terça-feira, 9 de abril de 2013

Essa tal de felicidade talvez seja mais simples do que parece...


MARIA HELENA, SESSENTA E TRÊS ANOS.

   Sinto grande disposição física, sou aposentada há dez anos e faço Ioga, Dança Circular, Hidroginástica, Dança de Salão, participo do Coral, fazia aulas de Violão, e vou iniciar Espanhol, Teatro Terapia, Ginástica Aeróbica e Informática.Tudo isto no CIVI (chamam de clube do vovô), aonde tenho uma porção de amigos e amigas. Descobri este lugar faz uns cinco anos. E faço ginástica em um salão de igreja, com professora amiga. Já trabalhei em metalúrgica, em fiação, em tecelagem, e como babá. Namorei, mas nunca me casei, atribuo ao meu gênio exigente, sou do signo de Escorpião. Gostaria de ter tido filhos, mas nunca deu certo. Mas tenho vivência gostosa com crianças e de quem fui babá. Houve um tempo em que eu cuidava simultaneamente de seis delas, duas maiores indo para a escola já, e ficando comigo quatro (com dois meses, dois, quatro e seis anos) Desenvolvemos fortes laços de carinho.Durante vinte e seis anos morei com uma tia.Agora já conseguí construir minha própria casa faz treze anos, e sou muito feliz.Peço à Deus que se eu tiver um mal-estar, por favor que seja na companhia  de alguém.Perdi minha mãe com três anos de idade, fui criada pela minha avó.Tenho irmãos, que moram em outras cidades.Vou à missa aos domingos, gosto de televisão, de ler romances policiais, e de escrever poemas, ou inventar textos novos juntando frases de que gosto de outros textos.Mas é um prazer secreto, não mostro para ninguém.Fiz curso técnico, e treze cursos extras de tudo o que pude fazer.Controlo com calma e constância  minha saúde. Tive entre outros problemas um câncer de pele e um ginecológico, mas já estou liberada do controle . Com uma vida diferente das demais pessoas, sou muito feliz. “Não há fatos eternos,como não há verdades absolutas.” –Friedrich Nietzsche.


Caso real.Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga,E-mail: bfritzsons@gmail.com

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Reconhecidos na rua...

Reconhecidos na rua', equipe de goalball quer que popularidade vire ouro em 2016.

http://paratletabrasil.com.br/Modalidades/Goalball/Not%C3%ADcias/2013/03/27/%27Reconhecidos%20na%20rua%27,%20equipe%20de%20goalball%20quer%20que%20popularidade%20vire%20ouro%20em%202016

Equipe Santista...


Equipe santista de goalball é contratada por Santos FC, que investirá mais no esporte.



Uma história de reorganização pessoal


Shirlei, sessenta e quatro anos


  Juventude para mim significou abandono de escola chata, trabalhar desde os doze anos, assumir a responsabilidade pela família e cuidados da casa com dezessete, pai já falecido, mãe doente, cuidando ainda de irmã mais nova. Pouquíssimo lazer, casamento aos vinte e poucos anos, gravidez dez anos depois, cuidando de sogra querida por doze anos todos os dias, e meu marido cuidando desta mãe todas as noites, ambos casados e em solidão que parecia viuvez. Hoje, aos sessenta e quatro, único filho formado e empregado, sinto que chegou um tempo em que posso investir mais em minha pessoa. A relação como casal conseguiu ficar melhor do que já era. Mais companheirismo? Menor peso de nossa diferença de dez anos de idade?Não sei a resposta, mas é momento bom. Passei a participar do Conselho do Idoso, cuidando agora da grande família social composta pelos idosos que precisam de apoio.  Fui convidada a representar a pessoa idosa na Comissão Permanente de Acessibilidade da cidade, composta de pessoas do poder público, civil, e de entidades que cuidam das pessoas com deficiência e de pessoas idosas. Acessibilidade é um direito universal, me sinto um pouco mãe de todos. E tenho parceira constante nestes grupos, amizade nova – Cleide. Brincam dizendo que parecemos Faísca e Fumaça. Participamos também do coral do Centro de Integração e Valorização do Idoso. Temos planos de fazer ginástica e hidroginástica no mesmo local, mas antes providenciaremos alguns acertos em saúde, pequenos problemas típicos de nossa idade. Fiz curso de Desenvolvimento Humano em doze contatos que me fez pessoa mais comunicativa, solta e capaz de novos planos. Hoje o marido me incentiva a continuar esta busca, benéfica para todos. “Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço”- Chico Xavier.

