vida em anos, mas de ter uma “perspectiva de saúde mais prolongada”.
retrato-das-principais-doencas-cronicas-no-pais-foto1Elenir Aguilhera de Barros, de 72 anos, professora aposentada do Departamento de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, esteve o tempo todo sentada na primeira fila do evento a fim de acompanhar a apresentação dos trabalhos — e garante se sentir muito bem assistida pelo Elsa. Não só fez vários exames para investigar alguns problemas de saúde, conta ela, como também teve acesso ao acompanhamento psicológico para aposentados.
Além de doenças cardiovasculares, os resultados apresentados trouxeram dados sobre enxaqueca e doenças da tireoide. A pesquisadora Alessandra Goulart anuncia que o brasileiro está mais “enxaquecoso”, ou seja, ele tem mais episódios de dores de cabeça durante sua vida — cujos sintomas são dores pulsantes, náuseas, perda parcial da visão e sensibilidade à luz e ao som.
Apesar de não haver ainda nenhum estudo comprovando o crescimento do problema, há uma prevalência da enxaqueca aumentada em toda a América Latina. A novidade do estudo nessa área foram as evidências encontradas de que há correlação entre as pessoas que sofrem de enxaqueca e de transtornos de ansiedade e depressão.
Sobre doenças tiroidianas, há indícios de que a levotiroxina (medicamento utilizado no tratamento do hipotireoidismo) esteja sendo receitada de forma inadequada aos pacientes. Segundo a pesquisadora Isabela Benseñor, o diagnóstico de hipotireoidismo subclínico (forma mais branda da doença, geralmente sem sintomas, mas detectável em exames) é feito pelo Elsa a partir da dosagem dos hormônios e de informações do paciente se ele faz uso ou não da levotiroxina. A partir desse procedimento, foi possível observar que há mais pessoas com hipotireoidismo clínico do que com hipotireoidismo subclínico, o que sugere que “tem mais gente do que deveria usando a levotixoxina”, adverte Isabela.
A investigação multicêntrica do projeto Elsa-Brasil vem sendo desenvolvida desde 2008 com cerca de 15 mil pessoas entre 35 e 74 anos de várias instituições públicas de ensino superior e pesquisa das regiões nordeste, sul e sudeste do Brasil. Na USP, são 5.061 voluntários que participam do trabalho. O objetivo é investigar, a longo prazo, a incidência e os fatores de risco para doenças crônicas. A importância das pesquisas do Elsa se confirma na área de saúde pública brasileira. Os resultados vão servir de subsídio para direcionamento e adequações de políticas públicas. As ações do SUS, dos programas de atenção primária e do sistemas privados terão impactos direto dos resultados dessas pesquisas, conclui Lotufo.
(*) Ivanir Ferreira, escreve para o USP online/Agência Usp de Notícias: Acesse Aqui 
FONTE - http://www.portaldoenvelhecimento.com/saudedoenca/item/3967-retrato-das-principais-doencas-cronicas-no-pais

Como evitar a perda de massa muscular causada pela idade: tomate + maçã | ABC da Saúde