Caso real, Elizabeth Fritzsons da Silva, psicóloga,
E-mail: bfritzsons@gmail.com 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Informe aos leitores

Prezados leitores,

peço desculpas pela ausência temporária de postagens, resultante de mudança de foco de trabalho.
Passo a partir de agora a incluir também informações e experiencias e entrevistas com pessoas idosas que vencem os desafios que surgem. 

Voluntáriado de Idosos


ALEMANHA

Fundação alemã exporta experiência de aposentados

Criado há 30 anos, o SES envia especialistas veteranos para darem consultoria a empresas e instituições educacionais na Alemanha e no exterior. Realizado voluntariamente, serviço é considerado um modelo de sucesso.
Cinco anos atrás, Siegfried Müller sequer sabia onde ficava Kigali, capital de Ruanda. Isso mudou quando sua esposa o registrou no Senior Experten Service (SES – Serviço de Especialistas de Terceira Idade). A fundação oferece a aposentados a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos na Alemanha ou no exterior.
Açougueiro aposentado, Müller conseguiu sua primeira missão pelo SES justamente em Kigali. O proprietário de um supermercado ruandense queria incluir salsichas em seu sortimento, e caberia ao aposentado ensinar o processo de confecção aos funcionários.
Mas, para o idoso alemão, trabalhar no país africano era coisa difícil de imaginar. "No começo, fiquei chocado", recorda o ex-açougueiro de 65 anos. "O que associamos a Ruanda, na Alemanha? O genocídio dos hutus e tutsis. Depois, não ouvimos mais falar em Ruanda", comenta, em entrevista à DW.
Ele procurou mais informações sobre o país no Ministério do Exterior, e por fim decidiu viajar. Em janeiro de 2009, Müller voou para a África pela primeira vez em sua vida, ficando quase cinco meses em Kigali. Desde então, retornou varias vezes ao país, além de ter trabalhado na Etiópia e na Zâmbia.
Agrônomo Volker Hache acompanha produção de mamão desidratado no Peru
Atividades em mais de 160 países
O SES iniciou seus trabalhos em Bonn em 31 de janeiro de 1983, inicialmente como projeto-piloto da Câmara Alemã de Indústria e Comércio (DIHK) e do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento. "Eles fundaram o SES para garantir que a valiosa experiência de trabalho dos especialistas alemães não se perca, quando eles se aposentam", explica Ute Sonnen, vice-diretora departamento do SES responsável pelos serviços no exterior. O projeto-piloto logo se tornou um sucesso. Nos últimos 30 anos, mais de 25 mil atividades foram realizadas em 160 países.
O SES não cria projetos próprios, mas simplesmente responde aos pedidos. E assim que encontra um voluntário capaz de cumprir a tarefa, ele é enviado ao exterior. O voo é pago pelo SES, com ajuda do Ministério do Desenvolvimento. A empresa que fez o convite se encarrega da alimentação e do alojamento.
Não há a preocupação de que os idosos possam usar sua viagem para fazer férias no exterior, afirma Anja Tenambergen, diretora do departamento do SES encarregado da região África. "Os clientes relatam que os peritos são muitas vezes tão motivados que até trabalham nos finais de semana, se necessário."
Aposentada Monika Kuppler ensina egípcios a manufaturar tecidos de melhor qualidade
Sucesso também na Alemanha
Embora os serviços de peritos veteranos tenham sido originalmente destinados a outros países, empresas alemãs também passaram a receber os valiosos conselhos dos aposentados. Até mesmo alunos que têm notas baixas podem contar com os aposentados de boa vontade, que agem como padrinhos, ajudando-os a estudar para as provas escolares.
Além disso, o Serviço de Especialistas também oferece apoio para grupos de trabalho nas instituições de ensino. É o caso de uma escola em Bonn que recebeu ajuda de um aposentado do setor agrícola para criar sua plantação de agrião. "Para os alunos, foi uma experiência emocionante. Eles puderam acompanhar tudo, desde a escolha do agrião, passando pela forma das embalagens até a comercialização do produto", relata Ute Sonnen.
Para Siegfried Müller, o SES também foi um enriquecimento pessoal. Ele gostaria muito de voltar à África e espera poder ser convidado novamente. A informalidade da maioria dos africanos foi o que mais cativou o alemão. "Em Colônia, onde moro, dizemos 'Et kütt wie et kütt' ['O que será, será', em tradução livre]. Já os africanos dizem 'Hakuna matata'. É a mesma coisa."
Autora: Elizabeth Schoo (md)
Revisão: Augusto Valente