Como evitar a perda de massa muscular causada pela idade: tomate + maçã
Um dos principais fatores que produzem limitações físicas na pessoa que vai envelhecendo é a redução generalizada de massa muscular. Este fenômeno ocorre por atrofia e por redução do número de fibras musculares (processo este chamado de sarcopenia) e é responsável pela perda de força na musculatura esquelética (aquela responsável pelos movimentos voluntários do corpo) o que por sua vez leva a problemas de equilíbrio e quedas. Apesar de pouco perceptível em adultos mais jovens, este processo tem início entre os 30 e 40 anos de idade. Nas duas ou três décadas seguintes a força continua a diminuir e a musculatura vai atrofiando. A qualidade de vida vai diminuindo proporcionalmente.
Este tema vem ganhando maior interesse nos últimos anos devido ao aumento da expectativa média de vida da população com o consequente crescimento da proporção de idosos. Algumas estratégias têm sido utilizadas para diminuir o efeito do envelhecimento sobre a massa muscular, como a prática de exercícios contra resistência (como a musculação) e abordagens nutricionais. No entanto, pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares que produzem a fraqueza e a atrofia muscular da idade, principalmente por ser um processo crônico e cumulativo, ao contrário das atrofias agudas produzidas por jejum, doenças sistêmicas ou ausência de atividade da musculatura.
Uma nova contribuição foi dada recentemente para o entendimento deste processo com a publicação de resultados de uma pesquisa na revista científica Journal of Biological Chemistry. Um grupo de cientistas investigou, em um modelo animal, os mecanismos moleculares da fraqueza e atrofia muscular da idade e possíveis intervenções sobre estas condições. Para isto utilizou dois compostos encontrados na natureza que estimulam a síntese proteica em cultura de fibras musculares, o ácido ursólico, presente na maçã, e a tomatidina, presente no tomate verde (a maior concentração está na casca destas frutas). Estes compostos foram adicionados na ração de camundongos velhos por dois meses. Após este período foi feita a avaliação da massa e da força muscular comparando os animais que receberam os compostos na dieta com os que não receberam.
Os resultados demonstram que os animais que receberam os compostos reverteram tanto a atrofia quanto a fraqueza muscular produzidas pela idade. Um dos mecanismos propostos pelos pesquisadores é a ação dessas substâncias inibindo um fator de transcrição (ATF4) que seria um dos responsáveis pela redução da massa muscular.
Este estudo, além de esclarecer alguns aspectos envolvidos com a atrofia muscular da idade, fornece subsídios para a prevenção e o tratamento desta condição.
Enquanto aguardamos novos estudos em humanos que comprovem esta possibilidade, não custa nada comermos uma maçã e um tomate verde após a musculação! 
Autor: Equipe ABC da Saúde
Referência Bibliográfica
  • - Journal of Biological Chemistry - jbc.org/cgi/doi/10.1074/jbc.M115.681445
  • https://www.abcdasaude.com.br/noticias/como-evitar-a-perda-de-massa-muscular-causada-pela-idade-tomate-mais-maca

Aplicativo permitirá que Deficientes Visuais possam realizar pesquisas e ouvir todo o conteúdo da enciclopédia.

by Ricardo Shimosakai
Será construida uma estrutura aberta onde qualquer sintetizador de voz de código aberto pode ser conectadoSerá construida uma estrutura aberta onde qualquer sintetizador de voz de código aberto pode ser conectado
Wikipedia é uma importante ferramenta de pesquisa, um site online recheado de informações, sempre atualizado onde os usuários podem acrescentar informações. As pesquisas efetuadas são feitas no âmbito profissional, acadêmico e até científico. Os seus usuários possuem uma rica quantidade de informação de forma simples, prática e confiável. A Wikipedia, uma enciclopédia composta por vários idiomas (um total de 205 línguas e dialetos), totalmente livre, online, escrita por várias pessoas voluntárias, criada em 2001, mas que nem todos podiam usufruir de seus conteúdos, uma vez que suas informações não são inacessíveis para os deficientes visuais.
No começo desse mês de março, a Wikipedia fez uma declaração que deixará os deficientes visuais animados, informou que fez uma parceria com a empresa KTH, um instituto real de tecnologia da Suécia, para que criassem uma ferramenta que possibilite a leitura de seu conteúdo por usuários com deficiência visual.
Para integrar esse público alvo e tornar seu conteúdo acessível para eles, a plataforma“Wikispeech” será desenvolvida através de crowdsourcing, que nada mais é que idéias, soluções e conhecimentos a partir de um grupo. Além disso, a plataforma terá código aberto, ou seja, será um programa de computador com seu código original licenciado, onde o direito autoral autoriza estudar, alterar e distribuir o software gratuitamente e para qualquer finalidade. Essa intenção em possuir o código aberto é para que os usuários deficientes visuais possam opinar na criação dessa ferramenta.
De acordo com seu desenvolvimento coletivo (pois será elaborado pelos programadores com o auxílio dos usuários), após seu lançamento provavelmente apareçam outras versões. A intenção e expectativa é que o programa expanda para outras 280 línguas.
Fonte: sobreisso.com

Accessible Spain Travel Brochure – 2016

by Ricardo Shimosakai
Madrid has an extensive, modern public transport system, with trains, buses and other means of transport that are wheelchair accessibleMadrid has an extensive, modern public transport system, with trains, buses and other means of transport that are wheelchair accessible
Accessible Travel Brochure - Spain 2016 includes tailor-made accessible day-tours and customized holidays, targeted to disabled travellers and people with limited mobility who visit Spain. Our tours use private wheelchair accessible vehicles and English/Spanish speaking driver/guides.
Join us for a truly unique and unforgettable experience!
Spain is a beautiful and diverse country located in the southwest of Europe. Every year millions of tourists decide travel to Spain, the country has been one of the most important tourist destinations of the last decades becoming the third most popular travel destination in Europe.”
Spain is a country of large geographical and cultural diversity, often a surprise for tourists who are expecting to find a country mostly known for beach tourism. Travel to Spain and you will find everything, from lush meadows, green valleys, hills and snowy mountains in the Northern regions to almost desert zones in the South.
Its beaches are also famous and worth visiting, small and charming creeks in the North and wide white sand beaches on the South and Western parts of the country, without forgetting the exotic black sand beaches of the volcanic Canary Islands.
One of the better known cities is Madrid, capital city of Spain. Due to its central location, in the heart of Spain it has excellent communications with the rest of the provinces and is seat to the Spanish government and to the Royal Palace where the kings of Spain usually dwell.
Download the brochure from the right-hand panel in PDF format (35 pages) Accessible Madri - Accessible Spain Travel Brochure
In this brochure we recommend you some places worth visiting. If you are planning your trip to Spain and you haven't decided yet where to go, you may find good ideas for your destination in this brochure. We made our selection of best sites in Spain and always bearing in mind ACCESSIBILITY.
Source: ENAT
Ricardo Shimosakai | 23/03/2016 às 11:58 | Categorias: acessibilidade | URL:http://wp.me/pSEPi-6vI

terça-feira, 22 de março de 2016

Sete cidades e suas grandes ideias sustentáveis
As cidades concentram, atualmente, mais da metade da população mundial. Segundo dados da ONU, 54% da população vive em áreas urbanas, e esse número pode passar para 66% até 2050. A distribuição desse contingente, na maioria dos casos, ocorre de forma desigual, lotando as grandes cidades. Até 2014, 453 milhões de pessoas viviam nas 28 megacidades mundiais. Entre essas, 16 são asiáticas, quatro são latino-americanas, três são europeias, três são africanas e duas são norte-americanas. Fica claro, portanto, que as cidades possuem vital importância para as causas ambientais. Iniciativas criadas nos grandes centros urbanos podem ser replicadas mundialmente.
Essa semana, o jornal inglês The Guardian formou uma lista de sete cidades do mundo que colocaram em prática grandes iniciativas na busca pelo desenvolvimento urbano sustentável.

(Foto: Hamburg Rathaus/Flickr-CC)
Hamburgo – A cidade do norte da Alemanha que já é exemplo de caminhabilidade baniu o uso de cápsulas de café, que usam materiais difíceis de reciclar, em prédios do governo e de outras instituições públicas como escolas e universidades. A medida é parte de uma política para reduzir a quantidade de resíduos sólidos lançados no meio ambiente. A iniciativa também bane garrafas e talheres de plástico, entre outros produtos.
Oslo – O novo projeto do governo da capital norueguesa é proibir a circulação de carros no centro da cidade até 2019. O esforço faz parte das medidas tomadas para atingir a meta de cortar pela metade as emissões de gases poluentes até 2020.
(Foto: WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Bogotá – A capital colombiana implantou um dos mais bem sucedidos sistemas de BRT do mundo, o TransMilenio, sistema que ajudou a transformar a realidade da população. Os ônibus circulam em corredores dedicados, beneficiando milhares de pessoas com transporte coletivo eficiente e de alta qualidade. Bogotá também possui o dia anual sem carro, instituído desde 2000.
Helsinque – No rol de cidades que trabalham por um futuro livre da dependência dos carros, a capital finlandesa planeja criar um aplicativo para smartphones que proporciona às pessoas o acesso a opções de transporte mais baratas e sustentáveis, como caronas, táxis, bicicletas e ferries. O aplicativo permitirá que o usuário encontre esse meio de transporte e pague por ele pelo próprio celular.
(Foto: abrunvoll/Flickr-CC)
Milão – Seguindo iniciativa já criada em Paris, Milão pretende pagar aos cidadãos para utilizar a bicicleta no caminho ao trabalho. A cidade está desenvolvendo um aplicativo para monitorar os ciclistas. O governo italiano anunciou recentemente um fundo de 35 milhões de euros para soluções sustentáveis de mobilidade.
Seul – A cidade é considerada líder mundial em número de dados e possui a banda larga mais rápida do mundo. Com o apoio do prefeito Park Won-Soon, Seul lançou o ShareHub, plataforma online que conecta usuários com serviços de compartilhamento, apoia empresas de economia compartilhada e oferece workshops para residentes.
(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
São Paulo – O ex-prefeito da cidade, Gilberto Kassab, instituiu em 2006 a Lei Cidade Limpa, que proíbe a propaganda em outdoors e regula o tamanho de letreiros e placas de estabelecimentos comerciais. A iniciativa foi pioneira nesse movimento, hoje já implantado também em cidades dos Estados Unidos e em Chennai, na Índia.
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Maior favela flutuante do mundo encontra na sustentabilidade um meio de prosperar