Uma bela lição para todos nós.


Um problema de saúde aos oito anos fez a jovem Taiana Lopes, de Niterói (RJ), tomar um susto. "tive osteossarcoma no fêmur direito. É um tipo de câncer ósseo muito comum, especialmente em crianças e adolescentes", explica a nadadora, hoje com 17 anos, sobre a doença que ela teve por duas oportunidades e, na segunda, aos 11, a obrigou a amputar a perna direita.

Mas o drama infantil não parou por aí. Assim que foi curada, recebeu uma informação nada animadora do médico que a tratava. "Ele disse que mesmo se eu usasse prótese, eu teria de andar de muleta. Mas no primeiro dia de prótese já andei sem muletas. Ninguém acreditava, mas na verdade, eles é que deveriam me conhecer melhor (risos)", conta a atleta, se referindo à sua força de vontade em superar as dificuldades.

Mas a jovem não deixou nenhum dos dois sustos lhe perturbar. Mais ainda: encontrou na natação um caminho de motivação para mais conquistas. Em menos de dois anos, ela já faz as contas de seus títulos na Classe S9.

"Tenho uma prata e um bronze nas Paralimpíadas Escolares de 2011, e três bronzes e duas pratas no ano passado. Neste ano, quando conquistei vaga para o Nacional com mais um bronze", conta Taiana, que não só está classificada para o nacional deste ano, como ainda precisou antecipar a entrevista com nossa reportagem para chegar cedo ao treino. "O Nacional é logo ali, está chegando", brincou.

Ela até sente um pouco de desconforto com a prótese, mas nem se preocupa com isso. "É natural, toda prótese incomoda, no calor do Rio de Janeiro um pouco mais, mas nada grave". Já sua recuperação vai virar tema de um congresso na Suíça, no fim do ano.

"Vão levar essa questão para lá, porque parece que não é normal eu conseguir usar a prótese nas condições que eu consegui. Não há relatos sobre isso, por isso vão levar o caso para lá".

Enquanto isso, ela treina para evoluir na natação e superar barreiras. As que apareceram na frente de Taiana, apesar de grandes, não surtiram nenhum efeito.

http://paratletabrasil.com.br/Especiais/2013/03/13/Nadadora%20supera%20c%C3%A2ncer,%20amputa%C3%A7%C3%A3o,%20coleciona%20medalhas%20e%20vira%20tema%20de%20estudos%20na%20Su%C3%AD%C3%A7a

Atenciosamente,
Israel Stroh
Editor responsável
Oferecemos arquivo de textos específicos, de documentos, leis, informativos, notícias, cursos de nossa região (Americana), além de publicarmos entrevistas feitas para sensibilizar e divulgar suas ações eficientes em sua realidade. Também disponibilizamos os textos pesquisados para informar/prevenir sobre crescente qualidade de vida. Buscamos evidenciar assim pessoas que podem ser eficientes, mesmo que diferentes ou com algum tipo de mobilidade reduzida e/ou deficiência, procurando informar cada vez mais todos para incluírem todos.