Escola flutuante de Makoko (Foto: Forgemind ArchiMedia/Flickr)
Soluções sustentáveis podem ser alcançadas nas mais críticas e diversas situações ao redor do mundo. Prova disso está na construção de uma escola no meio da Lagoa Lagos, localizada na maior cidade da Nigéria, Lagos, onde está instalada a comunidade de Makoko, a maior favela flutuante do mundo. A estrutura foi instalada para atender as necessidades dos habitantes, que sofrem com o impacto das mudanças climáticas e da rápida urbanização ocorrida na África.
Makoko é um lugar difícil de imaginar. Lagos foi fundada como uma vila de pescadores no final do século 19. Com o aumento populacional, os habitantes tiveram de se mudar para a água. Hoje, Makoko é composta  por seis vilas espalhadas em terra e água na costa da Nigéria. Quatro dessas vilas estão sobre a água.

(Foto: Rainer Wozny/Flickr)
A lagoa transformou-se em uma série de canais onde as “ruas” são formadas por palafitas, casas construídas de madeira e sustentadas por estacas, e canoas trafegam como táxis, transportando moradores e turistas. Não existem dados oficiais sobre a população de Makoko, porém o número estimado é de 100 mil habitantes. A comunidade parece já estar acostumada a viver neste mundo cercado por água, apesar de isso implicar conviver com o mal cheiro e inúmeras doenças.
Para ajudar na adaptação dessas pessoas, o arquiteto nigeriano Kunlé Adeyemi  encontrou nos diversos tipos de materiais e madeiras espalhadas pela lagoa um meio sustentável de ajudar. Inaugurado em 2013, a invenção de Kunlé foi pensada para ser uma escola, porém se transformou em um local de convívio para a comunidade e de referência em Makoko, que não tem hospitais.

Escola flutuante

Estrutura da escola flutuante (Foto: Forgemind ArchiMedia/Flickr)
Com formato triangular, a estrutura foi construída com uma série de tábuas de madeira paralelas sobre uma plataforma de 100 m² sustentada por barris vazios. Para realizar o trabalho, o arquiteto contratou moradores locais com o objetivo de ensiná-los para que pudessem, posteriormente, construir suas próprias casas. Painéis de energia solar no telhado e um sistema de captação de água tornam a escola quase inteiramente sustentável.
No primeiro andar, foi instalado um espaço público verde para entretenimento. No segundo, está a sala de aula, com capacidade para cem alunos, e o terceiro andar também é usado para aulas, mas não tem paredes laterais. A água coletada da chuva fica armazenada em coletores abaixo da linha da água. A estrutura é flutuante e se adapta às mudanças da maré e às variações do nível da lagoa, grande benefício em relação às outras construções, que sofrem frequentes inundações. O local está ancorado, mas pode ser movido conforme seja necessário.
(Foto: Heinrich-Böll-Stiftung/Flickr)
Segundo o jornal inglês The Guardian, graças à escola, o governo de Lagos anunciou, em abril do ano passado, que considera incorporar a estrutura em um plano de regeneração de toda a comunidade de Makoko. “Este é um momento raro e significativo na História, onde a inovação foi, finalmente, combinada com uma reconsideração aberta das políticas estabelecidas”, afirmou Kunlé. “Esse é um importante sinal para chamar a atenção para os interesses local e global, fundamental para enfrentar desafios e oportunidades consequentes da rápida urbanização e das mudanças climáticas”. - See more at: http://thecityfixbrasil.com/2016/03/11/maior-favela-flutuante-do-mundo-encontra-na-sustentabilidade-um-meio-de-prosperar/#sthash.IB28eS7n.dpuf

Trabalhadores mais velhos: obstáculos ou vantagens?

Escrito por  Scott Waddington(*)
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trabalhadores-mais-velhos-obstaculos-ou-vantagens-fotodestaqueEm algum momento, durante os anos 1970 e 1980, ocorreu uma grande mudança no mercado em relação aos trabalhadores mais velhos. Como a maré da tecnologia aumentou e a estrutura da indústria mudou, aqueles que anteriormente tinham sido respeitados como os detentores de habilidades, experiência e até mesmo de sabedoria, chegam a ser considerados cada vez mais como obstáculos no caminho do progresso. 
As empresas devem abraçar as oportunidades apresentadas pelos funcionários que permanecem no ramo de trabalho por mais tempo, Scott Waddington escreve.    
Em algum momento, durante os anos 1970 e 1980, ocorreu uma grande mudança nas atitudes das pessoas em relação aos trabalhadores mais velhos.
Como a maré da tecnologia aumentou e a estrutura da indústria mudou, aqueles que anteriormente tinham sido respeitados como os detentores de habilidades, experiência e até mesmo de sabedoria, chegam a ser considerados cada vez mais como obstáculos no caminho do progresso.
O fenômeno da aposentadoria antecipada tornou-se cada vez mais comum agora que as empresas têm tido seus tamanhos reduzidos e evoluíram em diferentes tipos de operações e e, inclusive, mais jovem, supostamente mais adaptável, em que a equipe, também mais jovem, tornou-se altamente valorizada em muitos aspectos.
Este culto à juventude tem aumentado em toda a indústria, já que os avanços tecnológicos têm acelerado e nativos digitais têm se encaixado em muitas ocupações recém-criadas.
Tendência insustentável
No entanto, percebemos após poucos anos que a tendência de trabalhadores se tornarem obsoletos com seus 50 anos é simplesmente insustentável.
Mais do que isso, ficou claro que esse processo deve ser eliminado e que devemos sim inverter essa tendência se quisermos evitar um buraco negro das principais habilidades de nossa força de trabalho ao longo da próxima década.
Visto da perspectiva do Reino Unido, os números são gritantes. Ao longo dos próximos 10 anos, 13,5 milhões de ofertas de emprego irão se abrir por meio de novos cargos que estão sendo criados ou através de pessoas que deixarão a força de trabalho e que precisarão ser substituídos. Por outro lado, pouco mais da metade desse número - sete milhões - vão deixar a escola e entrar no ambiente de trabalho.
Business in the Community identificou mais de um milhão de pessoas com idade superior a 50 anos que foram, na realidade, expulsas do mercado de trabalho por questões de saúde ou redundância. Quando eles saem, levam consigo um oceano de habilidades e experiência.
No País de Gales temos 205.000 pessoas com 50 anos ou mais e que são economicamente inativas, muitas das quais estão dispostas e são capazes de trabalhar, mas que enfrentam múltiplas barreiras para recuperar o emprego.
Sem uma mudança nas atitudes e abordagem, o número continuará crescendo na medida que a proporção de idosos da população em geral também aumentará acentuadamente.
Enorme desafio
Estima-se que pelo menos 60.000 dos inativos com mais de 50 anos no País de Gales poderiam voltar a trabalhar muito facilmente com o apoio certo. Mas ainda mais importante, empregadores enfrentam o desafio de reter o número muito maior de idosos ainda ativos.
O Governo do país reconheceu este enorme desafio e o Comitê Empresas e Negócios realizou um inquérito aprofundado sobre as formas pelas quais as pessoas podem permanecer no trabalho por mais tempo. Constatou-se que quase 36% das pessoas com idades entre 50-64 no País de Gales estão fora da força de trabalho. Isso significa uma quantidade imensa de habilidades e experiências sendo desperdiçadas, justo quando são tão necessárias.
A campanha Governo Galês Envelhecendo Bem no País de Gales enfatiza a importância de pessoas mais velhas terem a oportunidade de treinar e prolongar as suas vidas produtivas.
trabalhadores-mais-velhos-obstaculos-ou-vantagens-foto1
Sabemos que regimes de pensões de hoje funcionam de tal forma que mais pessoas serão forçadas pelas circunstâncias financeiras a trabalhar além da idade tradicional de aposentadoria de 65 anos e que a idade de saída típica continuará subindo em direção aos 70 e mais. Os empregadores precisam abraçar esta situação, não só como um fato da vida, mas como uma grande oportunidade de negócio.
Se no geral o(a) trabalhador(a) está cada vez mais suscetível a trabalhar até que ele ou ela possua quase 70, então alguém que está apenas com 50 tem quase metade de uma vida de trabalho à frente deles.
Como tal, os empregadores devem perceber quais são as competências que os indivíduos necessitam para tornar a próxima fase de sua vida de trabalho mais produtiva e satisfatória. Os insights, maturidade e experiência do trabalhador mais velho devem ser convertidas por meio de treinamento em uma vantagem sólida para as empresas.
Desmitificando
Uma desmitificação será necessária ao longo do caminho; ao se reconhecer que os trabalhadores mais velhos, na verdade, faltam menos por doenças do que os mais jovens e que, quando dada a oportunidade, a maioria deles querem abraçar novas tecnologias e novas habilidades. Acrescente a isso a capacidade de muitos deles em orientar uma nova geração de trabalhadores e empregadores, é nítida a quantidade enorme de valor em manter aqueles que possuem mais de 50.
Eu fiquei muito feliz ao ler uma história recente da empresa siderúrgica Newport que continuou pagando seus 150 trabalhadores mais fortes - muitos em seus 50 e 60 anos - por 18 meses enquanto a empresa estava parada, pois percebeu que não seria capaz de obter aquela habilidade e experiência de volta quando o mercado voltasse a crescer. Todos eles estão agora muito felizes de voltar ao trabalho e são raros os que estão falando em se aposentar.
Realisticamente, são poucas as empresas que podem se dar ao luxo de fazer isso, mas certamente faz sentido investir na construção e adaptação das competências dos trabalhadores mais velhos para aumentar a competitividade e ajudar a evitar um déficit de competências que se aproxima.
A pesquisa mostra que apenas 31% dos empregadores têm uma estratégia de RH para gerenciar sua força de trabalho mais velha, apesar dos números que mostram que eles vão precisar desesperadamente de suas habilidades e compromisso nos próximos anos. Tais estratégias não devem apenas se concentrar em manter aqueles que já estão a bordo, mas deve assegurar que as práticas de recrutamento deem oportunidades para as pessoas mais velhas para competir de forma igual pelas vagas de emprego.
Claramente, mais empregadores precisam dar prioridade a esta questão. Com o apoio certo, incentivo e treino não há nenhuma razão pela qual a maioria dos que têm mais de 50 anos não poderem continuar a trabalhar da mesma forma produtiva como têm feito nos 30-40 anos anteriores.
Alguns podem precisar de flexibilidade do seu empregador para que este permita a demanda de cuidado com a saúde, mas, dada essa flexibilidade, eles não devem ser menos produtivos do que colegas mais jovens.
Com o tempo, os locais de trabalho multigeracional devem tornar-se a norma, com jovens e pessoas de 70 anos de idade trabalhando lado a lado e, espero, que beneficiem com as diferentes perspectivas e coletivamente contribuam para uma operação mais produtiva.
Os trabalhadores mais velhos são potencialmente uma vantagem importante para os empregadores e, com tantos benefícios sociais e de saúde que vêm de emprego de boa qualidade, a sociedade inteira e a economia deverão se beneficiar também. 
(*)Scott Waddington é Comissário do País de Gales na Comissão do Emprego e Competências no Reino Unido. Ele também é presidente da SA Brain & Co. Saiba mais, Acesse Aqui Tradução livre de Dhara Lucena. O texto foi traduzido. Acesse Aqu
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.